Notas iniciais
Oi gente! Eu sei, eu sei, eu sei. Passou-se tantos anos, e agora voltei pra terminar. Pois é... acontece que a bonitona aqui, perdeu a conta e por algum milagre consegui recuperar. Essa história tem final sim, tá?

Março de 1916 — Batalha de Dujailla se inicia. Alemães atacam Londres.

POV. Regina Mills

O sol entrara sobre a janela com mais ímpeto naquela manhã, revelando a beleza das paisagens verdes e intocadas, de Yorkshire. Não havia dentro de nossa casa vento ou sopro que pudesse ser sentido, a não ser o pequeno frio matinal, mas sabia que uma leve brisa soprava lá fora pelo vislumbre da janela, aquele balançar calmo das árvores ainda floridas.

Então acordo, nua, de bruços sobre os lençóis quentes que Robin havia comprado recentemente para a nossa casa. – O nosso presente de natal, como ele gostara de chamar – Porém, meu corpo ainda estava pesado demais para sair da cama. Cansado demais.

Resolvo ficar ali, olhando o sol que despertava sobre as árvores preguiçosamente em raios da aurora. E quando me viro para o lado, percebo que Robin já havia acordado e agora estava me observando com seus olhos verdes realçados na luz da janela. Sorri pra ele e ele em resposta me deu um beijo que fiz questão de retribuí-lo prontamente. Foi então que escutei sua voz ainda rouca e grave por ter acabado de acordar entoar aos meus ouvidos:

— Nunca me canso de ver meu dia amanhecendo no seu olhar. Você está cada dia a mais perfeita.

Acabo sorrindo pelo elogio da manhã, ao me recordar a noite que havíamos tido. Robin e eu, passamos a noite toda acordados em nossa própria comemoração de casamento. Ainda não havíamos feito um ano de casados, mas comemorávamos mês a mês do nosso amor. O que antes pra mim poderia parecer clichê, agora era a mais pura reinvenção do que era amar. Estávamos livres, felizes e cada dia mais apaixonados. Havia encontrado meu amor verdadeiro e escolhi me aprisionar nele, o que ainda assim fazia-me sentir mais livre e capaz de qualquer coisa.

— Está sendo modesto, dear. Sei que estou acabada. Ontem você acabou comigo. – Digo passando a mão em meu rosto escondendo-me.

E então Robin sorriu dando-me mais um beijo em meus lábios.

— E você não gostou da nossa pré-comemoração? Pensei que podíamos ir naquela danceteria que a Anastácia vive nos convidando a ir. Vai haver até um baile hoje à noite. E ai, podíamos... Quem sabe... Repetir a dose. – Robin disse entrelaçando suas mãos em minha cintura enquanto depositava um beijo em minha garganta fazendo-me arrepiar cada parte grande e pequena do meu corpo enquanto enchia-me de desejo.

— Eu acho uma boa ideia – Concordo enquanto ele ainda me beijava – Mas apesar de querer muito que faça amor comigo, você hoje não pode se atrasar, lembra? O desmiolado do August vem pra Yorkshire hoje.

— Nem me faça lembrar disso. Ainda não consegui fazer com ele retirasse o nome do Walter da coluna. Segundo ele, iremos perder dinheiro se descobrirem que o cara não está mais entre nós. – E expresso um semblante triste por lembrar-me do triste fim do antigo jornalista.

O tempo passara rápido desde que havia dito sim na capela de Yorkshire sobre o temporal que caíra lá fora. O que me fez perceber a mudança que agora estava feita em minha vida.

Mas por onde eu deveria começar? Como o tempo passara rapidamente, não sei dizer a mim mesma a ordem cronológica delas. Alguns fatos bons ocorreram, como Robin que conseguira um emprego no jornal de Yorkshire, a nossa reforma na casa e minha descoberta pelo desenho e a escrita. Já outros, nem tanto, como a crise que se alastrara na Inglaterra por causa da maldita guerra deixando até os mais poderosos de mãos atadas – Mesmo que este mal parecesse distante de nós, ainda era perto demais...

Robin havia ganhado o trabalho por intermédio de Will e Anastácia na coluna que falava especificamente da guerra e acontecimentos corriqueiros do dia a dia da região, ou melhor, de tudo um pouco para ser mais exata. Começara como entregador de jornal, mas logo teve o êxito de mudar de função. De entregador passou a ser colunista. E claro! Ainda que fosse com o nome de outrem – O Sr. Walter. O homem que havia decidido colocar fim na própria vida após saber que seu filho mais novo e que tanto amava havia morrido durante a primeira trincheira formada em território inglês contra a Alemanha – E como August, o dono mauricinho que acabara de herda o jornal do seu falecido pai, odiava perder os poucos clientes que tinha e que pagavam fortunas pra ele por cada informação dada, não iria tirar o nome do colunista falecido por medo de perder seu lucro. E com o emprego de Robin, aos poucos nós havíamos decidido reformar a nossa casa. A começar pelo assoalho velho de madeira que rangia a todo instante quando passávamos pelo corredor. Era um passatempo divertido e relaxante de nós dois. Uma realização pluralista.

— Eu sei, mas pense que isso possa ser uma bonita homenagem a ele, Robin. – Tento lhe dar um novo ponto de vista falando calmamente – E outra, sua escrita é mais que perfeita meu amor. Logo, logo, você estará com seu próprio nome no jornal.

— Por sua causa, Regina. Escreve bem melhor do que eu, e sabe disso. E sabe o que eu queria? Queria que descobrissem a artista genial que és.

— Robin... – Tento intervir.

— Não! De verdade! Eu vejo os quadros que pinta e as coisas que escreve. São profundas, inimagináveis, realistas e... até pretensiosa às vezes. É por isso que o mundo precisa ver o que você faz aqui. Nem a metade desses artistas compreende a carga dramática do que estamos vivendo hoje.

Robin havia conseguido um emprego em Yorkshire facilmente, mas se por um lado ele trabalhava, por outro eu não havia tido tamanho êxito. Todos os empregos "para mulheres" estavam lotados, não havia vagas. Robin tentara no jornal, mas August não aceitara, obviamente por ser do sexo feminino. Não poderia deixar que uma mulher trabalhasse no lugar de um homem. E pra resultar em tudo, ainda não tinha experiência em trabalho algum, o que tornava mais difícil o meu êxito em conseguir alguma remuneração.

No entanto, eu não ficara a ver navios. Por sorte, padre Hapy e as mulheres da comunidade naquela igreja local me deram uma oportunidade na floricultura, que não pagava tão bem, mas me deixava um pouco ocupada, e em troca ajudava as crianças daquela comunidade ensinando-as a ler e escrever.

Havia descoberto, também, o prazer de pintar. Tinha aprendido com minha mãe aquele ofício quando na infância tínhamos um laço. A saudade me fizera resgatar o dom de pintar e ainda aperfeiçoá-lo. Pois já não pintava mais flores, mas pessoas, mas cada pequeno traço do simples, da dor, da ingenuidade ou esperança já tentara captar.

Quando não estava em alguma tela ou melada de tinta, estava escrevendo, mas especificamente a minha história com a de Robin – Uma biografia que saberia que alguém se importaria de ler em versos, poemas ou críticas – E quando não estava nem desenhando, pintando ou lendo, estava me descobrindo como mulher com Robin. Descobrindo o prazer de ser de alguém, da carícia, do afago...

Então pego em seu rosto de forma compreensiva respondendo-o:

— Eu sei, Robin, mas as coisas ainda não funcionam assim. Sei que um dia as pessoas irão conhecer o meu trabalho, mas enquanto isso não acontece, irei criar meu próprio arsenal. Irei continuar escrevendo, trabalhando na floricultura, ajudando o padre Hapy e pintando. – Robin tentou contestar, mas o interrompi – O que quero dizer é que... Não preciso de muita coisa pra me sentir feliz. Eu sou livre, porque eu escolhi tudo isso. E quando chegar o momento, se for o momento, farei com que outras mulheres sejam também.

Então Robin rir fitando-me e franzo o cenho, confusa, em silêncio. Estávamos ambos calados. Ele parecia agora me admirar e ainda não entendia o porquê de seu fascínio. Até que pergunto:

— O que houve? – E ele arqueia a sobrancelha – Você está me olhando de forma estranha.

— O quê? Nada! Não posso admirar a mulher que eu tenho? – Sorrio por sua resposta e arqueio a têmporas do meu rosto enquanto Robin aproximava de mim novamente para beijar minha pele exposta fazendo-me sentir novamente arrepios – É que acho que hoje vai ser um dia belíssimo.

Robin intensifica os beijos dando-me gemidos, mas então lembro-me novamente de August e tento recobrar a consciência dizendo:

— Amor, a coluna de hoje...

E antes que eu terminasse de falar, Robin para me olhando ao se lembrar do seu "amado" chefe, dar-me um beijo compreensivo e sai da cama, contrariado, balbuciando algum xingamento e indo ao lavabo, fazendo-me rir.

E enquanto ele faz a sua higiene pessoal, me sento na cama observado a bela paisagem traseira de meu marido, me arrependo "sapecamente" de tê-lo lembrado de seu compromisso.

POV. Robin Hood.

O fim da manhã havia passado mais rápido do que eu imaginara. Contudo, nem sequer estava na metade da pauta que precisava terminar para o jornal do dia seguinte. Bufei aborrecido e olho de braços cruzados pela sala de madeira velha ao meu redor, observando o espaço pequeno que se tinha ali: Três mesas com cadeiras pouco confortáveis, um armário nada combinante com o ambiente, dois datilógrafos, duas prensas médias para reprodução de jornal e um telégrafo velho comprado de segunda mão provavelmente do jornal The Stamford Mercury. Todos observados pelos poucos raios que entravam no local por meio de uma pequena janela, para não acabar com o papel do jornal no decorrer do tempo.

Tento escrever mais meia dúzia de palavras, mas os substantivos ainda não pareciam ter coerência, e acabo soltando um palavrão bronco e em voz alta. O que faz Sidney, o novo contratado, olhar-me da mesa em que estava, sorrindo pela forma que eu me comportara, já que passei mais da metade da manhã tão distraído que me fez bater meus pés na quina cada vez que eu me levantara.

— Está dormindo no ponto, Hood! – Disse Sidney enquanto se levantava para buscar mais tinta no armário – O que houve?

— Nada, Sidney! Só estou enrolado nas palavras – E vejo-o rir novamente de mim.

Sidney era o novo contratado do jornal New Times. Até aqui tudo bem para qualquer pessoa a informação, mas havia um empecilho para que algumas pessoas da cidade não simpatizassem com ele: Ele era negro. O primeiro negro naquela região que sabia ler e escrever tão bem que fora contratado para ser um jornalista. O que fazia August e a metade das pessoas, na cidade, engolirem seus próprios preconceitos.

E ao escutá-lo, reviro os olhos sorrindo de mim mesmo pensando em o porquê da minha distração. Regina havia me deixado o dia todo pensando em nossa noite passada. Jamais poderia imaginar que a mulher temerosa e ingênua no inicio da nossa noite de núpcias era a mulher feroz que ontem estava em minha cama, de tal forma, que me faria ter o anseio de repeti-la no outro dia. E aqui estava eu, perdido nas palavras da coluna, enquanto pensava nos toques, beijos e suspiro cheios de desejo que Regina dava enquanto meu corpo se fundia a sua carne macia e perfumada...

— Robin? Robin? Robin!

Escuto uma voz masculina chamar-me enquanto espanto-me sobre a mesa na qual estava. Olho para cima e vejo que dessa vez não era o Sidney que me chamava, mas August, que agora me olhava aborrecido, provavelmente por me chamar mais de uma vez. Então me recomponho na cadeira, na qual estava sentado com uma péssima postura, enquanto pigarreio dizendo:

— Senhor August? Bom dia! Em que posso ajudá-lo?

— Estou tentando falar com você, mas parece que está andando em outro mundo, senhor Hood. Imagino que queira manter seu emprego aqui, não é mesmo?

Suspiro pacientemente o respondendo.

— Sim, senhor. Mas em o que poderia ajudá-lo?

— Bem... Gostaria que desse uma revisada neste texto que fiz. Pode levar para casa, creio que só iremos publicar na próxima semana. – Disse August, entregando-me a folha datilografada – Enquanto não acho uma pessoa competente para ficar aqui com você, continuarei escrevendo os comentários e páginas iniciais. Mas ainda temos um problema, precisamos de um cartunista ou alguém que desenhe bem para esse trabalho... Não gosto dos desenhos do Sidney – E Sidney levanta a cabeça em direção ao chefe – Sem ofensas, Sidney.

Então me recordo de Regina e nossa conversa no inicio da manhã e as palavras que ela havia dito. Penso até que poderia ser feito de chacota entre os dois homens ou até ser demitido por tentar colocar uma mulher para escrever, mas sei do que Regina é capaz. Então sem pensar muito digo:

— Sobre isso eu gostaria de falar com o senhor. Eu tenho a pessoa certa pra esse trabalho. Creio que gostará do que ver.

Abro a pequena gaveta na mesa e revelo cartuns produzidos de Regina e algumas críticas feitas por ela. Entrego ao chefe enquanto ele, ainda confuso, pincela com o olhar as imagens e textos. Olho para ele, ansioso para sua resposta até que sua expressão se torna alegre com um sorriso de orelha a orelha e então retribuo esperando que ele dissesse alguma coisa.

— Não sei como conseguiu isso, mas gostei muito do trabalho do rapaz. Ele é conciso, centrado e parece realmente ser bastante letrado. Traga-o aqui e vejamos se o emprego será dele. – Disse August devolvendo as amostras de Regina.

— Não irá se decepcionar – Digo tentando esconder a identidade de Regina colocando as amostras na gaveta, novamente.

Então o vejo sair pela porta, o que fez fazer um gesto de vitória até ser posto na realidade pelo olhar que Sidney fez a mim. Sua negativa com a cabeça já me dava a resposta da conversa que houve entre mim e August, até que enfim ele se concretizou dizendo:

— Sabe que quando souber que fora sua esposa que fez esses cartuns, ele vai matar você, não é?

— Por quê? Escutou ele dizendo, "o rapaz é conciso, centrado e parece realmente ser bastante letrado" – Imito a voz de August – Ele irá me agradecer.

— A questão é que ele não é um rapaz, não é? Não se contrata mulheres pra esse oficio – Sidney rebateu cochichando.

— Eu sei, mas também não se contratam pobres e negros. E olha onde estamos, não é verdade? – Digo fazendo Sidney gargalhar.

Então volto a me sentar novamente em minha cadeira até que escuto a porta se abrindo novamente e a minha expressão mudar repentinamente para a surpresa que ali se revelara.

POV. Regina Mills

— Regina! Regina! Regina!

Escuto Anastácia gritando e correndo em direção a minha varanda, na qual eu estava. Olho em direção a ela que já subia os ladrilhos, no inicio da propriedade, me fazendo rir pelo cansaço notório que ela demonstrava. Até que Anastácia parou, cansada demais para continuar, com as mãos em sua cintura, enquanto seu vestido bem costurado já exibia um pequeno volume em sua barriga. Ela passou a mão em volta dele olhando-me na expectativa de que fosse ajudá-la.

Largo o pincel, na qual estava segurando por está terminando de pintar um quadro naquele horário de final de tarde, e vou na sua direção sorrindo, pegando em sua mão e costas, ajudando-a a se recompor e ir até a cadeira de balanço que havia em nossa casa.

— O que está fazendo? — Pergunto retoricamente – Sabe que está grávida. Não pode ficar correndo assim, Anastácia. Pode fazer mal ao bebê.

— Bobagem. – Respondeu ainda arfando – Tenho certeza que o bebê está bem. É um vencedor como o pai dele – Acabamos sorrindo ao lembrarmo-nos da corrida idiota que Robin e Will decidiram apostar, resultando em uma bela queda aos dois – Lembra?

— Claro! Tive que cuidar de Robin o final de semana inteiro. Nem sei como ele conseguiu entregar os jornais com os joelhos machucados. – Gargalhamos.

— Pelo menos você não passou a semana toda escutando o Will dizer: "Robin é um ladrão em jogos. Não tem honra!" – Anastácia imitou seu marido enquanto acabo gargalhando junto dela.

— Os dois são uma figura, mas me diga de uma vez: Por que você estava correndo dessa forma? Aconteceu alguma coisa?

— Na verdade, é que precisava te entregar isso – Anastácia retirou de dentro de um bolso de seu vestido uma carta – É de Emma, chegou à pensão hoje a tarde.

E surpresa, pego rapidamente na carta abrindo-a rapidamente, já que Emma sempre mandara as cartas para a nossa casa ou para o jornal de Robin, e enquanto tento abrir o envelope pergunto a Anastácia:

— Por que ela mandaria uma carta endereçada à pensão?

— Não sei... Talvez ela tenha perdido o endereço de vocês ou achou que fosse mais seguro mandar pra minha casa. Só queria que respondesse a ela, Regina, dizendo que não quero confusões com seus pais. Se eles descobrirem que ajudamos você, podem tornar-se vingativos, capazes de acabar com meu negócio aqui ou prejudicar a mim ou ao Will.

E suspiro, cansada, já com a carta aberta enquanto olho para Anastácia com uma expressão preocupada e por saber também que ela tinha toda razão ao pensar assim. Os Mills não haviam escrúpulos quando queriam algo. Já havia visto Cora destruir quem bem ela quisesse com apenas um comando, um boato ou até um pedido. Meu pai, mesmo sendo um aposentado no exército, era um coronel bastante respeitado. Conseguiria matar ou deixar vivo quem bem ele entendesse apenas com a sua vontade. E agora, com as palavras de Anastácia, começava a temer, mesmo com tanto tempo que se passou após a minha fuga, meus pais poderiam ainda não ter esquecido ou pior, estivessem punindo as pessoas que eu amava.

E Anastácia, que ainda me olhava com um olhar amedrontado, respirou fundo e logo depois se levantou para sair, até que a interrompi a sua saída falando:

— Anastácia – Ela se virou para mim – Eu sinto muito se senti ou sentiu ameaçada. Pedirei a Emma que continue mandando cartas para o jornal ou pra minha casa. Não vou criar problemas pra vocês.

— Obrigada! – Anastácia deu um sorriso singelo – E eu sei que a culpa não é sua, nem de Robin. Seu casamento ainda está recente. Talvez eu esteja colocando na minha cabeça essas imaginações ou sendo cuidadosa demais. Não quero que pense que não gosto de você ou de sua companhia. Somos amigas e tem sempre meu apoio, mas agora temo porque tenho uma vida dentro de mim – Apontou para seu ventre – Espero que entenda – Assinto – Vejo vocês dois hoje no baile?

— Claro! Vemo-nos por lá! – Digo sorrindo sem graça.

E quando Anastácia já está longe, começo a ler a carta.

Notas finais
ME PERDOEM!Estou também no wattpad.