Como se eu fosse te perder

18 18 - like I'm Gonna Lose You


POV. Regina Mills

A noite caiu, me fazendo acender as cadeias da casa. Já estava arrumada a espera de Robin, que parecia demorar mais do que o habitual, o que me fez roer as unhas, nervosa, por sua espera.

Passei o final daquela tarde pensando no que havia lido na carta de Emma. Estava mais que preocupada, estava nervosa. Pensei até mesmo em não sairmos para comemorar absolutamente nada, mas Robin havia passado a semana planejando a nossa noite. Não queria estragar os planos. Razão pela qual eu me obriguei a colocar um vestido descente. Um dos quais tinha trago para Yorkshire. Um vestido rosa de tecido fino, – "Ideais para chás beneficentes, Regina". Escuto minha mãe falando em minha cabeça – prendo o cabelo pela metade e passo um pequeno batom rosa sobre os lábios e na bochecha dando-me um ar de saúde.

No entanto, as palavras de Emma não saiam da minha cabeça. E se as coisas que Emma temia estivessem sido concretizadas, então a Inglaterra estava muito pior do que imaginávamos. O que preocupou não só por Killian, mas por Robin, que mesmo não tendo registro algum, poderia ainda assim ser um alvo, um alvo muito mais fácil para o alistamento obrigatório. Temia até mesmo pelo meu pai, que se fosse por lei, seria obrigado a se juntar aos outros. E sei que ele já não tinha mais idade para guerrear. Ele não suportaria.

Pego a carta novamente que havia deixado em cima da mesa de madeira em nossa cozinha e a aproximo perto das chamas para ver melhor as letras, lendo-as novamente:

"Robin e Regina,

Escrevo esta carta com medo. Na verdade, não sei se ela chegará até vocês, mas se chegar eu agradecerei a Deus por isso, pois agora não sei se posso contar com mais alguém que não seja vocês, meus amigos mais preciosos.

Não tenho boas notícias de Londres, ou mais perfeito, do que restou dela. O recinto virou um caos findo. Muitos lugares fecharam. Lojas, ateliers, pontos de comércios importantes e indústrias. As pessoas já estão passando penúria, e temo que logo isso nos atinja, pois Killian recebeu a demissão de seu trabalho hoje.

Além de tudo isso, meu pai, David Nolan, fora convocado à guerra. Contudo, ele não fora só. Todos os generais, dispensados ou não, foram ou estão sendo nesse momento. O governo está fazendo grande pressão sobre nós. Killian também está sendo cogitado a ir à guerra com outros homens de nosso vilarejo.

Não sei mais o que pensar. Estou tão apavorada.

Só espero que tudo esteja ocorrendo bem para vocês. Espero noticias suas. Notícias boas.

Com amor,

Emma Swan."

Respiro profundamente tentando manter a calma, até que Robin aparece me chamando e dou um grito de susto, dando dois passos para trás. Ele então tapou seus lábios, sorrindo pela minha reação enquanto olho para ele zangada dizendo:

— Que susto, Robin! Não faz isso de novo, por favor. – Coloca a mão em meu peito – Vai me matar do coração.

Então Robin se aproxima de mim dando-me um beijo surpresa e entrelaçando suas mãos em minha cintura enquanto ria ainda de mim pelo susto.

— Desculpe rainha! Espero que meu beijo recompense o meu atraso com você. Sei que cheguei tarde hoje. Tive que resolver alguns problemas. – Sorri sem graça e noto sua mudança no tom de voz e m sua feição.

— O que houve Robin? Aconteceu alguma coisa que eu deveria saber? – Pergunto preocupada.

— Aconteceu, mas só gostaria, de verdade, de falar disso com você amanhã. O que eu quero mesmo é que possamos nos divertir muito hoje no baile. – Franzo o cenho, mas assinto a sua vontade decidindo esquecer a carta de Emma por hora, e acabo oferecendo um sorriso, beijando seus lábios – Podemos fazer isso?

— Por mim, tudo bem! Planejou essa noite para nós. Estou ansiosa pra desfrutar dela com você.

— Então tudo bem. Irei me aprontar e estaremos lá rapidinho. Hoje eu serei o seu rei e você a minha rainha. O que acha?

— Rei dos ladrões e rainha do sarcasmo? – Digo animada.

— Exatamente. Deus salve os reis.

Quando Robin desceu calmamente sobre as escadas de madeira de nossa casa, ele parecia outro homem. Apesar da pouca iluminação no ambiente, a sua roupa se destacava. Dava pra ver o pano refinado que vestia e parecia até um lorde de outra época. Um smoking preto com detalhes nas mangas e bordados de ouro. O sapato estava limpo e brilhava como se tivera acabado de engraxa-lo. Acabo arqueando as sobrancelhas, surpresa, e sorrio para ele. Em troca, Robin, ao descer, dar uma volta sobre si mesmo, exibindo-se pra mim, o que me obrigou a bater palmas.

— Robin, como você conseguiu essa roupa? – Pergunto ainda sorrindo – Está até parecendo um príncipe.

— Ou, ou, ou... Um rei, minha rainha! Um rei. Lembra? – Respondeu sendo sarcástico – O Will tinha em casa. Era de um homem da pensão que acabou esquecendo. Não serviu para ele, então ele me emprestou. Amanhã estará no mesmo lugar em que peguei. Não vai nem notar. O que achou? – Disse tocando em suas roupas – Eu daria um ótimo lorde, não é mesmo, milady?

— Ah, mas com certeza, cavalheiro. As mulheres caíram de amores por você. Um homem de posses sempre é muito bem afeiçoado.

— Mas não se preocupe rainha! Pois só tenho olhos para uma mulher de vestido rosa de alta costura, com um tom sarcástico e que agora está em minha frente. – Robin chegou até mim dando-me um beijo – Vamos? – Assinto animada.

Não demorou muito para que estivéssemos na festa. E lá estávamos nós. De mãos dadas, entrando ao baile, como dois verdadeiros reis. Não sei como Robin conseguira, mas o fez parecer um lorde, deixando meu vestido o mais simples possível perto dele. Até mesmo os mais ricos da região sorriam para nós como se fossemos pessoas importantes ou como se tivessem a obrigação de nos conhecer somente pela roupa que usávamos. Não resisto em revirar os olhos ao lembrar que aquela sensação era muito bem conhecida por mim quando ia a bailes como esses. Ainda que fosse a mistura em um mesmo lugar de pobres e ricos, ainda assim, se via a diferença.

E era bem notado a partir do momento que descia os pequenos degraus do salão. Em baixo, ficava a proli, os pequenos. E em cima, no grande espaço, os mais ricos que faziam questão de não se misturar, atacando a todos com aquele olhar de desdém ou ânsia.

Então um rapaz, mais novo que Robin, começara a anunciar aos outros os patrocinadores do baile para a região, enquanto os outros eram obrigados a aplaudir.

— Senhor e senhora? Como deveria os apresentar? – Perguntou o rapaz encarregado da festa a nós de forma cortês. E acabo sorrindo pelo mal entendido, mas quando penso em dizer algo, Robin diz:

— Hood. Senhor e senhora Hood. – Robin disse com um nariz empinado – Mas sem apresentações, por favor, meu caro. Iremos apenas nos divertir.

— Ah, mas é claro! Como o senhor quiser. Gostaria que preparassem o lugar lá em cima?

— Ah não! – Digo – Iremos ficar por aqui mesmo. Obrigada!

O rapaz, por um segundo, estranhou a minha resposta, como se não houvesse a entendido ou entendido mal, mas mesmo assim se retirou e então não segurei o sorriso gargalhando ao lado de Robin enquanto ele ainda sustentava um olhar de poderoso, entrelaçando, agora, seu braço ao meu de forma bastante formal.

— Robin, você é louco! Iria mesmo se passar como um homem rico? E se pagassem você mentido?

— Ninguém pega Robin Hood, milady, mas você amarelou. Esperava mais de você – Robin me respondeu ainda olhando com o ar de imponderado.

— Ah é mesmo? – Arqueio as sobrancelhas olhando para ele – Isso é o que vamos ver, ladrão, nessa noite. – Digo o desafiando.

E Robin ao me escutar, me guia para o meio da pista. Olho em volta de nós dois e pude observar o espaço: Ao longe se podia ver que estavam servindo bebidas, na qual havia várias pessoas tentando pegar um ponche.

O baile estava cheio e animado. Parecia que toda a cidade havia se juntando em só lugar. Há um bom tempo eu não via tanta felicidade reunida. A música estava animada, e havia pessoas valsando já no meio do salão, enquanto eu e Robin estávamos parados.

Podia-se escutar conversas, risos altos e o barulho da sola dos sapatos batendo no assoalho velho do salão. Fechei os olhos por alguns segundos, e parecia que tudo estava tão bem lá fora quanto aqui dentro. Sem uma guerra, sem dor ou sofrimento. Como em um sonho bonito que duraria horas.

— Sabe, acho que nunca dancei com você – Robin confessa – Me concede essa valsa?

— E você sabe dançar? Pensei que ladrões de livros, broncos e que se passam por riquinhos viessem com esse defeito de criação. – Digo tentando-o provocar enquanto Robin já pegava em minha cintura.

— Bem... a maioria de nós não sabe valsar. É verdade! Mas sou bastante diferenciado. Então, vai dançar comigo ou não? Prometo que não vou pisar no seu pé.

Então assinto revelando um sorriso a ele, e Robin me conduz pela cintura. São passos pequenos que damos, mas bem ritmados, como se a música estivesse sido criada para a condução de Robin. Fico surpresa, mas não demonstro enquanto ele me conduz. Não demora muito, e as pessoas começam a prestar atenção em nós, o que encorajou Robin a dar voltas comigo pelo salão. Vejo algumas pessoas nos olhando ao longe, cochichando, especulando, mas quando olho para Robin, ele parecia não se importar com nada disso. Apenas me fitava enquanto os olhos dele brilhavam sobre as luzes e o som enchia a sala.

Robin então decide fazer-me rodar em seu eixo, tirando-me de seu braço musculoso, e após o giro, fazendo-me voltar a ele. Ele me guiava pelo salão rodopiando comigo enquanto eu inclinava minha cabeça para trás em cada giro. Estávamos reluzentes.

E então ele pega pela minha cintura segurando-me e girando-me no ar. Escuto as pessoas aplaudirem e tenho quase certeza de que estou corada, mas Robin ainda assim não parece se importar e continua dançando comigo.

Assim, encontro os olhos deles que buscavam os meus. Havia um brilho diferente nele. Ainda não sabia o que dizer, ou como descobrir no que ele pensava, mas sei que os meus eram de gratidão por estar com ele ali, por ter feito as escolhas que fiz, então ofereço meu sorriso mais sincero que poderia oferecer. E então, de repente, a música se encerra, e Robin para me puxando pela cintura e dando-me um beijo apaixonado, até que os aplausos soam mais fortes e então ele percebe que o baile todo nos olhava embriagados com a cena de dança. Robin e eu agradecemos e saímos para a lateral enquanto alguns ainda nos olhavam pela cena que haviam visto.

— Por que não me disse que sabia dançar assim? – Perguntei ainda eufórica.

— Porque você nunca me perguntou – Acabo sorrindo pela resposta de Robin– Você também não fica atrás, milady. Mas vou deixar você se recuperar para voltarmos ao centro do salão.

— Como você é mesmo convencido, hem?

— Se casou comigo conhecendo a peça – Respondeu dando-me um selinho.

E as horas foram passando rapidamente. Havíamos conversado com Anastácia, Will, Sidney e até mesmo August, que não parava de me olhar a festa inteira. No entanto, Robin e eu passamos a maior parte juntos, conversando e rindo das próprias piadas que inventávamos das roupas e trejeitos dos ricaços. Observávamos os demais: Como riam, como se comportavam, como conheciam o primeiro amor ou único, como brigavam, como bebiam...

— Daria uma ótima história, essa noite, Regina – Concordo com a afirmação de Robin – Poderia escrever sobre ela.

Todos tão felizes. Parecia mágica. E não estava só em mim, mas em todos ali. Era impossível não sentir. Até que então os músicos começaram a tocar e cantar uma melodia que para mim não era conhecida.

Me peguei sonhando

Em prata e ouro

Como numa cena de um filme

Que todo coração partido conhece

Nós andávamos à luz do luar

E você me puxou para mais perto

Segundo separado, então você desapareceu

E eu estava completamente sozinha

Tentei buscar em minha mente, mas fui interrompida por Robin que voltava a me levar direto para o salão.

Acordei em lágrimas

Com você ao meu lado

Uma respiração de alívio

E eu percebi

Não, não nos é prometido o amanhã

— Não conheço essa canção – Digo.

— Também não, mas sinto que foi criada para nós.

Então Robin voltou a me conduzir em um ritmo lento, calmo e menos chamativo. Os outros estavam dançando normalmente, já não olhavam para nós, mas naquele momento, nada mais importava, pois a letra da música soava intimamente, como se Robin tivesse razão por ter dito aquilo. De repente, tudo parecia ter se apagado, como se naquele salão só estivesse eu e Robin, e mais ninguém. As pessoas despareceram, como um passe de mágica.

Então, eu vou te amar

Como se eu fosse te perder

Vou te abraçar

Como se estivesse dizendo adeus

Aonde quer que a gente esteja

Vou te valorizar, pois nunca sabemos quando.

Sinto meu corpo arrepiar-se com as palavras da canção enquanto Robin depositava seus olhos sobre mim. O brilho de seus olhos verdes estava cada vez mais forte. Seu toque era leve e macio, como se eu o estivesse tocando-o pela primeira vez.

— Regina – Escutei sua voz grave me chamar – Sempre disse isso a você, mas gostaria de dizer-te novamente ou quantas vezes for necessário: eu te amo tanto e tento te amar ainda mais, como se fosse um dia perdê-la.

— Oh meu amor, eu também amo você como se fosse o último dia de nossas vidas, por isso que é eterno o que há entre nós dois...

Quando o nosso tempo vai esgotar, por isso vou te amar

Como se eu fosse te perder

Vou te amar como se fosse te perder

— Não Regina, me escute! – Robin girou-me em meu eixo fazendo com que eu voltasse a olhar em seus olhos – Só escute o que tenho pra lhe dizer: Sei que não sou perfeito, ninguém é... Mas amo você com as minhas imperfeições e amo as suas também. Tenho sorte de ter você ao lado, porque você é a única joia que sempre sonhei em ter. Sei também que não posso lhe dar o mundo como um dia sonho em lhe dar ou realizar os seus sonhos. Sei que não tenho dinheiro suficiente para viver ao seu lado...

— Robin... – Tento dizer.

— Mas eu te ofereço o que tenho de mais precioso que é o meu amor. Posso não realizar seus sonhos, mas prometi sonhá-los com você. Posso não lhe dar joias caras, bens ou propriedades, mas te prometi mostrar a beleza do simples e a joia mais bonita que fica aqui dentro – Robin apontou para lado esquerdo do meu peito e fico sem reação por suas palavras – Quero que se lembre disso quando acordar amanhã, quando acordar em outros dias, quero que se lembre que te amo e te amarei mais do que tudo que um dia poderia amar. Como se fosse um dia te perder.

Quando escuto as palavras de Robin acabo derramando uma lágrima e vejo que ele segura para não chorar também. Não conseguia entender suas palavras, não naquele momento. Robin sempre fora um romântico cavalheiro, um homem que sempre acreditou no amor verdadeiro e que me fez acreditar também que ele existisse. Penso que talvez seja pela música que contava nossa história de forma tão bela ou por estarmos tão maravilhosamente felizes e agradecidos. E sinto vontade de eternizar aquele momento, como em um quadro que pinto, como uma poesia que escrevo, como uma notícia de jornal... Alguma forma de parar o tempo e eternizá-lo desesperadamente.

Acabo por beijar seus lábios demoradamente sem me importar com que os outros diriam, e ele deixa que eu tenha esse tipo de carinho para com ele.

Sinto-me abençoada em tê-lo em cada segundo. Parecia loucura viver aquele amor, vive-lo desesperadamente como vivia ao seu lado, mas era o certo a se fazer. E não gostaria de está em mais nenhum lugar senão ali ao seu lado, em seus braços, sentindo o seu cheiro ou tendo algum tipo de briga. Qualquer emoção ao lado dele. Era ao lado de Robin que havia decidido ficar, e era a melhor escolha que já havia feito em minha vida. Então sem rodeios, abraço Robin, ainda no meio do salão, e digo em seu ouvido:

— Me leva pra casa, Robin. Quero que faça amor comigo.

POV. Robin Hood.

Chegamos em casa tão rápido quanto saímos. Regina havia vindo todo o caminho calada. Depois de seu pedido caloroso e que o atendi prontamente ao puxá-la pelo salão para que saíssemos, não havíamos trocado nenhuma frase se quer. Penso que talvez tenha a deixado assustada e apreensiva pelas palavras que havia dito a ela. Não quero que aquele momento lindo que estávamos acabasse, mas sinto que posso ter estragado ou a feito desconfiar de mim.

Olho para ela, que agora estava iluminada pela luz da lua e sorrio tentando não mostrar nenhuma preocupação e então Regina entrelaça sua mão com a minha puxando para que pudéssemos subir as escadas, em direção ao quarto. Não demora muito tempo e já estávamos nele um de frente pro outro, ainda em silêncio.

Num piscar de olhos

Num suspiro de fumaça

Você pode perder tudo

A verdade é que você nunca sabe

Então, eu vou te beijar demoradamente, querida

Qualquer chance que eu tiver

Aproveitarei os minutos e vou amar sem arrependimentos

De repente, consigo escutar a música que havia tocado na festa. As palavras, os sentimentos, todos eles, como se estivessem ali ainda sendo escutadas vivamente. Regina ainda não dizia nada, mas se aproximava de mim em silêncio enquanto desfazia o laço que havia na frente de seu vestido.

— Ainda escuto aquela música ressoando na minha cabeça – Digo em sussurro.

Então vamos aproveitar o nosso tempo

Para falar o que quisermos

— Eu também! "I'm gonna love you like I'm gonna lose you..." – Regina cantarola uma parte suavemente e acabo sorrindo – Sinto que ela ainda está aqui, como as suas palavras, que hoje, me atingiram com tanta força.

Use o que nós temos

Antes que tudo isso acabe

Não, não nos é prometido o amanhã

— Peço desculpas se te assustei, Regina. Não queria te ...

— Cala a boca, Robin. — Regina disse calmamente — A única coisa que eu quero é que você faça amor comigo agora, como se fosse a última vez.

— Não. Não. Será como se fosse a primeira. – Digo me aproximando de seu corpo.

Antes que Regina pudesse dizer algo, a puxei para perto de mim, colando nossos corpos. Passo minha mão em seus cabelos, colocando uma de suas mechas negras para trás de sua orelha e acabo roçando meus lábios nos dela enquanto sentia o seu corpo se entregando aos poucos. Não resistir muito ao nosso toque, então a beijei pedindo espaço com a minha língua em sua boca, fazendo círculos lentos e sensuais, acariciando-a. Seu gosto era de paixão e menta, o que me deixava cada vez mais excitado em cada beijo retribuído por minha esposa.

Então, eu vou te amar

Como se eu fosse te perder

Vou te abraçar

Como se estivesse dizendo adeus

Aonde quer que a gente esteja

Vou te valorizar, pois nunca sabemos quando

Sinto Regina amolecer em meus braços, vendo-a acompanhar meus beijos. Decido desabotoar seu vestido enquanto beijava seu pescoço, então escuto Regina arfar timidamente, e sorriu entre os beijos dados. Quando consigo tirar sua roupa, noto que não há nada segurando seus seios e os vejo, duros, apontados para mim. Volto a beijá-la e desta vez, Regina é que retira as minhas peças de roupa enquanto retribuía os beijos que havia dado nela, anteriormente.

Quando dou por mim, já estou sem camisa e Regina nua em minha frente. E com minha face já descolada do belo rosto de Regina, me encontro ofegante, não diferente dela. Deito-a na cama enquanto vejo-a a sorrir, o que me faz rir involuntariamente com ela. Me posiciono sobre as pernas delicadas de Regina, tocando meu sexo, ainda vestido sobre a calça, na sua intimidade, roçando lentamente enquanto Regina chupava a minha região mais sensível de meu pescoço, o que me fez fechar os olhos em uma sensação de puro prazer. A segurei pelo maxilar beijando-a novamente, nossas línguas chupando e sendo chupadas em um intensidade cada vez maior, com mais fome, com mais ferocidade.

Regina gemeu dentro de minha boca e eu senti a resposta latejando dentro de minha calça. Ela fincou as unhas no cós da minha calça, e com maestria, puxou-o para baixo ao mesmo tempo em que beijava sua clavícula com devoção e desejo.

— Robin...

O sussurro entrou em meus ouvidos como se fosse ópio me levando a outra dimensão. Regina gemeu novamente e consequentemente acaricio seus seios até que não aguento e beijo-os, passando minha língua sobre sua aréola, mordiscando e depois acariciando com minha língua. Regina arfava e gemia manhosamente, choramingando. Quando por fim, seus gemidos estavam cada vez mais roucos, decido descruzar as pernas de Regina, delicadamente.

Com as pernas abertas, de forma tão generosa, acabo pressionando, roçando, meu membro sobre sua entrada. E por Deus! Como ela estava molhada. Tão molhada que sentia cada suspiro, cada gemido, implorando para que entrasse em rompante. No entanto, queria aproveitar cada minuto, cada segundo daquela cena. Os cabelos revoltos de Regina, seu rosto sofrendo de prazer...

— Robin, por favor...

Com as poucas palavras de Regina, não havia mais o que ser dito. Ela precisava ser amada naquele momento. Então, coloco um dedo em sua entrada, entrando e saindo logo depois. Escuto seu gemido, e decido então continuar com o movimento. Entrando e saindo, entrando e saindo, como se fosse o suficiente para que Regina e eu perdessem os sentidos. Aos poucos, fui aumentando a velocidade, observando o delicado corpo de Regina arqueando de prazer, a respiração em taquicardia, os punhos cerrados segurando o lençol...

Escuto-a chamar meu nome, e a retribuo ainda encarando as pernas dela. Em segundo, sem aguentar mais o tamanho tesão sentido, retiro meu dedo de sua entrada pulsante, mas sem seguida a preencho com meu membro. Regina geme exasperadamente parando suas mãos em meus cabelos enquanto sugávamos os lábios um do outro. Passo a penetrá-la imperativamente, saindo quase que completamente, até voltar está dentro dela, uma, duas, três, intocáveis vezes. Estava prestes a explodir em prazer e sentia a carne de Regina se retraindo sobre meu membro. Chegaríamos ao prazer juntos.

— Ah, Regina! – Digo descontroladamente, e ela retribui chamando o meu nome novamente – Eu te amo tanto.

Então, com descontrole, minutos depois, senti seu corpo chacoalhar contra o meu pelas ondas de espasmos, enquanto falávamos o nome um do outro, e o prazer chegando a nós por completo.

E já cansados, estendidos um ao lado do outro da cama, olho para Regina que mantinha o mesmo olhar em chamas que havíamos começado e acabo sorrindo a ela bobo pela mulher maravilhosa que tinha ao meu lado.

Fiquei a observando em silêncio, enquanto minha respiração ainda descompassada insistia permanecer. Não demorou muito para que ela adormecesse pelo silêncio da noite. E vejo-a dormir como um anjo que realmente ela podia ser.

Aquele olhos dela que era meu amanhecer ao acordar, se tornava agora meu por do sol mais bonito, trazendo paz ao meu coração que agora estava tão inquieto... Mas diferente do por do sol, que leva toda a luz a outro lado do mundo, ela ainda permanecia ali, comigo. Continuava a brilhar, mesmo adormecida. E ai dei-me conta de que era o seu amor que ressoava em mim. Aquele brilho que vinha dela era tão forte, tão intenso, tão caloroso que fazia o meu coração saltar como se fosse à primeira vez que havíamos nos beijado ou dito que nos amávamos. Como se fosse a primeira vez que tivesse visto Regina revirar os olhos de prazer, escutar sua voz rouca me chamando.

E meu coração apertou, pela primeira vez, temendo que pela manhã, fosse ali a última vez que tivera visto aquele brilho nela.

Notas finais
Genteeee! Espero que gostem de capítulos com música, porque esse será com o tema do casal. E que também gostem de cenas mais quentes, decidir fazer uma surpresa nesse finalzinho aqui.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.