Como amar Roderich Edelstein
35 Capítulo XXXIV
Notas iniciais
Minha vida sempre fora uma enorme confusão. Às vezes eu mesmo me tropeço nas memórias e acabo confundindo o que era sonho com a realidade. Acho que desde o momento em que eu nasci, vivo a vida a 160 quilômetros por hora, numa curva, na contramão. Em poucos anos de vida eu já vivi um turbilhão de emoções, que acabaram me moldando: um cara ansioso, energético, pilhado e às vezes chegando a beira do desespero. (Quando sentei para começar este livro, eu tive que começar a desacelerar do meu carro para que Roderich pudesse dirigir. Ele colocou o pé no acelerador da minha história.).
Eu nasci num inverno terrível. Tão terrível que minha mãe contraiu pneumonia, e para evitar que euzinho, um neném maravilhoso, pudesse adoentar — e minha mãe pudesse se tratar — fui para a casa do vô Fritz, que contratou uma mãe-de-leite para mim. Daí em diante, minha vida seguiu um rumo bem diferente. Ao contrário dos meus futuros coleguinhas de classe, eu me apeguei ao meu avô mais do que aos meus pais — afinal, eles só podiam me visitar de vez em quando, e até eu atingir meu primeiro ano, eu realmente não ligava muito para visitas (até porque eu era só um bebê). Aliás, no meu primeiro ano de vida, a alguns meses do meu aniversário de 2 anos, vovô Fritz recebeu uma ligação dos meus pais em 3 de outubro, e ele me passou a informação de que meu irmãozinho, Ludwig, nascera. Eu não soube como reagir muito bem, mas fiquei animado com a ideia, de alguma forma!
Vovô Fritz me contava, anos mais tarde, que além de muito agitado, eu era bastante manhoso e gostava de me meter em encrenca (ou situações perigosas), mas ao mesmo tempo eu tinha meus momentos de calmaria, e era extremamente apegado a um ursinho de pelúcia branquinho como eu, com um laço grande e roxo chamado, Schneeball, que eu ganhei assim que me colocaram pela primeira vez deitadinho no berçário da maternidade. O mesmo se aplicava ao gatinho que o vovô comprou pouco antes de eu chegar, Kartofell, um gatinho laranja rajado, de olhinhos verdes e que era quase tão energético quanto eu. Vovô disse que aprendi a gatinhar indo atrás dele. Eu também adorava a Oktoberfest da Beilsch Motors, principalmente porque era uma oportunidade (mostrar como o futuro herdeiro era fabuloso) de eu conhecer mais pessoas, e de rever meus pais e o Lud (ele era o bebezinho mais fofo do universo!). Vovô Fritz me ensinava de tudo, desde coisas básicas da vida até a história da Alemanha (Vô Fritz focava muito no grande império da Prússia, então eu desenvolvi certo gosto por ela também) e tocar clarinete e flauta! Fala sério, quem diria que um cara tão energético tocaria instrumentos tão... delicados, eu diria?
E é por todos esses 5 anos que vivi com ele — e muito mais, até porque não deixamos de ter contato — que meu avô é extremamente importante para mim.
E é exatamente por isso tudo, toda a minha história, que estou com medo do que ele vai dizer quando eu disser que namoro outro garoto. Perdê-lo seria como um tiro no coração.
***
Levantei-me da cama e ajeitei a minha roupa. Calça skinny em mim fica fabuloso, mas extremamente constrangedor para quem me vê. Então para não deixar ninguém desconcertado — nem um Roderich muito atiçado -, peguei outra peça de roupa, me trocando rapidamente no banheiro. Quando voltei pro quarto, Roddy ainda estava na cama, roendo as unhas.
— Doce... vai estragar... — sentei perto dele, afastando as mãos dele da boca — vamos?
— Gil... Estou com medo...
— Medo de quê, meu amor? – lhe dei um selinho – Enquanto você estiver por perto, eu estarei forte...
Aqueles olhinhos focavam em mim, levemente marejados, mas consegui ver um sorrisinho brotar nos canto dos lábios dele conforme ele assentia e fungava de leve. O abracei forte em seguida, era automático fazer isso toda vez que meu príncipe parecia desamparado.
— V-Vou fazer questão de sempre estar por perto... — a voz dele parecia mais calma, e aquilo esquentava meu coração – porque você também me fortalece...
Distribuí beijinhos pelo rosto dele e me ergui. Roddy levantou os braços, como um bebê pedindo colo.
—É sério? — Como resposta, uma risadinha, do tipo que ele só fazia quando queria me convencer de algo (ou me deixar ainda mais doido por ele), que terminava com uma mordidinha no lábio. Uma das minhas fraquezas era ver aquilo. — ... O que você não me pede rindo que eu não faço chorando? — o peguei no colo, e ele se ajeitou, sorrindo contente. Roddy era a pessoa mais impossível e preguiçosa do mundo, mas era também a mais fofa.
E eu era a mais boba por causa dele, diga-se de passagem...
Descemos as escadas. Praticamente toda a família estava lá fora. Assim que chegamos, coloquei Roddy no chão, notando que ele voltara a ficar nervoso, então somente segurei seu rosto, enchi de beijinhos, e lhe sorri.
Por incrível que pareça, funcionou, e ele só segurou minha mão forte, me sorrindo de volta. Era tudo que eu precisava pra ter a coragem de encarar, enfim, a última etapa. Atravessamos a sala em direção ao jardim lateral. Apesar de frio, ninguém se incomodava. Meu avô estava servindo refrigerante a um dos meus primos mais novos. Meus parentes murmuravam a medida que passávamos. Meus dedos estavam entrelaçados firmemente nos de Roderich, que me acompanhava lado a lado. Os comentários eram perversos, ou revelavam surpresa. Eu fingi que não escutava, mantendo a pose firme. Quando finalmente fiquei de frente ao meu avô, senti o peso do mundo.
— Vovô?
— Gil! Como está o meu menino? — ele mal notou Roddy do meu lado, me abraçando assim que me viu.
— Eu... tô ótimo, vô! E o senhor?
— Muito melhor agora! O que me conta de bom?
— Bem... eu quero te apresentar alguém.
— Algué- Oh! — só agora ele notara o mocinho tremendo ao meu lado. – Prazer! Quem seria você? — ele sorria amigável para Roddy, que só me olhou aflito.
— R-Roderich... P-Prazer, Sr. Beilschmidt... e-eu... eu...
Roddy não teve tempo para responder. Vovô olhou para nossas mãos. Silêncio.
— Ah! Você é o namorado dele... – mais alguns segundos, ele parecia digerir a informação. Nós dois tremíamos, esperando o pior. – Bem-vindo à família!
... O quê?! Vovô estava sorrindo e não sei se o nervosismo me deixou maluco, mas ele parecia ter ficado até mais contente!
— O-Obrigado...? – Roddy não entendia nada também.
— Meus parabéns, Gil! É um garoto muito bonito! Lembra até de um conhecido meu... Enfim! Desejo toda a felicidade do mundo! Formam um belo casal! – a empolgação no tom de voz do vovô Fritz deixava claro que ele não estava fingindo nada. Não aguentei mais manter a postura, era impossível. Vovô mal terminara de falar, eu já o abracei novamente, chorando intensamente. – Gil? O que foi, meu menino?
— N-nada, vô... eu... é... – funguei – é choro de alegria...
— Achou que eu não ia aceitar, não é? – eu não o via, mas sabia que ele estava sorrindo. – O que que eu te ensinei desde cedo?
— ... Q-Que o senhor sempre ia estar do meu lado e me apoiando...
— E que eu amo meu netinho do jeito que ele é. – Vovô bagunçou de leve meu cabelo e depois me “levantou” do ombro dele, secando meu rosto igual ele fazia quando eu chorava ao que me machucava muito ou sentia saudade dos meus pais quando pequeno. Eu fiquei admirando aquele senhor a quem meu coração era voltado. O patriarca dos Beilschmidts, o próprio que fundou a montadora de carros de luxo mais disputados do mundo (tá, a minha querida Ferrari fica em primeiro. Só ela. O resto é concorrência), o responsável pela maioria estar ali, estava sendo o mais receptivo, amoroso e mais humano que aqueles que compartilhavam o sobrenome. Estavam todos boquiabertos, calados, pensativos – — a exceção das crianças que brincavam mais a frente. Quem iria ousar enfrentar o poderoso Beilschmidt? Pelas costas dele, quase todos. Mas naquele momento, não havia “pelas costas”. Vovô Fritz estava ali, e eu o via como sempre vi: como um herói.
— Ora, mas onde foi parar a festa? Hoje é um dia feliz! – ele entregou um copo de refrigerante para mim e para Rod, e aquela descontração fez com que, aos poucos, a festa retomasse seu rumo (claro que o assunto nas mesas agora seriam a cena de momentos atrás, mas isso já não me diz respeito). Puxei meu namorado para um canto do jardim mais escondido — sentindo olhares cravados em nós – e dei beijinhos leves nele, mas cheios de alegria, a qual não cabia em mim. Ele não demorou a respondê-los, agora que a tensão havia passado, e passamos a nos beijar com mais intensidade. Intensidade até demais, se me perguntam.
— G-Gil... — Roddy cortou o beijo, sem ar. Eu não parava. – Vão reclamar de nós...
— E? – dei um beijinho nele, o envolvendo mais forte (sem machucar) pela cintura. — Doce, eu sei que você ama... E eu tô tão feliz!
— M-Mas eu não quero que briguem conos- A-Ah, aí não... – Beijei uma parte do pescoço de Roddy que se encolheu, e senti o corpo dele se arrepiar. Uh, achei mais um ponto fraco? – E-Eu estou sendo barulhento demais...
— Nein... Amor, se o vô Fritz não se importa, por que eu ligaria para os outros? Doce, vamos esquecer... e pensarmos só em nós...
— Mas... seus pais... – Roddy se opunha, mas deixava o pescoço mais e mais exposto, bem como tentava juntar ainda mais seu corpo no meu. Ele era a contradição em pessoa nessas horas, mas honestamente acho que é só provocação... E eu de certa forma amava esse jogo.
— Você realmente não liga, Roderich. – pressionei o corpo dele contra a parede e ele arfou com o toque – Eu sei exatamente o que você quer... – apertei um pouquinho mais aquela cinturinha de boneca, voltando a atacar o pescoço dele, e ouvi um gemido baixinho escapar dos lábios dele. Foi minha perdição total.
Na verdade, isso estava longe de ser minha perdição, porque logo em seguida ele me envolveu com uma das pernas, que comecei a alisar (e, diga-se de passagem, deixando minha mão correr “livre demais” por áreas próximas), e assim que conseguiu apoio o bastante — com as minhas mãos servindo de banquinho — fez o mesmo com a outra, me puxando mais e mais. Aos poucos, Roddy foi se adaptando mais à posição e, obviamente, não se restringiu a só me puxar: ele começou a se esfregar em mim. Essa sim foi minha perdição, e eu não controlei um gemido que insistiu em sair (nem a vergonha, eu devia estar roxo).
Bem na hora que vovô Fritz se aproximou de onde estávamos pra nos chamar para comer.
— Gil! O almoço está... – Roddy ia me bater até a mão dele cansar por isso, mas o soltei na hora que ouvi a voz, quase o derrubando no chão. Mesmo assim, a vermelhidão em nossos lábios, a bagunça nos cabelos e o estado que nós estávamos naquela região em específico deixavam tudo claro. – Uhm... o almoço está pronto, meninos. Venham antes que esfrie! E Gil, preciso de alguns segundos seus, tenho um presente... Desculpe atrapalhar. – ele riu, se afastando, e fui atrás, rezando para que as coisas não ficassem tão óbvias. Vovô, porém, mal me olhou. Ele apenas pediu para que eu abrisse as mãos, colocou um pacotinho ali, e depois as fechou. – Seja sempre consciente, certo? Perguntei pro seu pai onde tinha assim que vocês sumiram... E... tente não machucar o menino... Mas só depois do almoço! – Vô Fritz então se afastou, me deixando completamente sem jeito, olhando para o “presente” em minhas mãos.
Eu nunca imaginei que meu avô me daria um pacotinho de preservativos...
***
O almoço fora tranquilo, apenas Roderich ficara emburradinho. Enquanto os demais estavam espalhados pelos pontos da casa, eu e Roddy estávamos deitados no sofá de couro branco. Por mais que eu quisesse arrastá-lo para o quarto, eu achava que voltariam a incomodar. O austríaco permanecia de olhos fechados, enquanto eu roçava o dedo em sua bochecha vermelha, não sei se por irritação ou vergonha (ou os dois).
— Para...
— Parar? — estranhei.
— Ja. Estou irritado. — Ihh...
— Iritado com o quê? — fiquei sério.
— Nada, Gilbert.
— Fala.
— Já falei que não é nada.
Me ergui.
— Então pra quê essa cara de quem chupou limão?
Roddy abriu a boca para responder, mas foi como se tivesse visto que não valia a pena responder. Ele apenas virou mais ainda contra minha direção, cruzando os braços.
— Vai ficar assim mesmo? Certo. — e ameacei a jogá-lo do sofá.
— G-Gilbert! — Ele se agarrou no sofá, em mim, em qualquer coisa que estivesse perto dele, desesperado, e eu comecei a rir. Péssima ideia, porque levei um tapão bem dolorido no braço.
— RODERICH EDELSTEIN! O que é que você está pensando?
— Gilbert, você tem raciocínio lento ou o quê?! Você não viu nossa situação uma hora atrás?! Quer que eu fique feliz com o que houve? — Roddy estava vermelho, e sua voz geralmente tão baixa até ficou mais audível.
— Você só pensa nisso?! Eu também fiquei com vontade de avançar, mas nem por isso me deixei me afetar tanto!
Um par de olhos lilases faiscavam furiosos para mim. Roddy estava irritadíssimo.
— O Daniel já teria feito.
Minha paciência se esvaiu do meu corpo.
— Então se levanta deste sofá e nunca mais volte. Vai atrás do seu namorado que não moveu um dedo pra impedir que você apanhasse ou te compreendeu.
— N-não... Gil, f-foi sem querer...
— Não pareceu. Por favor, vai embora.
De irritado ele parecia arrasado.
Então ele ficou quieto. Silêncio, silêncio... mais silêncio. Aquilo só me irritou mais.
— O que foi?
— ... Desculpa. E-Eu só... — ele pareceu se encolher um pouco, e não sei se enlouqueci, mas ouvi ele fungar.
Oh...
— Roddy... — Nenhuma resposta... — Roddy...
— Hm?...
— Vem aqui. — ele permanceu imóvel. — Roderich! Eu... Desculpa... Não é muito legal citar o seu ex... Poxa, você está na minha casa...
— Eu sei... Eu perdi tudo que eu sentia por ele... eu só... estava estressado e acabei provocando... — Ele fungou mais alto. — Eu sou horrível...
— Não... — o abracei — não se sinta assim... Vamos esquecer isso, tá?
— T-Tá... — ele se encolheu em meus braços, esfregando o rosto de leve no meu ombro. Lhe dei um beijinho em seguida, vendo aquele sorrisinho que eu tanto amava aparecer de novo, e como eu não queria que ele sumisse, repeti milhares e milhares de vezes, até ouvir uma voz familiar me chamando.
— Gil? Cadê você? — Era o vô Fritz, entrando na sala. Era normal ele procurar por mim o tempo todo, ele gostava bastante da minha companhia! — Oh! Te achei... Posso incomodar? Queria colocar a conversa em dia e conhecer seu futuro marido... — Ele riu, dando uma piscadinha. Tinha como recusar algo a um avô desses? Assim que concordamos, vovô sentou na poltrona ao lado do sofá, sorrindo para nós. — Nem sei onde começo! Roderich, não é?
— S-Sim, senhor... — Roddy ficava tão fofo envergonhadinho! Engraçado é que ele nem sempre era assim... Acho que é a pressão. — Roderich Edelstein...
— Edelstein?! Ah! Eu sabia! Bem que o Reiner me disse agora pouco que eu devia vir conversar com você, e eu bem notei seus olhos! Você é o filho do Franz e da Anneliese! — Ele juntou as mãos, rindo tranquilo. Vovô parecia muito contente! — Eu te conheci quando você estava aprendendo a falar ainda!
— Conheceu?! — Eu e Rod perguntamos em unissono. Que papai e o Sr. Franz eram conhecidos a gente já sabia (há alguns dias atrás, mas já é alguma coisa), agora, que o Vovô conheceu o Roddy?!
— Conheci... Você não mudou muito, era quietinho igual hoje! — Só perto dos outros, vô...
— O-Oh... Perdão, não me lembro...
— Sem problemas! Gil, seu coração não podia ter feito escolha melhor! Só de saber por quem ele foi criado, já sei que é um garoto de ouro! — O orgulho brilhava nos olhos dele, com um pouco de nostalgia. E eu estava sorrindo de orelha a orelha — Eu tinha medo da aprovação do vovô quanto ao namoro! Imagina como é saber que não só ele aprovou nós dois como aprovou meu namorado por si só?!
— Eu precisava de alguém incrível o bastante pra mim, e foi isso que ganhei... — Abracei mais meu austríaco, que corava ao mesmo tempo em que franzia os olhos para mim. Apenas lhe deu um beijinho na bochecha, apertando mais meus braços ao redor dele, e não demorou muito para eu ver o sorrisinho mais fofo do Universo se desenhando no cantinho da boca dele. Vô Fritz nos olhava com ternura.
A conversa foi se alongando a partir de então, principalmente quando o assunto foi Artes. Vovô amava música clássica tanto quanto Roddy, bem como as várias manifestações artísticas existentes. Também falamos sobre nossos futuros, sobre como nos conhecemos (Vovô fez questão de saber), sobre quando eu era uma criança que não parava quieta... Enfim, sobre muitos assuntos. Os dois haviam se dado muito melhor do que imaginei!
Quando Vô Fritz decidiu se retirar, porém, ele chamou Roddy para conversar à sós por breves minutos. Eu, muito curioso como sou, fui silenciosamente atrás, ouvindo a voz do vovô bem baixa, mas entendível.
— Roderich, o Gil significa tudo para mim. Não gosto de fazer diferença, mas ele é o neto que eu mais amo e mais considero como filho. Talvez ele ainda não tenha te dito as coisas que ele passou até aqui, mas sei que um dia ele irá... De qualquer forma, eu lhe peço somente uma coisa: Faça meu menino seu o homem mais feliz que já pisou na Terra, e pra isso eu vi que ele só quer seu amor e sua presença... Você me garante isso?
— ... Eu garanto, Sr. Beilschmidt. Prometo que vou tentar de tudo...
— É tudo que eu precisava ouvir, sei que você consegue... Vá, ele deve estar te esperando! Foi ótimo conversar com você! — a voz dele sorria e me apressei para voltar para o lugar onde eu estava. Roddy logo voltou, sentando ao meu lado.
— Pronto... Gil? O que houve? — A preocupação estampou o rosto tão delicado dele. Eu apenas sorri sincero enquanto beijava a ponta do nariz dele, fungando e nem sequer controlando as lágrimas que faziam questão de inundar meus olhos.
— N-Nada, doce... Eu só... nunca me senti tão feliz!
Fale com o autor