Como Um Sonho
1 A mansão.
Notas iniciais
Eram exatamente 20:00 da noite, meu pai estava gritando para minha mãe terminar de me arrumar, porque iríamos a algum lugar que eu não conheço. Ah, desculpem por não ter me apresentado, sou Carol* e tenho 6 anos.
Finalmente minha mãe terminou de me arrumar, usava um vestido rosa claro com um lacinho no meio, meia calça branca e sapatilhas também brancas. Estava descendo as escadas quando meu pai praticamente veio e me arrastou para fora de casa, dei um aceno de longe para minha mãe e entramos no carro.
– Pai, para onde estamos indo? — Perguntei com inocência e curiosidade.
– Para casa de um antigo amigo meu, ele está dando uma festa de reencontro para os colegas de faculdade.
– E por que eu tenho que ir? — Perguntei meio indignada.
– Porque sua mãe está doente, e não quero que você fique também. — Disse papai sorrindo um pouco.
– Ahh...
E olhando pela janela, pude ver bem a casa do velho amigo de meu pai:
Uma enorme, repito, enorme mansão branca e com muros altos, simplismente perfeita! Parecia até aquelas casas de gente rica nos desenhos. Sorri com esse pensamento, com certeza dentro seria mais perfeito do que fora. E adivinha? Estava totalmente certa.
Entramos naquele lugar extremamente perfeito, tinha um corredor de entrada lindo, o chão parecia que tinha diamantes, quadros perfeitamente espalhados pela parede, com certeza eram de pessoas da família, e havia também um enorme lustre de cristais em cima de nós, sempre quis ter um desses em casa, mas não tinhamos, não eramos, como posso dizer, muito ricos. Nem eramos ricos na verdade, o pouco que tinhhamos já o era suficiente para ficarmos bem. E entrando em um salão, que deduzi ser o de festas, sentamos em cadeiras espalhadas na frente de um palco, realmente não entendi isso, teria algum show ali? Não poderia ser, como sou tola. E uma cadeira a frente, vi uma cabeleira loira com gel, pequena como eu, e quando ele olhou para trás, fiquei paralisada. Ele era lindo. Está bem, é meio estranho uma criança de 6 anos, que nem saiu do ovo ainda estar falando isso de um garoto, mas sério ele era muito fofo, e tinha olhos azuis, perfeito. Imaginei nós juntos, sim, sou estranha mesmo, e daí? Mas continuando, com esse pensamento me vieram à mente meus avós, meu avô era moreno de olhos azuis, e minha avó era loira de olhos verdes, minha mãe diz que puxei seus olhos, já que nem ela nem o meu pai tinham olhos verdes, mas meu cabelo era castanho meio escuro, como o da minha mãe. E eu assemelhei ele ao meu avô, a diferença eram apenas os cabelos, os olhos eram de um cinza penetrante, bem como os de meu avô. Sorri minimamente para ele, que virou pra frente. Meu pai, que me pediu para sentar enquanto dava um ''olá'' para os conhecidos, veio e sentou-se do meu lado. Já pensei em dormir, mas achei que seria muita falta de respeito, então, um cara, que supostamente era o velho amigo de meu pai, começou a falar:
– Boa noite senhoras e senhores, velhos amigos e amigas, estamos aqui reunidos para relembrar momentos de adolescência, em que...
Não ouvi o resto, estava olhando para meus pés, e quando levantei a cabeça, eu não o vi, onde será que ele foi? Disse ao meu pai que estava com vontade de ir ao banheiro e saí dali discretamente, ele nem deve ter me ouvido... Suspirei e quando saí de lá, uma pequena surpresinha...
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