Como Um Sonho
2 O encontro no corredor.
Notas iniciais
Suspirei e quando saí de lá, uma pequena surpresinha...
Que Hall enorme! Onde aquele garotinho pode ter ido? Ele conhece algo aqui? Será que estava perdido? Eram meus pensamentos enquanto eu andava por aquele lugar desconhecido, admito que fiquei com um pouco de medo. E passando por ali, vi uma coisa realmente bizarra: Era uma floresta em uma mansão? Como assim? Arregalei os olhos e quando ia entrar...
– Ei, não entre aí! — Disse alguem, que deduzi ser da minha idade. E quando me viro... Não acredito! Era ele! Me esforcei para não sorrir, afinal, não poderia sorrir em um momento desses, seria mais bizarro do que ter uma floresta em casa.
– Porque? — Perguntei, afinal, eu realmente achava que aquela floresta era de mentira.
– Meu primo quase morreu quando entrou aí. — Disse ele, apontando para onde eu estava. Arregalei os olhos e depois fiz uma cara de interrogação.
– Como assim? É de verdade? — Perguntei.
Ele deu um sorrisinho que me fez derreter por dentro, sim, eu sou muito estranha. — Sim, nem eu entendi isso, também achei que era de mentira, até meu primo ser atacado por um leão.
– Hã? — Agora que eu não estava acreditando mesmo. — Tem um leão aqui? — Arregalei os olhos, visivelmente chocada.
– Sim. — Riu um pouco. Sério, se ele não parar com isso acho que vou me derreter até por fora, e não, não é exagero. Tá bom, um pouquinho... Será que é possível se apaixonar tão rápido assim?
– Me desculpe não ter dito antes, meu nome é Draco, e o seu? — Perguntou com um sorriso.
– Meu nome é Carol, prazer. — Digo olhando para o chão e sorrindo minimamente.
– O prazer é meu. Já veio aqui? — Perguntou, acho que queria continuar conversando, fiquei feliz com isso.
– Não, é a primeira vez... E você? — Perguntei, depois de uma pequena pausa. — É a primeira vez também?
– Sim... Ah... Quantos anos tem? — Perguntou meio envergonhado.
– Tenho 6 e você? — Respondi com um sorriso. Acho que o caso está sério.
– Eu também! — Disse e sorriu, acho que fiquei com cara de boba olhando pra ele. — O que faz fora do salão? — Perguntou, me acordando do transe.
– Hã? Ah sim, estava com tédio, e você? — Respondi simplismente.
– Eu também... É... Hm... — Ficou pensando no que dizer por um instante — Quer dar uma volta? — Perguntou com... Acho que a palavra é receio. Ou vergonha, não sou boa em adivinhar expressões faciais.
– Sim, pode ser. — Respondi com um sorrisinho, acho que fiquei um pouco vermelha.
Para tudo! Eu não acredito nisso, uma noite que seria de puro tédio está ficando cada vez melhor... Eu nunca me senti assim, digo, tão feliz e com vontade de conversar... Eu não pude deixar de sorrir com isso.
– Ah... Para onde vamos? — Tentei puxar assunto.
– Não sei... Que tal... — Parou por um instante e olhou para um corredor escuro ao lado da floresta. — Olha! — Disse apontando para o lugar — Que tal irmos ver o que há ali? — Perguntou.
Assenti e íamos andando por aquele corredor escuro, estreito e cheio de quadros até que ouvimos alguns gemidos. Sim, gemidos. Meu estômago foi ao fundo quando chegamos mais perto do quarto de onde estavam vindo os barulhos. Olhei pra Draco e acho que pensamos a mesma coisa pois saímos correndo dali imediatamente.
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