Notas iniciais
Oi lindas! Primeiramente desculpe a demora dos capítulos, estava sem notebook entre outras coisas. Vou tentar melhorar o tempo de postagem... Durante a semana eu vou colocar os dias de postagens de cada fic em meu perfil para que assim vocês possam saber quando serão postados os capítulos das fics. Isso também vai me ajudar a me programar melhor, pois às vezes eu acho que já postei em uma e acaba não ocorrendo... Desculpe por isso... Eu culpo os medicamentos, eles me deixam avoada... Remédios estúpidos... Mas necessários... Insônia afeta sua saúde se não for tratada, aprendi isso da pior maneira, mas foi uma lição aprendida e estou grata por ter minha família como apoio.
Enfim...
Minha psiquiátrica disse que eu não possuo The Vampire Diaries e nem Twilight rsrsrs Se eles fossem meus eu os faria ter pelo menos uma trindade aceita por todos os membros envolvidos, sem que tivesse aquela coisa de ter que escolher entre um e outro porque invariavelmente a mocinha acaba não ficando com quem eu quero rsrs
Acontece com você?
Agora vamos à história...

Pov Bella.

Três dias.

Eu estava nesse quarto a três dias. E, francamente, minha culpa começou a ficar esmagadora. Não que eu fosse necessariamente ansiosa para enfrentar o que me aguardava lá fora. Não, meu nível de conforto com ocorrências surreais dos últimos dias não tinha atingido a fase de aceitação, ainda não.

A emoção invocada de minhas experiências com o mundo e os seres sobrenaturais era apenas esmagadora e eu me via balançando entre angustiada, irritada e enfurecida.

Então eu não estava particularmente ansiosa para sair desse quarto e lidar com o que me esperava lá fora.

Parecia um pouco absurdo estar na casa daqueles que eu mais queria evitar e até mesmo cômico o fato dos mesmos não terem percebido ou mesmo notado minha presença em sua residência.

Talvez isso seja efeito dos pauzinhos que Esther havia colocado pouco depois que eu havia chegado e que continuava a queimar no quarto. Eu não saberia dizer. Ela disse que enquanto eles estivessem queimando eles não iria notar minha presença e isso me daria tempo para colocar minha mente em ordem e ajustar meus sentimentos. Tradução: Meus filhos vão ter o querem você goste ou não, então é melhor se acostumar logo com isso.

Ok, para ser justa ela não disse isso. Ela disse que eu deveria dar uma chance e apenas ressaltou as qualidades de seus filhos e para minha surpresa seus defeitos também.

Rebekah apenas ressaltava o quanto de idiotas seus irmãos eram, algo que eu estava mais do que disposta a concordar. Mas Rebekah mesmo em suas explosões mostrava que amava seus irmãos “idiotas”.

Minha amizade com Rebekah se é como eu poderia chamar isso, estava fluindo bem. Era sempre muito engraçada a interação entre ela e Kol. O modo que ambos se provocavam, típicos de irmãos, me fez desejar que eu tivesse tido irmãos ou irmãs.

Suspirei.

Os Cullen me abandonaram. Minha prima Caroline era uma vampira. Fui sequestrada por um vampiro estupidamente bonito (leia-se Damon), mas que não hesitaria em arrancar minha cabeça se isso garantisse a paz a sua amada (leia-se Elena). Fui resgatada por dois Originais que não tinha remorso de quebrar o pescoço de outro vampiro. Ambos me garantiram que não faria isso comigo... Sei. Fui apresentada a mãe dos Originais e devo dizer ela me assusta.

Por quê?

Eu não sei, mas se Kol e Rebekah demonstrava medo dela quem sou eu para não temê-la? E me disseram que eu não tenho senso de autopreservação. Ha! Ah e eu não podia esquecer os dois Originais que diziam serem meus companheiros e que não aceitam um “não” ou um “eu não estou interessada” como resposta.

Eu estava ferrada de tantas maneiras.

Eu me sentia estressada.

E eu que pensei que o ultimo ano escolar em Forks tinha sido desgastante.

Sem os Cullens as pessoas ao redor não tinham sequer se preocupadas em manter o tom de voz baixo quando estavam falando de mim. Adicione minha crescente estranheza. Muito obrigada adolescência para hormônios instáveis e desengonçados. Note o sarcasmo. Conclusão: Meu último ano na escola de Forks tinha sido um verdadeiro inferno.

Um barulho de alguém batendo na porta soou, e apenas ao me ouvir dizer “entre”, ele entrou.

Kol entrou com uma bandeja prateada nas mãos, mas pousou ela delicadamente em uma mesa que ficava perto da janela.

Nesse momento eu já estava acostumada com sua presença e eu já não o temia como no primeiro dia. Se ele quisesse fazer algum mal para mim ele já teria feito... Bom, pelo menos eu espero que ele não queira.

- Que horas são? – eu pergunto.

- Duas da madrugada.

Eu gemi em frustração. Eu me sentia cansada, mas eu não conseguia dormir. Eu me sentia tensa de mais. Como eu iria descansar em uma casa cheia de vampiros Originais? Pior, em uma casa onde dois desses Originais estavam convencidos a me fazer sua companheira? E... Eu estava com fome.

Virei para o vampiro no quarto. Às vezes ele me olhava de forma mais informal... Quase carinhosamente. Rebekah também me olhava da mesma maneira. Era um pouco inquietante. Klaus e Elijah também me olhavam assim, mas de forma mais intensa... Estremeci.

- Você está com fome.

Eu apenas dei um aceno afirmativo, me sentindo um pouco insegura de como me comportar. Kol me olhava como se tentasse ler meus pensamentos. Será que ele poderia?

- Eu posso ouvir seu estômago.

Eu me acalmei com sua explicação. Eu estava começando a ficar paranoica. Kol apontou para a bandeja, mas eu continuei a fita-lo.

Eu tinha muitas perguntas e eu não seria capaz de comer nada antes que pudesse fazer algumas delas. Apesar de meu estomago protestar furiosamente.

- Kol, quando é que eu poderei sair daqui?

- Quando dermos um jeito em Damon. – ele respondeu travando o maxilar e olhando pela janela, fazendo seus olhos ficarem negros e com um brilho estranho. Ele pareceu ficar pensativo.

- E vocês pretendem fazer isso como? – Perguntei, deixando a curiosidade prevalecer, atropelando a educação e a descrição.

Apesar de Damon ter me sequestrado anteriormente eu não queria que ele fosse morto. Pelo menos não por minha causa.

Kol não me respondeu apenas gesticulou em minha direção.

- Coma um pouco, Isabella.

- Bella. – eu corrijo.

Ele apenas me dá um leve sorriso e volta a olhar através da janela. Eu gemo de frustração ao notar que ele não está indo para me dá uma resposta a minha pergunta.

- Eu não quero realmente ficar aqui. Eu só quero ir para bem longe.

Ele suspirou, demonstrando um pouco de falta de paciência. Aproximou-se da cama e sentou-se ao meu lado, no colchão.

- Entendo que você esteja sobrecarregada com tantas informações no momento e sei que as constantes atenções de meus irmãos não estejam ajudando nesse momento. Mas fugir não será a atitude mais inteligente no momento... – ele me olhou com intensidade. – a menos que queira passar o resto da vida fugindo.

Meu coração deu um salto. Eu nem sabia o motivo de estar prendendo a respiração. Passar o resto de minha vida fugindo definitivamente não estava em meus planos. O que eu devo fazer?

- Precisa comer Bella.

Ele fez menção de se levantar da cama, mas eu peguei automaticamente o tecido de sua camisa de tecido caro.

Kol pareceu se surpreender com o meu gesto e me olhava com um misto de curiosidade e diversão.

- Fique comigo. – eu pedi, sentindo o rubor se espalhar em meu rosto.

Os olhos do vampiro me fitaram com uma atenção adicional, mas ele não respondeu nada em palavras, gesticulou com a cabeça e voltou a se acomodar em cima do colchão. Eu o olhei sem saber ao certo o motivo de querer que ele permanecesse ali. Kol me proporcionava uma sensação diferente de proteção. Eu me sentia mais relaxada em sua presença. Talvez seja o fato dele não parecer interessado em meu sangue ou em uma proximidade comigo em tudo.

Era tranquilizador o fato que ele não me atraia fisicamente, não que ele não fosse bonito. Observei como ele estava olhando para a janela, imerso em seus pensamentos.

- Você parece diferente hoje.

Eu digo sem pensar. Mais como um sussurro do que uma frase completa, apenas pensando alto. Mas isso não impediu de Kol com sua audição ampla para não captar minhas palavras. Tenho certeza que ele poderia ouvir até mesmo o farfalhar das folhas das árvores lá fora. Malditos sentidos vampíricos!

- Como? – Ele me perguntou visivelmente interessado em minha observação. Engoli em seco, percebendo que ele não iria parar de me olhar até que obtivesse uma resposta.

- Você parece meio perdido. Como se buscasse uma resposta... Mas eu tenho para mim que em parte você já conhece a resposta e só está lutando contra ela.

Ele travou o maxilar e eu me remexi inquieta.

- É uma garota. – ele responde vagamente.

Continuo olhando para ele e percebo que devo ter cruzado alguma linha tênue entre o Kol brincalhão e o Kol obscuro. Faço menção de me levantar e é a vez dele de me impedir.

Ele não disse nada, apenas ficou me olhando com intensidade e atenção. Eu podia ver a curiosidade cintilar em seus orbes.

- Como pode ser tão parecida... – ele murmurou.

Volto a me remexer inquieta, parte por querer sair do rumo que aquele assunto estava levando, parte porque ele estava despertando minha curiosidade e por experiência eu sabia que minha curiosidade nunca me levava para um bom caminho.

- Mas tão diferente? — eu completo sua analise, incapaz de segurar minha curiosidade por mais tempo.

- Você tem algumas diferenças, mas em geral... – ele sorriu. E lá estava. O olhar carinhoso, quase amoroso. Ele levou meu pulso ao seu rosto e inspirou. Meu coração pareceu perder uma batida. – O mesmo cheiro... – e então ele me soltou e suspirou.

- Meu sangue Humm... – eu parei ao ouvir sua risada. Foi desconcertante.

- Seu sangue cheira deliciosamente, mas ele não me afeta. Eu não vou mordê-la... Ah não se que me peça. – ele me olha divertido.

- Em seus sonhos. – eu retruco.

Ele ri.

- Eu sei o que você está fazendo. Você está tentando me distrair para não falar da tal garota. – eu provoco.

Ele fica sério, quase sombrio e eu me arrependo de minhas palavras. Eu e minha boca grande.

- Ela está fora de minhas possibilidades. – ele diz indiferente.

- Mesmo? Então ela não deve ser tão interessante.

- Pelo contrario. Ela é inteligente, altruísta e extremamente linda. – ele fala com adoração.

- Você a ama?

- Sim. – ele responde. – Mas ela nunca iria se envolver com alguém do meu tipo.

- Alguém do seu tipo? Qual garota não iria querer um homem lindo como você? – eu digo tentando animá-lo. Não parecia certo vê-lo tão triste.

Ele me olhou com ceticismo.

- Não sei se deveria levar isso em consideração vindo de você. Afinal você tem dois...

- Não estamos falando de mim. – eu o corto.

- Por que você não quer lhes dá uma chance? – ele pergunta curioso.

- Não estamos falando de mim. – eu teimo. Ele arqueia a sobrancelha. – E eles não me querem.

- Eu estaria inclinado em acreditar em suas palavras se nesse momento Niklaus e Elijah não estivesse colocando essa cidade de cabeça para baixo para acha-la. – ele pausa. — E eu não quero estar na pele de Damon quando eles descobrirem o seu pequeno rapto.

- Eles estão me procurando? – eu pergunto aturdida.

- Bella você está sumida por três dias, é claro que eles a estão procurando. – ele disse condescendente.

- Por que Rebekah, você ou mesmo sua mãe não me delatou até agora? – eu pergunto.

- Porque achamos que você precisava absorver os últimos acontecimentos com certa tranquilidade e sabemos o quanto Elijah e Niklaus podem ser intensos às vezes. Mas mais cedo ou mais tarde você terá que enfrenta-los.

- Talvez ou... Eles podem perceber que eu não sou o que eles querem e desistam.

- Você é perfeita para eles. – ele disse deitando na cama. – É tão teimosa quanto eles. – ele resmunga e se vira de lado e me olha. – Só que nessa guerra de vontades que vocês estão travando devo dizer que você não saíra ganhadora. Meus irmãos sempre tem o que querem. Vampiros são bem possessivos e nada os impedi de ir atrás do que querem.

- Eu não sou uma posse. E isso não pode ser verdade ou você estaria atrás da tal garota.

- Eu estaria se ela não pudesse lançar um feitiço em mim. E eu já passei três séculos dormindo em um caixão, não quero fazer isso novamente. – ele disse casualmente.

Feitiço? Como assim ele ficou dormindo trezentos anos em um caixão??? Acho que eu vou deixar essa pergunta para mais tarde.

- Você ama a Bonnie? – eu pergunto surpresa.

- Ela não é a única bruxa no mundo, sabia? – ele suspira. – Mas sim, é a Bonnie. Eu espero que isso fique entre nós. E eu nunca disse que estava desistindo dela. – antes que eu abrisse minha boca ele prosseguiu. – Eu disse que ela não estava em minhas possibilidades, não que eu estava desistindo dela. Apenas estou tentando chegar com um plano para contê-la.

- Você diz como se ela fosse algum tipo de animal arisco.

- De certa forma.

- Isso é rude, você sabe disso? Por que você apenas não deixa ela te conhecer e ver no que dá?

- Não vejo você sendo amável e dócil para meus irmãos. E também não vejo você lhes dando uma chance para conhecê-los.

- Não estamos falando sobre mim. – eu protestei. – E seus irmãos deveriam aceitar “não” como resposta. Tem muitas garotas por aí que devem estar loucas para ficar com eles.

- Mas elas não são você.

- Eles sequer me conhecem. – eu digo irritada.

- Você poderia mudar isso. – ele pausa. — Dê-me um bom motivo, além do fato de você não querer um relacionamento, para que isso não dê certo. E cá entre nós, eu sei que você não é indiferente a eles como quer aparentar. Não tente negar.

- Atração sexual não é um bom motivo para um relacionamento. – eu argumentei.

- É um bom começo para mim. – ele disse simplesmente.

- Eu não os amo.

- Sou de uma época em que casamentos eram arranjados pelos pais e muitos dos noivos só se conheciam no altar onde era esperado que o amor e companheirismo viessem com o tempo e a convivência.

Argh! Eu joguei minhas mãos em frustração. O silencio se prolongou entre nós. Será que o fato de eu não querer me relacionar com eles já não é um bom motivo? Eu sabia que família era importante para eles, então...

- Eu não poderia escolher entre eles e isso fatalmente os faria discutir e isso poderia separar sua família. – eu digo triunfante.

Ele pisca e sorri satisfeito. O sorriso que eu ostento cai.

- Se é essa sua preocupação, eles não estão querendo que você escolha um deles. Eles estão mais do que disposto a compartilhá-la.

- Você quer dizer ter um relacionamento com os dois ao mesmo tempo? Isso também era comum em sua época? – eu pergunto sarcasticamente.

- Era comum no mundo antigo uma mulher da nobreza ter um marido e um amante das sortes, que iria atender suas necessidades quando o marido estava ausente. – ele dá de ombros. – Isso não era privilegio dos homens. As mulheres eram apenas mais discretas.

Eu abro minha boca e a fecho novamente, incapaz de pensar em um bom argumento.

- Mas... Mas, eu não quero me envolver com mais nenhum vampiro. – eu murmuro em desalento.

- O fato de saber de nossa existência já a torna envolvida.

- Você é irritante sabia disso?

- E você me adora. – ele sorri.

Eu reviro os olhos e me levanto. Vou em direção à mesa, me sento na cadeira e passo a comer avidamente a comida disposta na bandeja ignorando o vampiro sorridente.

- Temos que se lembrar de alimentá-la mais vezes.

Eu continuei a ignora-lo.

- Kol o que você fez para irritar Bella? – perguntou Rebekah depois de entrar no quarto de forma silenciosa me fazendo sobressaltar ao perceber sua presença.

Se eu não soubesse melhor eu pensaria que eles têm o objetivo de me matar do coração com essas aparições como se viesse do nada.

- Eu? Nada. Eu sou inocente.

- Inocente? Esse é um adjetivo que não pode ser aplicado em você. – ela diz mordaz.

- Isso fere meu coração, minha querida irmãzinha.

- Como se sente Bella? – ela perguntou amável.

- Trancafiada. – eu resmungo.

- Você não está trancafiada. Você é livre para sair do quarto no momento que quiser. – disse Kol calmamente. Eu queria arrancar o sorriso de seu rosto à tapa.

- Obrigada Kol, é muito gentil de sua parte me lembrar disso. – eu digo com sarcasmo.

Rebekah apenas sorriu para mim antes de se virar para Kol.

- Mamãe nos chamou lá embaixo. Nossos irmãos já se encontram lá. Parece que parte da população de Fell Church está em polvorosa devido aos ataques de animais recentes a população.

Ataques de animais? Esse termo parecia familiar... Ataque de animais... Vampiros. Eu senti meu corpo enregelar.

Pensamentos corriam pela minha mente de forma frenética. Segundo Kol, Klaus e Elijah estavam revirando a cidade por minha causa, seria possível que..? Victoria também estava na cidade... Parecia difícil de respirar... Por que estava difícil de respirar?

- Bella? Bella? Respire e inspire calmamente. – eu ouvi a voz de Rebekah ao longe.

- Me dê ela. – senti braços me segurarem e outro par de braços me envolverem logo em seguida. – Bella eu quero que olhe para mim. Você está segura. Nada de mal vai acontecer a você.

Eu olhei para Kol que continuava me dizendo palavras de asseguro. Percebo tardiamente que estou tendo um ataque de pânico.

Eu respiro e inspiro e Kol parece fazer o mesmo. No fundo de minha mente eu acho a ação um pouco hilária já que ele não precisa respirar, mas estou entorpecida de mais para achar divertido.

- Eu estou bem agora. – eu digo minutos depois.

- Por que é que vocês estão demorando? – Pergunta uma voz vinda da porta.

- Droga! – resmunga Kol e Rebekah em sincronia.

Notas finais
Mereço reviews??
AH eu estava esquecendo: EU NÃO ESTOU DESISTINDO DE NENHUMA FIC. Estarei postando um capítulo em cada uma de minhas fics durante a semana, ok? Se eu esquecer de alguma, por favor me lembre...
Beijos. ♥
Josi.