Como Se Apaixonar Por Gabriel Chase
2 Ela acabou drogada com dorflex (e com perfume também)
GABRIEL CHASE
Sexta-feira.
Eu deitei ela no chão, a moça havia realmente caído em um sono profundo, me sentei no chão do lado dela e pensei no que eu podia fazer.
1- Podia deixar ela ali, mas provavelmente ela seria assaltada e estuprada.
2- Podia chamar a emergência, mas como explicar pra alguém que ela desmaiou depois de tentar me matar com uma arma cor de rosa.
3- Podia chamar a polícia e dizer que uma serial killer tentou me matar com uma arma cor de rosa, mas acabou desmaiando por algum motivo.
É nenhuma dessas alternativas eram boas, resolvi que a melhor opção era levar ela para a minha casa, tá eu sei que não era a melhor opção, mas era melhor do que deixar ela jogada no chão pedida entre as embalagens de bala e objetos mirabolantes que ela tinha tirado de dentro da bolsa, mas o que me preocupava era como eu ia levar aquela garota pra minha casa.
Acabei chamado um táxi, podia dizer que ela havia bebido demais, e foi isso que eu fiz, coloquei ela com cuidado no banco de trás e fui na frente do lado do motorista, passei meu endereço e quando ele parou na frente da casa de dois andares que eu havia ganho dos meus pais eu tirei a garota do banco de trás. O motorista me encarava como se eu fosse um louco, mas não perguntou nada, só pegou o dinheiro e me devolveu o troco e saiu rápido da frente da minha casa.
Tive um pouco de dificuldade em abrir a porta de casa carregando aquela adolescente, mas me esforcei e levei ela até o andar de cima e deixei ela deitada na cama do quarto de hospedes.
Fui pro meu quarto e resolvi que ela ficaria bem e que, provavelmente, não acordaria tão cedo, mas deixei a porta aberta caso ela gritasse por ajuda.
♥ ♥ ♥
Sábado
— Mas que droga — escutei alguém gritar do andar de baixo, levantei devagar pensando que era apenas a minha irmã que havia passado muito tempo me chamando e havia ficado irritada.
Mas ao ver aquela garota de cabelos pretos deitada no chão segurando a mão direita me veio à mente tudo que havia acontecido.
— O que aconteceu? — perguntei tentando não me horrorizar com o sangue que escorria do nariz perfeito dela, nem com sua mão virada em um ângulo anormal.
— O que parece? — ela tentou sentar se apoiando na mão esquerda.
— Você caiu da escada? — perguntei descendo os degraus devagar.
— Obvio.
— Você ia fugir, sem me explicar que porra aconteceu ontem à noite.
— Claro, eu já estou completamente ferrada... Você está falando comigo? Oh meu Zeus — ela arregalou os olhos azuis. — Eu to ferrada, completamente ferrada.
— Nós precisamos dar um jeito na sua mão, vou te levar no pronto socorro, espera que eu vou...
— NÃO — ela gritou. — Se eu aparecer em alguma emergência mortal eu vou estar triplamente ferrada.
— Mortal? Quem você acha que é pra falar assim sua louca.
— Me tira desse chão, minha mão está doendo, você não pode fazer um curativo? — ela pareceu se acalmar.
Eu suspirei, eu peguei ela no colo e a levei pro sofá, essas coisas sempre acontecem comigo, me lembro de uma vez que um cara começou a chorar e a me abraçar na rua dizendo que eu era igual ao irmão dele que ele não via há anos.
Subi para o banheiro a procura da caixa de primeiros socorros que eu havia ganho de Barbara, mas que nunca havia usado, depois fui até o meu quarto a procura de um dorflex para tentar amenizar um pouco a dor da garota.
— Qual seu nome? — perguntei sentando na minha mesa de centro pra ficar da altura dela.
— Amálie — ela respondeu sem me olhar. — Onde está a minha bolsa?
— No chão, do lado da cama que você estava deitada — puxei o braço dela com cuidado. — Sabia que ainda são quatro da manhã?
— Sim, por isso estava indo embora, se eu ficasse mais você ia acordar.
Enfaixei a mão dela e tentei deixar o mais imóvel possível para que melhorasse rápido, depois coloquei um comprimido na mão dela.
— O que é isso? DOR-FLEX — ela falou pausadamente.
— É um remédio — respondi segurando o copo água na frente dela.
— E pra que serve? — Amálie juntou as sobrancelhas formando em sua face uma adorável expressão confusa.
— Isso vai fazer a sua dor passar — expliquei como se falasse com uma criança de cinco anos.
— E como eu uso? Jogo no chão e piso em cima? — eu a encarei perplexo, esperava que ela realmente não estivesse falando sério, mas a julgar pela sua expressão ela estava falando sério.
— Não, você engole com água — eu levantei mais o copo de água pra ela ver.
Amálie assentiu e colocou o comprimido na boca, depois pegou o copo de água e bebeu metade dele.
— De onde eu venho as poções de cura não tem o gosto tão ruim — ela franziu o nariz.
— De onde você é? Kansas? — ela riu antes de me responder.
— Não, eu moro do outro lado da nevoa... merda eu não devia falar isso... esquece isso agora.
Ela observou o a mão com o nariz enrugado, aquilo devia estar doendo bastante.
— Por que você estava atrás de mim ontem noite? — perguntei.
— Por que você ia se encontrar com a Caroline, e eu tinha que fazer você se apaixonar por ela, era a minha primeira chance em meses — ela me olhou, seus olhos eram de um tom de azul extremamente escuro, se eu não tivesse os visto de perto iria imaginar que eram negros.
— Como assim? — nem eu sabia que aquela garota ia estar lá.
— Era pra vocês se encontrarem, e você lembrar do passado, ai vocês iam se encontrar de novo, marcar pra tomar um café — ela bocejou e fechou os olhos. — Prende meu cabelo.
Eu tirei os fios que estavam no rosto dela, tentei me lembrar onde tinha alguma coisa que eu pudesse usar pra prender o cabelo dela, então lembrei que na última semana uma garota havia deixado um presilha no meu banheiro, subi pro meu quarto e lá estava o negócio de prender o cabelo.
Desci as escadas e Amálie ainda estava sentada, seus olhos estavam fechados.
— Onde eu moro as poções não causam isso... Essa sensação estranha. O mundo parece mais devagar — ela riu sozinha eu me sentei na frente dela de novo depois de prender seu cabelo.
— Você nunca tomou dorflex? — ela balançou a cabeça para os lados debilmente. — O que vocês usam para as dores passarem?
— Nós usamos magia — ela disse devagar.
— Magia? — eu comecei a rir, ela abriu os olhos e me fulminou.
— Do que está rindo? — agora ela estava séria, parecia ter esquecido do efeito do remédio.
— Você disse que usam magia pra se curar, onde você mora? Em Hogwarts?
— Obvio que não. Ninguém te contou que Hogwarts não existe? — eu ri mais ainda dela, Amálie deitou no sofá com cuidado pra não deitar por cima da mão machucada. — Seu cheiro é bom.
— O que? — ela não respondeu, já estava dormindo de novo.
No próximo capitulo de COMO SE APAIXONAR POR GABRIEL CHASE
— Você não sabe o que é Dorflex, mas sabe o que é Game of Thrones?
— Quem não sabe o que é Game of Thrones?
— Tá, ok. De onde você vem as pessoas usam magia pra se curar, assistem séries e escutam Oasis e Lana Del Rey, tem a última geração do Iphone, mas não sabem que porra é um Dorflex?
— É
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