Como O Sol e A Lua
52 Epílogo I – Parte 1
Haviam se passado dois anos, meu pai havia viajado para Tókio devido á negócios que eu não sei detalhar, era 25 de fevereiro, sábado, o dia mais inesquecível da minha vida.
Rukia e eu estávamos assistindo a um filme de ação na sala da minha casa, ela queria assistir a um filme de ficção, mas eu acabei por convencê-la do contrário...ok...nós disputamos no jankempo, impressionantemente ela perdeu e eu tive a leve impressão que ela fizera aquilo de propósito.
— Você quis assim, né? – indaguei quando o filme acabou e eu desliguei a televisão -
Rukia ergueu o rosto em dúvida para mim.
— Perder no jankenpo. – expliquei –
— Por que você permanece achando que eu posso ler seus pensamentos?
— Por que é a verdade.
— Eu não leio seus pensamentos.
Eu ergui a sobrancelha de maneira sarcástica.
— E para de ficar pensando que eu sou boa em mentir sobre isso. – ela falou cruzando os braços, impaciente –
— HÁ, ta aí. – falei satisfeito – Foi exatamente o que eu pensei.
— Eu quero água. – ela resmungou emburrada -
Eu suspirei cansado.
— Por que não admite logo, Rukia?
— Por que não tem o que admitir. Cadê minha água?
— E como você explica tudo isso?
— Não tem explicação, só...acontece. Eu ainda estou com sede.
— Isso não é normal.
— Quer provas de que é paranóia sua? Pensa em algo que eu não vou gostar.
Tipo...o Byakuya é um idiota? Eu sorri satisfeito enquanto erguia uma sobrancelha.
— Não coloque o nii-sama nisso. – ela falou revirando os olhos –
— HÁ, ta aí.
- Até quando vai falar isso? E cadê a minha água?
Eu resmunguei impaciente e me levantei, peguei água pra ela e depois que ela bebeu, eu devolvi o copo á cozinha, voltando a me sentar com ela em seguida.
— Ichigo, quer a verdade?
— Claro.
— Eu não leio seus pensamentos. Eu leio suas expressões faciais.
Eu ergui uma sobrancelha.
— É verdade. Antes de começarmos a namorar, eu já gostava muito de você e eu sempre ficava te observando, eu comecei a saber que reação você demonstrava pra cada situação. É por isso que as vezes acerto alguns de seus pensamentos. Por exemplo, quando você pensa algo ruim do nii-sama, você sorri de maneira convencida e ergue a sobrancelha direita.
Eu fiquei sério e a olhei assustado, era exatamente isso que eu fazia.
— Ou...quando você pensa que eu não estou falando a verdade, você ergue a sobrancelha esquerda e trava os lábios. Ou quando você pensa no quanto eu estou linda vestindo algo...você sorri e ao mesmo tempo tenta não sorrir de maneira exagerada...Ou quando você sente uma vontade enorme de me beijar, você...
— Já chega, já chega... – eu falei corando –
— Então, acredita em mim agora?
Eu a olhei indeciso e ela sorriu.
— Acredita. – ela respondeu em seguida -
Eu sorri derrotado e fiquei admirando-a em silencio, ela voltou a sorrir e se aproximou mais de mim.
— Você está desejando loucamente que eu te beije. – ela murmurou pondo as mãos em minha nuca –
— Como sabe? – eu brinquei olhando-a hipnotizado –
— Você está mordendo seu lábio inferior. – ela falou sorrindo -
— E se eu morder o seu lábio inferior? – indaguei a puxando pra mais perto, a fazendo encostar um de seus joelhos no sofá –
Nos olhamos intensamente enquanto nossas respirações começavam a falhar.
— Não saberei o que significa...mas eu vou amar... – ela sussurrou -
Eu a abracei pela cintura enquanto eu permanecia sentado de frente pra ela que agora ficara de joelhos diante de mim no sofá. Eu aproximei meu rosto do dela e mordi levemente seu lábio inferior, nos fazendo rir levemente, nos olhamos uma última vez e em seguida fechamos os olhos quando o beijo começou.
Rukia prendeu seus dedos em meus cabelos, me puxando pra mais perto ao mesmo tempo em que eu a segurava pela nuca a fazendo ficar mais junta a mim. Paramos por poucos segundos para recuperar o ar e em seguida voltamos a nos beijar, eu comecei a me inclinar na direção dela e automaticamente nos deitamos lentamente no sofá. Eu percebi o que acabara de ocorrer e me separei dela em seguida, nos olhamos ofegantes e surpresos por aquilo e quando eu tentei sair de cima dela, ela segurou meu braço.
— Desculpe...Rukia...eu...é melhor...pararmos... – eu falei corando –
Ela permaneceu em silencio por instantes, até voltar a falar.
— Por que?
Eu a olhei surpreso e atordoado, eu nem mesmo sabia o que fazer diante daquilo.
— Q-que...? – indaguei inseguro –
— Por que...precisamos parar?
— Rukia...v-você...está pronta?
— Lembra do que conversamos na praia á dois anos?
“E se acontecer...desejo que nós dois estejamos prontos.”
— Sim.
— Então a pergunta correta é... – ela continuou – Estamos prontos, Ichigo?
Eu sorri amavelmente e encostei minha testa á dela.
— O que acha? — eu sussurrei –
— Acho que está demorando demais pra recomeçar. – ela sussurrou –
Notas finais
Epílogo I
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[Parte 02] [ ]
[Parte 03] [ ]
Epílogo II
[Parte Única] [ ]
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