Como O Sol e A Lua
53 Epílogo I – Parte 2
- O que acha? — eu sussurrei –
— Acho que está demorando demais pra recomeçar. – ela sussurrou –
Eu lhe dei um rápido beijo e em seguida me levantei, ela me olhou confusa e eu em seguida a peguei no colo carinhosamente.
— Eu quero que seja perfeito. – eu murmurei em seu ouvido –
Ela me abraçou por sobre os ombros.
— Já é perfeito somente pelo fato de ser você.
Eu me senti o homem mais feliz de toda a terra, eu beijei a testa dela sem desfazer meu sorriso e a levei pro meu quarto.
Quando chegamos eu a deitei na cama e me deitei por sobre ela, apoiando meus braços aos lados dela, nos olhamos profundamente e em seguida nos beijamos levemente.
Depois de instantes eu a olhei e quando ia abrir a boca para lhe falar algo ela me interrompeu.
— Sim, eu já disse que tenho certeza. – ela falou um pouco impaciente –
Eu ri levemente e lhe dei um rápido beijo.
— Eu só ia dizer que você está linda. – eu menti –
— Aprenda a mentir.
— Não ia adiantar.
— Eu sei.
Rukia me puxou pra mais perto, nos fazendo ficar com as testas encostadas enquanto nos olhávamos intensamente.
— Te amo.
— Te amo.
Eu voltei a beijá-la, enquanto lentamente deslizava sua blusa para cima, ao mesmo tempo em que ela também começava a tirar minha camisa, suspiramos quando conseguimos nos livrar daquelas peças de roupa. Eu coloquei minha mão direita em suas costas, erguendo-a um pouco ao mesmo tempo em que minha mão livre desabotoava seu sutiã, Rukia corou levemente quando eu a admirei após tirar seu sutiã completamente, eu a beijei para tentar disfarçar meu rosto vermelho e ela me abraçou com força, fazendo nossos corpos ficarem ainda mais juntos, eu estremeci.
- Está...tremendo...? – Rukia sussurrou ofegante em meu ouvido, isso não ajudou –
— Desculpe...com você...é inevitável... – respondi sem folego –
— Não se desculpe... – ela falou — Acho...que estou pior...
Eu sorri levemente, sentindo as mãos dela agarradas ás minhas costas, estavam tão frias que se eu não soubesse...acharia que ela estava pondo blocos de gelo no lugar das mãos.
— Suas mãos frias me ajudam...a não perder a sanidade... – eu murmurei –
— Eu...não as sinto frias.
— Um cubo de gelo não é nada em um deserto escaldante.
— Deu...pra notar...
Nós dois rimos juntos, tentando tirar o nervorsismo devido á situação, respiramos fundo e após pararmos de sorrir, voltamos a nos beijar.
Eu deslizei as mãos pela cintura dela, começando a desabotoar o short jeans que ela usava, comecei a puxa-lo para baixo enquanto eu sentia minhas mãos tremerem ainda mais, ela me ajudou a tirar minha calça, agora eu podia ouvir claramente nossos corações baterem de maneira ensurdecedora, em uma velocidade anormal que eu me preocuparia em outra situação. Eu tentei puxar ar para os meus pulmões, mas meus olhos caíram sobre o corpo dela e eu repentinamente não sabia mais como respirar, parecia que tudo o que funcionava em meu corpo era o meu coração escandaloso que agora parecia até mesmo mais barulhento que músicas de rocks pesados no volume máximo.
As mãos frias de Rukia tocaram meu rosto, me fazendo voltar a respirar com dificuldade, quase sem fôlego, eu escondi meu rosto em seu pescoço e pude sentir seu cheiro me perturbar ainda mais, eu fechei os olhos diante do aroma suave dela e comecei a beijar sua pele arrepiada por minha repentina aproximação, eu deslizei meus lábios pelos seus ombros descobertos enquanto minhas mãos passeavam suavemente por suas pernas.
Eu encostei minha testa a dela, nos olhamos firmemente enquanto tirávamos nossas ultimas peças de roupa.
— Por favor...me diga que tem proteção... – ela murmurou -
Eu sorri nervosamente, agradecendo o maravilhoso pai que eu tinha por encher minha gaveta com porcarias sem minha permissão, eu peguei um preservativo e o coloquei, em seguida nos beijamos enquanto sentíamos uma sensação de completa satisfação quando nossos corpos se tornaram um só, um turbilhão de emoções invadiu meu corpo e minha mente e naquele momento eu soube...que eu nunca mais conseguiria viver sem Rukia.
Nosso limite chegou depois, nos envolvendo em uma onda de prazer e felicidade, nos abraçamos carinhosamente enquanto tentávamos acalmar nossas respirações descompassadas.
— Você é...perfeita... – eu sussurrei extasiado –
Rukia passou as mãos pela minha face molhada de suor.
— Você é que é perfeito.
Nos olhamos de maneira intensa.
— Prometa...que nunca vai me deixar... – eu murmurei frenético, eu não suportava pensar nessa possibilidade – Eu não suportaria te perder...Rukia...eu não consigo mais viver sem você.
Rukia permaneceu me olhando, ela deslizou a ponta dos dedos pela lateral do meu rosto e me beijou levemente, enquanto enroscava seus dedos em meus cabelos úmidos.
- Prometo nunca te deixar...não haveria razão para mim se isso acontecesse, eu também não suportaria viver sem você.
Eu sorri levemente e beijei a testa dela antes de rolar para o seu lado, ficamos somente ouvindo nossas respirações descompassadas se acalmarem aos poucos enquanto olhávamos para o teto.
— Você é minha vida. – eu murmurei –
Rukia me abraçou e deitou a cabeça em meu peito.
— Você também é minha vida.
Eu a abracei e beijei seus cabelos, em seguida peguei o lençol e cobri a nos dois, Rukia me deu um último beijo, voltou a deitar a cabeça em meu peito e adormeceu.
Eu permaneci admirando-a em silencio, deslizando a ponta dos meus dedos pelas costas nuas dela, eu me sentia pleno, realizado, completo.
Notas finais
Epílogo I
[Parte 01] [x]
[Parte 02] [x]
[Parte 03] [ ]
Epílogo II
[Parte Única] [ ]
Fale com o autor