Como O Sol e A Lua

13 Capítulo 12


- É sério. – eu falei emburrado –
— Claro, claro. – Ikkaku deu de ombros e virou-se pra prestar atenção na aula –
— Continue sonhando, amigo. – Renji falou rindo e virando-se para a frente –
— Tsc... – Ishida e Hitsugaya resmungaram e voltaram-se pra frente também –
— Hum... – Sado murmurou –
— Que belos amigos... – murmurei –
O fim das aulas do dia chegaram, meus amigos ainda riam de mim, mas eu não me importava, eu sabia que o que eu havia falado não era invenção da minha mente, e pra mim bastava.
Rukia permaneceu sentada em sua cadeira, e havia uma dúvida martelando em minha cabeça, fiquei enrolando até todos saírem da sala, quando ficamos somente eu e ela, caminhei em sua direção e puxei uma cadeira, a deixando de frente pra ela e me sentei.
— Rukia...posso te perguntar algo?
— Sim.
— Bem...quero saber...como consegue...
— O que?
— Ontem, quando estávamos... – eu hesitei e rapidamente disfarcei – Juntos...você percebeu a presença de Byakuya mesmo estando de costas, e hoje, a distancia era enorme e mesmo assim você conseguiu olhar pra porta no exato momento que Byakuya apareceu nela. Como consegue?
— Eu somente...sinto quando ele está por perto.
Eu já disse que ela me assusta?
— Espero não estar te assustando. – ela falou sorrindo –
— Não. – disfarcei, droga, ela está fazendo de novo – Posso te fazer outra pergunta?
— Claro.

- Quando você era criança...você...sei lá...não bateu a cabeça em algum lugar?
Ela começou a rir e acertou um livro em meu ombro esquerdo, caracas, que força, eu disfarcei a dor sorrindo também.
— Engraçadinho. – ela murmurou rindo –
— È sério, Rukia. Alguma coisa acertou sua cabeça pra você agir dessa forma.
— Que forma?
— Você ainda pergunta? Consegue sentir a aproximação do Byakuya, as vezes parece que consegue saber o que eu penso e ainda tem essas conversas cortadas com seu irmão. Por falar nisso... – eu coloquei a mão no queixo – Acho que ele também bateu a cabeça em algum lugar, e a pancada foi forte, pra ele ser daquele jeito...
Ela acertou outra pancada com seu leve livro de história de 500 páginas no meu ombro, quase me fazendo cair pra frente.
— Não fale assim do meu nii-sama. – ela falou rindo -
— Ta legal. – falei – Parei, parei.
— Então, qual era a pergunta?
— Ok. Não me leve a mal, por favor...mas...alguma garota já convidou o Byakuya pro baile?
Ela pareceu um pouco surpresa com minha pergunta. Mas é claro que eu estava curioso, Byakuya afastava todo mundo somente olhando pra pessoa, então, provavelmente nenhuma garota se atreveu a convidá-lo. E se isso tivesse acontecido, eu não sei se conseguiria segurar meu riso na frente de Rukia. Ela suavizou a expressão.

- Sim. – respondeu com simplicidade –
Eu me surpreendi um pouco, nossa, por essa eu não esperava.
— E...quantas...? – perguntei curioso –
Rukia me olhou de maneira divertida.
— Todas.
Eu a olhei pasmo.
— Er...tá brincando...né?
— Não. Todas as garotas do último ano o convidaram. – ela revirou os olhos, e eu achei aquele gesto simplesmente encantador — Nii-sama ficou um pouco impaciente com tantas garotas insistindo em ir com ele.
Ele é o que? Gay?
Rukia me olhou de maneira severa e eu repensei aquela história de ser impossível ela ler pensamentos.
— Nii-sama ficou impaciente por que ele já tem um par.
— Sério? Então quer dizer que...Byakuya...vai sair com uma garota? – eu estou tentando imaginar a cena –
— Sim.
— E quem é ela?