Como O Sol e A Lua
32 Capítulo 32
Passou-se alguns instantes e um casal surgiu do outro cômodo, parece que ouviram nossa chegada, Rukia segurou minha mão e deu um pequeno passo para trás.
Os dois postaram-se frente a frente á nós três, Byakuya estava do outro lado de Rukia.
— Rukia. – a mulher falou amável –
A mulher tinha os cabelos negros que passavam um pouco dos ombros, vestia-se impecavelmente bem, a pele clara e os olhos azuis escuros demonstravam de quem Rukia e Byakuya tinham herdado a maior parte da aparência.
O homem era um pouco mais alto que a mulher, que também era alta, tinha os cabelos curtos e negros, os olhos quase cinzentos não demonstravam nenhuma amabilidade como a esposa, ele tinha um olhar pior do que o de Byakuya, pois Byakuya poderia manter um olhar frio, mas ainda dava para ver alguma emoção nele, enquanto que seu pai parecia ter abandonado completamente seus sentimentos, ele parecia simplesmente...vazio.
Rukia permaneceu em silencio enquanto olhava-os atenta, parecia estar tentando ligar os dois a sua frente com os seus pais de que se lembrava.
— Agora que estamos aqui... – Byakuya falou sem rodeios – Digam o que querem. – ele falou sem se preocupar em ser caloroso –
O homem cruzou os braços e lançou um olhar gélido ao filho, este não se abalou.
— Continua o mesmo. – ele murmurou demonstrando desgosto –
— Como se você me conhecesse.
— Eu o conheço.
— Se me conhecesse, saberia que essa conversa é inútil e já teria começado a falar o motivo de estarem aqui.
Eu quase ri, o homem de olhos cinzentos fingiu não se sentir vencido e descruzou os braços.
— Muito bem. – falou – Quero que venham comigo.
Rukia e Byakuya trocaram um rápido olhar e em seguida voltaram a olhar para a frente.
— Ou você enlouqueceu... – Byakuya começou –
— Ou esqueceu de tudo o que já aconteceu até aqui. – Rukia o completou –
Enfim os dois haviam voltado ao normal, era para eu estar irritado, mas impressionantemente não estou.
— Eu quero...recuperar o tempo perdido. Venham comigo, terão tudo o que precisarem, os estudos não sofrerão alterações.
O silencio predominou por instantes no local.
— Não. – os dois responderam ao mesmo tempo -
— Por que não? — a mulher se pronunciou novamente –
— Não precisamos mais de vocês, depois de todo esse tempo... – Byakuya falou –
— E agora vocês decidem agir como pais? – Rukia continuou – Desculpem, mas isso não é mais necessário.
— Você não tem escolha, Rukia, seu irmão pode ser um inconseqüente, mas você ainda está sobre minha custódia, ainda é menor de idade. – o homem falou contendo sua irritação -
— Você não a levará a lugar nenhum enquanto eu estiver vivo. – Byakuya falou segurando a mão livre de Rukia enquanto encarava o pai com o rosto coberto de raiva – Como eu sou maior, tenho o direito de interceder por ela contra os pais, e como vocês não são o que se pode chamar de pais responsáveis, será muito fácil eu obter a guarda dela, então é melhor nem tentarem nada, pois será pior para a imagem de vocês.
A mandíbula do homem se contraiu enquanto ele olhava para os dois raivoso.
— Espere... – Rukia falou surpreendendo-se com algo –
Todos a olharam, ela olhou para Byakuya e ele pareceu entender o motivo daquilo.
— Vocês não querem agir como “pais” querendo nos levar com vocês... – Rukia começou olhando o casal a frente –
— Vocês...só querem zelar por suas imagens lá fora. – Byakuya completou irritado –
- Afinal, ter os dois únicos filhos vivendo em uma cidade que esses outros como vocês consideram “pequena” é uma vergonha, não é? Por isso querem nos tirar daqui.
— Mas isso não vai acontecer.
— Se eu perder, vocês também perdem.
— Não importa.
— E quem pagará seus estudos?
— Isso só prova a porcaria de pai que você é. – Byakuya falou com fúria –
— Não usamos seu dinheiro para os estudos. – Rukia falou adquirindo a frieza do irmão –
— Mas...como...
— Consegui entrar na faculdade adquirindo uma bolsa, e a escola de Rukia é governamental.
Os dois pareceram em choque.
— Meus...filhos...estão agindo como... – a mulher falou atordoada –
— Agindo como pessoas de verdade. – Rukia falou -
Todos permaneceram se olhando, até os olhos acinzentados do homem cair sobre mim, suas sobrancelhas franziram-se de confusão, parecia ter me notado somente agora.
— Quem é...esse? – ele falou erguendo o queixo arrogantemente –
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