Como O Sol e A Lua

11 Capítulo 10


- Condições?
— Sim. Condições. – ele repetiu impaciente, eu acho, já que é difícil decifrar as emoções desse psicótico – E se não segui-las, isso pode vir a lhe causar um pouco de dor.
— E quais são...essas condições? – eu não queria me dar por vencido, mas não queria...me machucar –
— Em primeiro lugar, tente parecer normal, eu sei que pode ser difícil, mas deixar de fazer loucuras por uma noite não deve ser muito difícil.
Olha só quem fala, seu psicótico, você nem consegue disfarçar. Eu não confirmei, apenas esperei que ele continuasse.
— Não se sinta o melhor somente por estar com ela, não fique se exibindo, não a mostre como um troféu pros seus amigos, do contrário terá que se ver comigo.
Não esquenta, psicótico, ao menos nesse quesito eu faço questão de não desobedece-lo, eu nunca faria algo desse tipo com Rukia.
— Não a deixe de lado por causa de seus amigos, se aceitou ficar com ela por uma noite, então será durante toda essa noite.
Isso eu faço com prazer, não era nem preciso falar.
— É de casa para a escola, da escola para casa.
Por que não estou surpreso?
— E por último, não ouse, não se atreva, não faça, para o seu próprio bem, nada além do limite de “amigos”.
Eu o olhei surpreso, ok, nessa o psicótico me pegou, ele tava brincando né? Peraí. Ele já brincou alguma vez?
Eu vi um pequeno sorriso presunçoso surgir no rosto dele, não bem um sorriso, ele só moveu os lábios, mas a arrogância em sua expressão o denunciava.

- É claro...que há uma exceção pra essa última condição.
Eu novamente estava surpreso, o olhei curioso e vi um pouco de hesitamente no psicótico, ele parecia contrariado, mas ele suspirou e me olhou com desagrado.
— A exceção é...esse limite...só pode ser ultrapassado... – ele olhou pro lado enquanto retorcia as sobrancelhas – Se Rukia tomar a iniciativa.
Ok, agora o psicótico estava me assustando, eu quase gargalhei na sua frente, o Byakuya psicótico estava me dando permição pra ir em frente, apesar de isso só ser possível se fosse Rukia que iniciasse? Então ele...não iria me matar se eu a beijasse?
Eu sorri involuntariamente, o que fez Byakuya me olhar de maneira assassina, eu fiquei sério novamente, estraga-prazeres.
— É somente isso. – eu vi sua mandíbula contraída – Rukia não sabe disso, e não conte a ela, do contrário pode ser que você nem consiga ir ao baile.
Ele me deu as costas, como se não tivesse acabado de me ameaçar...de novo, e caminhou até a porta, quando chegou até ela, se virou pra mim novamente.
— E lembre-se, se fize-la sofrer ao menos um pouco, se arrependerá pelo resto de sua vida.
Não havia mais o Byakuya obsessivo a minha frente, eu percebi, agora havia o Byakuya irmão, e pela primeira vez, eu agradeci por Rukia ter um irmão que a amava tanto. Não era uma pergunta, e sim um aviso, mas mesmo assim eu acenei com a cabeça positivamente, e ele foi embora em seguida.
Pode deixar Byakuya psicótico, eu não vou desapontar nenhum de vocês dois.

[...]

— Viu? Ainda está vivo.
Eu sorri juntamente com Rukia, era intervalo e estávamos somente nós dois no terraço da escola, incrivelmente Byakuya não apareceu, Rukia somente falou que ele estava ocupado e não entrou em mais detalhes.

- É algo com relação a mim? Pois se for...eu...
— Não. Não se preocupe, não é nada de errado entre nós, ele está mesmo ocupado. – ela sorriu – Então, o que foi que ele disse?
Eu hesitei por instantes...
Rukia não sabe disso, e não conte a ela, do contrário pode ser que você nem consiga ir ao baile.
— Nada demais... – disfarcei –
Ela sorriu.
— Ele te ameaçou, não foi? – eu confirmei e ela gargalhou, eu não canso de admirá-la sempre que ela sorri dessa forma – Entendo. Tudo bem, não precisa me contar. – ela continuava sorrindo pra mim –
— Você o conhece muito bem. – eu falei –
— Sim. – ela respondeu – Assim como conheço você também – ela murmurou olhando distraída pro lado –
— Como? – indaguei, eu quase não consegui entender, só entendi o “você também” –
— Nada.

Notas finais
Desculpem a demora pra postar ^^'