Como Me Tornei Uma Caçadora

10 Não sei mais quem é meu pai


Notas iniciais
desculpa por demorar tanto pra postar, espero que estejam gostando. mandem reviews contando o que acharam ok?

Vovó pediu para ficar sozinha com Léo. Eu não sabia por que, mais fui pra sala mesmo assim. Eu estava morrendo de curiosidade pra saber o que ela estava contando pra ele e uma pergunta não saia da minha cabeça: porque eu não podia ouvir a verdade sobre o Léo?

Depois de alguns minutos eu ouvi a porta do quarto abrindo e então Léo apareceu na sala

– Ela quer falar com você – ele falou, depois sentou no sofá e começou folhear um dos livros que estavam sobre a mesinha. Ele não parecia estar nem um pouco impressionado com o que vovó tinha contado a ele.

Fiquei alguns segundos olhando pra ele, eu não podia acreditar que a vovó achou que eu gostasse dele. Tudo bem, eu tenho que admitir: ele era bem bonito, mas eu nunca iria gostar dele daquele jeito.

– O que foi Sam? – ele perguntou com uma cara confusa.

– Ah, não é nada.

Fui até o quarto e vovó estava me esperando.

– Sam, me desculpe por não ter te contado isso antes. Vem cá, senta – ela deu uma batidinha na cama, perto de onde ela estava sentada.

– Thomas não é seu pai verdadeiro – ela revelou com cautela.

– É sim vovó, eu me lembro dele desde que eu nasci.

– Sam, sua mãe namorava um deus. Ele teve que ir embora assim que soube que você ia nascer. Ele ficou muito feliz, mas tinha jurado que não teria mais filhos com mortais após a Segunda Guerra, mas nenhum deus cumpriu. Só talvez Hades, mais isso não vem ao caso. – ela respirou fundo – Sua mãe conheceu seu pai no hospital, e ele a acompanhou o tempo todo, depois que você nasceu ele cuidou de você como um pai e os dois se casaram. Eles estavam brigando muito porque sua mãe queria contar pra você a verdade, mas Tom queria guardar segredo.

– Eu, eu não acredito! – e realmente não estava acreditando. Como isso poderia ser de verdade? – Isso quer dizer que eu sou uma semideusa?

– Sim Sam, Você é uma semideusa. E o Léo também. Vocês precisam de treinamento e proteção agora que sabem disso.

Nós fomos pra sala e vovó disse que tinha mais uma confissão a fazer antes de nos levar para um acampamento. Eu não sei o que ela estava tramando, mais isso estava me deixando meio nervosa. Era muita coisa pra entender numa só noite.

– Eu já disse pra vocês que viajei para vários lugares do mundo certo? – nós dois assentimos – Eu estava com as caçadoras de Artêmis. Eu era uma delas.

– Como assim vovó?

– Estava andando pela floresta, eu deveria ter uns 19 anos, quando um monstro me atacou. Eu não sabia o que fazer, então comecei a correr. Quando não aguentava mais, o monstro estava a um metro de mim e alguma coisa o acertou e ele virou pó. Fiquei procurando o que tinha matado aquele monstro e vi um grupo de meninas. Elas me explicaram que eu via muito mais do que deveria por baixo da névoa e me perguntaram se eu queria ser uma delas. Eu fiz o juramento e viajei com elas caçando. O problema foi que em uma dessas viagens eu conheci seu avô. Nós nos apaixonamos e eu tive que deixar de ser uma caçadora.

– Como isso é possível? – Léo perguntou.

– Meu querido, você vai encontrar tantas coisas que parecem impossíveis.

– Você quer que a gente acredite que somos semideuses e que você já foi uma caçadora? – Eu e Léo falamos juntos, o que soou um pouco estranho.

– os pais se vocês são deuses, vocês vão ter que se acostumar com isso.

Um vento muito forte abriu a janela e vovó sussurrou algo que não consegui entender.

– Nós temos que ir, vocês correm perigo agora.

Nós entramos no carro e vovó nos levou até aquela colina de antes, onde eu tinha encontrado as caçadoras no meu sonho. Ela estacionou o carro num canto e nos mandou descer.

– Você vai deixar a gente aqui?

– Vocês tem que ficar aqui, é o único lugar que estarão seguros e eu não posso mais entrar no acampamento.

O vento estava muito forte, era até meio difícil ouvir o que ela estava dizendo.

– O que? – Léo parecia estar bem confuso agora. Toda aquela tranquilidade tinha sumido.

– Desçam a colina e entrem na casa grande. Rápido!

Peguei na mão do Léo, que estava quente como o sol, mesmo o vento estando gelado e forte e o puxei colina abaixo.