Como Me Tornei Uma Caçadora
11 Bem vindos ao Acampamento Meio-Sangue
Notas iniciais
Nós estávamos descendo a colina e passamos por um pinheiro com um dragão e um velocino pendurados nos galhos. Estávamos tentando não fazer barulho, mas quando vimos isso não conseguimos deixa de gritar. Será que era o velocino da história que vovó nos contou? Ah, impossível.
Nós continuamos a correr e chegamos lá embaixo. Como era madrugada não tinha ninguém por lá, a não ser uma garota que parecia ter a minha idade. Ela tinha cabelos pretos, presos numa trança e olhou pra nós com uma cara assustada, acho que ela também tinha acabado de chegar no acampamento, e falando nisso, o acampamento era incrível. Tinha vários de chalés, todos construídos como templos gregos. Dava pra ver a praia e tinha uma casa enorme, que deveria ser a Casa Grande. A garota estava indo pra lá, mais parou quando nos viu.
– Vamos falar com ela – Léo falou enquanto ia na direção dela.
– Ei Léo, espera! – eu acho que falei isso um pouco alto demais. Ou foi isso ou foram os gritos que nós demos quando vimos o dragão, porque de dentro de um chalé cinza, comprido e baixo saiu um garoto. Ele olhou pra mim com uma cara de sono.
Eu continuei andando e cheguei onde Léo e a menina estavam. O garoto se aproximou de nós.
– Olá, vocês estão bem? Algum monstro atacou vocês? – ele perguntou, mas depois viu que todos nós estávamos inteiros e se apresentou – Sou Percy Jackson, filho de Posseidon – ele estendeu a mão para nos cumprimentar.
– Sou Léo Solace e essa é a Sam – ele apontou pra mim.
– Isso, eu sou Samantha Madison – eu sorri. O tal Percy era bem bonito, tinha olhos verdes e o cabelo castanho que estava todo bagunçado, deveria ser porque ele estava dormindo.
– E você?
– Eu sou Miranda Lews – ela parecia tímida, mas sorriu pra nós.
– Venham, vou levar vocês para a casa grande, Quíron tem que saber sobre os novos campistas e se vocês ficarem aqui fora muito tempo, as harpias poderiam pegar vocês. E eu falo sério – Percy falou rindo.
Ele nos levou até a casa grande e bateu na porta. De lá de dentro saiu um cara meio homem meio cavalo, acho que o nome disso era centauro. Ele deu um sorriso largo para nós.
– Vejo que temos mais três campistas por aqui... – ele coçou a barbicha que crescia em seu queixo.
– Esses são Léo, Samantha e Miranda.
– Como vocês vieram pra cá? – o centauro, que deveria se chamar Quíron perguntou.
– Minha avó nos trouxe aqui depois que contou que nós éramos semideuses, disse que era o único lugar seguro – Eu expliquei.
– E ela está certa, fez bem de trazê-los aqui. E quanto a você Miranda?
– Eu e meu pai discutimos e eu peguei um taxi pra qualquer lugar longe dele, então três velhinhas me trouxeram pra cá, me disseram que iam cortar minha linha da vida se eu não fizesse o que elas mandavam. Algo sobre pegar o olho que tinha caído no chão, eu achei que elas fossem loucas então eu abri a porta e pulei pra fora do taxi e vim parar aqui.
– Quíron, eu acho que ela pegou o taxi das três parcas, mais não sei como ela conseguiu fazer isso.
Eu não sabia o que aquilo significava, mais pela expressão dos dois, não era uma coisa boa.
– Crianças, como já esta amanhecendo vou deixar vocês dormirem aqui na casa grande. A partir de amanhã vocês vão para o chalé de Hermes até serem reclamados.
Fale com o autor