Como Esquecer ?!
3 Capítulo 3
Elisabeta não trabalhava mais para Ludmila. Num momento de fúria descontrolada ela havia conseguido um emprego num jornal. Quem poderia imaginar que ao escrever uma crítica malcriada, Venâncio, o editor chefe, gostaria tanto da escrita dela que a contrataria.
Ela havia descoberto sua vocação. Como ela nunca pensara em escrever antes? Profissionalmente dizendo. Quer dizer, ela sempre escreveu, sempre leu os jornais que seu pai comprava, sempre manteve seu diário. Mas jamais pensara naquilo como profissão. Talvez porque ninguém tenha lido o que ela escrevia, porque ao mostrar uma página do seu diário a Venâncio ele ficara impressionado.
No momento ela fazia sua própria coluna, falando de mulheres e suas histórias extraordinárias. Era um assunto que a fascinava e ela sempre recebia inúmeras cartas das leitoras agradecendo por ela dar voz a milhares de mulheres de São Paulo. Paralelo a sua coluna ela ajudava nas outras reportagens do jornal, ela era uma fonte inesgotável de curiosidade.
Elisabeta se sentia realizada. Já eram quase 6 meses de jornal e seu trabalho seguia sendo reconhecido dia após dia.
De Darcy, nunca mais notícias. Ela o havia guardado bem no cantinho do coração. Até mesmo a Camilo ele não respondera a carta que o amigo enviara. Para ela parecia um sinal de que as coisas estavam bem para ele, assim como estavam para ela.
Elisabeta não pensou que o orgulho dele pudesse ser tão grande. Ela pensava que o amor que eles sentiram era diferente de tudo, algo que seria para sempre, depois que eles acertassem as diferenças.
Mas ele não sentia o mesmo.
Lá no fundo, ela sentia falta dele, terrivelmente. E mais de uma vez Camilo lhe deu o endereço para que ela escrevesse ao amigo. Mas ela nunca teve coragem. Diria o que a Darcy? “Sinto muito por tê-lo recusado, volte! ” Soaria arrependimento. E não era isso que ela sentia, ela não se arrependera de dizer não. Um casamento teria sido um final trágico naquele momento. Ela se arrependera das palavras duras que disse a ele e da falta de comunicação das expectativas. Talvez pudesse tem chegado a um meio termo para continuarem juntos.
Camilo agora estava casado com Jane e eles estavam tentando sobreviver a pobreza e ao bloqueio que Julieta impôs ao filho. Ela os ajudava escondido, porque Camilo nunca aceitaria que uma mulher de fora desse algum dinheiro para a casa, mas ela combinou que Jane cuidaria de suas roupas, assim Elisabeta a pagaria. Era um trabalho honesto e remunerado.
Ema estava enrolada com Jorge, Ernesto e agora Edmundo. Numa vida que enquanto ela não resolvesse cuidar por si mesma, ficaria cada vez pior. Ela pensava em se casar sem amor, para salvar a família da falência. Uma loucura na visão de Elisabeta, mas a amiga já era adulta para arcar com as consequências de suas escolhas.
Elisabeta sabia que o pai de Darcy e a irmã ainda estavam no Brasil, mas nunca os vira. As vezes ela tinha vontade de saber se eles estavam em São Paulo e falar com eles, perguntar sobre Darcy. Mas não seria correto, se ele escolheu nunca mais saber dela, melhor seria ela não o procurar.
Mas Elisabeta gostaria de fazer uma coluna sobre as mulheres com Julieta Bitencourt, a mãe de Camilo. Ela sabia de toda crueldade da sogra para com o filho e sua irmã, mas não poderia ignorar que a Rainha do Café era uma mulher admirável. A oportunidade surgiu quando Venâncio a intimou a fazer a coluna com Julieta, dizendo que ela estava em São Paulo.
E neste momento Elisabeta estava parada na porta da casa de Julieta, na capital, sendo recebida por Mercedes.
Esperando talvez receber uma portada na cara, Elisabeta se surpreendeu por não ver nem a Rainha do café, nem sua ajudante ao entrar na casa. Estava sentada na sala uma menina que ela não conhecia. Era loira, fina, deveria ter a idade de sua irmã mais nova. Mas diferente de Lídia, ela parecia uma dama, uma lady. Elisabeta estremeceu quando a garota virou o rosto.
— Por favor, eu procuro Julieta Bitencourt. Elisabeta falou com pressa.
— Sim, Julieta está terminando um assunto com meu pai. Eu pedi para recepcioná-la. Eu tinha muito interesse em conhece-la. Muito prazer, Charlote Williamson. A garota estendeu a mão para Elisa.
— A irmã de Darcy? Elisabeta gelou, percebendo o que a fizera ficar nervosa. Os olhos. Eles têm os mesmos olhos. Porque a irmã de Darcy queria conhece-la? Ele havia mencionado algo? O que era feito dele?
— Sim. Você o conhece?
— Não, quer dizer, sim, ele viveu no Vale do café, minha cidade natal.
A garota a olhou desconfiada, mas disse que apenas lia suas colunas e gostava muitíssimo. Por isso quando ficou sabendo que Julieta seria retratada pediu a rainha que pudesse trocar algumas palavras com a jornalista. Elisa falou do acaso ao se descobrir escritora e colunista, fazendo Charlote ter uma empatia imediata por aquela moça vibrante.
Julieta chegou em seguida, chamando Elisabeta e elas se despediram, não tendo Elisa uma chance para perguntar de Darcy.
Julieta cedeu a entrevista, mas ainda pensaria se diria sim a publicação da coluna. Elisabeta esperava um tratamento ríspido, mas Julieta disse que admirava a fibra com que a Benedito levava a vida. Se identificando com ela, e a admirando por dizer não a um casamento com um nobre. O que assustou Elisabeta.
— Eu não sabia que eles .... Elisa começou, mas Julieta a interrompeu dizendo que nem Charlote, nem Archiebald, sabiam quem havia recusado Darcy. Eles se desencontraram no Brasil, já que o filho partira no momento em que eles chegaram. Que desde então Darcy não dera notícias, não explicara o motivo de sua partida, o que deixava o Lorde pai preocupado, embora um telegrama o tranquilizara dizendo estar tudo bem.
Aparentemente Darcy não viria mais ao Brasil e pensava em fixar residência em Pemberley, a residência oficial dos Williamsons.
Elisabeta agradeceu a informação, embora se sentisse arrasada ao sair da mansão de Julieta. Ela não sentia que Darcy a havia esquecido. Mas ter a confirmação do contrário deixou-a triste, como ela não deveria. Ela não era esse tipo de mulher, cujo amor tinha um protagonismo exacerbado em sua vida, mas porque o desprezo de Darcy a incomodava tanto. Seria orgulho?
—
Na Inglaterra Darcy estava tomando uma sopa com Briana ao seu lado. Já fazia tempo que ele queria sair deste quarto, mas sua tia e sua prima diziam que ainda não era permitido.
Logo depois dele acordar e a enfermeira sair, sua prima apareceu. Foi uma tremenda sorte, já que ela contou que seu pai e Charlote não estavam em Londres no momento.
Então elas o levaram do hospital e se fixaram em Pemberley. Darcy se recuperara totalmente das escoriações do acidente no navio, exceto por uma tala na perna para fixar um osso que havia saído do lugar, que ele tiraria logo.
No entanto, sua memória recente ainda não estava recuperada. Ele não se lembrava de ter ido ao Brasil e não fazia ideia do motivo que o fizera voltar.
Era desesperador.
Aparentemente ele não perdera nada importante. Alguns meses de memória. Mas algo dizia que tudo tinha mudado neste tempo, afinal, porque ele teria ido ao Brasil? Ele estava tão inclinado a não aceitar o convite de Camilo. E porque voltara? As vezes o negócio não havia dado certo. Mas ele precisava saber.
Durante os últimos meses ele pensava em voltar para Londres, pelo menos até recuperar sua memória, mas sua tia, seguindo recomendações medicas, não o permitia se aventurar. Deus sabe as convulsões que ela presenciou dele, ela dizia. Não poderiam correr este risco, completava. Além da tala na perna que impedia que ele se locomovesse adequadamente, ele não saia daquele quarto. Via Pemberley somente pelas janelas.
Ele escrevera algumas cartas a seu pai e a Camilo, contando tudo o que se lembrava e sua tia as enviara. Mas nunca recebia resposta, apenas um telegrama dizendo que tudo estava bem, que em breve seu pai e sua irmã estariam de volta e eles poderiam todos ficar juntos.
Durante este tempo sua única companhia era Briana. Sua prima estava sempre no quarto com ele, as vezes ele acordava e ela já estava lá ao seu lado. Ele sentia que ela se insinuava para ele, o tocava carinhosamente, queria até ajudá-lo a se vestir, mas Darcy se recusava quando chegava neste ponto. Não era nada pessoal contra Briana, mas ele não sabia bem o que sentia, apenas não via a prima como uma mulher elegível para ele. Ele sentia que tinha algo a resolver, essa falta de memória dos últimos meses o deixava oco. Mesmo assim a prima parecia não se importar e continuava a baixar cada vez mais os decotes, a tocar em sua perna. E esta semana quando ele acordava da soneca diurna encontrou Briana na cama com ele.
Foi quando ele começou a ver algo errado. Ele vivia muito sonolento. O médico creditava ao acidente e a alguns remédios que ele tomara para as convulsões, mas Darcy se sentia muito bem, não fazia mais sentido para ele dormir tanto. Quanto a memória, o médico desconversava, dizendo que o tempo colocaria tudo no lugar e logo ia embora, deixando Darcy perdido em pensamentos.
E então começou a prestar mais atenção nos seus sonhos, talvez eles trouxessem a resposta. Durante o dia, com o sol brilhando seus sonhos soavam forçados. Envolviam uma floresta, uma mina escura, um carro em alta velocidade, uma cachoeira. Sempre desespero.
A noite não, a noite Darcy geralmente sonhava com uma paisagem diferente, um morro, um cavalo possivelmente sem raça e com vermelho. Sempre havia vermelho no sonho, as vezes o amedrontando, as vezes o seduzindo. Ele não sabia o que era, uma fruta, um vestido, algo sempre vermelho o envolvia nestes sonhos. E ele acordava bem.
Ele passou a ficar mais curioso. Ele achava que o remédio de convulsões estava fazendo mais mal que bem a ele, quando falou com a tia ela foi categórica que ele não sabia o pavor que ela sentira ao vê-lo convulsionando. Então ele ficou em silencio e não falou nada, mas na última semana fingira que tomara o remédio para medir as reações. Ficou bem, não tendo o sono diurno tão forte e nem sentindo dores na sua perna.
Ele se sentia cada vez mais bem-disposto, e recusou oficialmente o remédio para convulsões, a contragosto de sua tia e também os de dores. Nada mais doía. Ele queria ver o médico para tirarem as conclusões da próxima etapa do tratamento dele.
O médico disse que viria uma semana depois, durante este tempo Darcy se viu cada vez mais desperto e mais vigilante. Sua tia Margareth, em cada oportunidade, falava das qualidades de Briana e lembrava de uma conversa antiga, de que eles, por serem primos, se casariam um dia. Darcy a olhava com espanto, dizendo que seu próprio pai já desconversara sobre isso várias vezes. Que foi uma conversa antiga, algo que não era sequer considerado.
Além do mais, ele não pensava em se casar no momento. Das conversas que lembrava com Camilo, quando estiveram em Paris, ele sempre buscava uma companheira, não uma esposa bibelô. Ele ainda não havia encontrado.
Meses e nenhuma notícia de Camilo, ele gostaria muito de saber o que Camilo andava aprontando no Brasil, já que passaram um tempo juntos. Agora Darcy não se lembrava de nada, mas ele pensava que se fosse o contrário ele teria escrito para Camilo. Perguntou algumas vezes a sua tia se havia alguma carta de Camilo, ou de Charlote, mas ela sempre desconversava. Disse que ia a Londres sempre de forma muito corrida desde que ele adoecera, sua prioridade era toda de Darcy. Mas da próxima vez perguntaria.
Diante do atraso do médico, Darcy começou a se estressar. Mais alguns dias se passaram e nada do médico aparecer. Por isso, Darcy resolveu ele mesmo tirar o aparato da tala, alguns anos no exército o fizeram ter conhecimento o suficiente para não fazer nenhuma besteira. Se ele estivesse bem, desceria para os jardins, veria os empregados, perguntaria notícias de todos. E voltaria a Londres, o mais breve possível.
Nada. Não havia sinal de ferimento algum em sua perna, nem fratura. Seja lá o que ele tivera, estava bastante recuperado, totalmente ele diria. Ele firmou a perna no chão, um pouco inseguro, mas ao andar pelo quarto não sentiu dificuldades.
No entanto, ao tentar abrir a porta, estava trancada.
Estranho, porque trancariam a porta do quarto dele?
Ele ouviu o barulho do carro do médico e olhou pela janela. Sua tia vinha no banco do carona. Era sempre assim, eles chegavam juntos? Darcy começava a estranhar que mais ninguém os visitasse, eles tinham amigos em Derbushire, no entanto, ninguém entrava na propriedade, que sempre fora bastante visitada.
Ele esperou que sua tia entrasse com Dr Webbey, o médico ficou surpreso por encontrá-lo desperto e já sem a tala. Disse que era um milagre a recuperação de Darcy, mas o inglês achou forçada a reação. No entanto, sem chamar muita atenção, Darcy disse que gostaria muito de descer e tomar o chá com eles na área externa.
Ninguém negou, embora sua tia estivesse visivelmente preocupada.
Darcy calculou bem as opções, ele poderia achar que estava ficando louco, mas sentia que sua tia o prendia em Pemberley durante este tempo e empurrava Briana para cima dele e que esse médico sabia.
Durante o chá Darcy prestou atenção as conversas deles, sempre solicitas. Darcy começava a duvidar se era mesmo um médico que o tratava. Instintivamente sentiu medo de sua tia. Margareth nunca fora bem quista na família, considerada difícil e, casada com um homem que a fortuna não era grande coisa, se viu viúva e falida. Seu pai a ajudava, mas sempre a mantinha distante, dizendo não confiar nela. Inclusive se recusava a recebe-la em Londres. Além de dizer que o sonho de sua tia era ser dona absoluta de Pemberley.
No entanto, ela o resgatara no hospital, feliz em vê-lo, dizendo que seu pai tinha viajado com Charlote e estavam reformando a mansão em Londres, por isso eles estavam em Pemberley. Sua tia dizia que não se preocupasse, que ela cuidaria dele. E cuidou mesmo, Darcy foi alimentado e paparicado nos últimos tempos por ela e sua filha. No entanto, mesmo diante de sua aparente melhora, sua tia não permitia que ele tomasse decisões. Ou visse alguém.
Dr Webbey estava dizendo que, mesmo diante de tanta melhora, ele ia aplicar uma injeção em Darcy, para evitar complicações com alguma infecção mal curada. O coração de Darcy acelerou, sentindo em todo seu corpo que eles poderiam efetivamente dopá-lo. Briana olhava com olhos brilhantes para ele, dizendo que cuidaria dele, para que não se preocupasse, que mesmo melhor ela estaria ali ao seu lado. Ou em Londres, se fosse o desejo dele.
Darcy fez um esforço para sorrir, mas sentia um pavor inexplicável. Será que eles queriam casá-lo com Briana?
Ele precisava fugir dali.
O chá continuava sendo servido, mas ele evitou beber e ele disse que precisava ir ao banheiro. O médico perguntou se ele gostaria de ajuda, mas ele disse que não, que se sentia bem. Ele entrou pela porta da casa e olhou de longe para a mesa. Eles o vigiavam, todos eles. Briana limpava algumas lágrimas dos olhos, mas já vinha em sua direção.
Não confiando em ninguém entrou no banheiro, coração acelerado por perceber exatamente o que estava acontecendo. Sua tia se aproveitou de seu acidente, sua falta de memória, para manipulá-lo. Ele precisava urgentemente sair dali. Darcy viu no banheiro uma janela grande o suficiente para sua passagem. E, ao fundo, o carro do Dr Webbey.
Ele não pensou muito nem olhou para trás, deu partida no veículo e saiu em disparada rumo a Londres. Em busca de seu pai e de sua irmã.
—
Darcy chegou a Londres exausto. Era alta madrugada e ele sequer parou para comer ou ir ao banheiro. Seu medo era estar sendo seguido, embora não tenha visto nenhum outro veículo em seu caminho.
—
Clovis, mordomo de seu pai, estranhou vê-lo ali naquele estado, mais magro e em roupas de dormir.
No entanto, a maior surpresa da noite ainda estava para vir.
Quando Darcy perguntou pelo pai, e pela irmã, Clovis informou que eles haviam viajado para o Brasil para encontra-lo, havia seis meses. Que inclusive havia uma carta de Charlote para ele, estava no escritório. Também uma carta de um Camilo.
Darcy se sentou no sofá, perdido em pensamentos. Era surreal que ele estivesse passando por isso, mas no momento o importante era saber o que ele havia perdido. Importante era encontrar seu pai e sua irmã e então procurar se lembrar o tempo que perdera.
“Querido irmão,
Que infortúnio termos nos desencontrado.
Estamos aqui no Brasil querendo que você esteja bem em Londres, embora papai esteja furioso por você ter deixado a ferrovia por causa de um coração partido. E justo você que o convenceu, após semanas, que construir a ferrovia seria um grande empreendimento.
Ele disse que você não está honrando o sangue dos Williamsons e todas aquelas regras estranhas que nossa família possui e ainda estão vigentes, ao menos na cabeça de nosso pai.
Mas de minha parte, acho que você está sim, honrando nosso sangue. Lembra como eu fiquei quando Diogo me rejeitou? Também sai do rumo. E se há algo que eu sei nesta vida, é como se sente quem é preterido.
Por isso, tenha seu tempo, meu irmão.
Ninguém nos conta quem é a moça que recusou seu pedido, mas para nós foi uma surpresa você pensar em se casar. Algo muito forte deve ter acontecido para você tomar esta decisão. Nunca vimos você sequer pensar em casamento anteriormente, mesmo com a pressão de papai dizendo que você já estava passando da idade.
E também de Tia Margareth querendo forçar um enlace com nossa prima Briana.
Mas nada disso importa. Quero que você tenha seu tempo tanto quanto quero te ver logo.
Papai está avaliando se tem saúde para conduzir a ferrovia ou se volta para Londres, mas no momento ele só tem feito aterrorizar os funcionários. Eles devem sentir sua falta.
Julieta, mãe de seu amigo Camilo, disse que você é um bom patrão e um ótimo negociante. E que ela gostaria muito que você reconsiderasse sua decisão e retornasse ao Vale do Café.
Enfim, todos queremos muito te ver.
Aqui ou na Inglaterra.
Nos dê notícias.
CW”
Ele olhava para o papel sem entender nada. Do que Charlote falava?
Que coração partido? Que ferrovia?
Clovis entrou na sala perguntando se ele gostaria de algo e Darcy disse a única coisa que poderia.
— Preciso de uma passagem, Clovis. Estou retornando ao Brasil ainda hoje.
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