Como Conhecer Um Popstar

5 I think I'd have a heart attaaaaaack... Não, sério


Notas iniciais
Gente, please, não reparem no início do capítulo, OKAY? Viajei legal aqui.
HAUSHAUHSUAHSUAHSUHAS'
Enfim, QUEM ESTÁ FAZENDO PROPAGANDA DA FIC LEVANTA A MÃO! *grita feito uma histérica* o/ o/ o/ o/
Todo mundo levantou, certo? CERTO?!?!

Enjoy :)

Nos episódios anteriores de Lost... Quero dizer, no capítulo anterior de Como Conhecer Um Popstar...

— Você tem o telefone do seu psicanalista, né?

— Tenho. Por quê? — Alice perguntou, na defensiva. [...]

Mas o problema dessa vez definitivamente não era a Alice. Que ela era seriamente problemática, disso eu já sabia faz tempo. Só que aquilo ali era novo para mim — não só novo, mas uma completa loucura. [...]

Bella e Alice se deparam com uma cena traumatizante, extremamente, psicologicamente in-se-recuperável. O que poderia ser? A tia Rosalie teria sido descuidada o suficiente para deixar a porta aberta dessa vez?

Essas e outras revelações só...

Tá, parei.

* * * *

Havia um monte de livros na minha frente. E não aqueles romances de banca ou revistas, livros de verdade. Tipo os de escola, de Português, Matemática, História, Física. Física. Eca. No computador, milhões de abas com pesquisas sobre a Independência dos Estados Unidos, a morte do Presidente Abraham Lincoln, operações algébricas e uma sorte de outros da mesma espécie. Não teria nada de incomum, se estivesse no quarto de qualquer outra pessoa que não fosse a Rosalie.

E, falando na própria, ela estava sentada em sua cama. Nem notou que entramos, pois parecia muito ocupada lendo um dicionário. Isso mesmo.

— Ok, Rosalie. Você pirou legal agora — eu disse. Ela levantou a cabeça para olhar para Alice e eu, e ajeitou os óculos.

Espera, desde quando a Rosalie usava óculos?!

— Você é quem acha. Eu me sinto-me muito bem.

Bom, pelo menos o cérebro ainda era o mesmo — o que descartava a hipótese de que algum alienígena do mal pudesse ter comido ele e passado a controlar o corpo dela.

Não, isso não tem nada a ver com o fato de eu gostar de Alien e Star Wars.

— Não, não, não, meu amor. Olha pra você. Olha em volta de você. Isso, pra mim, não parece nada normal.

— Eu estou estudando.

— Nós vimos — dissemos em uníssono, Alice e eu.

Contemplamos a cena por um momento.

— Olha, Rosie, minha querida — começou a anãzinha, sentando ao lado da Rosalie na cama. — Eu sei que você está surtando por causa de tudo isso, com o Austin. Mas, escuta só, ele é passado. E você não pode ficar usando crack desse jeito, só porque…

— Alice! — gritei.

— O que? — replicou, me fitando com inocentes (rá!) olhos grandes.

Rosalie, como na maior parte das vezes, não entendeu muito bem.

— Mas eu não tô usando crack — disse, com a voz meio embargada. — Estou só estudando. Eu vou entrar em Harvard.

Ok, ok. Sei bem o que eu falei para a Alice, porque ela ficou tirando sarro da pobre da Rosie… Mas com essa não teve jeito. Eu simplesmente não ia conseguir não rir.

O ataque de risos foi ainda pior que o da festa do pijama. Meu estômago se contraiu, e toda a minha barriga começou a doer. Lágrimas escorriam pelos meus olhos. Apoiei-me na cama, uma mão na barriga, e agachei. Minha risada sutil ecoava pelo quarto inteiro, e Alice fazia coro comigo. Deitamos no chão.

Tipo, era uma cena cômica. Ambas — mas a de mim e da Alice rolando no chão de tanto rir era mais escandalosa do que cômica.

A minha reação era totalmente natural. Quer dizer, por favor! A Rosalie entrar para Harvard? Oh, claro. E eu ia acabar virando uma estrela famosa de cinema por fazer um filme adolescente que ia arrastar legiões de fãs. Eu, Bella Swan. Arrã, claro.

Foi bem ali, no chão, que eu senti algo dar errado. O ar não entrava mais nos meus pulmões. Mas não entrava de verdade. Eu não conseguia respirar.

Ninguém pareceu ter notado.

— Ok, Rosie — Alice foi falando, ainda tentando parar de rir. — Acho que você anda assistindo Legalmente Loira demais. Isso não é saudável. Não que eu duvide da sua capacidade de entrar em Harvard, o que eu com certeza faço — falou, baixo o suficiente para que ela não escutasse. — Mas é que tudo… isso — apontou para a pilha de livros —, não é bem a sua cara. Você pode fazer sucesso do seu jeito, e aí o Austin ainda vai se arrepender amargamente por ter te chutado.

Ar. Aaaaaar…

Senti o sangue ficar preso no meu rosto. Nunca tinha sentido uma falta de ar tão forte na minha vida, e aquelas duas infelizes estavam prestando mais atenção no pequeno drama da Rosalie, ao invés de verem que eu estava ali, morrendo.

— É. Acho que você tem razão, Alice — fungou.

— Isso. Agora me dá aqui um abraço.

Minha mente estava entrando em colapso. Eu podia até ver os escritos vermelhos apitando no meu cérebro Danger! Danger!

Ai, meu Deus. Ai, minha nossa. Eu não posso morrer agora. Não posso… Eu não conheci os Gangster Boys. Minha vida não PODE acabar assim…

Meio segundo se passou. Eu já estava mais que apenas em desespero.

— Hm, Alice. É normal a cara da Bella tá azul daquele jeito? — perguntou a loira, finalmente olhando para mim.

Ah, amém. Muito obrigada, finalmente alguém nota que tem uma garota morrendo bem no chão do recinto.

— É, é. O ataque de risos foi muito forte.

Minhas mãos apertavam o meu pescoço, trêmulas. Não havia passado nem vinte segundos desde que aquilo começara, e pareciam dez anos. Eu precisava de ar.

— Não, acho que não é normal, não! Alice, o rosto da Bella tá inchando.

Então a Alice olhou para mim.

— Ai, minha nossa, Bella! — correu até onde eu estava. — Liga pra emergência, Rosie, rápido!!! — gritou a baixinha. — A Bella não tá conseguindo respirar!!!

Ouvi vagamente Rosalie xingar ao telefone, balbuciando algo como “droga de ambulância” e “demora”.

— Esquece! Eu levo ela no hospital.

Rosalie, a mais atlética de nós duas, me pôs em seu colo e começou a me levar para a garagem.

— Jesus Cristo! Bella, cê precisa fazer dieta — guinchou. — Que menina pesada dos infernos!

Uma porta de carro bateu e eu já estava sendo levada.

Foi então que eu temi ainda mais pela morte. Era a Alice quem ia dirigir. Sufocando, tentei gritar. Buzinas soavam do lado de fora, pessoas gritando.

— Vai te catá, vovozinho! Cê não tá vendo que é uma emergência? — gritava minha amiga pela janela.

O carro parecia ricochetear de um lado para o outro, como um carrinho de bate-bate desgovernado.

Eu pensava: Pai nosso que estás no Céu — eu não quero morrer agora, não! Ai, Virgenzinha, não posso morrer agora! —, santificado seja o vosso…

Paramos. Fui arrastada feito uma boneca para fora do carro, com a Alice parecendo uma doente mental gritando — não que ela não parece naturalmente uma doente mental.

Braços mais fortes me seguraram e eu só pude desejar que tivesse enfermeiros bem gatos no hospital antes de desmaiar.

Acordei com um bipe irritante do meu lado. Minha cabeça doía. Meus braços doíam. Minhas pernas pulsavam de dor. Mas, mais importante, a respiração parecia lixa contra minha traquéia.

Bem, pelo menos eu estava respirando.

Abri lentamente os olhos. Má idéia. A claridade quase me cegou.

— Ai! — disse, colocando as mãos sobre as pálpebras. — Vem cá, qual é a dessas paredes brancas? É pra ferrar com os olhos da gente mesmo? — reclamei.

Alguém correu até mim e quase esmagou minhas costelas. Isso, esmague os ossos doloridos da pobre enferma que acabou de escapar da morte. Parabéns!

— É, ela tá melhor — ecoou uma voz no fundo da sala.

— Ahh, Bella. Você quase me matou do coração!

Eu quase morri.

— Eu já tô bem, pai. Não precisa ter um ataque.

Uma mulher bonita estava mais no fundo da sala, parada ao lado de um cara chamado Phil. Aquele sujeito alto, magro demais, com cara de retardado esquizofrênico, óculos de grau quadrados, humor suspeito e personalidade controladora, que você desejaria ardentemente que não fosse o seu padrasto.

— Oi, mamãe.

Ela tinha cabelos escuros e lisos, que ao sol ganhavam um tom de vermelho, pele clara levemente bronzeada e olhos cor de chocolate ao leite — porém era incrível como essa combinação ficava tão melhor nela do que em mim.

— Ai, minha filha. Os médicos disseram que você podia ter morrido. Fiquei tão preocupada… — começou a dizer.

Bem, para ela ter se dado ao trabalho de sair da Flórida para vir até esse fim de mundo, sim, meu estado tinha que ser muito grave.

Phil saiu de seu lugar e se aproximou de mim, todo preocupação. Estendeu os braços afetadamente na minha direção e fingiu lágrimas nos olhos.

Como eu detestava aquele cara.

— Oh, Bella — ele chorava teatralmente. — Estávamos tãããão preocupados com a sua morte iminente, mas ainda bem que você melhorou. Minha vida nunca mais teria sido a mesma sem você para infernizá-la, pirralha — sussurrou a última parte no meu ouvido, enquanto me abraçava. Ele parecia ter nojo de fazer isso, pois ficou numa posição esquisita.

Acho que, se jumentos pudessem abraçar, seria daquele jeito. Mas jumentos são infinitamente mais carinhosos que o Phil.

— Você tem razão, Phil — disse quando ele me largou, colocando o meu melhor sorriso falso no rosto. — Eu nunca me perdoaria por deixá-lo sozinho e desamparado aqui. Acredite, eu só tive forças para resistir quando pensei em você — estendi minha mão de um jeito dramático na sua direção.

Minha mãe limpou uma lágrima — verdadeira.

— Ah, Bella. Phil. Que lindos, vocês dois. Me sinto tão bem por vocês parecerem finalmente ter superado suas diferenças! Enfim somos uma família feliz! — ela abraçou. O Phil, quero dizer.

Bruxa, ele moveu os lábios para que eu entendesse.

Fanfarrão Boiola, gesticulei de volta.

Meu pai caminhava para fora da sala, cabisbaixo. Evitou contato visual com a minha mãe e saiu. Eu teria tempo para falar com ele depois.

Esse é o legal da história de amor dos meus pais. Minha mãe estragou tudo.

Renée fugiu de casa aos dezesseis para trabalhar num circo, como ginasta. Não foi bem o que ela sonhava. Vida miserável, ganhava pouco, e sofria com os abusos do dono. Ela não tinha nenhuma perspectiva de vida naquela época. Então, por uma real ironia do destino, o circo vai para Forks, a pior parada para uma coisa assim. Bem, o que eu posso dizer? Não sou eu que administro essas coisas. Enfim. Meu pai foi, sabe-se lá porque, ver uma das apresentações circenses. Era um sábado à noite e minha mãe ia se apresentar naquele dia.

Foi amor à primeira vista. Charlie não queria saber de mais nada, só dela, mas era — e ainda é — tímido demais para falar. Então ele ficou calado, sofrendo com seu amor platônico. No entanto, o circo ia partir, ele teve medo de que nunca mais fosse vê-la. Então ele — provavelmente se preparou psicologicamente para isso antes — foi até ela e pediu que deixasse o circo e fosse viver com ele…

Acha que a minha mãe era idiota? Rá, é claro que ela foi. Fez as continhas: um homem que trabalhava e ia dar tudo para ela enquanto só tinha que ficar em casa. Era tudo o que poderia sonhar. Ela queria mais é a vida mansa.

Taí o problema. A vida com Charlie é muito simples — ele não é muito de falar, vive segundo a sua rotina e não gosta de escândalos ou exageros. Totalmente o oposto de Renée. Então ela fugiu de novo — para o Arizona dessa vez, mas não encontrou nada para ela. Passou dificuldades até que finalmente achou seu Príncipe Encantado, o Phil, treinador de um time (nada) renomado de beisebol. É claro que para mim ele está mais para Suplício Efeminado, mas, ok. Ok. Ainda bem que eu só puxei a minha mãe na aparência.

Certo, talvez a história não seja exatamente desse jeito — amores platônicos, Suplícios Efeminados que trabalham como treinadores de beisebol de timinhos meia-boca —, mas é por aí.

O pior da história toda é que meu pai ainda gostava dela. Vai entender.

Renée e Phil me deram adeus e, em seguida, minhas duas melhores amigas entraram.

— Você é uma baita de uma vaca, sabia disso? — comentou Alice assim que passou pela porta do quarto de hospital. Era uma reação típica dela.

— Minha nossa, Bells. Cê tá bem? Quase matou a gente de susto! — emendou Rosie. Ela com certeza era menos brusca que aquela baixinha irritante.

— Gente, tô bem agora. Foi só uma crisesinha de nada.

Alice me fitou com olhos desconfiados.

— Da próxima vez que você estiver morrendo e fizer com que a gente quase tenha um ataque, eu mesma vou me certificar de que você não sobreviva — ela levantou enfaticamente uma sobrancelha, para que eu não duvidasse do que dizia. Como se houvesse alguma chance.

— Mas, então… — falei, descontraindo o ambiente. — Vocês por acaso cruzaram com o meu amantíssimo padrasto?

— Ele estava de camiseta, Bells — disse Rosalie, com calma. — Pode ser que sua crise tenha danificado um pouco sua visão. Homens não usam mais mantas. Eu acho. Isso era só no tempo de Abraão.

— Rosalie, amantíssimo quer dizer "muito amado" — respondi.

— Aaahhh…

— Mas então, cês encontraram com ele?

— E você acha que não? Ele tava lá, com aquela cara de quem tá rezando pra alguém morrer — respondeu Lice.

Abanei a cabeça.

— Às vezes me pergunto como minha mãe consegue ser tão retardada.

— Sóóóó… — disseram as duas em uníssono.

Respirei fundo.

— E então — começou Rosie, toda alegrinha novamente —, quando cê sai desse nausoléu?

— Ainda hoje. Mas meu pai não vai deixar essa passar tão rápido.

Guardamos um silêncio de assentimento.

Alice falou primeiro:

— Estamos esquecendo um detalhe muito importante.

— Qual? — quis saber.

— O sorteio.

Encarei-a com brilhantes olhos arregalados.

— É mesmo!!! — gritei, histérica. — Quando é mesmo?

— Às 18:00h.

Meu coração deu um solavanco.

— Fala sério! Com tanta loucura nessa minha vida, eu quase esqueci o sorteio.

Todas nós olhávamos para a parede como se estivesse passando um filme nela. Fitávamos o vazio sonhadoramente.

— Pensamento positivo, meninas — disse Aly, nervosamente. — A gente vai conseguir.

Notas finais
EEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Eu linda postei mais uma parte. Preciso de inspiração pra continuar a escrever essa bagaça até o fim.
Você, VOCÊ MESMO, pode me ajudar! Sabe como? Comente, deixe uma recomendação, espalhe para os seus amigos...
Okay, estou parecendo comercial da Polyshop (não sei escrever), MAS... Sério.
See you guys next chapter ;)