Como Conhecer Um Popstar

6 When U ready, come and get it, na-na... ni-na-não


Notas iniciais
Eu fiquei sem internet 17 dias, quase enlouqueci, e tive um surto de criatividade incomum.
Mas não era para essa história.
Enfim, eu SEI que parece que eu estou enrolando para chegar ao cerne do livro... Mas, qual é? Foram só cinco capítulos! - além do mais, eu tenho irritação profunda em ler histórias em que a pessoa parece que está correndo com tudo. Romances em que a garota conhece o rapaz no primeiro capítulo, se apaixona no parágrafo seguinte, tem uma noite de paixão selvagem no segundo capítulo, casam-se no terceiro e no quarto estão tendo filhos. Quero dizer, onde está a exploração do enredo?
Sim, eu viajo (por falar em viajar, sobre o começo do capítulo... Não perguntem).
Tenham uma boa leitura!

No último capítulo de Como Conhecer Um Popstar...

— Estamos esquecendo um detalhe muito importante — Alice disse, encarando as duas amigas.

— Qual? — quis saber Bella.

— O sorteio.

[...]

— É mesmo!!! [...] Com tanta loucura nessa minha vida, eu quase esqueci o sorteio.

[...]

— Pensamento positivo, meninas — disse Aly, nervosamente. — A gente vai conseguir.

Finalmente chegou o dia! O sorteio é hoje e Bella, Alice e Rosalie não poderiam estar mais animadas (certo, a Rosalie ainda está na fossa, mas ela estaria animada em seu estado normal). Desesperadas. Esperançosas. Excitadas (não pense besteira! Se bem que são os Gangster Boys... Ok, esqueça essa última parte).

Não perca o eletrizando capítulo de hoje de Salve Jo... Como Conhecer Um Popstar. Nada de Turquia por aqui.

* * * *

Bella

Não demorou muito e o médico chegou para me liberar daquela prisão hospitalar. Ele mandou eu tomar mais cuidado e evitar grandes "emoções". Rá. Ele não conhecia a minha vida, portanto era muito fácil para ele falar. Prescreveu um remédio aplicado pela bombinha — uma companheira que eu já tinha usado muito. — e entregou ao meu pai e, juntos, voltamos para casa.

Eu não conseguia ficar quieta. Meu coração palpitava freneticamente, e eu sentia minhas mãos suando. Hoje era o dia. O dia em que eu receberia a chance de finalmente conhecer o amor da minha vida — não que ele soubesse disso, mas a gente foi feito um para o outro. Eu sabia tudo sobre ele — ok, admito que não conseguia ficar sem comprar uma edição de revista se tivesse qualquer coisa sobre os Gangster Boys e revirava a vida deles na internet. Mesmo assim. Esse tipo de dedicação é a prova do mais puro amor que eu sinto pelo Edward. Ele é perfeito, lindo, legal, hot… E tem dinheiro. Não que isso seja importante.

Mas é claro que isso é importante.

Ignorando qualquer preocupação exagerada do meu pai — ele era realmente muito pegajoso quando queria. Tratava um simples resfriados como se fosse câncer. Vê se pode… —, subi as escadas voando, correndo o risco de tropeçar e quebrar o pescoço, mas eu não estava ligando de verdade. Eu tinha que ver o momento em que tudo iria mudar na minha vida.

Liguei o computador e esperei, não muito pacientemente, todo aquele conhecido processo de ligar, conectar à internet, esperar o site carregar. Entrei no Twitter e logo já estava na página da revista Most Stars.

Meus dedos e até meu cérebro estavam cruzados para me trazer sorte. Tá, admito que estava usando aquele amuleto idiota que a Alice havia comprado na loja da macumbeira, mas e daí? Eu queria tanto ganhar que esses pequenos detalhes nem importavam mais.

Eram exatamente seis horas da tarde quando a revista anunciou em seu twitter que ia realizar o sorteio. Quase tive um ataque. Esperei, esperei, esperei… Dois minutos depois, a Most Stars tuitou o seguinte:

"#ResultadoDoSorteio Estão curiosos pra saber quem venceu? tchan-tchanram… Mary Connery! Parabéns Mary!"

A menina começou a tuítar igual a uma desesperada, escrevendo coisas restardadas.

Mary Connery. Mary Connery. Quem é Mary Connery? É claro que tinha que ter alguma coisa errada. Só havia três nomes possíveis de serem sorteados: Rosalie Hale, Alice Brandon ou Bella Swan. Não havia nenhuma Mary Connery no contrato.

Demorou algum tempo para eu assimilar a coisa toda. O telefone tocou, e eu escutei-o fracamente, como se fosse bem ao fundo da cena. Talvez até em outra casa. Mas definitivamente era o meu celular, pois estava tocando Sweet Heart, dos GB.

Com as mãos trêmulas, agarrei o aparelho, teclei "atender" e levei-o ao ouvido.

Do outro lado da linha, uma voz embargada saiu rouca quando perguntou:

— Você viu?

Eu não conseguia enxergar muito bem. Parecia que o mundo estava todo borrado. A imagem tremulava, também, e eu não sabia por quê. Conseguia ouvir um som gutural vindo de algum lugar, como uma espécie de lamento. Não parecia vir do telefone. O som foi aumentando cada vez mais, enquanto eu respirava com dificuldade. Parecia uma manifestação de puro desespero. Então percebi: eu estava fazendo aquele som. Estava chorando copiosamente, o celular tão apertado nos dedos que os nós estavam brancos e eu soluçava convulsivamente. Rios pareciam escorrer dos meus olhos.

— N-não… N-não ac-credi-dito q-que a gent-te p-pe-perdeu… — sussurrei soluçando.

Ninguém respondeu do outro lado da linha. Porém, eu entendia que a dor do momento era grande demais para que qualquer uma de nós pudesse dizer mais alguma coisa.


Alice


Deixei o hospital somente quando Bella teve alta, pois não queria abandoná-la lá. Aquele seu padrasto detestável tivera a pachorra de ir até lá visitá-la. Acho que ele foi só para se certificar que ela não tinha finalmente morrido e o deixado em paz. Aquele bicho era uma cria de Satã.

Entrei no meu Fusca Conversível amarelo berrante e pisei fundo rumo à minha casa. Queria estar lá para quando acontecesse. Quando eles anunciassem que eu tinha vencido o sorteio. Era o meu maior sonho, o maior objetivo da minha vida desde a sexta série, quando eu quase bombei em espanhol. Eu até imaginava como seria encontrar com Edward Cullen pessoalmente.

Na verdade, comecei a imaginar de verdade…


(PdV da imaginação problemática da Alice)


É claro que eu estava usando o vestido perfeito. Um tomara que caia azul royal de cetim todo incrustado de pedras azul-marinho, até o joelho. A roupa é uma parte muito importante quando se encontra alguém especial. E eu tinha certeza que eu era especial, portanto a roupa era perfeita. Meus assistentes de beleza me seguiam de perto, dando pequenos retoques na minha maquiagem e tirando fotos casuais para o meu site. Eu mesma havia desenhado todo o figurino, que faria parte de uma seção totalmente inovadora da grife da qual eu era dona.

Entrei na limusine branca, paparazzis seguindo cada passo meu. O motorista particular começou a dirigir calmamente até o meu destino. Tenho que admitir que estava nervosa, afinal, não é qualquer dia que alguém me conhece assim. Sou uma pessoa VIP. Todos fazem fila para falar comigo.

Estacionamos num espaço que tinha uma plaquinha com o meu nome, em frente a uma boate tão badalada que havia uma fila cruzando a cidade para entrar. Desci com toda a pompa, do jeito que se faz nos filmes, e então uma multidão de gente me cercou.

"Ai, minha nossa! É Alice Alice Brandon. Não acredito que ela está aqui" — pessoas gritavam, buscando suas câmeras para conseguir qualquer ângulo meu. Simpática como sou, fiz algumas poses para agradar aos meus seguidores assíduos.

Logo os repórteres chegaram.

— Srita. Brandon, Srita. Brandon! — gritavam eles.

— O que tem a dizer sobre sua última coleção?

— Já tem algo a dizer sobre as tendências da próxima estação?

— Srta. Brandon, este é apenas um dia de folga dos seus desenhos, ou está aqui com mais alguém?

— Srita. Brandon!

Meus guarda-costas me ajudaram a entrar na boate. O segurança retirou rapidamente a faixa de segurança para que eu passasse, deixando uma fila de dois quarteirões para trás.

Logo que entrei, nossos olhares se encontraram. Ele tinha lindos olhos verdes, quase felinos, mas eu tinha certeza de que eu, refletida neles, devia ser ainda melhor. Caminhando sensualmente na minha direção, Edward Cullen chamava a atenção de quem quer que estivesse no caminho — atenção essa que só eu conseguia roubar depois que simplesmente respirava.

— Está encantadora esta noite, Srita. Brandon.

— Eu sei — respondi humildemente.

— Não posso mais esconder isso de você. De todas as pessoas do mundo, eu preciso dizer, preciso gritar a plenos pulmões que eu te am…


— Alice! — alguém gritou de fora da minha imaginação. Droga. Era isso que acontecia quando se assistia muito Gossip Girl.


— O que foi?! — respondi mal humorada. As pessoas não esperam nem a melhor parte do delírio passar para nos arrancarem dele.

— Se você atropelar as minhas orquídeas com esse maldito carro OUTRA VEZ vou garantir que seu próximo meio de transporte seja uma cadeira de rodas, entendeu?! – grita a minha mãe da enorme janela frontal da casa.

— Tá, tá, já entendi – respondo mal-humorada. E é quase um milagre que eu consiga manobrar o carro sem que ele encoste nos xodozinhos da minha mãe.

Sério. Tinha que ser velha para ter tanta frescura com plantas, por favor. E eu aqui, toda preocupada com o meu futuro amoroso… Eu e Edward Cullen, juntos… Eu imagino quão perfeitos os nossos filhos serão. Eles terão de ter os olhos verde-folhas dele, é claro. E o mesmo tom acobreado de cabelo. E os meus lábios. E…

CREC!!

Essa não… Essa não, essa não, essa não!

— ALICE! EU VOU TE MATAR, SUA PESTE!

E essa é a minha deixa para saltar do carro e praticamente voar até o meu quarto, trancando a porta atrás de mim.

Algumas vezes eu tenho medo das pessoas com quem eu moro.

Só que, é claro, ninguém pode me atazanar no meu quarto. Eu queimo incenso purificador todos os dias. Além do mais, eu tenho meu cristal Coral, que afasta o mau olhado.

Sou imune a tudo dentro do meu quarto.

[…]


Bem, aparentemente, eu não sou tão imune assim ao mau olhado, mesmo que eu tenha purificado meu quarto com aquele preparado que eu peguei com a Zafrina. Eu só posso ter feito alguma coisa errada no procedimento, não é possível, porque aquela quenga da Rosalie conseguiu influenciar o meu destino com seu pessimismo-pós-término. Estou para te contar um negócio.


Às vezes eu acho que o universo devia simplesmente abduzir algumas coisas que aas pessoas jogam para ele, ao invés de mandá-las de volta. Sem condições.

Então, é isso. Sei que não vou poder sobreviver a esse evento traumático. Quero dizer, de que me adianta ter comprado toda aquela parafernália para me dar sorte, ein? EIN?! Quero o meu dinheiro de volta – mesmo que isso não vá diminuir a minha completa desolação por ter perdido o sorteio.

Não que importe agora, porque eu não quero nunca mais ir a lugar algum. Não me importa mais dinheiro. Não me importa mais minha vida social. Não me importa mais comer, dormir ou cartão de crédito…

Ok, talvez não tão longe assim. Mas, enfim, como posso continuar ligando pra essas coisas (menos o cartão de crédito, por favor. Ainda não estou tão na depressão assim), se eu não puder ter Edward Cullen? De que adianta?

Deitei em minha cama e chorei. Chorei por todos aqueles fotógrafos e fãs que perderiam a oportunidade de conhecer a maior estrela que eles jamais veriam. Chorei por Charlie e Lizzie, meus futuros e já mortos filhos com Edward… Chorei pelos duzentos dólares que aquela Zafrina me extorquiu pelos artigos esotéricos…

Pensando nisso, Jesus Cristo, meu pai não pode sonhar com essa compra.

Liguei para Bella, que provavelmente entendia e compartilhava da minha dor, e nós duas derramamos nossas lágrimas juntas.

Por algum tempo.

Duas horas.

Meu pai definitivamente também não poderia ver a conta de telefone depois.

Depois que desliguei, voltei a me deitar.

— Alice? Tá viva, criatura? — ouvi a voz de mamãe do outro lado da porta.

Meu rosto já tinha secado com os riscos das lágrimas — eu não gostava de secar porque, francamente, dessa forma deixava a cena mais dramática.

Fazer o quê? Eu realmente era uma artista.

— Deixe-me em paz! — gritei com a voz chorosa. — Não há mais sentido em continuar vivendo depois de hoje.

Ouvi mamãe tomar uma grande golfada de ar antes de bradar:

— Que pena, Alice. Porque eu acabei de voltar do shopping com uma bolsa da nova coleção de Outono da Victor Hugo. Mas estou vendo que você está muito deprimida pra isso, então…

— Aquela preta que eu tinha te mostrado? — falei no segundo seguinte, já com a porta aberta.

Bem. A vida continua, certo?


Bella


E esse foi o fim da nossa jornada para conhecer Edward Cullen e os meninos da Gangster Boys.

Sonhos destruídos, lágrimas derramadas… A vida é um negócio cruel.

Era isso o que eu estava pensando, segunda-feira de manhã. O show seria dali a dois dias, na quarta, e eu só conseguia pensar numa certa megera que roubara os meus ingressos. Mary Connery. Que desgraça de nome era esse, afinal?

E por que ela tinha que ter vencido? Totalmente injusto. Marmelada.

Eu me arrastava pelo colégio com cara de quem poderia estar armada e se preparando para outra chacina de estudantes na Escola de Forks. E eu tinha motivos, ah, se tinha.

Encontrei com Alice, deslumbrante em sua bolsa provavelmente nova — ela estava sorridente demais para o meu gosto. Para quem ficara soluçando no telefone durante duas horas inteiras do outro lado da linha, o sofrimento dela parecia pálido perto do meu.

— Traidora — eu disse, olhando para o sorriso dela e para sua bolsa, em seguida.

— Como você pode sorrir depois de ontem?

— De verdade, Bella. A vida continua.

— Diga isso para a minha, que se recusa a querer continuar depois de ter perdido aquela oportunidade. Quero dizer, HELLO?! Só eu aqui que estou vendo a gravidade da situação?! Um negócio como esse, tipo, é que nem um alinhamento planetário completo. VOCÊ SÓ VÊ UMA VEZ, com MUITA sorte.

Rosalie havia chegado e estava me observando com sua cara de nada mais usual como se não tivesse entendido nada do que eu falei.

— Bella — disse ela —, fale a nossa língua, por favor.

E eu não a xinguei apesar do meu PÉSSIMO humor porque, olha que lindo, sou uma pessoa muito educada (eu espero que você esteja prestando muita atenção nisso, viu, mãe? Pai?! E Papai Noel? Estou precisando URGENTEMENTE de um laptop novo, sabe, por pensar nisso)

Ao invés de ser deselegante, dei um suspiro alto de enfado do tipo Minha-Vida-É-Uma-Merda-E-Ficou-Ainda-Pior-Sou-Uma-Adolescente-Dramática-Mesmo-E-Daí... E segui para a minha primeira aula: matemática.

Não vou nem me dar ao trabalho de comentar isso.

Quero dizer, vou sim: ONDE ESTÁ A MISERICÓRDIA NESSE MUNDO QUANDO PRECISAMOS DELA, EIN?!

[...]


Cheguei em casa destruída. Totalmente, verdadeiramente acabada. Primeiro com o complô contra mim naquela escola idiota, a coisa da aula de matemática, a prova de física… Aliás, como eu apareci cheia de olheiras na escola, olhos vermelhos de tanto chorar — e isso combinado com as minhas notas horrorosas nas provas aquela semana —, adivinha?


Bem, vou contar a história;


Estava eu lá, melancolicamente não prestando atenção em nada do que era passado pela Sra. White… (Falando sério, para que aprender Biologia? Para quê? Inglês, História, Física — principalmente! —? Nada disso importa mais. O resultado daquele sorteio selou para sempre o meu destino.)


É, sou dramática. Me processe (só tenha em mente que meu pai é chefe de polícia. De uma cidade de uns 10 habitantes, mas mesmo assim).

Quando, de repente, a professora apareceu bem do lado da minha carteira, me observando com aqueles olhos de rato de esgoto. Eu não vi o momento em que ela se deslocou da frente da sala e chegou até mim, o que só podia ser conseqüência do meu cérebro tendo morte cerebral pro desgosto.

Ela disse:

— Bella, querida, você está bem? Não está prestando atenção na aula.

Dever ser porque é uma chatice total?

— Desculpe, professora.

Ela se aproximou ainda mais. Tipo, assustadoramente perto.

— Algum problema?

— Não, eu…

— Tudo bem. Eu estou te liberando mais cedo. O diretor já tinha feito uma solicitação para isso, por causa das suas notas… Mas eu acho que você deveria visitar a Dra. Gardner.

E ela me entregou o equivalente escolar a “encaminhamento médico”.

Agora deixe-me contar algo sobre a Dra. Gardner. Ela é a psicóloga designada à nossa escola. Ou deveria ser. Vamos combinar, ela passa a maior parte de tempo na sala dela, lendo Cinquenta Tons de Cinza e afins, e comendo biscoitinhos de chocolate.

E, é verdade, todo mundo queria ir para lá — e esse povo por acaso é burro? Se você está na sala da Dra. Gardner quer dizer que em outra dimensão paralela onde eles não o consideraram psicologicamente incapaz, você estaria levando bronca na sala do diretor. E ele cospe quando está muito irritado. Desagradável. —, mas eram poucos que conseguiam o passe.

Ou seja, a professora estava sem–vergonhamente me chamando de louca. Na cara dura.

Então, lá fui eu para a sala da psicóloga, aquela coisa creme e manchada de gordura, conversar sobre os meus problemas emocionais. A parte boa era que eu queria falar sobre eles hoje — sobre os que começaram ontem, às 18 horas.

Já sentada, a Dra. me olhava com os olhos aumentados pelos seus óculos de vovó de mil graus.

— Bella, meu bem. Eu não te esperava tão cedo.

Eu tossi, porque ali tinha um cheiro de casa de solteirona cheia de gatos. E eu sou alérgica.

Silêncio.

— Então, o que está acontecendo?

Abri a boca para falar, mas a velha tinha começado a devanear:

— Não se acanhe. Eu estudei isso. É muito difícil para uma adolescente viver sozinha só com o pai em casa. Isso deve causar um vazio enorme…


Okay, a mulher estava delirando.


— Posso ver como você está sofrendo. Você chora toda noite, né? Por falta de uma mãe que te abrace?

Olhei para ela com a minha típica expressão Para-As-Pessoas-Loucas-Da-Minha-Vida nº 3.

— Seu pai também deve sentir muito a falta de uma esposa. De um corpo quente esquentando o outro lado da cama. Das carícias afetivas. De um corpo de mulher… E ele é tão bem apessoado…

E eu pensei apenas: “Espere um momento. O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!”

— Você pode me contar qualquer coisa. Do seu pai, inclusive. Aliás, não tenha vergonha de vir até mim, se precisar. Aliás, vou te passar o meu número, e você pode me ligar a qualquer hora, se quiser conversar. Eu apareço.

No final, talvez a nº 7 fosse a mais apropriada.


Liguei o computador, desci as escadas e coloquei minha roupa para lavar. Sério, eu quase já não tinha calcinhas — quando alguém teria a brilhante idéia de inventar um cesto de roupa suja com agendamento de lavagem automática?


Tipo assim!

Uma hora depois eu voltei ao quarto, e me sentei na cama para entrar no Tumblr e postar e reblogar um milhão de posts sobre a minha infelicidade. Esperei mais uns dez minutos para o bendito do Windows terminar a inicialização (isso mesmo, ele ainda não tinha terminado de ligar — esse meu computador temperamental), então conectei na minha internet GVT-de-última-geração discada, 12 kbps.

O meu Exercício da Paciência era ficar observando os pontinhos verdes do Internet Explorer e dizer agora! um milhão de vezes para ver se eu conseguia acertar a hora exata em que mais um deles ia aparecer. Tipo “pega-pega”, mas de gente débil mental com internet ruim.

Logo que entrei no Tumblr, percebi que havia uma comoção enorme no fandom dos Gangster Boys.

Provavelmente gente sofrendo da mesma agonia invejosa que eu.

Fui olhando as postagens antigas… Porém, havia uma coisa estranha acontecendo. O ruim de perder o horário exato dessas coisas é que depois tudo fica lá embaixo, eu tenho que abaixar a barra de rolagem vinte anos para encontrar o motivo da comoção e demora muito para carregar. É como entrar no fim da conversa e ficar boiando.

Mensagens de “NOSSA! NÃO ACREDITO! DUAS VEZES É MUITO AZAR”, e “Não é justo! Eu achei que agora seria eu. Droga”, muitos palavrões gifs de gente chorando, se descabelando…

Foi quando eu me situei na conversa.

O sorteio. Mary Connery era uma idiota trapaceira. Parece que o negócio havia sido manipulado, então ela ganhou. Claro que ganhou — roubando.

E eu instintivamente pensei: eu sabia, eu sabia! Como alguém com um nome assim poderia ganhar? Enquanto outra parte do meu cérebro pensava: genial. Como eu não sei fazer uma coisa dessa?

A revista Most Stars pediu desculpas — anunciou que o sorteio seria refeito. Às 11 horas, exatamente. E, Deus me abençoe!, era 12:30, e o nome que tinha sido sorteado mais de uma hora antes não era o meu. Também não era um Mary Connery da vida — qual é a desse nome?

Era Rosalie Hale.

Notas finais
YAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY! ENGANEI O BOBO NA CASCA DO OVO!!!!!!!!!!
Qualé? Deixem-me ser infantil. HAUSHUAHSUAHS'
Então, a história está caminhando. Quem aqui achou que elas iam perder o sorteio e eu ia fazer uma coisa totalmente diferente? o/ o/
Ninguém, eu sei.
O que acharam? Está legal? Devo continuar?
Comecei a pensar nos problemas das personalidades dessas três e cheguei à seguinte conclusão:
Bella: Drama Queen obsessivo-compulsiva
Alice: Shopaholic maníaca hiperativa
Rosalie: Distúrbio do Amor à primeira vista/ Loira.
É. Isso mesmo. Gente louca é um problema.
Agora a loucura vai começar realmente. Espero.
Mereço comentários? Digam que sim, vai!!!!!!!!!!
Recomendações também são bem vindas. Divulgação. E afins.
BeijoS,
Miss D ;*