Notas iniciais
Heeey batatinhas doces, voltei!! Desculpem a demora, não me matem e eu espero que gostem do capítulo, ele está muito fofo e sim, por enquanto eu vou dar uma trégua pra esse povo, mas não pensem que vai durar muito kkkkk ♥ BOA LEITURA!! :D

Quando eu acordei na manhã seguinte estava incrivelmente dolorida, mas também estava muito, muito satisfeita. Me desvencilhei do aperto de Alex e me sentei na cama o mais silenciosamente que consegui, ver o moreno dormindo despreocupado ao meu lado me fez sorrir, e ver nossas roupas espalhadas pelo quarto fez minhas bochechas esquentarem na hora, ainda era um pouco de mais pensar no que tínhamos​ feito noite passada.

Desci da cama e fiz o que cansei de ler em meus romances, vesti minha calcinha e coloquei a camiseta de Alex, e ou ele era muito alto eu muito baixinha, mas ela acabou no meio das minhas coxas.

Fui até a janela só para conferir a rua e a cerca e pra minha felicidade, a rua estava incrivelmente calma, e na parte da cerca que estava em meu campo de visão só havia uma gelatina verde presa, era uma manhã incrível, e não era o fato de eu ter um diamante enorme no meu anelar esquerdo ou eu ter tido a melhor noite da minha vida, mas eu estava sentindo que seria um dia incrível também.

Mas como eu não queria furar a nossa bolha de amor que em minha cabeça ia só até a porta, resolvi dar uma organizada no quarto, haviam roupas em lugares inimagináveis e eu estava com saudades das minhas mochilas, fui dar uma olhada pra ver se estava tudo no lugar.

— Eu jurava que ia ser o primeiro a acordar e depois ficar vendo você dormir, acho que me enganei feio — uma voz sonolenta comentou e eu me virei para Alex.

— Chegou meio tarde — comentei divertida. Meu noivo (ai meu Deus, eu ainda não tinha me acostumado com isso!) estava sentado na cama com o cabelo bagunçado, coberto com o lençol até a altura da virilha e com o meu colar pendurado no pescoço, é, ele estava lindo de mais. — Você sabe que está muito gay com esse meu colar, não é? — provoque e ele me olhou feio.

— Primeiro que esse colar agora é meu, e segundo que eu achei que tinha te provado ontem à noite que gay era a última coisa que eu era — ele comentou debochado e eu corei. Juntei sua calça e sua cueca (a camisa eu já tinha me apossado) e joguei pra ele, na verdade, eu joguei nele.

— Idiota.

Alex riu enquanto eu o ouvia se vestir e voltava a minha atenção as minhas coisas.

— O que você está fazendo? — ele perguntou se juntando a mim já vestido, ou quase.

— Fuçando a minha mochila, estava com saudades das minhas tralhas.

— Mais do que de mim?

— Só um pouco.

— Isso doeu saiba? — perguntou dramático com a mão sobre o coração e eu ri o beijando.

— Eu estou brincando — garanti ainda sorrindo e peguei uma das coisas inúteis que eu tinha na mochila. — Olha isso.

— Uma colher de pau? Por que você tem uma colher de pau na mochila?

Dei de ombros.

— Digamos que eu não estava muito bem no dia em que sai de casa, então peguei tudo o que vi pela frente e guardei. E como não tive coragem de jogar a tal colher fora, ela está aqui até hoje.

Foi a vez de Alex rir, era verdade que essa colher tinha me salvado umas duas vezes, mas não valia o espaço.

— Só você mesmo — murmurou beijando o meu pescoço e me fazendo arrepiar.

— Alex... — chamei enquanto ele ainda me beijava e ele ignorou. — Alex... Nós temos que... Que ir...

— Claro — ele respondeu contra a minha pele e eu comecei a perder o foco do que eu dizia. Era sobre o que mesmo?

Foi então que o som de alguma​ coisa caindo no andar de baixo me acordou.

— Alex! — disse assustada o empurrando pra longe e me olhou sem entender. — A gente tem que ir.

— Por quê?

— Por causa disso — falei tocando a orelha pra enfatizar e um segundo depois eu ouvi outra coisa caindo. Só espero muito que não seja a minha porcelana.

— Tem mais gente nessa casa, eles se viram — meu noivo choramingou e eu lhe dei um selinho antes de me levantar de onde estava.

— Eu sei que eles conseguem se virar, mas eu não consigo abandonar a ideia de que eles são hóspedes na minha casa. E se são meus hóspedes eu tenho que ajudá-los, então agora vamos.

— Tudo bem — resmungou ficando de pé também.

Eu e Alex nos vestimos (de forma apropriada dessa vez) e demos uma geral no quarto, por que querendo ou não a coisa estava feia, afinal meu sutiã estava pendurado no abajur. Juntei os lençóis manchados de sangue com as bochechas coradas, se minha mãe estivesse aqui com certeza soltaria algo como “Minha filha não é mais uma menina!”. Acabei sorrindo com a ideia, ela seria mesmo capaz disso.

Foi só quando finalmente saímos do quarto que eu notei que a casa já estava a todo vapor, vi Jake descer as escadas com uma caixa enorme nas mãos, Ben nos cumprimentou e o seguiu com seu cinto de utilidades preso a cintura e uma chave de fenda na mão. Eu sorri pela, o que, milésima vez hoje? E segui para baixo também, sendo seguida por um Alex incrivelmente sorridente.

Quando chegamos à cozinha encontramos Rose e Clary lá, essa última parecia estar terminando de comer o resto do pacote de biscoito da noite anterior.

— Pra onde foi o Ben? — perguntei curiosa. — Eu ia o chamar pra me ajudar com a cerca.

— Precisa se preocupar com isso não — Rose garantiu sorrindo. — Jake foi deixar uma caixa de coisas velhas lá fora e disse que ia olhar a cerca, Amy foi com ele. E Ben saiu atrás dos dois dizendo que faria outro banheiro funcionar, nem que isso fosse ser a última coisa que ia fazer na vida.

Acabei rindo, Ben, sempre exagerado.

— Acho que vou ajudar Jake e Amy com a cerca — Alex avisou me beijando e depois se virou para Rose. — Cadê o Dylan?

— Ele e a Meg ainda estão dormindo.

Alex abriu um sorriso divertido, assentiu e depois seguiu pra fora de casa. Eu me livrei dos lençóis sujos antes de voltar à cozinha.

— Nem vou oferecer ajuda, por que ninguém vai me deixar ajudar mesmo — fiz drama me sentando a mesa para observá-las. — Mas o que vocês estão fazendo aí?

— A gente tava dando uma olhada — Clary disse corando — Mas algumas coisas acabaram caindo — ela apontou para algumas panelas no chão e eu sorri, pelo menos não era a minha porcelana. E sim, eu tinha me tornado uma velha preocupada com a porcelana do armário.

— Então era você que estava destruindo a casa?

Ela me olhou feio.

— Também não é assim.

Eu ri e Clary me deu língua.

— Liz, o que é isso? — Rose perguntou se aproximando de mim, eu estava tão absorta em minha brincadeira com Clary que não tinha notado, mas ela olhava direto para a minha mão esquerda.

— Nada — garanti escondendo a mão, mas não fui rápida o suficiente, Rose segurou minha mão antes que eu pudesse fazer qualquer movimento que não fosse uma careta de dor.

— Ai meu Deus! — exclamou e Clary se aproximou pra ver também, a essa altura do campeonato eu já estava vermelha. — Isso é um anel de noivado!?

— Talvez... — murmurei.

— Não acredito​ que o Alex te pediu em casamento!

— É isso mesmo, Liz? — Rose quis saber. — Alex te pediu mesmo em casamento?

Nunca pensei que seria tão difícil dizer um “sim” na vida, mas eu estava tão constrangida com a situação toda que o máximo que consegui foi assentir.

— Isso é de mais! — Clary exclamou e eu não pude deixar de sorrir.

— O que é de mais? — Meg perguntou surgindo na cozinha com Dylan.

— Liz e Alex estão noivos — a grávida respondeu animada antes que eu pudesse fazer qualquer coisa.

— O que? — perguntaram os dois juntos e Rose apontou para a minha​ mão esquerda que tinha voltado para a tipóia improvisada que​ Alex tinha feito pra mim.

— Noiva? — Meg perguntou surpresa — Eu não acredito. Isso é de mais mesmo, e significa então que vamos ter uma festa de casamento logo logo, em?

— Verdade! — Clary concordou animada e eu olhei pra elas sem entender.

— Como é? — perguntei e elas me ignoraram completamente, Dylan sussurrou um “Se ferrou” antes de sumir lá pra fora sem ninguém além de mim notar. Queria eu poder fazer​ o mesmo.

— Você está ouvindo, Liz? — Rose perguntou e eu gemi.

— Precisa mesmo disso tudo? — quis saber. — Não dá nem pra gente casar de verdade.

Me arrependi de ter dito isso assim que fechei a boca, por que três pares de olhos indignados me encararam sem parecer acreditar no que eu tinha dito.

— Como assim “Não dá nem pra gente casar de verdade”? — Clary perguntou parecendo quase ofendida. — Claro que não vai ser exatamente uma cerimônia tradicional, mas com certeza vocês vão poder casar. — ela disse sorrindo e tocando a barriga. — Eu sei que nós podemos​ ter surtado um pouquinho aqui, mas não tira isso da gente​ não, é a primeira coisa boa que acontece em meses, vamos festejar, aposto que se nos unirmos, isso vai ficar incrível.

— Não é como se eu pudesse dizer não depois desses argumentos — comentei divertida. — Aposto que os meninos vão adorar.

As garotas gargalharam antes de voltarem ao papo sobre o casamento, mas dessa vez eu estava participando também. Como já era tarde e todo mundo já tinha comido alguma coisa, ao invés​ do café, nós resolvemos preparar o almoço. Mas não é como se o fato de estarmos ocupadas tivesse sido empecilho para a conversa sobre a festa de casamento. É, elas realmente tinham se empolgado.

— Nós vamos precisar de roupas novas, tecidos pra decoração, umas flores, será que a gente acha aquelas flores de plástico em algum lugar? — Rose perguntou enquanto ia listando tudo o que ela achava que precisaríamos.

— Não sei — dei de ombros. — Mas o mais importante primeiro, onde nós vamos fazer isso​?

— Do que vocês estão falando? — Max perguntou e eu e as meninas trocamos um olhar cúmplice. Estávamos todos na sala almoçando e talvez não tivéssemos contato nada a eles, nem Alex sabia de nada ainda e olha que ele era uma parte importante nisso tudo.

— Liz? — Rose chamou e eu neguei com a cabeça.

— Vocês começaram com isso então podem fazer as horas.

— Mas você é a maior envolvida — Meg comentou. — Fala logo.

— Tudo bem — Clary nos interrompeu — Eu conto. Estamos​ falando do casamento da Liz e do Alex.

— O que!? — perguntaram os três morenos que ainda não sabiam de nada (e isso incluía meu noivo) e Ben e Amy também. — Que história é essa, Liz? — Alex perguntou surpreso e eu dei de ombros.

— Não me olhe assim, não tenho culpa de nada, foram elas — apontei para as meninas — Que me arrastaram pra isso.

— Mas precisava ser um dia depois de eu pedir? Não dava pra ter esperado um pouquinho mais pra contar, não?

— Não dava, não. Por que eu nem falei nada, a culpa foi sua e desse diamante enorme que me deu — acusei. — Mais isso te incomoda tanto assim?

— Não — ele sorriu e beijou o dorso da minha mão esquerda. — Faça como quiser, meu amor.

Eu corei e o pessoal comemorou com assobios e palmas.

— Vocês ouviram, pessoal. Temos um casamento pra organizar — Clary disse empolgada e eu revirei os olhos.

E eu aqui toda inocente achando que ia ter paz, mera ilusão.

Notas finais
Então? Tá chato? Parado? Gostaram? Quero opiniões... Beijocas e até!! :*