Coming Home
14 What can you lose?
Notas iniciais
– Zelena? – Emma perguntou confusa. – O que faz aqui? – Ela se virou para Hook. – Pensei que fosse um encontro...
– E é, Swan. – Ele exibiu um sorriso galanteador. – Um encontro à três.
– Você se importa de eu ficar, Emma? – A ruiva segurou a mão da outra e a olhou nos olhos. – Mesmo já tendo me beijado uma vez? – Ela riu.
– Não, não, eu... – Antes que ela pudesse terminar, Hook a interrompeu.
– Então hoje nos divertiremos! – Ele puxou uma cadeira e a loira sentou.
Entre um assunto e outro, todos acompanhados por bastante bebida, Zelena se virou para a Emma e perguntou em um tom provocador:
– Tem visto a minha irmã?
– Não, não tenho. – A mais nova a olhou com uma expressão irritada, ela não superou o modo como Regina a tratou.
– Isso é bom. – Zelena sorriu com o canto da boca. – Muito bom. – A ruiva colocou a mão em uma das coxas de Emma, que não fez nada.
– Meninas, meninas, não comecem a festa sem mim. – Hook sorriu para as duas e elas reviraram os olhos.
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Regina estava em sua casa. Tentou dormir, mas o encontro de Emma não a deixava em paz. Ela pensava em como estaria sendo, se Hook tinha tentado algo. Se ele tentou algo, vai ser ver comigo! Ninguém mexe com a minha Emma. Regina! Ela não é sua Emma, ela é só a Emma que você fica... E gosta... E é apaixonada. Os pensamentos da morena a traiam, estavam em conflito dentro de sua cabeça. Andou pelo escritório, sem rumo algum, apenas dando voltas e mais voltas. Fumou um, dois, três, quatro, vários cigarros; não era um hábito, só que essa era uma das poucas coisas que conseguia deixar Regina um pouco menos nervosa. As horas não passavam e seu coração palpitava cada vez mais. Emma pode estar indo para a casa de Hook agora, talvez já até esteja lá... E se eles se beijaram? Ou pior, e se eles estão fazendo sexo? Os pensamentos que antes deixaram a prefeita com raiva, foram se tornando tristes. Ela se sentou em sua cadeira e uma lágrima deslizou pelo seu rosto. Regina chorava por querer Emma, chorava por não conseguir se entregar totalmente, chorava porque poderia perde-la para um amigo a qualquer instante. Ela deitou a cabeça em seus braços apoiados na mesa e começou a cochilar.
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Beberam, beberam muito! Eram quase 3h da manhã e eles andavam tortos, gargalhando, falando alto.
– E agora, senhoritas? – Hook saiu com uma garrafa de whisky na mão. – Para onde vamos? – Ele abriu a porta do carro para as duas entrarem.
– Para as estrelas, Jack! – Brincou Zelena, que entrou na frente, fazendo com que todos morressem de rir da piada. – Vamos para a minha casa. – Ela fez uma pausa e olhou para a loira. – Se Emma concordar, é claro.
– Vamooos, vamooos! – Emma não estava em condições de resolver nada. Estava trêbada e falava tudo enrolado.
Hook entrou no carro, saiu do bar e o caminho da casa de Zelena. Todos riam muito, estavam escutando alguns rocks dos anos 80. Tudo parecia divertidíssimo, até que animal entrou no meio da estradinha que estavam, fazendo com que Hook, o homem que bebeu uma garrafa de whisky, rum, vodca e outras coisas sozinho, perdesse o controle do carro.
De repente, Emma viu tudo girar. Dizem que quando a morte se aproxima, é impossível escapar dela; ela lhe dá alguns instantes para pensar sobre como foi a sua viagem pela vida, mas, assim que esse tempo acaba, ela te leva embora. Emma Swan viu um clarão a sua frente e um filme de sua vida começou a se passar em sua cabeça: desde quando fora abandonada pelos pais até quando recebeu um filho por causa do destino. Ela via o rosto de Henry, pode sentir os braços do menino se agarrarem em seu pescoço. Ela via Regina e a morena estava linda, como sempre. Sentiu o beijo de sua amada pousarem sobre seus lábios, aqueles corpos quentes se completando, aquelas palavras tristes a magoando, mas, por fim viu algo que jamais assumiu para alguém, os olhos de Regina que nunca a enganaram. Por mais fria que ela se mostrasse, o olhar da mais velha denunciava que Emma mexia com ela; eram olhos castanhos, olhos ferozes e tristes, que brilhavam ao ganhar um beijo. Regina tinha os olhos mais bonitos e mais atormentados que ela já vira; pediam amor, cuidado, revelando a história de alguém que já sofreu muito e só queria ser amada. Emma tinha tantas coisas para falar e nunca falou, seu arrependimento a consumia. Aqueles pensamentos fizeram Emma derramar algumas lágrimas, tudo isso durou cerca de alguns segundos, até o carro parar de ponta cabeça. Emma olhou pelo vidro do carro e viu as estrelas, lembrou do rosto de Regina e a última coisa que pensou foi: “se algo acontecer comigo, me encontre nas estrelas, eu sempre estarei por perto”. Seus olhos foram fechando devagar, sua respiração estava descompassada e ela não viu mais nada.
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