Coming Home
49 The look of love.
Notas iniciais
A semana passou rápida e normalmente. Emma, Fiona e Snow estavam super empenhadas com a loja, pudera né, o lugar virou febre em Storybrooke. Pessoas vinham de cidades vizinhas para conhecer a coleção nova, afinal, Fiona era uma das donas e a loira já tinha rodado o mundo todo, usando essa sua bagagem cultural para trazer o melhor da moda de cada país. Só havia uma peça de cada roupa, tornando tudo exclusivo para cada cliente, mas, diferente da maioria das lojas ou marcas que fazem isso, tinham um preço bem acessível, elas não queriam barreiras por causa de um pedaço de papel com as pessoas. Atendiam desde milionárias até as mais simples e todas eram tratadas com o mesmo respeito. Fiona implantou uma política na loja de “pague o quanto puder”, funcionava mais ou menos assim: a cliente ia até a “Alice” e escolhia o que gostava; uma das três donas ia avaliando, sem falar nada, é claro, o quanto ela acha que a pessoa poderia pagar e só aí dizia o preço da peça. Pode parecer um modo meio louco, entretanto, era algo que permitia acesso aquilo por uma parte maior da população. Ninguém sabia disso, além das três. Com a loja, ficaram super próximas e descobriram que trabalhar podia ser divertidíssimo. Party!
Regina e Cora eram duas grandes clientes da loja, além de Ruby e Zelena, é claro. A primeira costumava comprar roupas mais elegantes, como terninhos para o dia a dia e, às vezes, acaba sendo convencida por Emma a comprar algo mais alternativo para trabalhar, mas acabava não usando e presenteando a própria dona da loja com a peça. Cora ficava horas e horas na “Alice”. Ela e Fiona não atendiam os clientes, deixavam essa parte para Emma e Snow, acabaram virando o que todas chamaram de “palpiteiras”, pois a função das duas ali era passar o dia palpitando sobre as peças que as clientes pegavam e todas elas adoravam a sinceridade das duas. Já o casal costumava comprar roupas de festas, visto que, mesmo casadas, não deixaram de aproveitar as baladas e viraram rainhas das festas de Storybrooke; ficaram realmente conhecidas por cada evento que faziam, o que resultou em uma micro-empresa de eventos só delas, onde decoravam, escolhiam playlists, convidados, menu e tudo para deixar a festa do contratante com seus toques especiais.
– Fiona, falta uma semana só... Estou tão nervosa! – Emma puxou a mais velha pelo braço para conversar, aproveitando que o movimento estava fraco já que tinham acabado de abrir.
– Querida, fique calma! Ruby e Zelena farão uma bela festa, você vai ver! Eu te prometi uma festa incrível em duas semanas, não foi? – Emma assentiu. – Pois então, fique tranquila. – Finalizou Fiona, piscando logo em seguida. – A propósito, você já escolheu a sua roupa?
– Minha roupa já está escolhida há muito tempo! – Ela riu.
– Ótimo! Quanto antes, melhor.
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Mais uma semana se passou e havia, finalmente, chegado o grande dia da festa de Emma.
– Bom dia, meu amor. – Regina chegou para tomar café já pronta, diferente da loira, que estava de pijama.
– Bom dia, linda! – Sorriu, beijando-lhe os lábios com carinho. – Não se esqueceu da festinha que terá na casa de Zelena e Ruby hoje, não é?
– Meu deus! – Regina levou as mãos a cabeça e arregalou os olhos. – Eu havia esquecido completamente, Emma.
– Sorte a sua que você tem uma mulher esperta e dona de loja. – Ela sorriu, se levantou da cadeira, dirigindo-se a uma das poltronas que tinha na casa e pegou um pacote. – Aqui, para você usar hoje. – Entregou o pacote a Regina e voltou a se sentar na cadeira para acabar o seu café, como se não desse muita importância.
– Uau! É lindo! – Regina ficou deslumbrada com o vestido. Era um longo tomara que caia na cor branca, com uma faixa de cetim na cor azul safira marcando bem a cintura. – Eu adorei! Onde você comprou? E quando?
– Ah, Regina, eu peguei na loja... – Deus os ombros, mostrando indiferença. – Que bom que gostou. – Seus olhos fitavam sorrateiramente o rosto da morena cheio de alegria, fazendo Emma querer saltitas pela casa, mas essa manteve sua pose.
– Gostei muito, meu amor. – A prefeita se aproximou de Emma e a beijou. – Muito obrigada!
– Magina, linda. Você merece coisas lindas. – Piscou.
– Bom, preciso ir para a prefeitura. Hoje terei reuniões longas... – Massageou as têmporas, mostrando cansaço antes mesmo de ir. – Te vejo a noite para irmos, então?
– Ai, esqueci de avisar! Zelena pediu para que eu levasse algumas roupas para ela experimentar antes da festa... Se importa de me encontrar lá? – Fez a sua melhor cara de cachorrinho pidão.
– Claro. – Balbuciou Regina. – Te amo, meu amor. Até a noite então. – Beijou Emma, que reforçou o horário marcado quando ela ia saindo.
– Fique bonita para mim! – A loira gritou, fazendo Regina rir enquanto fechava a porta.
Assim que ouviu o ronco daquela construção de madeira se fechando, Emma largou tudo o que comia e bebia, correu para o quarto, colocou um jeans e uma blusa branca básica e foi até o quarto de Henry correndo.
– Tudo pronto, garoto? – Perguntou da porta.
– Tudo perfeito! – Ele fez um sinal positivo com o polegar.
– Combinado! Granny te levará mesmo, certo?
– Sim, mãe. Fica calma! – Ele riu.
– Estou tentando, Henry! Estou tentando... – Ela fingiu uma irritação e saiu gargalhando.
+++
– Emma, calma! Assim você vai estragar tudo. – Fiona dirigia o carro e notou que a loira estava roendo as unhas.
– Eu não consigo, Fiona! – Falou entre dentes.
– Vai, vai, sai logo que eu vou dar a volta no quarteirão enquanto você pega. – A mais velha destravou o carro e Emma saiu.
Ela andou até a loja de Gold a passos largos. O homem tinha as joias mais bonitas não só do Maine, como de todo os Estados Unidos.
– Bom dia, querida. – Ele sorriu e logo se dirigiu a um armário que havia atrás do balcão de exposição. Abriu as portas de madeiras pintadas, pegou uma caixinha colocada bem a frente e deu para Emma. – Está aqui. Essa é uma das joias mais bonitas que já criei, espero que lhe dê muita sorte.
– Muito, muito obrigada! – Emma deu-lhe um beijo na bochecha, deixou um cheque na mesa e ia saindo rápido, até que Gold chamou sua atenção rasgando o cheque. – O que fez? – Ela ficou espantada.
– Considere um presente meu. – Piscou e sorriu gentilmente, ganhando o mesmo sorriso gentil de volta. Ela agradeceu e saiu.
– Pegou? – Fiona perguntou quando a loira entrou no carro.
– Sim! – A mais velha arrancou com o carro e correu direto para a mansão de Zelena, que fica a alguns quilômetros da cidade.
Assim que Emma cruzou a porta de entrada, ficou boquiaberta com o que viu. A sala de entrada estava cheia de flores e a decoração estava impecável. O lustre de cristais em cascata tinha uma luz forte, sendo a única acessa desse jeito, pois todas as outras ficaram a meia luz, dando um clima intimista a festa que aconteceria.
– Está tudo tão incrível! – Emma abriu a boca e levou as mãos à bochechas.
– Que bom que gostou, querida. – Zelena tinha o seu melhor sorriso no rosto, satisfeita com o que havia feito. – Ruby está acabando os detalhes do menu e conversando com o DJ sobre a playlist da sua festa.
– Muito, muito obrigada! Eu nada seria sem vocês. – A loira envolveu Zelena e Fiona em um abraço em conjunto e beijou a bochecha de cada uma das duas, que sorriam satisfeitas. – Minha roupa está lá em cima?
– Sim, no quarto que você usou quando veio aqui pela primeira vez. – A ruiva piscou.
– Obrigada! Vou me arrumar então. – Emma se retirou e as outras duas também foram começar a se arrumar.
+++
– Droga! – Regina chegou as pressas em casa e foi direto para o banho, havia se atrasado por causa de um dos secretários municipais e estava amaldiçoando qualquer coisa em seu caminho. Tirou a roupa e se banhou o mais rápido que pode. Lembrou do vestido que Emma havia lhe dado e fez todo o percurso do seu quarto a sala de jantar de toalha. Pegou a caixa e subiu com a mesma pressa em que havia descido. Esticou a peça em cima da cama e não conseguiu deixar de sorrir ao olhar para ela, era toda detalhada com cristais e tão linda. Seus olhos se encheram de lágrimas ao pensar em Emma e no quanto se sentia amada por ela. Passou os dedos indicadores para limpar a água acumulada na sua vista e balançou a cabeça, pensando que estava muito sentimental para chorar por isso. Riu.
A prefeita estava pronta! Usou um colar de safira para combinar com a fita de cetim, cabelo preso em um coque alto, com alguns fios caídos e maquiagem um pouco escura. Estava elegante e maravilhosa, como de costume. Olhou no celular para checar se havia alguma chamada de Emma, mas, estranhamente, não tinha. Subiu um pouco o olhar e viu que o relógio marcava 20h58. Pegou sua bolsa, as chaves do carro e correu para a casa da irmã.
Ao chegar, olhou novamente no celular e o relógio já marcava 21h26. Ela deixou as chaves com o manobrista e admirou um pouco a decoração de fora. As portas, diferentes das outras festas estava fechada. Regina estranhou, mas nem ligou devido a pressa. Viu o jardim cheio de rosas brancas e sorriu, pensando que Emma provavelmente deu essa sugestão, já que eram suas flores preferidas. Ela subiu os degraus, cobertos por um tapete vermelho e riu, achando que sua irmã tinha inventado um tema para a festa e possivelmente era “Awards”. Se aproximou da grande porta de madeira que guardava a casa de Zelena, toda detalhada a mão, com duas partes que abriam para frente.
Regina abriu as duas partes, empurrando-as e, conforme foi abrindo, ouviu a música “Skyfall”, da Adele, começar a tocar só com piano. Entrou e congelou. As notas foram invadindo todo o seu ser. Seu coração começou a bater mais rápido, sentiu um arrepio que passou de sua alma pelo corpo todo, seus olhos se encheram de lágrimas embebecidas em toda aquela emoção.
– Emma. – Falou num fio de voz, alcançando a loira com o olhar.
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