Coming Home
23 She is a diamond.
Notas iniciais
O pôr do sol nunca fora tão lindo. As cores se misturavam, como se o rosa dançasse com o amarelo e o laranja. O sol se punha vagarosamente, parecia estar esperando o casamento acontecer, ele era quase um convidado. Cadeiras brancas se espalhavam por um piso de madeira que ficava em cima da grama e seu verde vivo, com flores espalhadas por todos os lugares, deixando o ambiente com um cheiro adocicado e leve.
Cora, Fiona e Gold foram os primeiros a chegar e logo se sentaram na primeira fileira. Granny chegou logo em seguida, ela estava toda nervosa.
– Granny, sempre tão tranquila. – Brincou Gold se levantando para cumprimenta-la.
– Gold, por favor, não me perturbe. – Ela revidou e sorriu para o amigo.
– Querida, está tudo perfeito. Se acalme. – Fiona beijou-lhe o rosto e segurou a mão da mais velha. – Ruby estará perfeita.
– Espero, querida. – Ela disse se sentando em seu lugar.
Emma, Regina e Henry andavam juntos tranquilamente. As duas estavam de tirar o fôlego, riam e conversavam.
– Olá. – Regina foi a primeira a cumprimentar os que já estavam lá, seguida de Emma e depois Henry.
– Vocês estão deslumbrantes. – Cora abraçou as duas ao mesmo tempo.
– Você também está fantástica. – Emma sorriu para a mais velha.
– Conquistando a sogra... – Fiona murmurou e riu, deixando o casal morrendo de vergonha.
Antes que pudessem sentar, Emma pediu para Regina acompanha-la. As duas foram caminhando até uma árvore afastada que tinha visão para toda a festa. A loira garantiu ninguém as visse, afinal, Henry estava ali e abraçou Regina por trás, cruzando os braços em sua cintura.
– Você gostaria de se casar algum dia? – Ela perguntou bem baixinho no ouvido da prefeita.
– Me casar? – Aquilo a pegou de surpresa. – Eu não sei, Emma. – Gaguejava a cada palavra. – Um dia, talvez... Acho que nós só devemos nos casar com a pessoa certa.
– Ahh, então você acredita em amor verdadeiro? – Emma riu.
– Não seja boba, Miss Swan! – Regina se virou para a outra. – Eu acredito em muitas coisas, mas não quer dizer que elas um dia se tornarão verdadeiras.
– Sabe, Regina, eu preciso te contar uma coisa. – Ela se distanciou bem pouquinho da mais velha. – Eu já fiquei noiva uma vez. – Emma percebeu que os olhos da outra ficaram levemente arregalados. – Só que não me casei! Achei que tinha encontrado a pessoa certa, mas acho que no fundo sempre soube que não era. Era cômodo. Nós nos divertíamos juntas, era legal, porém, não era amor. – Ela suspirou. – Não, definitivamente não era. – Disse baixinho, mais para si mesma do que para Regina. – Amor é aquilo que te faz sorrir, não importa a hora, qualquer hora é boa para sorrir. Amor é aquilo que faz o seu coração bater mais rápido e mais devagar ao mesmo tempo. O amor te tira o chão, te tira o ar, te tira a tristeza... O amor arde aqui dentro. – Ela colocou sua mão onde ficava o coração da morena e o sentiu bater rápido. – Isso é amor.
Regina estava com os olhos cheios de lágrimas. Ela sorria e seu coração estava acelerado. Naquele momento, a prefeita percebeu que ela nunca tinha compreendido o amor de verdade. Não era tão difícil, ele acontecia bem em frente, mas assumi-lo era um problema para ela. A morena passou os dedos pelo rosto de Emma e a beijou. Um beijo tão forte, que fez seus corações arderem. A partir daquele momento, Regina sabia que amava Emma e Emma sabia que amava Regina.
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Uma música tipa de casamentos começou a tocar. Zelena e Ruby haviam escolhido a “Marcha Nupcial” e, conforme a orquestra foi tocando, elas foram andando, passo a passo, sem pressa. Ruby entrou de um lado, com Granny ao seu lado e Zelena entrou do outro, com Cora. Eram duas “passarelas”, uma em baixo e uma que saia do meio da outra. Elas foram caminhando até o meio e ali Cora e Granny se despediam.
– Ruby, cuide da minha filha com todo o seu coração. Ela confia em você, então eu confio em você. – Cora beijou a testa da morena e depois o rosto de Zelena.
– Zelena, você sabe que está ficando o meu bem mais precioso, não sabe? – A ruiva balançou a cabeça positivamente. – Guarde ele com a sua vida. – Granny beijou as duas e, ao lado de Cora, andaram até o altar e ficaram esperando o casal.
– Pronta? – Ruby sorriu amorosamente para Zelena, que respondeu “pronta”.
As duas deram as mãos e foram andando em direção ao altar. Ao chegar, um juiz amigo da família proferiu algumas palavras e chegou a hora dos discursos. Primeiro foi Ruby:
“Zelena, sei que já quebrei o seu coração uma vez, mas, como prometido, darei a minha alma, o meu sangue, os meus sentimentos, o meu coração e a minha vida para juntar cada pedacinho. A única certeza que tenho é que seguirei dia após dia fazendo você a mulher mais feliz desse mundo. Nada pode ficar entre nós. Nem o céu é o limite, meu amor. Eu te amo para sempre.”
Lágrimas de felicidade escorriam dos olhos das duas. Zelena enxugou algumas com um lencinho e pegou o seu papel:
“Ruby, eu acredito em você. Sempre acreditei. Poucos são os verdadeiros encontros nessa vida, são raros, demoram a acontecer, mas, uma vez que acontecem, não devemos deixá-los escapar. Hoje, te confio o meu bem mais sagrado: meu coração. A partir desse momento, ele é inteiramente seu. Faça o melhor que puder, pois eu manterei o seu vivo e feliz dentro de mim. Eu te amo para sempre.”
Nessa hora, Emma segurou a mão de Regina discretamente. Elas estavam emocionadas e seus olhos se cruzaram e se compreenderam.
O juiz disse mais algumas palavras e, por fim, perguntou o tão esperado: “Aceita?”. As duas responderam que sim na mesma hora.
– Podem beijar a noiva.
Ruby e Zelena se beijaram com um amor terno. O beijo fez com que tudo em volta delas parasse. Se beijaram, se amaram, se confiaram. Aquelas duas almas, finalmente, se encontraram e se entregaram.
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