Coming Home
24 Good night and thank you.
Notas iniciais
A salão de festas de Zelena estava decorado todo em branco e dourado. A valsa começou e logo o casal principal da noite se dirigiu ao centro da pista. Ruby e Zelena seguiam os passos conforme a música tocava, seus rostos estavam colados e demonstravam uma felicidade enorme. Os convidados estavam em volta esperando o momento certo para se juntar a elas.
– Dança comigo, minha suprema? – Gold, sempre gentil com as suas amigas, convidou Fiona para dançar fazendo uma referência.
– Claro. – Ela sorriu e logo foram para o centro.
Aos poucos, outras pessoas começaram a achar seus pares e entrar na dança.
– Mãe, você poderia me acompanhar? – Henry estava super fofo em um terno infantil. Ele foi até Regina e estendeu sua mão para convidá-la. A prefeita abriu um sorriso enorme e foi com o filho até a pista.
Cora e Emma estavam observando os passos, cada uma admirava sua respectiva mulher.
– Ela é linda, não é? – Disse Emma olhando para Regina.
– Maravilhosa. – Cora respondeu olhando para Fiona.
Elas não se referiam à mesma pessoa, mas o sentimento era igual: estavam apaixonadas.
Cora foi se aproximando de Gold e Fiona e fez um gesto para que a loira a acompanhasse. Ela beijou o rosto do amigo e começou a dançar com a sua amada. As duas não eram um casal qualquer, definitivamente. Elas tinham classe. Eram chiquérrimas, estavam sempre finas e elegantes, formavam um par com classe.
Depois de alguns rodopios, foi a vez de Emma se aproximar de sua “família”.
– Garoto, você deixa eu dançar com a sua mãe um pouquinho? Já já a devolvo para você. – Ela riu e pegou o braço de Regina.
– Claro! – Henry respondeu todo contente. – Aliás, vocês fazem um belo casal. – Ele disse antes de sair da pista. As duas se olharam surpresas e riram da situação. Dançavam como se tivessem sido feitas uma para a outra. Emma conduzia os passos da prefeita, suas mãos estavam na cintura dela e seus rostos estavam próximos.
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As músicas de dançar em par acabaram. Logo começou a grande festa que Zelena havia preparado. O dj colocou sua melhor playlist para balada e os garçons começaram a transitar pelo salão. Regina logo puxou um deles e pegou uma taça de champagne para ela e uma para Emma.
– Um brinde. – Ela levantou a taça.
– E qual seria o motivo? – Emma perguntou sorrindo.
– Nós. – Regina bateu levemente sua taça na da loira e elas deram um gole.
Com Cora e Fiona não podia ser diferente, mas as duas preferiam algo um pouco mais forte. Cada uma pegou um drink (sendo o da ruiva gim tônica e o da loira whisky). Gold também pegou o seu copo e os três começaram a dançar.
Zelena e Ruby estavam aproveitando! Elas bebiam champagne e, a cada taça, um novo brinde. A maioria deles era para o casamento. Várias pessoas vinham cumprimenta-las e a animação do casal contagiava toda pista.
Todos dançavam, riam, conversavam, tudo ia muito bem, até que uma mulher de cabelo castanhos entrou no lugar. Ela logo se dirigiu a Emma para dizer “olá”.
– Emma. – A loira estava de costas e quando se virou sua taça escorregou de sua mão.
– Bella? – Ela estava surpresa, assim como Regina, que não tinha entendido o que foi aquilo.
– Você não respondeu meu e-mail, tive de vir conversar pessoalmente. – Ela tinha um sorriso sínico no rosto. – Será que podemos conversar?
Emma olhou para Regina, que não estava entendendo nada.
– Quem é ela, Miss Swan? – Seu ciúme já estava claro pelo tom que usou.
– Uma velha amiga. Se importa em me dar licença por alguns minutos? – Regina concordou com a cabeça e se virou para sair, Emma a puxou, na tentativa de um beijo, mas a prefeita deixou claro que não estava feliz e foi para o bar.
Emma e Bella foram até o lado de fora da casa e a morena acendeu um cigarro.
– Emma, eu vou ser direta. – Ela deu uma longa tragada antes de continuar. – É impossível você ter me esquecido em tão pouco tempo.
– Não faz pouco tempo, já são seis meses de que rompemos.
– Desde que você rompeu, né? – Ela enfatizou a palavra “você”.
– Você sabe que nunca daria certo. – Emma estava sendo sincera.
– Claro que daria! Nós tínhamos tanta coisa... — Nesse momento, Regina vinha se aproximando sem ser notada.
– Ah, é?! Então me fale pelo menos uma. – O tom da loira já era de irritação.
– Nós tínhamos isso. – Bella rapidamente puxou Emma para perto e a beijou.
Regina viu aquilo e ficou descompensada. Ela saiu andando em passos largos antes que pudesse ver Emma recuando e parando o beijo da outra. A prefeita foi para dentro e se sentou em uma mesa, pedindo ao garçom uma dose de whisky.
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– Regina, eu te procurei em todos os lugares. Para que sentar na mesa do canto? – Emma chegou brincando, mas logo parou ao ver os olhos da prefeita vermelho de tanto chorar. – O que houve?
– O que houve, Miss Swan? – Regina se levantou e ficou bem próxima da loira. – Da próxima vez que você quiser fazer alguém de palhaça dizendo coisas idiotas sobre o amor, escolha outra pessoa! – Ela falava entre os dentes.
– Que?! Do que você tá falando? – Os olhos verdes dela ficaram perdidos.
– De você beijando a sua amiga... – Fez uma pausa e respirou fundo. – Ou devo dizer: da sua ex-noiva, não é?
– Regina... – Emma ficou surpresa ao ouvir aquilo, as palavras começaram a falhar e nenhuma frase saia. – Regina... – A morena se irritou e se virou para sair andando, mas a mais nova segurou o seu braço. – Foi ela quem me beijou, eu não beijei de volta. Ela é louca!
– Louca fui eu de acreditar em amor verdadeiro. – Regina vociferou e saiu andando.
As duas não se encontraram na próxima hora. Emma tentou procurar a amada, mas ela desapareceu, não estava em lugar nenhum.
– Cora, por acaso você viu a sua filha? – Ela recorreu a mais velha, que já estava bem bêbada.
– Não, querida. Desculpe, não vi. – A ruiva riu sozinha. – Também estou procurando pela Fiona, se encontra-las, diga que estarei aqui. – Antes de acabar a frase, saiu rindo.
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– Meu amor, não chore. – Fiona secava as lágrimas de Regina, que já estava trêbada e chorava em seu colo.
– Fiona, você entende que eu não amo as pessoas. – Ela soluçava. – Quando me entrego, me machucam. É sempre assim, sempre!
– Oh, querida, não fale isso. Calma. Amanhã você conversa com Emma e tudo se resolverá, eu prometo. – A loira tentava acalmá-la.
– Você não pode prometer isso... – Seu olhar era triste.
– Não. Mas posso lhe dar um cigarro e colo, quer? – O tom otimista da mais velha fez Regina rir um pouco.
– Aceito os dois. – Ela pegou o cigarro e ficou ali no colo de Fiona.
A noite foi passando e ninguém mais encontrou ninguém. A festa estava cheia ainda, Cora já tinha bebido demais e Henry havia dormido em um dos pufes, então Emma avistou Fiona e correu ao seu encontro.
– Fiona! Você viu a Regina? – Ela indagou esperançosa.
– Vi. – Aquilo surpreendeu a loira. – Mas acho que ela não quer te ver. Leve Cora e Henry para a casa de vocês, eu cuido dela. – Fiona beijou-lhe o rosto como um sinal para que ela fizesse o que a loira tinha dito.
Emma, sem ter muito o que fazer, levou Cora e Henry para a casa de Regina. “A festa acabou”, ela falou para si mesma com uma lágrima nos olhos, enquanto dirigia.
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