Coming Home
25 Cry baby.
Notas iniciais
De manhã tudo estava mais claro. Cora foi a primeira a se levantar; ela olhou ao redor e não reconheceu o quarto onde estava, o que a deixou em pânico. A ruiva levantou da cama e foi até o corredor, notando que havia dormido na casa da filha. Ainda cheia de dúvidas, foi até o quarto de Regina e foi entrando balbuciando algumas palavras, mas parou ao se deparar com Emma dormindo sem a prefeita.
– Cora? – A loira abria os olhos devagar.
– Bom dia, Emma. – A mais velha já ia abrindo as janelas, deixando a luz do sol entrar. – Onde está Regina? Já acordou?
– Ah... – Ela colocou as mãos nos olhos por causa da claridade e deu um longo suspiro. – Regina está na sua casa.
– Ué, trocamos? – Cora riu ao fazer a piada.
– É complicado. Regina e eu brigamos, você estava muito bêbada, Fiona a levou para a sua casa e me pediu que te trouxesse para cá.
– Eu estava muito bêbada?! – Ela pareceu chocada com a informação. – Preciso parar com essas coisas. – Balançou a cabeça em sinal de reprovação para si mesma. – Vamos tomar café da manhã?
– Para ser sincera, estou sem fome. – O rosto de Emma estava abatido, mostrava o quanto ela estava triste com a situação toda. – Mas te acompanho.
As duas passaram no quarto de Henry, mas o menino dormia um sono profundo, deixando Emma e Cora com dó de acordá-lo. Elas foram até a cozinha procurar algo para comer. A loira foi abrindo várias gavetas e não conseguia encontrar nada.
– Que falta faz Regina nessa casa! – Ela desabafou.
– Falta por não encontrar as coisas? – Cora riu, afinal, fazia uma noite que a prefeita estava fora.
– Falta para a minha felicidade. – Uma lágrima escorreu do olho de Emma e ela logo enxugou.
– O que aconteceu ontem, Emma? – A mais velha se aproximou dela e segurou sua mão.
– Cora, é tão complicado... Regina é cabeça dura, você sabe. Quando ela coloca algo na cabeça, não há quem tire! – Elas riram.
– Eu sei bem. Espero que vocês se acertem, de coração. – Cora sorriu para a loira, que não aguentou e a abraçou para chorar. Ela tinha um choro triste, agoniado, como se nada no mundo pudesse consolá-la.
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– Bom dia, querida! – Fiona fumava um cigarro enquanto tomava sol. Ela usava um maiô vermelho, um chapéu bem grande (aqueles de praia com uma fita em volta) e óculos escuros. – Como está se sentindo?
– Péssima. – Regina apareceu usando um roupão e tinha uma cara típica de ressaca. – Como vim parar aqui?
– Digamos que você bebeu um pouco demais... – Ela riu. – Então eu lhe trouxe.
– Que bom que você estava lá! – A prefeita passou o pé pela água da piscina. – E minha mãe? Não a vi hoje.
– Sua mãe está com a Emma. – Fiona respondeu e deu uma longa tragada. – Vocês competiram para ver quem ficou mais louca ontem.
– Emma... – O rosto de Regina ganhou uma feição triste e decepcionada. – Emma não podia ter feito o que fez!
– Calma, meu amor. Vocês precisam conversar melhor sobre isso. – A loira tirou os óculos.
– Não há o que conversar, Fiona. Está feito. — Ela suspirou e se sentou ao lado da outra. – Posso pegar um cigarro?
– O que quiser. — A mais velha ficou encarando Regina por um tempo. – Eu sinto muito. Muito mesmo.
– Não sinta. Eu sabia que ia ser assim, mas insisti nessa loucura. O amor é uma fraqueza, não é? – Olhou nos olhos de Fiona e tudo o que carregava em seu próprio olhar era tristeza. A loira não respondeu, apenas lhe deu a mão.
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– Como se sente a nova Mrs. Mills? – Zelena acordou Ruby aos beijos.
– Incrível! – Ela sorriu ao ver que sua esposa estava ali. Puxou a ruiva e a beijou por um bom tempo. – É incrível poder te chamar de minha esposa agora.
As duas acordaram felizes. Finalmente agora eram um casal oficialmente. Namoraram um pouco na cama e resolveram descer para abrir os presentes. Zelena e Ruby chegaram no escritório e estava cheio deles; ganharam coisas para casa, jóias, louças finas, prataria, artigos de decoração, entre outras coisas. Aquele foi o passatempo das duas naquela manhã. Zelena avistou um envelope dourado no meio de tudo. – Ruby, você sabe de quem é isso? – A morena fez que não com a cabeça. A mais velha o pegou e, assim que abriu, teve uma surpresa: haviam duas passagens para a Grécia.
– Ruby, Ruby, olha isso! – Ela estava eufórica, sempre adorou viajar.
– Eu sei. – A mais nova sorriu. – E já temos um hotel com suíte presidencial. Feliz casamento, meu amor. Esse é o meu presente.
Zelena não se conteve em lágrimas e sorrisos. Ela não sabia se sorria, chorava ou beijava Ruby.
– Grécia com você vai ser lindo, Ruby! – Se aproximou de sua mulher e colou a boca em seu ouvido. – Sabe o que faremos? – Ela sussurrava, deixando a mais nova arrepiada. – Fazer amor com uma vista incrível... Ou, quem sabe, na vista. Na praia, nas pedras... – Ela ia falando e deixando Ruby com tesão. Quando a morena não aguento mais, deitou Zelena no tapete e se postou por cima dela, beijando o pescoço de sua esposa.
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Cora chegou em sua casa e logo foi falar com a filha.
– Regina, meu amor. – Ela abraçou a abraçou, afinal, sabia o que estava acontecendo. – Como você está?
– Estou triste. – Regina suspirou. – Isso é uma droga!
– Emma já deve ter saído da sua casa a essa hora. – Cora nunca foi de rodeios, sempre foi direta em sua fala. – Desculpa, mas eu tinha que falar.
– Ela vai para onde? – A prefeita ficou com os olhos cheios de lágrimas.
– Não sei, querida... Acho que para a casa da Snow ou a pousada da Granny.
Regina assentiu.
Depois de algum tempo, a prefeita foi para casa e encontrou tudo vazio. Passou por cada cômodo lembrando de Emma. Elas haviam feito amor em cada lugar dali, se amado, se comido, não importa o que fosse, Emma estava em todos os lugares. Sua presença ausente deixava Regina agoniada, como se alguém tivesse arrancado seu coração fora.
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Emma entrou na casa de Snow chorando. A amiga não entendeu nada, apenas a acolheu em seus braços e a deitou no sofá.
– Acabou, Snow! Acabou. – Ela soluçava sem conseguir falar direito.
– Calma, Emma... Tudo se resolve. – Mary Margareth colocou a cabeça da loira em seu colo e fazia carinho, falando num tom baixinho para acalmar a amiga.
As duas passaram o dia todo assim: Emma chorando e Snow confortando. Parecia que o dia inteiro havia amanhecido mais triste. O tempo foi se arrastando e a loira acabou pegando no sono. Snow saiu para passear (ela adorava fazer isso!) e deixou a amiga dormindo no sofá.
– Ding Dong –
Emma acordou com o barulho da campainha. Seus olhos ainda estavam inchados de tanto chorar. Foi atender a porta sem nenhuma emoção.
– Olá, Emma. – Seus olhos ficaram arregalados ao ver que aquilo não tinha ficado na noite anterior, ou melhor, no passado.
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