Coming Home
30 Revenge.
Notas iniciais
O dia amanheceu leve. O sol estava quente, mas a temperature era agradável. Emma foi a primeira a acordar e ficou olhando Regina, que dormia um sono tranquilo. Ela levou a mão até o rosto da prefeita e a acariciou com delicadeza.
– Emma... – Regina abriu os olhos vagarosamente e sorriu para a outra.
– Bom dia, meu amor. – A loira alcançou seus lábios. – Dormiu bem?
– Muito! – Ela se espreguiçou. – E você?
– Mais ou menos... Acordei várias vezes durante a noite.
– Ué, algum problema? – Regina a olhou surpresa.
– Não... Eu só estava um pouco aflita.
– Aflita com o que, querida? – A prefeita segurou-lhe a mão.
– Estar com você é tão bom… Sinto medo que algo de ruim aconteça. – Ela desviou o olhar para o chão.
– Oh, Emma. – Regina se aproximou da mais nova a abraçou. – Isso não vai acontecer. Eu prometo. – Ela olhava fundo nos olhos da outra. – Por falar nisso, eu preciso dar uma saída. – A morena se levantou a cama e foi se arrumar. Emma não entendeu nada.
Regina colocou uma calça social e uma camisa preta. E seus lábios foram coloridos com um batom vinho. Ela sempre usava vermelho escuro em ocasiões como essa.
Beijou Emma e saiu, antes mesmo que o resto da casa acordasse.
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– Olá, Bella. – Regina estava parada em frente a porta do quarto de Bella. – Como vai? – Tinha um sorriso cínico no rosto.
– Tudo ótimo, Regina. – A mais nova ficou um pouco desconcertada com a surpresa que teve.
– Não vai me convidar para entrar?
– Claro. – Bella saiu da frente da porta, dando espaço para a outra passar.
– Querida, ontem, quando você me fez um monte de provocações, eu não respondi nada. – Regina se sentou em uma poltrona e cruzou as pernas. – Mas sabe, eu também queria lhe dizer algumas coisinhas. – Ela sorria.
– Como quiser. – Bella tentou manter um tom superior e se sentou na cama.
– Você sabe onde eu estava agora pouco? – Ela provocou.
– Não faço ideia... – A mais nova deu os ombros.
– Na cama. – Regina levou o seu corpo para frente, se aproximando da outra. – Com Emma. – Falou quase sussurrando e voltou as costas para a poltrona, cruzando as pernas em seguida.
– O quê?! – Bella pareceu surpresa.
– Pois é, querida. – Ela sorria. – Ontem à noite você estava tão confiante que se esqueceu de uma coisa fundamental... – A prefeita fez uma pausa. – O amor. Sua prepotência te fez egoísta e você não enxergou Emma, só a vu. Não se pode prender borboletas, é preciso cuidar do seu jardim para que elas venham até você. Você não cuida, esse é o problema. Da próxima vez que for agir como uma louca, pense no que fará com Miss Swan. – Ela se levantou. – Era só isso. – Foi andando em direção a porta e a abriu. – Ah, e da próxima vez que for inconveniente, você vai se ver comigo. – Regina deu mais um sorriso cheio de sarcasmo e saiu, deixando Bella cabisbaixa e com lágrimas nos olhos.
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Quando Regina chegou em casa, todos estavam na cozinha. Fiona e Cora faziam panquecas.
– Eu quero mais uma da Fiona. – Disse Henry, que estava sentado na mesa com Emma.
– Qual é o problema com as minhas panquecas?! – Cora estava incrédula, mas as panquecas de sua mulher realmente eram melhores.
– Nada, vovó... É só que as da Fiona estão ótimas. – Ele coçou a cabeça, tentando se esquivar.
– Mãe, você deveria saber como cozinha mal. – Regina entrou rindo.
– Façam-me o favor. – Cora fingiu uma irritação e foi pegar suco na geladeira.
Henry correu até a prefeita e a abraçou. Emma sorria ao ver os dois juntos.
– Quer uma também, meu anjo? – Fiona ofereceu gentilmente uma panqueca a Regina e já foi levando até seu prato.
– Claro! – A morena se sentou em um lugar que já estava ali para ela.
– Onde você foi? – Emma estava curiosa desde cedo.
– Hummm... Que curiosa! – Regina brincou. – Coisas do trabalho que eu não tinha terminado ontem, nada demais. – As duas deram os ombros.
– Regina, preciso falar com você. – Cora se aproximou da filha.
– Pode falar... – A prefeita sorriu e fez uma cara de “não estou tampando sua boca hehe”.
– A Tinker ligou e vem para cá hoje. Ela vai fazer uma festinha e quer que você vá. Foi o recado que ela passou. – A mais velha falou e voltou a comer.
– Eba! Posso ir? – Henry foi o primeiro a falar. Ele adorava festas.
– Não, querido. Acho que será uma festa de gente grande. – Regina passou a mão pelo seu rosto, que estava tristinho. – Mas ok, mãe, nós vamos.
Emma sorriu ao ver que a morena respondeu por ela, como um casal de verdade. O café da manhã continuou todo alegre.
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