Coming Home
29 Nothing fails.
Notas iniciais
– Eu senti tanto a sua falta. – Emma tinha deixado sua cabeça cair sobre os ombros da morena. – Você não faz ideia como foi difícil vê-la ser tão cabeça dura e não poder fazer nada.
– Emma, me desculpe por estar tão equivocada. – Regina fazia carinho nos cabelos da outra. – Eu fiquei muito mal quando te vi beijando a sua ex... – Antes de pudesse continuar, a loira levantou a cabeça e colocou um dedo sobre seus lábios.
– Shhh... Ela não vai mais incomodar. Eu espero.
– Não, ela não vai. – A prefeita usou um tom firme.
– Uau! E como você tem tanta certeza? – Emma riu.
– Ela veio ter uma conversinha comigo durante o jantar... – Regina respirou fundo. – Mas sabe, Emma, tudo o que vai volta, não é mesmo? – Ela levantou uma sobrancelha.
Emma sorriu para a amada e a beijou. Elas ficaram matando a saudade por um tempo.
– Regina! – A mais nova de repente falou um pouco mais alto. — Sem querer ser chata, nem nada, mas você deixou o henry sozinho?
– Ah, pronto! – Regina riu. – Era só o que me faltava... Claro que não! Minha mãe e Fiona estão com ele. – Ela voltou a rir. Era engraçado vê-las cuidando juntas do garoto.
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Na casa de Regina, Henry se divertia com Cora e Fiona. As duas estavam há um tempinho procurando algo para beber e não achavam nada.
– Henry, você não faz mesmo ideia de onde sua mãe guarda as bebidas? – Cora perguntou indignada.
– Não... – O menino respondeu rindo.
– Sua mãe não está sendo uma boa anfitriã! – A ruiva balançou a cabeça negativamente.
Eles continuaram a procurar até que uma grande ideia surgiu na cabeça de Fiona.
– Cora, Cora! – Ela estava entrando no escritório quando chamou a outra. – É claro! Ela guarda as bebidas no escritório. – Disse apontando para uma parte do armário cheia de garrafas.
– Mas é óbvio! – Cora foi até o lugar depressa. – Como não pensamos nisso? – Ela logo começou a servir um pouco de whisky para cada uma delas.
Pegaram os copos e voltaram para sala. Henry ficou feliz ao notar que não precisaria mais ficar procurando nada. As duas se sentaram no sofá junto com o menino. Fiona, como de costume, sentou-se um pouco mais afastada e acendeu um cigarro. O três ficaram conversando por um bom tempo, até que o assuntou ficou um pouco mais complicado.
– Vovó... – Ele logo se corrigiu ao ver que a mais velha lhe deu um olhar de reprovação. – Cora! Você e Fiona sempre estão juntas. – Nessa hora a loira quase engasgou enquanto tragava.
– Hum. – Cora ficou esperando o fim da frase com um certo nervoso.
– Vocês são tão amigas assim? – Um suspirou foi ouvido pela sala.
– Sim, melhores amigas! – Fiona se apressou para responder, mas foi interrompida.
– Henry, não. – Cora começou a falar e pegou a mão do menino. – Você já tem idade para entender... Não vou mentir. – Fiona engoliu seco. – Eu e Fiona somos um casal.
– Um casal? Como você e meu avô eram?
– Não, querido. – Ela riu. – Um casal, mas diferente do que eu tinha com o seu avô. – A ruiva explicou toda a sua história para o neto.
– Sabe de uma coisa? – Henry se aproximou da avó. – Eu acho que vocês são lindas juntas! Amor é amor, certo? Nunca vou deixar de amá-la por isso.
– Henry... – Aquilo a tocou profundamente, seus olhos se encheram de lágrimas. – Eu sinto muito orgulho de ser a sua avó. – Ela o abraçou com força.
Regina e Emma chegaram juntas nessa hora.
– O que eu perdi? – A prefeita perguntou rindo.
– A minha avó me contou que ela e Fiona são um casal. – Fiona, por falar nisso, estava morrendo de vergonha.
– Ah é?! – Regina gaguejava. – E o que você achou disso?
– Eu apoiei, ué. – O menino beijou-lhe o rosto e deu os ombros. A morena abriu um sorriso enorme. – Mãe? – Henry se dirigiu a Emma. – O que faz aqui?
– Oi, garoto... – Ela se dirigiu ao filho e o abraçou. – Eu vim te ver!
Emma e Regina se juntaram aos três e ali ficaram conversando por um tempão, até Henry adormecer no sofá e ser levado para o quarto.
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– Então ele aceitou numa boa? – Regina sorriu ao perguntar.
– Aham. – Fiona concordou. – Você precisava ter visto, querida... Foi uma graça!
– Foi incrível! – Cora quase voltou a se emocionar. – Esse menino tem um coração tão bom!
– Então você fez um ótimo trabalho. – Emma se aproximou de Regina e a abraçou. – Eu sabia que não seria diferente. – Beijou-lhe os lábios, o que fez Cora e Fiona rirem.
– O quê?! – Regina olhou para as duas surpresa.
– Nada... – Cora deu os ombros brincando.
– Vocês brigam, brigam, brigam e se dão tão bem! – Fiona piscou para as duas.
Emma e Regina se abraçaram e deram um selinho.
– Fazer o que, né? – A loira riu.
Aquela foi uma noite gostosa. As mais velhas resolveram ficar para dormir, assim como Emma.
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– Regina, você se importa se a gente só dormir? – Emma se aproximou da morena e abraçou-a por trás.
– Não, Miss Swan. – Ela riu. – Eu também estou cansada. Nunca me ocupei tanto em uma semana.
– Eu entendo. Também estou correndo com as coisas da loja. – A loira bocejou.
– Amanhã você me conta tudo sobre isso. Agora preciso dormir, tenho que acordar cedo. – Ela segurou o braço da mais nova e começou a fazer carinho.
– Cedo? Mas é sábado...
– Tenho alguns negócios a tratar. Não se preocupe, não é nada demais. – Regina virou para a outra e a beijou. – Boa noite, Emma.
– Boa noite, Regina. – Ela respondeu e a prefeita voltou a ficar de costas em seu abraço. – Eu te amo. – Ela sussurrou no ouvido de Regina, que sorriu.
– Eu te amo, Miss Swan.
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