Coming Home
35 Lucky star.
Notas iniciais
Emma e Fiona pediam bebidas variadas. Iam tomando como se fosse água, sem se lembrar que cada uma possuía uma quantidade considerável de álcool. O celular da mais velha começou a tocar, ela ficou algum tempo procurando na bolsa e parou de tocar.
– Droga! – Ela estreitou os olhos ao encarar a tela do aparelho. – Cora. Era Cora.
– Ihhhhh! – Emma tinha um tom de embriaguez incrível.
– Ihhhhh! – Fiona repetiu e elas riram.
– Liga de volta... Ela sabe que você está aqui?
– Não...
– Fiona! – A mais nova tentou usar um tom sério, mas foi em vão. – Ela deve estar preocupada,
– Eu estou. – Nesse momento, Cora apareceu perto da mesa, deixando a irritação transparecer em sua expressão.
– Cora? O que faz aqui? – Fiona se surpreendeu ao vê-la ali.
– Vim te buscar. Você sumiu... Eu fiquei preocupada.
– Eu não sumi. Eu só vim conversar um pouco com a minha nova amiga Emma. – Ela apontou para a mais nova que sorria.
– Eu conheço Emma, querida... – Cora riu ao ver o modo com as duas falavam. – Você quer conversar? – A ruiva se aproximou da amada e sentou-se ao seu lado.
– Amanhã. Hoje eu só quero saber o que você quer beber. – Ela deu-lhe um beijo no rosto.
– Já que você insiste... – Cora chamou o garçom de pediu algo. – Regina está em casa? – Dirigiu-se a Emma.
– Sim. – Ela respondeu calmamente. – Ficou vendo um filme com Henry. Se bem que agora já deve estar dormindo. – Concluiu. – Aliás, que horas são?
– São 3h40, querida. – A ruiva olhou para o relógio e respondeu.
– Nossa! – Emma ficou chocada. – Mas já?! – Ela arregalou os olhos.
– Sim.
– Regina deve estar preocupada! – A loira pegou o celular na bolsa e viu que estava sem bateria. – Droga! Meu celular ficou sem bateria.
– Emma. – Fiona pegou a mão da mais nova tentando acalmá-la. – Ela teria me ligado. Não se preocupe.
– É... – Ela assentiu. – Bom, mas de qualquer jeito, acho melhor eu ir indo. – Emma fitou as duas mulheres a sua frente e sorriu. – Vocês tem muito o que conversar. – Começou a mexer na carteira.
– Querida, me respeite! – Fiona a impediu de continuar segurando-lhe as mãos. – Você é a minha convidada. Por favor.
– Ok. Mas na próxima você será a minha. – A loira ergueu a sobrancelha.
– Combinado.
Emma se levantou e beijou as duas. – Lembre-se: qualquer coisa que precisar, você tem uma amiga aqui. – Sussurrou no ouvido de Fiona, que levantou e a abraçou.
– Obrigada, Emma. Por tudo.
Elas se despediram e a mais nova foi em busca de um táxi.
+++
– De onde veio essa amizade com Emma? – Cora não tinha um tom desconfiado, apenas surpreso. As duas já haviam deixado o bar e andavam tranquilamente pelas ruas de Storybrooke.
– Eu precisava espairecer hoje e acabei falando com ela... – Fiona acendeu um cigarro. – Emma é uma boa pessoa. Tem um coração enorme.
– Para Regina se apaixonar por ela, deve ser mesmo. – Elas riram. – O que te afligia? – Cora parou e fitou o rosto da outra.
– Não era nada. – A loira virou o rosto e tentou continuar a caminhada, mas foi segurada pela outra.
– Era sim.
– Cora... – Elas estavam a alguns centímetros de distância. – Talvez eu nunca seja capaz de esquecer tudo o que houve entre nós no passado.
– De onde veio isso? – Cora franziu a testa.
– Eu vi o modo como você olha as fotos de Henry... – Ela deu uma longa tragada. – Isso me traz lembranças ruins. Eu consigo sentir a dor viva em mim até hoje. – Seu olhar era triste.
– Fiona, é claro que eu olho as fotos com carinho. – A ruiva suspirou. – Querendo ou não, eu e Henry tivemos uma história. Ele é o pai das minhas filhas, foi meu marido por anos... – A loira já tinha seus olhos cheio de lágrimas e respirava fundo para não deixa-las cair. – Eu tenho um carinho enorme por ele e sempre terei. – Fiona desistiu de tentar conter o choro e abaixou a cabeça. – Mas eu nunca tive uma coisa com ele. – Cora fez uma pausa e pegou a mão da outra, levando ao seu peito. – Isso. – Seu coração batia acelerado. – Isso eu só tenho com você.
Fiona puxou a outra para mais perto e a beijou. As línguas se entrelaçavam com calma, seus corpos colados se desejavam. O beijo foi suave, doce. Cora passou as mãos pelos cabelos e da outra e depois pelo seu rosto quando fizeram uma pausa. Ela se aproximou do ouvido de Fiona. – Eu amo você. Sempre amei e sempre vou amar. – Sussurrou e a abraçou em seguida.
+++
Emma chegou e Regina dormia no sofá. Seu óculos estava apoiado no nariz e um livro aberto estava caído sobre sua barriga. A loira ficou olhando-a por um tempo. Ela agradecia mentalmente pela sorte de tê-la. Regina era, de longe, a melhor coisa que acontecera em sua vida. Regina e Henry. Ela se aproximou do sofá e se sentou ao lado da morena. Colocou suas mãos nos rosto dela e o acariciou ternamente.
– Emma. – A prefeita abriu os olhos aos pouquinhos, dando algumas piscadas e depois os esfregando. – Acho que adormeci... Que horas são?
– Tarde. – Emma disse com calma e se inclinou, dando um beijinho na boca da outra.
– Vamos para a cama?
– Podemos ficar aqui só um pouquinho? – A loira deitou no colo da outra e abraçou. Elas ficaram assim por algum tempo. – Sabe, Regina, eu não sei o que aconteceu no passado ou o que acontecerá no futuro. – Ela fez uma pausa e respirou fundo. – Mas quero que saiba que o presente é muito importante. Estar com você hoje, aqui, agora, é muito importante para mim. Eu espero, do fundo do meu coração, que a gente nunca se separe, porém, se isso acontecer, saiba que... – Ela parou de falar e se levantou, estendendo a mão para puxar Regina.
– Saiba que? – A mais velha perguntou confusa. Emma não disse nada, apenas a puxou para a varanda, postando-se atrás dela e entrelaçando seus braços na cintura da outra.
– Saiba que você sempre me terá. – Ela apontou para uma estrela. – E, se eu não estiver aqui fisicamente, olhe para aquelas estrelas. – Seus dedos mostravam as Três Marias. – Sempre que estiver perdida, Regina, saiba que eu, você e Henry estaremos juntos. Em qualquer lugar do mundo você poderá nos ver. Se estiver com o coração escuro ou perdido, olhe para lá e você vai se lembrar.
Regina não conseguiu responder nada. Ela ficou olhando as estrelas e segurou os braços de Emma com força. Seu rosto estava cheio de lágrimas, ela podia sentir aquela emoção percorrendo cada parte do seu ser. Ela podia sentir Emma percorrendo cada parte do seu ser.
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