Coming Home
36 Falling free.
Notas iniciais
A terça- feira começou agitada. Regina já tinha ido para a prefeitura e Henry para escola, o que fez Emma concluir que já era tarde.
– Droga! – Ela olhou para o celular e havia duas ligações perdidas de Snow e uma de Fiona. – Ela se arrumou rápido e pegou uma maçã para levar à loja.
Chegou as pressas, Mary Margaret esperava limpando algumas estantes que haviam sido colocadas mais cedo.
– Emma! Você está duas horas atrasada... Já coloquei as prateleiras. – Snow nunca se zangava, ela fez apenas um comentário e sorriu.
– Me desculpe. – A loira foi passando pelas prateleiras e admirando-as. – Acabei saindo com a Fiona ontem e fui dormir tarde.
– Sem problemas. – A outra deus os ombros. – Hm... Emma, precisamos conversar. – Snow pegou uma garrafinha de água que tinha na mesa e se sentou no sofá.
– Diga... – O tom de Emma era desconfiado.
– O empréstimo do banco foi negado.
– O quê?!
– Passei lá pela manhã e eles disseram que já havia mais gente na fila... Enfim, não vamos conseguir nosso empréstimo, sendo que... – Antes que acabasse de falar, Emma completou.
– Já gastamos bastante dinheiro. – Levou as mãos à cabeça em sinal de preocupação. – Droga, Snow! O que faremos?
– Fique calma... Vamos achar um jeito. – O tom da morena era calmo, mesmo ela estando nervosa.
– Incomodo? – Fiona entrou na sala e viu as duas preocupadas.
– Não, magina. – Emma a cumprimentou, seguida de Snow.
– Aconteceu alguma coisa? – A mais velha perguntou preocupada.
– O banco negou o nosso pedido de empréstimo. – A loira disse chateada.
– Uau hein?! – Fiona riu da situação.
– Desculpa, mas o que tem engraçado nisso? – Snow não entendeu o motivo da risada da outra.
– Dinheiro não é uma coisa que merece nos deixar com rugas. – Ela piscou para as duas.
– Não quando não se tem... – Emma disse enquanto andava em círculos pela sala.
– Mas eu tenho. – Fiona deu os ombros e começou a mexer na bolsa. – E o que não tenho aqui é algo para fazer. – Ela riu de novo e acendeu um cigarro que tinha pegado. – Podemos unir o útil ao agradável. – Piscou para as duas.
– Como assim? – Snow perguntou confusa.
– Querida, pense um pouquinho... – Ela suspirou. – Eu entro com o dinheiro e vocês com a arrumação. Seremos sócias. Assim vocês consegue a quantia que precisam e eu algo para fazer aqui. – Riu.
– Fiona. – Emma e Snow suspiraram juntas. – Você quer mesmo fazer isso? – A loira quase tropeçava nas palavras de tanta felicidade.
– Sim, querida. – Fiona sorriu.
– Então temos um trato. – Emma estendeu a mão para a mais velha, que a cumprimentou.
A parceria estava feita.
+++
– Emma, cheguei! – Regina chegou em casa e logo chamou pela outra.
– Oi, mãe! – Henry foi o primeiro a aparecer, correu para a morena e a abraçou.
– Oi, querido. – Ela retribuiu o abraço e beijou-lhe o rosto. – Como foi o seu dia?
– Foi... Entediante. – Ele deu os ombros. – E o seu?
– O oposto. Foi super corrido. – A prefeita olhou para as escadas e Emma descia vestida em um roupão de seda branco. – Oi, meu amor. – Ela se aproximou com um sorriso enorme no rosto e a beijou.
– Meu amor? – Emma riu. – Quer pedir alguma coisa é?
– Não, Miss Swan. – Regina recuperou o tom sério de sempre e depois riu.
– Eu adoro esse seu tom autoritário. – A mais nova sussurrou em seu ouvido, deixando a outra arrepiada.
– Emma! – A prefeita corou por causa da presença do filho ali.
– Ai, vocês duas... – Henry deu risada ao ver sua mãe com vergonha. – Vamos jantar? Estou morrendo de fome!
Os três se dirigiram à mesa e foram comer. O jantar foi tranquilo, conversaram sobre o dia de cada um, reclamaram do macarrão de Emma, que, diga-se de passagem, nunca seria igual ao de Regina e riram bastante. Depois foram ver um pouco de televisão, mas Henry insistiu para que jogassem algum jogo de tabuleiro. Ele adorava. O jogo escolhido foi “Jogo da Vida”.
– Regina, você não pode ficar escolhendo as profissões. Tem que ser a primeira que cair. – Emma insistiu.
– Miss Swan, você nunca mudou de ideia quanto ao que queria fazer da vida? – A morena ergueu uma das sobrancelhas.
– Já, mas... – Ela não conseguiu completar a frase.
– Pois então, meu pino também tem dúvidas, oras!
Henry morreu de rir ao ver as mães competindo. Emma, assim como ninguém, não gostava de perder. Regina era Regina, queria ganhar sempre. Houve alguns desentendimentos por conta disso, só que as duas acabaram facilitando para que o menino ganhasse. Por mais que fossem competitivas, não conseguiam lidar com a carinha desanimada de Henry.
– Foi muito detonar as duas! – Ele provocou em um tom de brincadeira.
– Você não detonou... – Regina ia começar a responder, mas foi surpreendida com a mão de Emma segurando a sua. – Sim, querido, você detonou. – Eles riram.
– Eu acho que vou dormir. – Henry já estava caindo de sono. Ele se levantou do chão, pois jogavam na mesinha de centro da sala, beijou as duas e subiu para o quarto.
+++
Regina foi buscar um vinho para beberem. Emma continuava sentada no chão e sorriu ao ver a mulher chegar com as duas taças.
– Estamos em uma ocasião especial, por acaso? – A mais nova perguntou ao ver que era um dos vinhos mais caros de Regina.
– Miss Swan... – Ela se abaixou e se sentou no colo da loira
Regina começou a beijar Emma. Ela ia movimentando o corpo lentamente, fazendo com que os sexos se encostassem toda hora. A morena deslizou os dedos pelos ombros da outra, descendo a alça da sua blusa, seguindo o percurso dos dedos com a sua língua e dando algumas mordidas, o que fazia Emma suspirar e perder toda a sua concentração. A prefeita voltou a boca ao pescoço da outra e beijando aquela região lentamente, fazendo um caminho para baixo até encontrar o seio da loira e começar a chupá-lo. A mais nova respirava com dificuldade, antes mesmo de sentir a mão de Regina abrindo sua calça e descendo o rosto pela barriga de Emma. Tirou o jeans por inteiro e deu um beijo suavemente no sexo molhando, ainda com a calcinha, da outra.
Regina fez com que o sexo de Emma ficasse completamente desnudo, afastou as pernas de sua mulher e logo começou a chupá-la. Movimentava a língua pelo clitóris, vez ou outra enfiando-a dentro de sua vagina. A loira respira com dificuldade e Regina colocou dois dedos dentro dela, que tomou um susto excitante, mas se decepcionou ao ver que a outra logo tirou.
– Regina... – A prefeita se abaixou e colocou um dedo sobre sua boca para que ela se calasse.
Foi levantando devagar e tirando a blusa de seda preta que usava, prendendo totalmente a atenção de Emma, que a olhava com um olhar fascinado. A morena foi até uma caixinha de som que tinha na sala e colocou para tocar “Drunk in Love”, da Beyoncé. Retornou a posição em frente a mais nova e voltou a fazer seu strip-tease. Deslizou a alcinha de sua blusa lentamente, rebolando conforme o ritmo da música e chupando seu dedo antes de jogar a peça de roupa no colo de Emma. Ela desabotoou a saia e ia descendo as mãos, puxando-a para baixo, enquanto seu quadril ia de um lado para o outro. Virou de costas e deixou que o seu rebolado seguisse o que tocava no momento. Quando a saia já estava um pouco acima do joelho, Regina a desceu totalmente e fez o mesmo com seu corpo, sentando no colo de Emma e rebolando com certa força no colo da loira, que tentou beijá-la, mas foi em vão, pois a prefeita mais uma vez a afastou e levantou.
Regina usava um conjunto de roupas intimas todo feito de renda preta e sapatos Loubotin pretos com a clássica sola vermelha. Ela continuou fazendo uma dança sexy, passando as mãos em suas próprias partes íntimas. Se ajoelhou na frente de Emma e colocou a mão dentro de sua calcinha, rebolando ao mesmo tempo em que simulava uma masturbação.
O sexo da loira estava encharcado e ela o contraia a cada movimento que Regina fazia. A prefeita tirou seus dedos molhados de onde estavam e os chupou, mantendo o olhar cruzado ao da mais nova, que se deliciava com aquilo. A morena ficou de quatro e foi engatinhando em direção a Emma, colando seu corpo no dela e passando a mão pelo seu sexo. Direcionou os lábios para o pescoço da loira e passou a língua suavemente por ali, deixando a pele da outra toda arrepiada. Suas bocas se encontraram e elas começaram um beijo quente. De repente, Emma soltou um gemido fervoroso dentro da boca da outra. Regina havia penetrado-a com quatro dedos sem nenhum aviso prévio.
A prefeita passou sua perna pela coxa de Emma, se sentando em cima dela e começou a estoca-la com força, ao mesmo tempo em que o beijo continuava. Com o dedão fazia movimentos em seu clitóris, enquanto os outros quatro penetravam aquela vagina excitada. Regina rebolava na perna da loira com força, pressionando todo seu corpo para baixo. Emma, ao perceber aquilo, levantou um pouco sua coxa, aumentando o contato.
As duas gemiam dentro de suas bocas e enlaçavam suas línguas, até que Emma interrompeu aquilo tombando sua cabeça para trás e soltando um grito baixo. Regina sentiu o orgasmo da outra escorrer por seus dedos e logo gozou junto com ela, deixando a perna de Emma toda melada.
As duas se deitaram sobre o tapete satisfeitas. Emma deitou por baixo e Regina em seu peito.
– Las Vegas. – Regina sussurrou no ouvido de Emma, que sorriu animada com a ideia.
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