Coming Home

48 Love makes the world go round


Notas iniciais
Gente, é o seguinte: esse é o penúltimo capítulo de "Coming Home". Não se preocupem (ou se preocupem haha), eu já estou começando a escrever a próxima e devo postar ainda essa semana. Talvez vocês achem meio nada a ver as coisas desse capítulo, mas, no final entenderão o motivo de ter feito tudo isso. Como deu para notar, o nyah não postou todas as minhas "notas do capítulo" e nem as "notas finais", mas fica aqui meu agradecimento e amor pela Nath. Eu escreveria mais quase 50 capítulos de novo para receber uma recomendação tão linda e doce quanto a sua. Espero que gostem.

O lugar estava lindo. Taças e mais taça de champagne eram servidas, assim como copos de whisky, cosmopolitan, mojito, gim, martini e muitos outros, acompanhados de diversos canapés com caviar, vitela, carpaccio etc. Emma estava com um macacão de cintura alta bem delineada, inteiro na cor creme, com alguns swarovskis formando delicada linhas em seu colo; o cabelo estava com um rabo de cavalo alto, mostrando bem o rosto destacado com maquiagem nude e batom barrom fosco. Estava linda. Parecia uma profissional extremamente glamorosa e sentia assim. Ela nunca havia tido algo só seu, fazia alguns trabalhos diferentes, só não se fixava em nenhum lugar.

Regina chegou às 21h em ponto, sem nem se quer um minuto de atraso. Veio com uma calça preta de cintura alta, blusa branca de seda e um terno todo creme, com uma risca preta na parte da frente. E saltos, é claro! Ela entrou acompanhada de Henry, que escondia as mãos para trás. Logo que Emma os viu, foi recebe-los.

– Meu amor! Henry! – Deu um selinho demorado em Regina e um beijo estalado na bochecha do filho.

– Sem atrasos, viu só? – Regina brincou e depois pigarreou, cutucando Henry.

– Ah, claro! – Ele tirou um dos braços de trás de si e entregou um lindo buquê de rosas vermelhas para Emma. – Meu e da minha mãe para você. – Piscou para Regina, que sorriu.

– Nossa! – Ela levou as mãos ao rosto e sorriu contente. – Eu amei! – Abraçou os dois e os encheu de beijos.

Henry logo avistou Granny, que chegara há pouco, e correu para falar com a mais velha. Eles passavam bastante tempo juntos e eram a melhor dupla de truco da cidade.

– Está tudo impecável, Emma. – Regina a puxou mais para perto pela cintura. – Você fez um trabalho incrível aqui.

– Você gostou mesmo, Regina? – Seu rosto denunciava a ansiedade pela resposta da mulher, que fez um gesto positivo com a cabeça.

– Eu amei. – Sussurrou.

– Fico tão feliz com isso... Fiz cada detalhe pensando “será que a Regina vai gostar?” – Riu timidamente.

– Olha só! Que graça, meu amor. Eu amei!

– Não, é sério... Quando cheguei aqui, reparei muito no seu bom gosto com tudo o que te rodeava e essa foi uma das coisas que me fez ficar tão encantada por você. – Deu outro sorriso tímido.

– Emma... Nunca me falaram isso. Muito pelo contrário, sempre admiraram muito o bom gosto da minha irmã. – Ela riu.

– Pois o seu te descreve perfeitamente. – Emma se aproximou e a beijou ternamente. Elas iam para o centro da festa, quando Regina segurou o braço da loira.

– Já eu, quando te vi, já adorei esse corpo incrível... Especialmente isso aqui: — Agarrou a bunda de Emma. – Sabia desde o principio que queria isso aqui na minha cama. – Sussurrou com voz sexy no ouvido da loira, que ficou vermelha de vergonha. – Você tem razão, sempre tive bom gosto. – Deu um tapinha na sua traseira e elas adentraram o local, rindo.

+++

O fotógrafo contratado correu para a porta e começaram os flashes. Fiona e Cora haviam chegado e estavam divinas. Fiona usava um vestido longo e, por incrível que pareça, resolveu abandonar o preto usual e a cor era azul navy; um colar de diamantes cobria seu colo e combinava perfeitamente com o pequeno par de brincos, também de diamante, que era possível ser visto só em uma das orelhas, visto que seu cabelo estava inteiro para o lado. Cora usava um vestido preto com decote generoso, deixando todo o seu colo a mostra, mas, diferente da loira, não havia nenhum colar, apenas um broxe enorme feito de diamantes e esmeraldas. As duas estavam deslumbrantes e sorriam feliz para as fotos do fotógrafo.

– Aproveite para tirar muitas fotos, querido, logo, logo não estaremos mais aqui. – Ela piscou, resultando em olhares espantados por parte de Emma e Regina.

– Como assim? – Perguntou Emma, cumprimentando as duas.

– Nós vamos fazer a coisa que mais amamos na vida! – Cora não conseguia parar de sorrir.

– Vamos viajar... Não só viajar, daremos a volta ao mundo. – Fiona também não conseguia conter sua alegria. – Esse foi um plano que fizemos quando namoramos pela primeira vez.

– Faz muuuuuito tempo. – Brincou Cora.

– Isso não precisa ser lembrado, querida. Assim você me fará dar a volta ao mundo com o meu cirurgião plástico. – Elas riram.

– E quando irão? – Foi a vez de Regina falar.

– Daqui a duas semanas. Preparem-se para sentir nossa falta. – Fiona disse, fazendo Emma ficar em choque.

– Duas semanas?! Mas já?! – A loira estava boquiaberta com a notícia.

– Sim. Algum problema com isso, além da saudades, querida? – Fiona riu.

– Não... Não... – Emma gaguejou por alguns instantes e então pigarreou. – É que acabamos de inaugurar a loja e...

– Oh, querida. – Fiona se aproximou da mais nova e tomou-lhe um dos braços. – Não se preocupe. Aliás, eu fiz a loja para você e Mary Margareth... Foi uma diversão muito gostosa para mim, mas paciência não faz o meu tipo.

– Ah, claro! Inclusive, preciso que me passe algumas dicas então. – Emma acabou a sua fala e logo foi arrastando Fiona para um canto, deixando Regina e Cora conversando sobre a longa viagem das duas mais velhas.

– Fiona! Vocês não podem ir em duas semanas! – O tom de Emma era quase de desespero.

– Eu sabia que algo estava te incomodando! O que foi? – Foi a vez de Fiona.

– Lembra aquela pequena “festa” que eu estou preparando?

– Claro! Como não lembraria?

– Pois é! Mas ela será dentro de um mês! Não tem como vocês adiarem um pouco a viagem?

– Poxa, achei que não demoraria tanto! Não posso adiar, meu agente já reservou tudo no mundo inteiro, dentre isso carros, hotéis, a equipe do meu jatinho e tudo mais... – Viu Emma suspirar estarrecida. – Mas você pode adiantar a festa! – Piscou para a mais nova. – Eu te ajudarei com tudo e faremos isso dentro de duas semanas. O que acha?

Emma acabou cedendo e lá se foram discutir os detalhes de tudo.

Ruby e Zelena chegaram atrasada, como de praxe, mas trouxeram dois sorrisos tão alegres que compensavam qualquer atraso. Foram recebi como todas as outros pessoas e logo seguiram em ao meio do cocktail, onde tudo ocorria de forma tranquila e gostosa. Aquele clima intimista fez com que fosse uma das comemorações mais deliciosas do ano e o trio de “Alice” sabia daquilo.

De repente, um homem de smoking desceu de um Jaguar preto e começou a perguntar por Emma.

– Com licença, eu gostaria de falar com a Miss Swan.

– E qual é o seu nome? – Perguntou o segurança.

– Diga que sou representante da ONU.

+++

Emma foi recebe-los as pressas. Convidou-o para entrar e foram para uma área mais reservada.

– Desculpe chegar assim sem avisar, Miss Swan. – Disse o homem.

– Mrs. – Ela riu.

– Como?

– Agora eu sou Mrs. Swan. – Mostrou a aliança que possuía em seu anelar esquerdo com um sorriso generoso no rosto.

– Ah, claro! Perdão. Bom, Mrs. Swan, o que venho lhe dizer é em nome de toda a ONU (Organização das Nações Unidas) para você.

– Pois não. – Ela fez uma pausa para que ele continuasse.

– Você está sendo pessoalmente convidada para tomar um lugar na nossa Organização. – O queixo de Emma caiu.

– Eu o quê?! – Esfregou os olhos levemente para provar que não estava sonhando. – Como assim? Por quê?

– A tia de Alice. – Apontou para a placa da loja e riu. – Ela, por mais que não tenha dinheiro, é uma de nossas militantes mais ativas e abriu mão de seu salário por amar o que faz, mas, ainda assim, ela é extremamente dedicada e solidária. – Sorriu para a loira, ainda de boca aberta.

– Pois bem. Você tem três dias para me dar a resposta, mas considere com carinho.

Ficaram conversando por mais um tempo e, rejeitando o convite de Emma, o homem disse que havia muitos compromissos, mesmo já estando tarde.

Se despediram, mas antes que ele fosse embora, se virou e sussurou para Emma: Não pensei que uma recomendação dessa e vindo de quem é, é pouco. Será uma honra recebe-la. – Sorriu, virou-se e desapareceu.

Aquilo ficou martelando na cabeça da loira durante a noite toda. O cocktail foi correndo bem, conforme o planeja e esperado por Emma. Todos celebrando felizes aquela conquista das três mulheres. Posaram juntas para diversas fotos, riram bastante e, acima de tudo, desfrutaram uma noite que mereciam. Fizeram muito para que a loja “Alice” ficasse pronta.

Quando os convidados já estavam indo embora, eis que chega ninguém menos do que a própria Alice, surpreendendo a todos, principalmente Emma.

– Alice! – Ela deu um grito quase comemorativo.

– Emma. – A menina sorriu. Ela ainda estava um pouco machucada, andando com dificuldade, mas passava bem. – Como você está? – A cumprimentou.

– Eu estou ótima! Melhor agora que vejo bons resultados da sua operação! – Emma estava toda sorriente, seus olhos emocionados mostravam que seu coração estava agora em paz com aquela história toda que aconteceu em Las Vegas.

– Eu trouxe alguém comigo que queria te ver. – Após proferir essas palavras, Martin veio correndo para abraça-la.

– Emma! – Pulou em cima dela, distribuindo beijos por todo o seu rosto. Ela se emocionou ainda mais com a presença do menino.

– Martin me contou tudo o que você fez pela nossa ONG e, quando eu disse que viria te ver, ele praticamente me obrigou a traze-lo. – Alice riu.

– Fico feliz com isso! – A loira não parava de sorrir.

– Martin! – Regina o viu de longe e foi encontra-lo a passos largos, se abaixando e abraçando com força o menino. – Que saudade de você, pequeno!

Os dois ficaram se falando e Regina foi apresenta-lo a Henry.

– Alice, o diretor da ONU veio falar comigo. – A cara de Emma era confusa.

– Eu sei... Minha mãe falou sobre o que você fez para ele e disse que você mais do que merecia um lugar conosco.

– Mas o que eu faria exatamente?

– Você ajudaria, Emma. – A voz de Regina surpreendeu as duas. – Você ter um lugar significa que fará algo, qualquer coisa para ajudá-los.

– Não posso acreditar! – Alice ficou boquiaberta com a presença de Regina ali. – Regina Mills.

– Em carne e osso. – A morena riu.

– Você sabe que é praticamente uma santa na nossa organização, não é?

– Magina! Eu faço o que posso para ajudar. – Ela riu.

– Como assim? – Emma indagou, confusa com tudo aquilo.

– Emma, Regina tem um lugar na ONU e tem nos ajudado há anos a fio. Não falha nunca! Faz altíssimas doações, mesmo que só se reúna com todos uma vez ao ano.

Aquilo deixou Emma estranha. Não no mal sentido, mas, ao mesmo tempo que ficou chocada por não saber daquilo, seu coração palpitou mais forte ao descobrir algo tão bonito sobre a sua mulher.

– Por que nunca me contou, amor? – Dirigiu-se a Regina.

– Não sei, querida... Não costumo falar sobre isso. É algo que faço por generosidade e tenho medo de pensarem que é para aparecer.

– Regina... – Emma se aproximou da morena. – Eu nunca pensaria isso de você! Muito pelo contrário, a cada dia que passa, fico mais e mais encantada com cada detalhe que descubro sobre você. – A deu um beijo doce.

– Howard convidou Emma para ter uma cadeira nas reuniões anuais. – Alice falou para Regina, que sorriu.

– E você aceitou, meu amor?

– Bom, eu não sei... Eu... – Foi interrompida por Regina.

– Você sabe, Emma. Eu sei que você sabe, porque a resposta está aqui. – Colocou a mão no coração de Emma. – Não tenha medo.

– Mas ter uma cadeira é algo tão fixo e tão... – Mais uma vez foi interrompida.

– Não tenha medo, meu amor. – Regina segurou a mão da loira, que deixou uma lágrima escapar.

Emma sentiu-se segura com aquele toque. É claro que o toque era apenas um detalhe, o que a fez se sentir segura, ou melhor, quem a fez se sentir segura foi Regina. Emma Swan, diferente da maioria das pessoas, não tinha medo do mundo, afinal, ela sempre foi uma pessoa corredora... Ia de lá para cá, deixando um pouco em cada canto. Entretanto, dessa vez era diferente. Descobriu e se apaixonou pela pessoa e pela vida não queria um pouco dela, queria ela. Se sentiu querida, se sentiu amada. Emma, agora, já não tinha mais medo. Ela tinha Regina e Henry, uma vida inteira pela frente e, mesmo sem imaginar que algum dia isso aconteceria, se sentiu mais feliz do que em qualquer lugar espetacular que já teve antes. Se sentiu em casa.

Regina, por outro lado, sempre foi segura. Não segura de si, ela tinha uma vida segura, toda padronizada e escalada de acordo com a sua zona de conforto. Conhecer Emma a tirou totalmente desse mundo que havia construído só para alguns. Regina Mills, que antes tinha medo do mundo e da sua presença do mundo, passou a não ter. Deixou para trás o medo de mostrar seu coração, afinal, sentir, sejam coisas boas ou ruins, é incrível. Sentir é o que nos faz humanos, é o que nos faz sentirmos vivos. Emma foi, aos poucos, abrindo seu coração para aquele mundo que viajara tanto. Deixou de lado o pavor do amor, trocou por amor e simplesmente amor. Ela deixou-se apaixonar e amar infinitamente, sem colocar aquela linhazinha chamada “limite”.

Regina Mills e Emma Swan, eram tão diferentes, mas, no fundo, tinham dois corações iguais. Cada uma via a vida de uma maneira, lidavam com as situações de diversas maneiras e encontraram ali, em seus peitos, algo que as unia e as completava: o amor.

Notas finais
Por favor, comentem, favoritem, indiquem, recomendem e o que quiserem. Se quiserem me criticar ou elogiar, essa é a hora! hahah PERGUNTA: mantenho Cora e Fiona na próxima fic ou deixo nessa?