Coming Home
17 Live to tell.
Notas iniciais
Regina levantou a cabeça e ficou incrédula: Emma tinha acordado. Sua emoção transbordava pelos olhos, lágrimas de alegria e agonia corriam pelo seu rosto e paravam quando encontravam o enorme sorriso que ela emboçava.
– Emma. – Ela olhava surpresa para a outra. – Emma, você acordou, você voltou, você... – Sua emoção a interrompeu, as palavras falhavam. Ela se aproximou da mais nova e segurou-lhe a mão.
– Eu ouvi o que você disse. – Emma sorriu, falando bem baixinho, sua voz ainda estava fraca. – E gostei muito.
Regina ficou vermelha de vergonha, fazendo a loira rir:
– Emma! – Ela sorria. – Não ria! – A mais nova riu de novo, só para provocar. – Como você está se sentindo? Eu vou chamar o Dr. Whale...
A prefeita não sabia o que fazer. Se levantou da poltrona para ir chamar o médico, mas Emma a segurou pelo braço:
– Fica. – Ela quase sussurrava. – Fica aqui comigo, por favor.
Regina obedeceu. Ela retornou ao seu lugar e ficou fazendo carinho nas mãos da outra.
– Emma, eu fiquei com tanto medo... — A fala da mais velha foi interrompida.
– Então agora você não me chama mais de Miss Swan? – Elas riram. – Eu também tive medo, Regina. – Suspirou. – Não foi medo da morte, porque não a temo, mas pensei que nunca mais a veria, que nunca mais sentiria seu beijo, seus toques... – Os olhos das duas se encheram de lágrimas.
– Não se preocupe com isso agora, tá tudo bem. – A morena lhe sorriu. – Eu estou aqui e não irei a lugar nenhum. – Ela, cuidadosamente, se aproximou de Emma, a deu um abraço e beijou os lábios da loira com delicadeza.
– Mãe! – Henry entrou correndo e as duas se afastaram rapidamente. – Mãe! Você acordou! – Ele ia até a cama feliz, pulando.
O menino envolveu as suas duas mães, cada uma com um braço e as segurou bem perto.
– Agora sim eu tenho a minha família de volta. – Falou sorrindo.
– A sua família? Como assim? – Regina perguntou confusa.
– Ué, as minhas duas mães. – As duas se entreolharam aliviadas.
– Claro, claro. – Disse Emma.
– Podia ser assim sempre. – Henry não as soltou.
– Bom... – Regina olhou para os dois e levantou as sobrancelhas. – Miss Swan precisará de alguém para ajuda-la na recuperação. Ela pode ficar em casa...
Os olhos de Henry brilhavam e boca da loira denunciou o choque que ela levou com o convite.
– Eu... Eu... – Ela gaguejava.
– Você vai! – Henry respondeu por ela.
– Se é assim, então eu vou. – Ela olhou para a prefeita. – Se você não se importar, Regina, claro.
– De forma alguma. – Ela sorriu para a mais nova. – Será um prazer. – Seu olhar malicioso denunciava suas intenções.
Dr. Whale entrou no quarto e viu a família ali, abriu um enorme sorriso por Emma ter acordado.
– Emma! Bem-vinda de volta. – Ele a cumprimentou.
– Obrigada, Dr. Whale. Tive a ajuda de um ótimo médico. – Eles riram.
– Querida, você ficará alguns dias em observação e depois acredito que possa ir para casa.
– Quanto tempo mais ou menos? – Ela estava aflita para ir embora logo.
– Talvez uns dois dias. Ainda não sei ao certo, mas acredito que não mais do que isso. – Ele anotou algumas coisas em sua prancheta e saiu da sala.
– Miss Swan, tenho uma novidade para lhe contar! – Regina fofocando era algo inédito. – Zelena e Ruby irão se casar!
– O que?! Como isso aconteceu?! – A loira ficou chocada.
– Zelena acordou e Ruby não perdeu tempo, querida. – Elas riram.
– Mãe, a tia Zelena beija moças? – Henry também estava chocado.
– É... Sim... – Regina respondeu e olhou para Emma desconfortavelmente. – Você vê algum problema nisso, filho?
– Não, mãe. Eu acho que as pessoas precisam se gostar, isso basta. – Ele sorriu para a prefeita. – O amor é tudo que precisa para duas pessoas ficarem juntas.
– Muito bem, garoto! – Emma mexeu na cabeça dele e sorriu.
Henry foi contar a avó sobre Emma e saiu do quarto.
– Sabe, Regina – A loira pegou a mão da outra. – Eu vivi para viver isso. – Elas sorriram. Elas estavam felizes.
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