Coming Home
18 Open your heart.
Notas iniciais
Dois dias se passaram e Emma estava bem melhor. Ainda tinha alguns arranhões e machucados pelo corpo, claro, mas nada comparada a antes.
– Henry, você pode levar a minha mala até o carro, por favor? – Emma pediu para o filho, enquanto se despedia de Snow. – Snow, muito obrigada por tudo! Você é uma ótima amiga!
– Imagina, Emma. – Mary Margaret chorava. – Eu sentirei saudades.
– Ahh, como se eu fosse ficar fora pro resto da vida. – Ela brincou com a amiga. – Logo eu estou de volta, você vai ver. É só até eu me recuperar.
– Ah é, Miss Swan?! – Regina entrou bem nessa hora e perguntou com um tom desafiador.
– Claro, Regina. Esse é o nosso combinado. – Ela piscou para a morena.
– Snow, eu cuidarei bem da sua amiga. – A prefeita se dirigiu a Snow e sorriu ao lhe dizer aquilo.
– Disso eu tenho certeza! – Ela piscou para a mais velha e riu.
As duas ficaram constrangidas com a brincadeira de Mary Margaret. Passou algum tempo e finalmente Emma estava pronta para ir. Se despediram da amiga e seguiram rumo a casa de Regina. Henry não parava no carro, ele estava super ansioso para morar com as duas mães.
– Vai ser tão legal! Seremos como uma família! – Seus olhos brilhavam.
– Vai com calma, garoto. – Emma o interrompeu. – Eu só vou ficar lá até me recuperar.
– Eu e minha mãe não deixaremos você ir embora. – Ele era rápido nas respostas. – Não é, mãe? – Se dirigiu a Regina.
– Claro, Henry. – A prefeita sorriu com o canto da boca para a mais nova. Seu sorriso malicioso deixava qualquer um sem fôlego. – Claro que não.
Assim que chegaram, o menino ajudou as mães a descarregarem o carro. Emma não levou nada, afinal, ela não podia fazer nenhum esforço. Regina foi a primeira a entrar na casa; andava distraída, falando alguma coisa para os outros dois e nem percebeu a presença de Tinker na sala.
– Regina! – A loira gritou ao ver a amiga entrar. – Que saudades de você! – Ela correu para abraça-la. – Está voltando de viagem? – Perguntou apontando para as malas.
– Tinker! Que bom te ver. Você some... – Ela levantou uma sobrancelha. – Não, na verdade a... – Antes que pudesse responder, foi interrompida com a surpresa de Tinker.
– Emma! – Ela falou alto. – Agora você vai morar aqui? – Estava boquiaberta.
– Oi, Tinker. Quanto tempo. – Ela sorriu para a outra. – Vou ficar um tempo, só enquanto me recupero.
– Ah, claro, claro! – Ela se lembrou do acidente. – Como você está? A última vez que te vi, estava desacordada.
– Bem melhor! – Emma respondeu com um sorriso no rosto. – Vocês se importam se eu for deitar um pouco? Me sinto cansada.
– De forma alguma. – Respondeu Regina. – Henry, mostre o quarto para Miss Swan.
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– Reginaaaa, você nem me contou que tinham feito as pazes! – Tinker e Regina entraram no escritório da prefeita e fecharam a porta.
– Mas é claro, você viaja sem avisar. – A morena se encostou em sua mesa.
– Eu não posso viajar que tudo acontece. Tudo! – Ela falava gesticulando bastante. – Enfim, me conte! Você está planejando que Emma se mude de vez para cá?
– Olha, Tinker, eu não sei. – Ela suspirou. – Eu sinto algo muito forte por ela, mas eu tenho medo... Quase perde-la me deixou tão mal, não sei se quero passar por isso de novo.
– Regina, você precisa se arriscar. Só quem se arrisca por ser feliz. – A amiga se aproximou e fez carinho no braço da morena. – Você sabe disso.
– Eu sei. – Ela balançou a cabeça. – Eu sei.
– Ansiosa para o casamento de sua irmã? – Tinker bateu palmas. Ela amava festas.
– Normal. – Regina riu. – Você, pelo visto, está super, né?
– Sempre, meu amor. Sempre.
As duas não se viam há algum tempo, então ficaram ali papeando e matando a saudade.
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– Cora, eu quero um casamento simples. – Granny insistia nessa ideia, mas a mãe de Zelena se recusava a aceitar.
– Zelena e Ruby não são simples, Granny! Elas merecem algo maravilhoso. – A ruiva não iria parar até conseguir um casamento extravagante. – Você e eu temos dinheiro, podemos fazer isso para elas.
– Dinheiro não é o problema. – A avó de Ruby não gostava de exibicionismo. – Eu só acho que elas prefeririam algo menor.
– Então você não as conhece bem. – Fiona falou em tom de deboche, ela estava em pé com as mãos nos ombros de Cora, que sentava em uma cadeira. – Elas gostam de festas incríveis.
– Ah, Fiona, me desculpe, mas quem é você para palpitar? – Ela já estava irritada.
– A mulher de Cora, Granny. – Gold entrou na sala nesse minuto e respondeu. – Vai dizer que não percebeu? – Ele riu ironicamente.
– Ótimo, era só o que me faltava. Olá, Gold. – Granny estava impaciente já. – Bom, façam como querem, depois não venham me pedir conselhos. Eu avisei! – A mais velha pegou a sua bolsa e deixou a casa de Cora.
– Olá, minhas queridas. – Gold cumprimentou o casal. – Muito estresse? – Ele riu.
– Muito! Mas vai valer a pena. – Cora estava otimista.
– Escuta, Gold. – Fiona se pronunciou e acendeu um cigarro. – Você, que sabe de tudo, sabe se aquele rapaz Killian já acordou? – Ela deu uma longa tragada.
– Ainda não, Fiona.
– Uma pena! – Ela lamentou. – É triste, ninguém foi visita-lo.
– Cora, meu amor, não fique com dó. – Gold respondeu. – Ele não tem ninguém porque fez isso consigo mesmo.
– É verdade. – Cora concordou. – Gold, preciso de uns contatos seus para o casamento!
– Claro, como quiser. – Ele respondeu a amiga e ali ficaram durante a tarde toda preparando o casamento de Zelena e Ruby.
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– Finalmente, Bela Adormecida. – Regina disse ao ver Emma acordar.
– Regina! – A loira sorriu ao ver sua amada ali. – Você ficou a tarde inteira aí? – Ela esfregou os olhos, ainda sonolenta.
– Tempo o suficiente para me divertir com você dormindo. – Ela riu. – Você fala muito, sabia?
– Eu sei... – Emma foi se levantando devagarzinho com a ajuda de Regina.
– Vamos jantar? Eu fiz lasanha para nós três. – A prefeita ajudou a outra a ficar em pé. – Tá com dor? Posso trazer o jantar aqui também.
– Não, está tudo bem. – Ela sorriu. – Vamos jantar os três. Como uma família. – Antes que Regina respondesse, a mais nova beijou-lhe os lábios e ambas sorriam apaixonadas.
O jantar foi alegre. Os três conversaram e riram bastante. Henry contou sobre como achava sua escola chata, Regina contou que todos ficaram muito preocupados com Emma e Emma contou um pouco sobre sua vida antes de chegar a Storybrooke.
Depois de comer, a prefeita mandou Henry ir dormir, esse nem reclamou, ele realmente estava cansado. Se despediu das mães e subiu.
– Emma, você também está cansada? – Regina perguntou para a loira.
– Eu não sei como, mas sim. – Ela fez beicinho. – Dormi a tarde toda e ainda assim estou cansada.
– Claro, querida. Não se culpe, você está tomando vários remédios fortes para a dor. – Ela se aproximou da mais nova. – Venha, eu te levo para a cama.
Elas foram subindo as escadas devagar. Regina colocou Emma em sua cama e se despediu.
– Qualquer coisa que precisar, estarei no meu quarto. – Ela apagou a luz. – Boa noite, Emma. – Saiu fechando a porta.
Algum tempo se passou e Emma não conseguia dormir. Por mais que a vida dela estivesse dando certo, sempre sentiu um vazio enorme dentro de si. Era estranho para ela ter uma família, ter pessoas se importando com ela, aquilo não era sua zona de conforto. Se revirou de um lado para o outro, mas tudo em vão, ela não conseguiu pegar no sono de jeito nenhum. Então se levantou e foi até o quarto de Regina.
– Regina? – Emma entrou devagarzinho.
– Emma? – A prefeita estava lendo um livro. – Entre, entre.
– Desculpa incomodar, eu não estava conseguindo dormir. – Ela foi entrando. – Muitos pensamentos, muitas dores no corpo. Você pode me fazer companhia?
– Eu tenho uma ideia melhor. – A morena levantou da cama e ajudou a mais nova a se deitar. – Você dorme comigo esta noite.
– Regina, eu ainda estou com muitas dores. Desculpa. – A loira lamentou.
– Não, Emma, você dorme mesmo comigo. – Ela sorriu meio sem graça. A prefeita nunca foi carinhosa.
Regina deitou e um lado e Emma do outro. A prefeita apagou a luz. Passaram alguns minutos e um braço cruzou sua barriga. A loira abraçou a mais velha e deitou em seu peito. Todos os tormentos de Emma passaram naquele momento. Ela se sentiu segura nos braços da mulher que amava. Regina beijou-lhe a testa e sussurrou “boa noite, Emma.” em seu ouvido.
– Boa noite, Regina. – Ela sorriu no escuro. – Obrigada por estar comigo.
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