Coming Home
12 I'd rather be your lover.
Notas iniciais
Regina estava dormindo e Emma a observava, ela parecia calma, tranquila, seu sono estava pesado, coisa que não acontecia com ela há anos.
– Bom dia, meu amor. – Regina foi abrindo os olhos aos poucos e escutar aquilo que Emma disse a fez sorrir.
– Bom dia, Miss Swan. – A loira se aproximou da outra e beijou-lhe o rosto.
– Você nunca vai parar de me chamar de “Miss Swan”?
– Considerando a nossa situação atual... – Ela fez uma pausa. – Por enquanto não.
– Situação? – Emma se sentou na cama. – E qual seria? – Ela perguntou levantando uma das sobrancelhas.
– Ficantes. – Regina respondeu sem emoção. – Eu gosto de ficar com você, mas nada além disso. – Aquilo foi como um soco no estômago da loira.
– Ah, então se quisermos ver outras pessoas, nós podemos? – Seu tom era de pura irritação.
– É claro. – Regina sorriu.
Emma odiou o que ouviu, um calor cólero invadiu o seu corpo, ela pegou suas roupas e saiu apressada.
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Cora acordou com alguns raios de Sol entrando pela janela. Fiona tinha aberto a cortina. Ela estava com um hobby de seda preto, cabelos ligeiramente bagunçados, sentada no braço de uma poltrona e fumando seu cigarro. Conforme a luz refletia em sua pele, a deixava mais dourada, o que a deixou sexy.
– Já acordada? – Cora perguntou enquanto se espreguiçava. – Você nunca foi de acordar cedo. – Ela sorriu. Seu cabelo também estava um pouco bagunçado, ela deitava entre os travesseiros e um sorriso alegre lhe trazia uma aparência radiante.
– Cedo? – Fiona riu. – Já são quase meio dia, querida.
– Henry! – Cora pulou da cama, se vestiu e correu até o quarto em que o menino havia dormido, mas, ao invés de encontra-lo, deu de cara com um bilhete: “Vovó (essa palavra estava rabiscada) Cora, já fui para a escola. Amo você.” Cora pegou o papel e foi para a cozinha. Logo Fiona apareceu e ela ficaram ali comendo, conversando, se beijando, enfim, acabando com aquela enorme saudade de anos.
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Regina teve uma manhã agitada na prefeitura, cheia de reuniões e visitas. Ela olhou o relógio e os ponteiros marcavam um pouco mais de 13h, então foi para a escola de Henry busca-lo para almoçar. Ao chegar, encontrou Cora e Fiona, que também o esperavam.
– Mãe? – Regina dirigiu-se à ela e beijou-lhes o rosto. – O que faz aqui?
– Eu vim falar com o meu neto, não pode? – Ela falou na defensiva.
– Pode, claro, mas você não o viu está manhã mesmo? Aconteceu algo?
Antes que Cora pudesse responde-la, Henry chegou.
– A Cora acordou tarde hoje, então eu vim sem me despedir. – Ele sorria ingenuamente.
– Mãe, você nunca acordou tarde... – Antes de acabar a frase, ela olhou para Fiona. – Oh, claro, tá, entendi. – Ficou desconcertada pelo assunto ser a vida sexual da mãe. – Henry, que tal almoçarmos no Granny’s? – O menino ficou feliz com o convite e aceito, assim, todos foram para o restaurante.
Chegando lá, pediram uma mesa e esperaram Ruby vir atendê-los, por mais rica que sua família fosse, a avó a mantinha trabalhando para aprender o valor das coisas. Assim que a garçonete viu a família Mills ficou animada e correu para a mesa:
– Boa tarde a todos. — Ela não conseguiu esconder sua decepção ao notar que faltava alguém ali, mas ainda tinha esperança. – Zelena não vem?
Regina a olhou com uma falsa piedade, balançou a cabeça ironizando a morena:
– Pobre, Ruby, sempre esperando a minha irmã... Você nunca irá superá-la, querida?
– Regina, sempre um amor de pessoa. – Ela revirou os olhos. – Pelo menos eu tenho alguém para superar, já você...
Aquilo irritou a prefeita. Emma veio à sua cabeça, quer dizer, Emma não saia de sua cabeça. E, por falar no diabo, a loira entrou no restaurante; Regina fitou seus olhos nela.
– Mãe, mãe! – Henry gritou e acenou. – Senta aqui com a gente!
Emma se aproximou da mesa a cumprimentou a todos.
– Henry, não sei se é uma boa ideia... – Ela hesitou. – Vocês estão em família.
Ruby vinha vindo e escutou, sem perder a chance de alfinetar Regina falou:
– Ué, você também é! – E riu sozinha ao ver a prefeita bufar. Henry pediu mais uma vez e ela acabou ficando.
O almoço ocorreu bem. É claro que Regina e Emma não se olharam direito, mas de resto foi tudo tranquilo. Cora a Fiona foram as primeiras a irem embora, deixando os três ali.
– Regina, será que eu poderia passar a tarde com Henry? – A loira sorriu para a prefeita.
– Se ele quiser, eu tenho uma reunião daqui a pouco mesmo. – Ela deu os ombros.
Pagaram a conta e se foram.
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– Hook, a que lhe devo o prazer de marcar uma reunião para me ver? – Regina falou com um falso tom sério quando Killian entrou em sua sala.
– Um amigo não pode ficar com saudades? – Ele se aproximou e abriu os braços para abraça-la.
– Claro que pode! – Eles se abraçaram e ficaram conversando sobre bobagens. – Regina, eu vou ser sincero com você. – Ele abriu um sorriso malandro que sempre soube usar bem. – Estou interessado em Emma Swan. Sei que você também está, tentei não pensar nisso, mas realmente a quero para mim.
– Querido, você e Miss Swan são livres para fazerem o que quiser. – Ela fez uma cara blasé. – Não entendi o motivo de vir até aqui me falar isso. – Seu coração ficou apertado.
– Qual é, eu sei que você está caidinha por ela... E sua irmã também.
– Eu não fico “caidinha” por ninguém. – Seu tom sério voltou. – Vocês dois podem fazer o que bem entenderem, eu não me importo.
Hook se levantou vitorioso.
– Sendo assim, Emma Swan será minha. – Aquilo quase tirou o ar de Regina, ela sabia muito bem do que ele era capaz quando queria alguma mulher.
– Faça bom proveito. – Ela não podia deixar de se enganar. O amor lhe deixava com medo.
Os dois se despediram e Killian saiu todo animado, indo em direção a casa de Snow.
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