Coming Home
34 Bedtime story.
Notas iniciais
Regina foi a primeira a chegar em casa e encontrou o filho sozinho.
– Ué, Emma ainda não chegou? – Ela disse beijando-lhe o rosto.
– Oi para você também. – Ele riu.
– Desculpa, querido. Tive um dia cheio e precisava falar com ela.
A prefeita mal acabou de falar e Emma entrou pela porta as pressas.
– Oi, meu amor. – A loira deu um selinho nos lábios de Regina e um beijo no rosto de Henry. Ela ia andando direto para as escadas.
– Tá com pressa, Miss Swan? – A voz da mais velha a fez parar e se aproximar dos dois que estavam na sala.
– Um pouco... – Ela respondeu esbaforida. – Bastante, na verdade.
– Vai a algum lugar? – Regina levantou uma sobrancelha e se dirigiu a Emma.
– Vou sim. – Emma só respondeu isso e tentou fazer uma pausa para ser liberada, mas não foi. Ela pigarreou. – Vou encontrar Fiona.
– Fiona? – A morena e Henry perguntaram surpresos.
– Sim... Ela está com alguns problemas e quer conversar com alguém.
– E você, como sempre, fazendo a paz mundial acontecer. – Regina riu e abraçou a loira por trás, dando alguns beijos em sua nuca.
– Regina! – Emma se virou constrangida. – Henry está na nossa frente. – Ela sussurrou com o rosto todo vermelho.
Regina se afastou, ela tinha esquecido por um minuto que o filho também estava na sala.
– Vocês não precisam se preocupar. – Henry riu. – Eu não me importo.
As duas estavam coradas e tinha um sorriso enorme no rosto. A aprovação do filho lhes caia muito bem.
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– Regina não se importou de você vir? – Fiona rodava um copo de whisky na mão.
– Não... Ela e Henry ficaram juntos vendo um filme ou algo do tipo.
– Eles são uns amores, não é?
– Sim. – Emma sorriu ao responder, se perdendo em pensamentos. – São mesmo.
– Fico feliz que esteja dando tudo certo para vocês. – Fiona sorriu e deu um longo logo em sua bebida.
– Eu também. Mas estamos aqui para falar de você. – Ela pegou a mão da mais velha, que sorriu ao ver aquilo.
– É complicado. – Ela tirou um cigarro do maço e o acendeu.
– Sempre é. – Emma riu.
– Eu e Cora eramos muito amigas durante a nossa adolescência. Viviamos grudadas. Eu, ela e Gold. Nós duas acabamos nos apaixonando, mas os pais dela sempre quiseram que ela casasse com Henry. Ela nunca conseguiu dizer-lhes sobre nós.
– Os seus pais te apoiaram? – A mais nova interrompeu tentando entender tudo.
– Meus pais faleceram quando eu era muito nova.
– Oh! Desculpe.
– Não tem problema, eu já superei. – Fiona piscou. – Nós namorávamos e ela saia com o seu pretende, que era Henry, pai de Regina. Não faziam nada, mas me doía muito saber que ele estava jantando com ela, segurando a mão dela e fazendo coisas que eu nunca poderia fazer. Pelo menos não assumidamente. Aquilo, por mais que pareça bobo, ia me doendo muito. Me corrompia. Cora conseguiria enrolá-lo por um tempo, só que não para sempre. – Ela deu uma longa tragada no cigarro e seus olhos passaram a se direcionar para o chão. – Por mais dinheiro que eu tivesse, e eu sempre tive muito, eu nunca seria o que os pais queriam para ela. Um dia cheguei em um restaurante, estava indo jantar com uma amiga, me lembro bem, e lá estava Henry ajoelhado no chão, com as mãos estendidas para Cora e dentro delas uma caixinha e uma aliança. Aquilo me devastou. Decidi que o amor era uma fraqueza e assim levei minha vida. Eu vi os olhos de Cora brilhando perante aquele pedido e não pude fazer nada. Ela passou na minha casa depois do jantar e foi tudo muito rápido. Eu atendi a porta e ela correu para perto de mim, me encostou na parede e seus lábios logo alcançaram os meus. Mas, diferente de todas as outras vezes, eu sai do beijo. Cora me perguntou o que tinha acontecido e tudo que eu pude dizer foi: “Qual foi a sua resposta?”. Ela entendeu o que eu estava perguntando e disse que respondeu que ia pensar. Pensar, Emma?! Não tem o que se pensar! A única coisa que eu fiz foi me aproximar de seu ouvido e dizer: “O amor é uma fraqueza, Cora. Você é a minha fraqueza. Seja feliz.”. Cora tentou falar algumas coisas, mas eu subi as escadas e a deixei sozinha, no meio da minha sala. Me mudei para Nova York e nunca mais a vi. – A expressão de Emma era de surpresa, e, acima de tudo, tristeza. A de Fiona também. – Soube por Gold anos depois que ela se casou e construiu uma família. Nunca mais voltei, até encontrá-la na festa de Zelena. O mais engraçado é que convivi bastante com as filhas delas... Sempre foram meninas tão doces. Ficavam muitas vezes na casa de Gold e eu ia visita-las, mas Cora nunca mais encontrei. – Ela suspirou. – E hoje ela estava vendo fotos do falecido e sorriu algumas vezes. Não posso negar que aquilo me deixou arrasada. Mais uma vez.
– Uau. – Emma respirou fundo e tentou fazer todas as associações necessárias em sua cabeça. – Sabe, Fiona, tudo o que vocês viveram ainda vive dentro dela. Assim como as coisas que ela passou com Henry. Por mais que o amor dela era você, ele deve ter sido muito bom com ela... Isso conta, mas não significa amor.
– Você acha que não? – Os olhos da mais velha derramavam algumas lágrimas que ela tentava secar. – De coração?
– Eu acho. Você não precisa se preocupar. Cora te ama. Eu sei disso. – Emma se aproximou da amiga e a abraçou.
– Obrigada, Emma. – Fiona sorria em meio ao choro.
– Agora o que precisamos é de bebidas mais fortes. – A mais nova disse tentando animar a outra. – Você está comigo ou não? – Elas riram e chamaram o garçom.
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