Coming Home
47 Back in business.
Notas iniciais
A porta se abriu e Fiona correu para um abraço apertado em Emma. Cora fez o mesmo com Regina. As quatro ficaram abraçadas por um tempo e depois trocaram de pessoas.
– Queridas, que bom que vieram! – Cora sorria animada.
– Claro que viriamos, Emma e Fiona morreriam se não se vissem hoje. – Regina riu, fazendo as outras rirem junto com o seu comentário.
As quatros entraram, fechando a porta da casa de Cora. Fiona logo foi servir bebidas e, para comemorar, escolheu Cosmopolitan. Emma foi ajuda-la e aproveitaram para colocar a conversa em dia. Ela contou sobre tudo o que havia acontecido em Las Vegas, recebendo diversos olhares de Fiona, seja de tédio, ao falar de Addison, como de felicidade ao saber que se casaram. A mais velha vibrou, mas não se espantou, pois ela e Cora tinham ajudado Regina a bolar todo o plano e deixar aquele acontecimento ainda mais especial do que já era. As duas se juntaram a mãe e filha, no sofá, e foram contando tudo sobre a viagem, vez ou outra dando goles em seus drinks, que eram, aliás, uma especialidade de Fiona.
– Não acredito que você fez tudo isso, Regina! – Cora ficou boquiaberta ao ouvir sobre o pedido de casamento e Regina ficou tímida.
– Mamãe... – Murmurou e fez um gesto para que parasse com aquele constrangimento desnecessário.
– Ué, mas fiquei surpresa mesmo! – Riu. – Regina tem um coração, no final das contas! – As três gargalharam, menos a prefeita, que imitou a fala da mãe com uma expressão brincalhona, mostrando a língua no final.
– Eu sempre soube disso. – Fiona piscou para a morena de um jeito terno, recebendo um beijinho no ar em troca.
Elas continuaram bebendo e conversando sobre tudo. Contaram, inclusive sobre a ONG que foram visitar, deixando Fiona muito intrigada. A loira sempre ajuda os que mais precisam, acabou até ficando meio triste por não ter feito nada.
– Fiona, eu tive uma ideia. – Emma se dirigiu a ela. – A nossa loja está quase pronta, não está? – A mais velha concordou com a cabeça. – Pois então, o que acha de usarmos todo o lucro para ajudar a ONG? Digo, tudo irá para eles, tudo mesmo.
Os olhos de Fiona brilharam com aquilo. Ela amou a ideia de Emma.
– Inclusive, se me permite, tenho até uma sugestão de nome.
– Claro, diga. – Respondeu Fiona.
– Alice. – Disse.
– Alice? Só Alice?
– Aham. É uma homenagem a Alice, dona da ONG. O que acha? Aliás, preciso saber como foi a operação dela... Já se passaram três dias. Enfim, o que acha?
– Acho simples. Bonito, porém, simples. Mas acho que posso me acostumar, é por uma boa causa. – Piscou para a mais nova.
– Perfeito. – Emma sorriu animada.
Ficaram mais um tempo conversando sobre amenidades e mais tarde Regina e Emma foram embora da casa de Cora.
+++
– Querida, o que você acha disso de se casar? – Cora perguntou a Fiona. As duas estavam sentada no sofá, fumando cigarros e bebendo.
– Cora, você sabe o que eu acho que casamentos. – Elas riram. Fiona já havia sido casada três vezes.
– Eu sei, eu sei... Mas casar assim, quando se tem certeza do que quer, sabe?
– E o que te faz pensar que eu não tinha certeza quando casei das outras vezes? – A loira erguei uma das sobrancelhas e provocou.
– Ah, meu amor... – Cora foi se aproximando dela no sofá. – Eu sempre soube que você voltaria para mim. – Fez uma pausa e aproximou a boca de seu ouvido. – E eu para você. – Sussurrou, estampado um largo sorriso no rosto de Fiona.
– Você está muito convencida, Cora. – Retrucou.
– Estou? – A ruiva fez uma cara de surpresa. – Olha, você pode dizer o que quiser, mas sei de algo que não mente.
– Ah, é? O que?
– Isso. – Cora levantou o vestido vermelho que Fiona estava usando e apertou sua mão contra o sexo molhado da loira. A loira deixou sua cabeça cair para trás, gemendo.
– Cora... – Retrucou.
– Shhh... Fica quietinha, fica. Você sabe que eu tenho razão. – Sussurrou e sua boca foi de encontro a da outra.
Cora a beijou com paixão, como se não se beijassem há anos. Foi correspondida na mesma hora e logo as línguas começaram aquela briga ardente por espaço em cada uma das bocas. A ruiva foi levantando o vestido de Fiona lentamente, parou de beijar-lhe a boca e começou a distribuir beijos pelo corpo desnudo dela, fazendo Fiona gemer baixinho a cada toque seu.
– Agora você vai lembrar como é que Cora come. – Sorriu maliciosamente e, sem esperar, tirou o resto do vestido da loira e foi descendo com a ponta da língua por todo seu colo, até chegar nos seios. Parou ali e chupou um deles com ferocidade, levando Fiona ao delírio. Com a outra mão, massageava o outro peito, dando alguns tapas de leve algumas vezes. Fiona gemia. Cora continuou o seu percurso, descendo com a língua por toda a barriga da outra, dando alguns chupões que a faziam respirar com mais força o pouco ar que estava conseguindo. A ruiva desceu até o sexo molhado de Fiona e, sem demoras, arrancou sua calcinha. Com o braço direito, levantou a perna de Fiona, ainda com um salto quinze Louboutin, e a colocou em cima do encosto do sofá, deixando a passagem até seu sexo livre. Deitou seu corpo sobre o de Fiona e apertou uma de suas pernas contra a vagina da loira.
– Espero que você se lembre que eu não brinco em serviço. – Sussurrou no ouvido da loira e, antes que esta pudesse responder algo, enfiou quatro dedos o mais fundo que pode em seu sexo. Fiona soltou um grito rouco. Cora fitou um olhar penetrante nos olhos da loira. – Eu quero ver você ter um orgasmo olhando nos meus olhos. – Falou.
Começou o vai e vem com os dedos de forma lenta, colocando-os o mais fundo que pode dentro de Fiona. A loira gemia pausadamente, tentando respirar entre os movimentos, mas sem sucesso. Cora foi aumentando os movimentos e Fiona fechou os olhos, arqueando suas costas para trás.
– Olhando nos meus olhos. – Cora deu-lhe um tapa no rosto e a loira logo voltou a olhar para aquele par de olhos famintos.
O corpo de Fiona começou a ter alguns espasmos, Cora aumentou a velocidade dos movimentos, entrando e saindo da outra de forma rápida e forte; apertou seu clitóris com o polegar, enquanto os outros quatro dedos a fodiam. Entrava e saia. Entrava e saia. Entrava e saia cada vez mais veloz. Fiona, novamente fechou os olhos, sentindo seu corpo começar a tremer e tombou a cabeça para trás. Cora desvencilhou o polegar da parte de cima e colocou os cinco dedos com força dentro de Fiona. – Eu disse olhando nos meus olhos, Fiona! – Vociferou entre os dentes, indo o mais fundo que pode. Com isso, o corpo inteiro de Fiona ficou rígido e começou a tremer, levando-a ao orgasmo. Rapidamente, Cora tirou a mão do sexo da loira, desceu a boca até ali e a chupou inteira.
– Eu senti falta do seu gosto a vida inteira. – Sorriu, lambeu dedo por dedo e se deitou em cima da loira, que respirava com dificuldade e balbuciava algumas palavras, ofegante.
– Eu senti falta de você me fodendo a vida inteira. – Conseguiu, por fim, falar uma frase com dificuldade e pausadamente, arrancando um sorriso satisfeito de Cora.
A loira pegou um cigarro que tinha na mesa ao lado do sofá, acendeu e ficou fumando, ainda com a perna para cima, seus saltos Louboutin e afagando os cabelos de Cora, que repousava tranquilamente em seu colo.
+++
O dia amanheceu com sol. Snow e Emma já estavam na loja quando Fiona chegou toda sorridente, até o seu caminhar estava mais leve.
– Bom dia, minhas queridas. – Sorriu para as duas.
– Para algumas melhor do que para outras. – Riu Snow, que estava com dor de cabeça.
– Minha noite realmente foi incrível! – Disse Fiona, animadamente. – Vocês estão bem? – Emma respondeu que sim e Mary disse que estava com dor de cabeça. – Eu tenho um comprimido aqui na minha bolsa. – Pegou o remédio e entregou para Snow, que foi até uma outra parte da loja pegar água. – Mary Margareth concordou com a “Alice”? – Perguntou a Emma.
– Sim! Ela adorou a ideia... Você sabe como ela é, qualquer coisa bondosa ela concorda. – Sorriram.
– Fico feliz. – Pegou um cigarro e acendeu. – Esse lugar ficou incrível, Emma. – Foi andando por toda a loja, que tinha uma decoração meio dos anos 30. Sofás azuis claros, com detalhes discretos em dourados, paredes mesclando branco e bege, também com alguns detalhes em dourados e as araras já preenchida por roupas lindíssimas espalhadas por alguns buracos nas paredes compunham o local. – Não vejo a hora de inaugurá-la.
O cocktail de inauguração era naquele mesmo dia; aconteceria durante a noite. Fiona votou para fazerem uma festa enorme, mas Emma e Snow optaram por algo mais intimista, até porque Emma já tinha outras ideias para uma outra festa.
– Eu também. – Respondeu a mais nova. – Você sabe quem vem?
– Acho que as pessoas de sempre. Cora, Regina, Gold, Henry, Granny, Zelena, Ruby... Os de sempre. – Respondeu Fiona, tragando em seguida. – Convidei mais algumas pessoas da cidade e só. – Deu os ombros, se sentando de um dos sofás. — Bom, o buffet chegará às 19h e já começarão os preparos. Quero tudo incrível às 21h. Vocês virão que horas? – Perguntou dirigindo-se a Emma e Snow que estava chegando na sala principal.
– Pensei em vir umas 20h30 e vocês? – Respondeu Mary e Emma concordou com ela.
– Que bom, pois só virei às 21h30. – Respondeu a loira, dando outra tragada.
– Mas você estará atrasada... – Snow falou graciosamente para não ofende-la.
– Querida, — Fiona apagou o cigarro em um cinzeiro de cristal que havia ali na mesa de centro e se levantou, caminhando até a morena. – Uma rainha nunca está atrasada, são os convidados que estarão adiantados. – Sussurrou para ela e piscou em seguida, tirando risos das mais novas.
– Certo, certo! Te espero às 21h30 então. – Respondeu Emma, que ainda ria.
As três ficaram ali por mais um tempo resolvendo os últimos preparativos e o dia foi se passando.
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– Amor! Pensei que nem viria. – Disse Emma a Regina enquanto colocava os brincos com pressa.
– Claro que viria! Desculpe o atraso, é que fiquei uma semana fora e a prefeitura já virou uma loucura. – Riu. – Que horas é para eu estar lá? – Perguntou olhando no relógio, que marcava 20h10.
– Às 21h. Eu vou antes para ajeitar algumas coisinhas com Mary Margaret, tudo bem? – Se aproximou da mulher.
– Claro! Te vejo lá então. – Dito isso, Emma deu um beijo em Regina e saiu toda nervosa, fazendo a prefeita rir.
Regina foi se arrumar. Quando estava acabando de colocar suas jóias, Henry bateu na porta e entrou no quarto.
– Uau! – Ela sorriu ao vê-lo de terno.
– Mãaaaae, não tem graça! – Resmungou ele, envergonhado.
– Mas eu não acho que tenha graça! Eu acho que você está lindo e elegantérrimo!
– Ah, quis mudar um pouco. – Deu os ombros e viu a cara de desconfiada da mãe. – Tá bom, tá bom! Eu quis me arrumar porque será a primeira vez que poderei fazer “programas de adultos” – fez as aspas com os dedos – Como você e a minha mãe falam. – Ela riu.
– Ficou deslumbrante! Você será o homem mais bonito da festa. – Fechou o colar e se levantou.
– Uau! Serei o homem com a acompanhante mais bonita da festa, isso sim! – Elogiou a mãe que se rasgou de felicidade. – Vamos então? – Deu um de seus braços para ela se apoiar.
– Vamos! – Prendeu-se a ele e saíram.
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