Começo, Meio E Fim

60 Capítulo 60


Pov Rafael

...

- Pronto, já estamos de banho tomado, Carlinha – padrinho disse à madrinha que ria de nós dois.

- Sei – veio até nós, eu estava no colo do padrinho, estávamos parados na porta do seu banheiro – deixe-me ver – olhou a orelha do padrinho, enquanto nós riamos da sua inspeção.

- O padrinho tomou banho direitinho, madrinha, ele tá limpinho – meu comentário os fizeram gargalhar.

- E o senhor, hein, tomou banho direitinho também? – ela perguntou pegando-me do colo do padrinho.

- Claro, né Carlinha, você acha que eu não sei dar um banho no meu menino?! – perguntou indignado.

- Acho – ela riu quando ele fez um bico engraçado e nós rimos ainda mais – Tomás, deixa de ser bobo, vai se vestir enquanto eu arrumo o Rafa – ele riu e foi para o seu closet, que ficava na porta ao lado, enquanto ela caminhava comigo pelo quarto, nós estávamos apenas de toalha, padrinho e eu, ela me colocou em pé sobre sua cama, ao lado de uma muda de roupa e me enxugou, já que ainda havia alguns respingos de água pelo meu corpo – eu falei com a sua mamma e ela te mandou um super beijo, e disse que já está morrendo de saudades – ela fez cócegas na minha barriga, enquanto eu ria – seu padrinho te contou a onde vamos jantar hoje?

- Sim e eu estou muito animado – ela sorriu, estava terminando de me vestir quando o telefone começou a tocar.

- Alô – ela disse rindo ao atender ao telefone, mas ficou seria logo depois, se afastando um pouco de mim – pode falar – ela ouvia atenta, quem quer que fosse do outro lado da linha, olhou para mim – sim – padrinho veio até mim e se sentou ao meu lado.

- Com quem a sua madrinha está falando? – perguntou-me curioso.

- Eu não sei – disse sorrindo e ele riu bagunçando o meu cabelo molhado.

- Tem que enxugar essa sua juba, muleque – rimos.

- Não, tudo bem – ouvimos a madrinha dizer, ainda ao telefone – daqui a pouco estou aí – padrinho e eu olhamos confusos um para o outro e depois para ela – tá, pode deixar, beijo – disse antes de desligar o telefone – meninos mudanças de planos – sorriu aproximando nós que a olhávamos confuso.

- Quem era Carla?

- A Roberta – disse um pouco agitada, depois de alguns segundos – sua mamma me pedindo para ficar com ela, vocês sabem, né?! Ela não consegue viver sem mim – rimos.

- Mas e o nosso jantar?

- Vai rolar, só que sem mim, será tipo noite dos garotos – pegou a toalha que a mesma havia jogado sobre a cama pra a tender ao telefonema e começou a secar meu cabelo – vai ser divertido, vocês vão ver – sorriu.

...

- Ah Tomás – um senhor de cabelos grisalhos cumprimentou o padrinho ao atender a porta – seja bem vindo, Rafael, nós estávamos esperando por vocês – sorriu para mim.

- Boa Noite, Dr. Jonas – disse incerto, ele assentiu sorrindo amplamente – e obrigado.

- Pode me chamar de Jonas, sem esse lance de senhor ou de doutor, ok?! – assenti sorrindo, padrinho também estava sorrindo quando entravamos na casa.

- Nossa cheguei a pensar que vocês não viessem mais, onde está a Carla? – uma senhora perguntou beijando a bochecha do padrinho.

- Nos atrasamos um pouco e a Carla pediu desculpas, mas não pode vir – padrinho disse a ela.

- Ela está bem? – a senhora perguntou preocupada, padrinho assentiu – bom, ah... – olhou para mim, acho que enfim, notando a minha presença – oi Rafael – deu-me um abraço que retribuí – é um grande prazer te conhecer, o Tomás e a Carla falam muito em você – sorrimos uma para o outro.

- O prazer é meu, Senhora Leila.

- Você não precisa me chamar de senhora, pode me chamar de Leila, tia ou até mesmo vó, se quiser – assenti, havia gostado deles.

- Então, também quero ser chamado de tio Jonas ou vô Jonas – S... Jonas disse nos fazendo rir.

- Tudo bem – disse a eles sorrindo, quando um menino de cabelo preto, pele bronzeada e um pouco maior do que eu entrou na sala sorrindo.

- Vó, minha mãe... – sua frase cessou ao nos ver, veio até o padrinho e o abraçou – tio Tomás – padrinho retribuiu o abraço do menino, não sei o por que, mas isso me incomodou e muito.

- Guigui – padrinho o colocou no chão – como você está, muleque? Faz um tempão que não te vejo – o menino riu.

- Você também não vem mais aqui e nem vai me ver lá em casa – padrinho sorriu para ele.

- Isso é verdade Tomás – senh... Leila o repreendeu – mas o que a sua mãe queria, Gui?

- Ah ela disse que o assado tá pronto ou algo assim – o menino respondeu.

- Tá eu já vou lá ver – disse antes de sair da sala.

- Gui, deixa eu te apresentar – padrinho disse – esse aqui é o Rafael – o sorriso do menino se desfez naquele momento – Rafa esse é o Guilherme.

- Oi – dissemos ao mesmo tempo, parecia que queríamos fuzilar um ao outro, não gostei dele.

- Quando me disseram que você se parecia com o seu pai, jamais imaginaria que era a cópia dele – uma moça, mulher, que aparentava ser da mesma idade da mamma entrou no cômodo, ela era bonita, tinha cabelos negros, o Guilherme se parecia com ela, seguido dela vinha um homem alto segurando uma garotinha, que se parecia com os dois, eu diria, não deveria ter mais que três anos – prazer, Pilar – sorriu e eu retribuí.

- Estávamos loucos pra te conhecer, carinha – o homem disse sorrindo – você é assunto constante nessa casa, eu sou o Fábio, mas pode me chamar de Binho – meus olhos se arregalaram e eles riram, menos o Guilherme – vejo que já deve ter ouvido falar de mim.

- Sim, de todos vocês, na verdade, prazer em conhecê-los, sou Rafael, mas podem me chamar de Rafa – sorri tentando ser educado.

- Rafa essa é a Lari, Larissa, minha netinha – Jonas disse pegando a menininha do colo do pai.

- Oi – sorri para ela, que retribuiu com um amplo sorriso, dela eu havia gostado.

- Como está a sua mãe, Rafa? – Pilar perguntou, estavam todos sentados no sofá e eu no colo do padrinho – eu gostaria de vê-la novamente.

- Ela está bem – respondi sorrindo – a senhora pode nos visitar se quiser – contanto que não leve o seu filho, pensei, ela sorriu para mim.

- Tenha certeza que qualquer dia eu apareço para lhes fazer uma visita – sorriu – vocês ainda moram no antigo apartamento da sua mãe? – assenti – então tá, eu apareço por lá.

- Então Rafa, como está sendo sua visita ao Brasil? – Jonas perguntou, não entendo o por que de todos fazerem essa mesma pergunta – você está gostando?

- Sim, estou gostando bastante, o Rio é uma cidade muito bonita.

- Mas não é Roma, né? – Binho comentou e eu sorri, é, não é a minha casa – já tá sentindo saudades de casa?

- Muita, eu gosto muito de viver lá, sinto saudades da escola, dos meus amigos, da minha casa... – do babbo, pensei, padrinho notou meu tom de voz diminuindo a cada palavra e minha reação seguinte e beijou a minha têmpora direita, enquanto segurava minhas mãos.

- O jantar está servido, vamos? – Leila entrou dizendo, antes que alguém pronunciasse algo, dispersando-me dos meus pensamentos.

Continua...

Notas finais
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