Começo, Meio E Fim
59 Capítulo 59
Pov Roberta
...
- As coisas poderiam ter sido tão diferente para nós – ele dizia olhando no fundo dos meus olhos, que estavam lacrimejados – poderíamos ter sido tão felizes juntos, sei que seríamos.
- Sim, nós seriamos muito felizes – assenti.
- Por que você fez isso comigo? Por que você fez isso com a gente? Por que você fez isso com o nosso amor, hein? Por quê? – ele estava tão magoado.
- Porque eu fui uma idiota, medrosa, que tinha medo de te perder ou de te ver preso a mim por um filho que nós não desejávamos ter naquele momento, medo de estragar o seu futuro e sonhos, medo de te fazer infeliz – ele negou com a cabeça, enquanto limpava as lágrimas que caiam pelo meu rosto com a ponta dos dedos.
- Eu ainda te amo tanto, olhos lindos, nunca deixei de te amar, em nenhum momento durante todos esse anos – mais lágrimas, agora de ambos, estávamos mais próximos um do outro.
- Eu também te amo tanto, você não faz idéia do quanto, meu amor, eu sofri tanto sem você ao meu lado – acariciei seu rosto, limpando uma lágrima que escorreu pelo canto dos seus olhos.
- Eu te amo – deu-me um selinho tão suave e ao mesmo tempo tão cheio de emoção, sorri para ele que retribuiu.
- Diego – dei-lhe outro selinho – eu te amo muito, meu amor – selei nossos lábios novamente, dessa vez aprofundamos o beijo, tão doce e exigente, sentindo o gosto um do outro...
...
Abri meus olhos vagarosamente, a luz que vinha do ambiente me incomodou um pouco, droga, outro sonho, mais um para a coleção... Tentei me lembrar de onde eu estava, meu quarto, como vim parar aqui? Diego deve ter me trazido para cá... Diego, onde será que ele está? Lembrei da nossa discussão mais cedo, já havia anoitecido e nós ainda tínhamos muito a conversar...
- Boa Noite, Bela Adormecida – Carla sorrindo entrou no meu quarto, pulando na minha cama com um pote de pipoca nas mãos.
- Carla, o que você faz aqui? – perguntei confusa.
- Eu vim te fazer companhia, oras! – riu – gostou? Se não eu vou embora, mal agradecida – zoou rindo.
- Não, não é isso, é que...
- Você esperava acordar e dar de cara com o homem dos seus sonhos, um moreno forte, sarado, bonito e sensual – fez uma voz engraçada e uns gestos que me fizeram rir, ela era ridícula – mas infelizmente o Diego foi-se embora já faz algum tempo – disse naturalmente comendo uma pipoca, ridícula, estava curtindo com a minha cara – tá vendo é isso que dá dormir demais, perde-se as oportunidades da vida – taquei uma almofada nela – ai, sua ridícula – mas a ridícula nem se importou, apenas gargalhou.
- Tá fazendo o que aqui, mesmo Carla? – perguntei para implicar, mas não deu certo.
- Vim cuidar de você, neném – sorriu e eu arquei a sobrancelha para ela – é sério, o Diego me ligou e me pediu que viesse te fazer companhia.
- Ele fez isso? – estava surpresa.
- Sim, ele estava preocupado com você.
- Sério?
- Sim, por isso ele me pediu para te fazer companhia e não te deixar sozinha – sorriu levemente e eu retribuí, apesar de ridícula, a Carla era a minha melhor amiga, sempre cuidando de mim e do meu filho com tanto amor e carinho... Minha Tigresa!
- Você não precisava se incomodar e... Carla, e o Rafael, ele está aqui? – perguntei apreensiva.
- Não, ele ainda está com o Tomás – riu.
- E você não deveria estar com eles?
- Sim deveria, mas estou ocupada cuidando de você – bufou e eu ri – e depois o Tomás sabe cuidar bem do Rafa, é o único momento na vida que ele consegue ser responsável – rimos.
- É verdade – sorri – se você quiser, pode ir se juntar a eles, eu estou bem – garanti a ela.
- Nem pensar, o Diego me proibiu de te deixar sozinha e eu não vou desobedecer – ri.
- Oh Claro, você é muito obediente, né?! – zombei e ela assentiu rindo – sem contar, que o Diego não manda em nada.
- Você está dispensando a minha companhia? – perguntou incrédula e assenti para zoá-la – pois fique sabendo, que eu não vou a lugar a algum, ridícula – taquei novamente a almofada nela – para ridícula – paramos de rir e ela ficou séria – o Diego me contou que já sabe sobre o testamento – paralisei – me contou que vocês, bem...
- Ele disse que tirará meu filho de mim – a interrompi dizendo, mais uma vez uma vontade inquietante de chorar, ela me olhou com ternura.
- Ele não irá, ele devia estar nervoso, é natural depois de tudo que aconteceu, de tudo que ele soube, mas ninguém irá tirar o Rafael de você, ok?! – gostaria de ter essa certeza e confiança que ela tem.
- Faz muito tempo que você está aqui?
- Sim – bufou – parecia que você não iria acordar nunca – ri.
- Que horas são?
- Bom – consultou o celular – são 20:45.
- Carla! – me levantei da cama rapidamente – Meu Deus, eu dormi demais – ela riu – o Diego esteve aqui hoje à tarde, era sei lá – falei afobada, enquanto ela ria comendo pipoca, mas ignorei e fui até o espelho, Meu Pai, eu estava horrível, meus olhos estavam inchados, meu rosto estava levemente avermelhado, deixando evidente que eu havia chorado, chorado muito – eu estou horrível! – nossa, estou é parecendo a Alice dando piti, pela minha aparência.
- Está mesmo – gargalhou – sugiro, que você vá e tome um bom banho, enquanto eu preparo mais pipoca, daí quando você sair do banho você prepara aquele seu brigadeiro de panela, que só você sabe fazer – sorriu – e se prepare, minha filha, porque hoje a noite vai ser longa.
- Como é que é? – perguntei rindo.
- Você entendeu, hoje é à noite das comadres, já que a Alice não está aqui, né? Mas será regada a muitas guloseimas, filmes bobos e muita palhaçada – riu e tacou uma almofada na minha direção.
- E quando a Alice volta de São Paulo? – perguntei lembrando-me que ela e o Pedro viajaram para a Capital Paulista, esta manhã.
- Falei com ela logo depois que nos falamos hoje à tarde e ela me disse que o Pedro grava a tal apresentação no programa amanhã à tarde, mas que talvez eles fiquem até quinta-feira em Sampa, vendo se compram alguma coisa a mais para o enxoval da Sophia – rimos, era óbvio, a Alice jamais perderia a oportunidade de ir as comprar, em São Paulo – mas que até o fim de semana eles estarão de volta e blábláblá... E agora chega de papo eu quero ação, já para o banho! – tacou-me outra almofada.
- Carla! – ela gargalhou – mas agora que quero saber do meu filho, o que ele e o Tomás estão aprontando na sua casa? – ela me olhou rindo.
- Quem te disse que eles estão na minha casa? – perguntou divertida.
- E onde eles estão?
- Isso eu só te conto depois que você me fizer aquele brigadeiro – gargalhou.
- Ridícula – taquei a almofada nela e corri em direção ao banheiro, estava curiosa para saber onde o Tomás levou o meu filho.
Continua...
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