Começo, Meio E Fim
51 Capítulo 51
Pov Roberta
- Pessoa impaciente você, hein Roberta?! – Alice disse zombando da minha cara – não faz nem uma hora que eles saíram e você já está ai toda nervosa, se acalma mulher.
- É claro que eu estou impaciente, o que você esperava, o meu filho saiu com o Diego! – estava exasperada – sabe-se lá o que poder acontecer – preferia não imaginar nem cogitar nada.
- Se acalma Roberta, nada vai acontecer – Carla tentou tranquilizar-me – além do mais os garotos estão lá com o Rafa.
- É, talvez você tenha razão.
- Eu sempre tenho – se gabou rindo – agora senta essa sua bunda grande nessa cadeira e tome logo esse sorvete antes que a Alice acabe com tudo – eu ri da cara que a Alice fez, estávamos há algum tempo na cozinha e a Alice já havia tomado mais que a metade do pote.
- Você está insinuando que eu sou gulosa? – Alice perguntou indignada.
- Imagina, eu jamais insinuaria tal coisa, Alice – Carla fez carinha fofa para a amiga, que visivelmente deu uma aliviada em sua expressão – eu estou afirmando mesmo – caí na gargalhada junto com a Carla, fazendo Alice emburrar a cara novamente.
- Oh tadinha da Alice, escorrida – zombei e ela fez um bico, enquanto nós gargalhávamos.
- Eu não sou escorrida, muito menos gulosa – afirmou com uma voz de bebê que quer chorar.
- Tá bom, neném – Carla zoou – mas é sério – disse a mim – toma logo esse sorvete, bunduda.
- Olha só quem fala, a rainha das bundudas – Alice riu quando Carla me tacou uma bolinha de papel – bunduda e agressiva – disse tacando a mesma bolinha nela.
- Parem já vocês duas! – Alice disse autoritária, quando Carla ia tacar novamente a bolinha em minha direção.
- Ai Meu Deus, não vejo à hora da Sophia nascer – Carla disse.
- Nem me fala – comentei – só pra ver se você melhora esse seu humor, Alice.
- Até parece que vocês duas estão sempre com ótimos humores – defendeu-se – principalmente você, Roberta, aposto que na gravidez do Rafa você era bem mais insuportável do que eu e do que o seu habitual – taquei a bolinha de papel em Carla.
- Hein, foi a Alice que te chamou de insuportável não eu.
- Eu sei – confirmei.
- Então é nela que você tem que tacar bolinhas, não em mim – acertou-me mais uma vez.
- Acontece que eu jamais tacaria nada em uma grávida, mesmo essa sendo a Alice, então vai em você mesmo – pisquei para ela e lhe taquei a bolinha novamente.
- Será que as crianças poderiam, por favor, parar com isso – Alice disse impaciente e nós rimos, cessando nossa guerrinha.
- Boba – disse a ela, que me mostrou a língua – e para a sua informação, Alice, durante a gravidez do Rafael eu fiquei muito sentimental, chorava por tudo e por nada o tempo tudo – disse a ela que riu.
- Isso é serio, Alice – Carla afirmou – me lembro que eu não podia dar um simples “bom dia”, que esse daí – mostrei a língua para ela, que riu – já começava a chorar.
- Serio? – Alice perguntou surpresa, mas com um ar divertido.
- Sim – assenti – são os efeitos de uma gestação – comentei – você, por exemplo, tem vontade de bater em todos, por tudo em qualquer momento – ela riu novamente.
- É verdade, eu tenho estado um pouco chata nesses últimos tempos, não é?
- Sim, muito! – confirmei e ela me tacou a bolinha de papel dessa vez, fazendo Carla rir.
- Você queria a verdade, oras – disse Carla – mas e o Pedro, como vocês estão se entendendo? – Alice bufou.
- Não sei – ela suspirou – às vezes eu acho que estamos bem, mas em outras...
- Já deu para perceber que você anda meio que sem paciência com ele – comentei.
- É eu ando – suspirou novamente – ele é sempre tão carinhoso comigo, mesmo eu sendo sempre a chata, sabem?! – seus olhos estavam marejados, me deu vontade abraçá-la, mas ao invés disso segurei em uma de suas mãos, assim como Carla que segurou a outra e ela sorriu levemente – ai eu percebo que estou sendo uma boba e nos entendemos – riu fracamente.
- É normal esse mau humor, Alice, depois passa – garanti a ela, que sorriu para mim.
- Eu espero, mas não me preocupo tanto assim com ele, minhas reconciliações com o Pedro são sempre muito...
- Prazerosa – Carla concluiu por ela, fazendo-nos rir – Meu Deus, vocês não tem vergonha, não?! – fingiu-se de indignada – tem uma pobre criancinha entre vocês – Alice estreitou os olhos para ela e eu ri, servindo-me de uma colherada de sorvete.
- Tá rindo do que, hein Roberta?! – Alice indagou – se eu bem me lembro, você era a pior das três, totalmente sem pudores – engasguei com o sorvete, fazendo aquelas duas ridículas gargalharem ainda mais da minha cara.
- Não sei a que vocês estão se referindo – fingi-me de desentendida.
- Tanto tempo sem, que já até esqueceu do que estamos falando, né Roberta?! – Carla zoou, fazendo Alice gargalhar ainda mais – mas, olha se você quiser, eu tenho um amigo que pode resolver o seu problema, em dois tempos – comentou divertida, fazendo-me bufar.
- E quem te disse que eu quero que o Diego resolva algo para mim – elas arregalaram os olhos antes de voltarem a gargalhar, merda, só então percebi o que tinha acabado de dizer, droga!
- Roberta, Roberta – Alice disse se recuperando do ataque de risos – tão apegada – zombou.
- Sabe, Roh – Carla disse rindo – eu tenho mais amigos, além do Diego, mas se você preferir eu posso pedir esse “favor” para ele mesmo – elas voltaram a gargalhar e eu emburrei a cara.
- Ridículas! – disse voltando a tomar o sorvete já derretido.
- Ai chega – Alice disse depois de um tempo – não posso rir tanto assim, pode fazer mal a Sophia.
- Hahahaha, engraçadinhas – e elas continuaram me zoando por mais algum tempo, até que resolveram partir para outro assunto.
Continua...
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