Começo, Meio E Fim
37 Capítulo 37
Pov Rafael
- Meu amor – nonna disse ao me abraçar, o nonno tinha levado-me até sua casa e do tio Franco – a nonna estava morrendo de saudades – deu-me um beijo na bochecha, que eu retribuí sorrindo, sua casa era muito bonita e espaçosa, um ambiente claro.
- Oi Eva – nonno disse também lhe dando um beijo na bochecha.
- Oi Leonel – respondeu sorrindo – amor, você não vai adivinhar quem está lá dentro com o tio Franco esperando para lhe ver.
- Quem? – perguntei curioso, gostaria que fosse a tia Lice.
- O Leonardo – respondeu sorrindo, mas não retribuí, não queria vê-lo, não depois do que aconteceu ontem em sua casa, sabia que ele havia telefonado e falado com o nonno ontem à noite, depois que a mamma e eu tivemos aquela conversa, ela não saiu do meu lado e só atendeu o telefonema da tia Lice, nem mesmo o da nonna.
- Eva! – nonno pareceu repreendê-la, mas ela revirou os olhos para ele.
- Ele apareceu aqui logo cedo, para saber do neto dele e me ouviu dando instruções a Dani para a chegada do Rafa – ela acariciou minha bochecha – e decidiu esperá-lo, então não foi minha culpa.
- Você deveria ter me ligado e eu não o teria trazido aqui – disse a nonno friamente, mas ela o ignorou e olhou para mim sorrindo.
- Você quer vê-lo não quer, querido? – na verdade eu não queria.
- Não, ele não quer e não vai! – nonno respondeu por mim – vamos Rafael – chamou-me e eu assenti, mas infelizmente tio Franco e o Sr. Leonardo apareceram na sala nesse instante, senhor Leonardo me olhava atento, enquanto tio Franco vinha até mim e abraçou-me.
- Como vai, Rafa? – tio Franco perguntou-me sorrindo.
- Bem, obrigado e o senhor? – disse dando-lhe um meio sorriso.
- Vou bem, obrigado – bagunçou meu cabelo – olha quem veio lhe ver – apontou para o senhor Leonardo que sorriu para mim meio sem graça, nonno o encarava sério.
- Oi Rafa – ele me abraçou carinhosamente e apesar de tudo eu retribuí – como você está?
- Estou bem – respondi incerto.
- Já estamos de saída – nonno disse, olhando diretamente o senhor Leonardo, que lhe lançou um olhar frio.
- É cedo, Leonel – tio Franco disse – vocês acabaram de chegar e o Rafael ainda nem conheceu a casa – olhou para mim – a Dani fez um monte de coisas gostosas para você comer.
- Não estou com fome, mas obrigado – sorri para ele.
- Mas não precisa comer agora, meu amor – a nonna disse – sua mãe disse que você poderia passar a manhã conosco, não é Leonel?
- Sim, ela permitiu, mas não teria se soubesse quem estaria aqui também – nonno disse, senhor Leonardo abriu a boca, para dizer algo, mas a fechou em seguida e olhou para mim.
- Você gostaria que eu fosse embora? – perguntou-me.
- Por mim, o senhor não precisa se incomodar – dei-lhe um meio sorriso que me foi retribuído.
- Então vamos nos sentar – nonna me levou até o sofá e se sentou ao meu lado, assim como os outros – Rafa me conte como foi o seu dia ontem – pediu-me sorrindo – a Alice me disse que vocês se divertiram ontem à tarde – continuou, acho que devido a minha expressão, não gostaria de falar sobre ontem.
- Foi legal – sorri para ela.
- Você gosta de sair com os seus tios? – tio Franco perguntou, todos estavam atentos ao que eu dizia, o que não me agradava muito.
- Sim, gosto muito de sair com eles e com os meus padrinhos.
- Agora vocês poderão se divertir juntos frequentemente – nonna comentou.
- Acho que não.
- Por que Rafa? – senhor Leonardo perguntou.
- Porque eles dificilmente vão a minha casa.
- Pensei que eles te vissem sempre – eles pareciam surpresos, menos o nonno que me olhava atento, a cada palavra que eu dizia.
- Mas não, porque eles trabalham – expliquei – eu vejo mais os meus padrinhos, a tia Lice e o tio Peu vão a Roma com pouca frequência, comparado a eles que me vêem umas três ou quatro vezes ao ano.
- Mas agora você está no Rio e vocês se verão mais vezes – tio Franco disse sorrindo.
- Não – afirmei – nós não permaneceremos no Brasil por muito tempo, estamos voltando para casa em alguns dias, suponho.
- Como? – senhor Leonardo pareceu meio exaltado – como assim vocês estão voltando para Itália? – todos estavam atentos, olhei para o nonno que sorriu para mim levemente.
- Nós estamos voltando para casa.
- Por quê? – nonna perguntou.
- Porque a mamma e o nonno têm que trabalhar e eu tenho aula – expliquei, o que era óbvio.
- Mas o seu nonno – nonna olhou para ele – está a trabalho aqui, não é Leonel? – ele assentiu – e a sua mãe está de férias e quanto as suas aulas, já estamos no final do ano mesmo.
- Sim, mas nós não temos o que fazer aqui e logo a mamma voltará a trabalhar, e eu tenho que recuperar as semanas perdidas para não perder o ano – expliquei.
- O ano letivo no hemisfério Norte começa no segundo semestre do ano, Eva – nonno disse a ela – Aqui no Brasil as aulas começam em fevereiro, bambino – explicou-me e eu assenti – portanto, logo retornaremos a Roma, afinal já não temos o que fazer aqui.
- Como não tem o que fazer aqui?! – senhor Leonardo estava meio agitado, sua voz saiu exasperada – Eles tem muito que fazer aqui! – ele se levantou do sofá.
- Não, eles não têm! – nonno se levantou também.
- Rafa, vamos conhecer a casa – nonna disse se levantando também e ficando entre os dois, eu apenas assenti e caminhei com ela, a fim de conhecer o restante da casa.
Continua...
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