Começo, Meio E Fim

38 Capítulo 38


Pov Diego

- Entra – bufei ao atender a porta, mais um “visita ilustre”, para “alegrar meu ótimo dia”.

- Nós precisamos conversar – revirei os olhos, para o homem parado a minha frente – o assunto é importante – ele se sentou e me olhou seriamente – você não tem idéia do que aquela garota – disse com certa indiferença – pretende fazer, mas é claro que nós iremos impedi-la.

- Se o senhor está se referindo ao fato da Roberta ter me escondido um filho, já se passaram cinco anos e...

- Diego, ela pretende levá-lo embora – ele levantou, visivelmente irritado – nós não podemos deixá-la ir embora com esse menino novamente!

- Deixá-la ir novamente?! – ri debochado – da última vez ela se foi levando o menino sem me pedir opinião – o lembrei sarcasticamente.

- É diferente, dessa vez eu... – se calou antes de dizer algo, mas não me importei.

- Se ela quer ir embora, isso é problema dela!

- É seu problema, nosso problema! – talvez ele estivesse certo, merda! – Vocês conversaram?

- Não! – respondi, depois deu um tempo.

- Vocês precisam se entender, fazer ela mudar de idéia, fazê-la perceber que o melhor é que ele permaneça aqui, conosco.

- O garoto não quer me ver!

- Agora, mas eu tenho certeza que vocês vão se dar muito bem, vocês são tão parecidos – Meu Deus, quem diria o Senhor Leonardo Maldonado, com brilho nos olhos ao falar de um garotinho – ele tão...

- Incrível, bonzinho, parece um anjo e blábláblá, eu já sei sua filha querida esteve aqui e já me deu o relatório completo sobre as qualidades do garoto – bufei.

- Diego! – seu olhar repreendia meu sarcasmo – então a Márcia esteve aqui?

- Sim, saiu faz mais ou menos umas duas horas, tinha pacientes para atender.

- Bom, mas agora nós precisamos pensar em como você irá se aproximar do Rafa...

- Quem lhe disse que eu pretendo me aproximar do garoto? – ele me olhou serio um momento e depois riu.

- Diego, você é meu filho, te conheço bem o suficiente para saber que mesmo você estando chateado – chateado, ri debochado, eu estava com ódio, raiva, até mesmo magoado – você jamais abandonaria um filho, principalmente o filho da Roberta – suas últimas palavras me deixaram desconfortável, o filho da Roberta, o meu filho, ele estava certo.

- E o que o senhor sugere que eu faça?

- Você e ela precisam se entender, primeiramente, pelo menino e por vocês dois também.

- Nós não vamos voltar – me peguei dizendo e vi um certo ar de diversão no meu pai, me amaldiçoei por ter deixado as palavras escaparem.

- Apenas tentem não se matar – sugeriu sorrindo – fará bem as vocês e a sua relação com o menino, ele visivelmente idolatra a mãe – fez uma pausa – e claro, você precisará se aproximar dos seus amigos, o Tomás e a Carla, em especial, eles são os padrinhos e também muito próximos do menino, que os adora.

- Eu já percebi – disse sem ânimo – mas quem lhe disse que a Roberta pretende ir para a Itália?

- O próprio Rafael, eu estava na casa do Franco e da Eva essa manhã e o ele estava lá também, e acabou comentando que eles estarão voltando para Roma, em breve – bufou.

- Eu falarei com ela – respondi depois de um tempo – só preciso de um tempo para assimilar tudo, mas até meados da próxima semana falarei com ela – lhe assegurei e ele apenas assentiu.

Continua...