Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Pov Diego

Entramos no segundo quarto do corredor, se eu não me engano ele havia sido da Carla, no tempo em que ela morou aqui. Agora a decoração estava diferente, as paredes eram pintadas de branco, as cortinas eram azuis, os moveis eram todos de cor preto, havia uma pequena cama de solteiro, uma poltrona ao lado dela, uma mesinha de estudos, prateleiras na parede com alguns livros e outros objetos, uma TV, além, claro, de diversos brinquedos. Mas o que me chamou a atenção foi, um mural que havia na parece, repleto de fotos, a cara da Roberta isso, ri com o meu pensamento, fui até ele enquanto os garotos escolhiam o tal jogo. Reconheci Rafael em todas as fotos, devido a nossa extrema semelhança, ele sempre foi parecido comigo, desde bebê, sorri enquanto as olhava, tinha foto deles com todos, Roberta, Carla, Tomás, Alice, Pedro, Leonel, Eva, Franco, Lana, Becky, Vicente, alguns garotinhos e outras pessoas que eu não conhecia, principalmente um homem, que me era familiar, dele havia muitas fotos com o Rafael, uma em especial me chamou a atenção, uma que me causou um grande desconforto, nela o homem segurava o meu filho nos braços, ao seu lado estava Roberta, eles sorriam, pareciam felizes... Não, eles estavam visivelmente felizes...

– O que foi? – desviei minha atenção daquela fotografia, voltando minha atenção ao meu filho.

– Esse – apontei para o homem na foto – ele era o seu babbo?! – dizer aquilo também me incomodava muito, Rafael assentiu, ele ia dizer algo, mas...

– Hey Rafa, vem jogar – Tomás o chamou – vamos ensinar a Laninha como se faz – o menino foi até o padrinho que estava sentado na cama, com a sobrinha no colo, sentou-se ao seu lado.

– Isso te incomoda, não é?! – Pedro disse, fazendo-me assim notar sua presença ao meu lado, ergui as sobrancelhas para ele – essa proximidade dos dois – explicou.

– Muito – admiti, observando meu compadre interagir com as crianças.

– Relaxa Diego, eles sempre foram assim um com o outro – deu-me um sorriso amarelo – nem mesmo com o Giuseppe o Rafa era tão apegado e olha que os dois não se desgrudavam – suas palavras me surpreenderam e de alguma forma me deixou feliz.

– Sério?! – ele assentiu.

– Sim, mas confesso que às vezes dá um pouco de ciúmes da relação deles também, é muito forte, não só com o Tomás, mas com a Carla também, a Alice vive reclamando disso – comentou – o Tomás tem um jeito diferente de lidar com as crianças.

– Deve ser porque ele tem a mesma idade mental delas – ri e ele me acompanhou.

– Verdade, mas até que ele se esforça – assenti.

– Quero e irei me esforçar para ser assim para a Sophia também – disse, fazendo-o sorrir.

– Tenho certeza que você será – retribuí seu sorriso – às vezes, olho para eles, principalmente para a Laninha e penso em como a minha filha será, se ela se parecerá mais com a Alice, comigo ou com nós dois – disse pensativo.

– Contanto que não venha arisca como a Lana – rimos, ao observar a menininha que tentava jogar uma partida de videogame, contra o meu filho, que estava ganhando e a deixando novamente irritada – o Rafael parece tão mais solto e alegre, quando está com ela – comentei.

– É verdade, quando ele está com a Lana ele parece o que verdadeiramente é, uma criança de cinco anos – as palavras de Pedro me fez perceber que era assim que eu queria ver meu filho daqui por diante, alegre e descontraído, queria que ele fosse feliz, sem se preocupar com os problemas que não eram dele e sim, nosso, meu e da Roberta. E não deixaria que isso ou qualquer outra coisa que viesse a acontecer interferisse ainda mais na vida dele.

Continua...

Notas finais
Não deixem de comentar, por favor ;D