Pov Roberta

Assim que o vi entrando pela porta, me soltei do abraço da Carla e fui ao seu encontro, o abracei tão forte que acho que mais um pouco conseguiria sentir seu coraçãozinho batendo, ele retribuiu meu abraço descansando sua cabeça no meu ombro.

- Está tudo bem, meu amor – garanti a ele, que eu sentia que estava assustado – a mamma tá aqui com você, tá bom? – ele apenas assentiu, seus olhinhos estavam tristes e confusos, o que fez doer ainda mais meu coração – obrigada, por trazê-lo para mim Tomás.

- Você não tem que agradecer – sorriu fraco, ele estava ao lado da Carla, Alice estava sentada no sofá ao lado dos dois, meu pai também estava na sala me olhando apreensivo segurando um copo d’água, o silêncio predominava quando a campainha tocou e todos nós assustamos.

- Eu abro – Tomás foi até a porta – ah é você – Pedro estava parado diante de nós, o que me aliviou um pouco.

- Oi – disse a todos ao entrar e vir até mim – tudo bem? – perguntou-me, apenas assenti, passou a mão sobre os cabelos do meu filho que ainda estava no meu colo antes de ir se sentar ao lado da esposa.

- Como vocês souberam? – meu pai quebrou o silêncio.

- Eu recebi algumas ligações do Diego e uma mensagem dizendo que ele estava a caminho da casa da família dele, o Rafa havia me dito que passaria a tarde de hoje brincando com os gêmeos – Tomás explicou – quando eu consegui falar com o Diego já era tarde, ele já estava lá – respirou fundo – então fui direto para a casa dos Maldonado, achei que deveria tirar o Rafael de lá o mais rápido possível.

- Eu também recebi as ligações e a mensagem, tentei falar com o Diego, mas ele não me atendeu – Pedro disse – então liguei para casa e contei a Alice.

- Rafa vem com a madrinha, amor – Carla tentou pegá-lo do meu colo, mas ele recusou.

- Eu quero ficar com a mamma – meu menino respondeu, apertando seus braços ao redor do meu pescoço.

- Acho melhor ele vir comigo, amiga – ela disse a mim, enquanto fazia carinho nas costa do afilhado – logo o Diego estará aqui, eu imagino que você não queira que o Rafael esteja presente – meu filho olhou desperto para a madrinha e em seguida para mim.

- Tudo bem, meu amor – eu disse a ele – tudo ficará bem, você não quer passar o resto da tarde com o padrinho e a madrinha?

- Ele virá aqui? – perguntou-me apreensivo.

- Sim, meu anjo – queria tanto ficar com ele, mantê-lo junto a mim e não deixar que nada nem ninguém o ferissem ou o magoasse.

- Então eu irei – olhou para Carla que continha um sorriso encorajador no rosto – a senhora ficará bem? – não tive como não sorrir, eu estava preocupado com ele e ele comigo, minha vida.

- Sim, meu amor – dei-lhe um beijo na bochecha, que me foi retribuído, meu pai estava conversando em um canto da sala com Pedro e Tomás, Alice estava parada ao lado da Carla a minha frente, ambas sorriam para mim.

- Eu cuidarem dele, pode deixar – Carla disse pegando o menino dos meus braços e dando-lhe um beijo na bochecha.

- Nós cuidaremos, Roh, não se preocupe – Alice a corrigiu, também dando um beijo na bochecha do sobrinho.

- Você quer que eu não me preocupe com vocês duas cuidando dele, ai Meu Deus – fingi-me de preocupada, Carla e o Rafa riram, enquanto Alice me mostrou a língua antes de sorrir.

- A madrinha e a tia Lice sabem cuidar muito bem de mim, mamma – meu neném garantiu, nós fazendo rir.

- Está vendo Roberta, você não tem com o que se preocupar – Carla disse – em relação a mim, claro – nós rimos mais uma vez, quando a Alice mostrou a língua para ela também.

- É um complô contra mim, só pode.

- Deixa de ser tolinha, eu sei que você cuida muito bem dele, tá bom?! – disse e Alice me abraçou sorrindo.

- Cuido mesmo.

- Agora chega disso, vamos embora logo – Carla disse, me fazendo lembrar que o tempo estava passando e ele poderia estar cada vez mais próximo – Tomás e Pedro – ela os chamou – vamos? – ambos assentiram.

- Qualquer coisa é só ligar que estaremos aqui, está bem? – Pedro disse a mim, me dando um abraço e eu assenti.

- Tem certeza que não quer que eu fique? – Tomás perguntou-me.

- Não tudo bem, eu prefiro enfrentar tudo isso sozinha.

- Você jamais estará sozinha – me abraçou e beijou o topo da minha cabeça – juntos até o fim, se lembra? – assenti retribuindo seu sorriso – se cuida comadre.

- Não se preocupe, Roh, ficará tudo bem – Carla disse a mim.

- Tchau, meu anjo – dei um ultimo beijo no meu filho – a mamma te amo muito.

- Também te amo muito, mamma – ele respondeu retribuindo meu beijo, antes de sair pela porta acompanhado pelos padrinhos e PeLice.

- Filha – meu pai me chamou – você prefere mesmo estar sozinha quando ele vier?

- Sim – respirei fundo – é um assunto que diz respeito a apenas nós dois e ao Rafa, eu prefiro que estejamos a sós.

- Tudo bem, querida – beijou o topo da minha cabeça – se precisar de algo já sabe – disse antes de sair pela porta, deixando-me sozinha para o reencontro com o homem que eu amei, amo, e que mudaria a minha vida a partir dali, o acerto de contas com o meu passado...

Continua...