Começo, Meio E Fim
30 Capitulo 30
Pov Diego
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Cinco Anos a Trás – New York
– Hei... – disse ao abrir a porta do meu apartamento, Carla e Tomás estavam parados diante dela, dei passagem para que eles entrassem, minha melhor amiga se jogou em meus braços, dando-me um abraço apertado, que eu retribui em seguida – também estava com saudades de você, Carlinha...
– Aii, Di... – ela me olhou sorrindo, seus olhos estavam brilhando, eu poderia até dizer que estavam lacrimejados – eu também senti a sua falta, você não tem ideia do quanto – me abraçou novamente – parabéns – sussurrou, mas não entendi bem o porquê, apenas retribui com um sorriso e um beijo em sua bochecha.
– E você verme, não vai me dar um abraço não? – perguntei ao meu amigo que sorria para mim.
– Claro que vou, né compadre – Tomás disse vindo até mim para me cumprimentar – sei que você também tem sentido a minha falta, né? Todos sentem – se gabou, nós fazendo rir.
– Vai sonhando – disse a ele – mas até que enfim você vieram me visitar, onde está o Pedro e a Alice? – perguntei ao dois, que já estavam sentados no meu sofá, era a primeira vez que ToCar vinham aqui desde que me mudei, a alguns meses, havíamos nos encontrado na noite passada em um pub, então marcamos deles virem me ver pela manhã, a Alice tinha algo para resolver, assim PeLice chegariam mais tarde...
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Alguns Meses a Trás – New York
– E como você esta sentido, hein papai? – perguntei ao Pedro, quando estávamos à procura de alguma confeitaria que ainda estivesse aberta, pois já era 2:00 hs da madrugada, porque a Alice acordou com desejo de comer queijadinha, e aqui estávamos nós, Tomás, Pedro e eu atrás desse bendito doce.
– Nesse momento com sono – respondeu, fazendo Tomás e eu rirmos – cara é sempre assim, esses desejos só aparecem nas horas mais inoportunas – bufou.
– Mulher grávida é assim mesmo, meu filho – Tomás comentou – e vai se preparando que é só o começo e os desejos mal começaram, quero só ver quando ela começar a ter vontade de comer chuchu com goiabada, doce de leite com feijão e...
– Chega Tomás – eu pedi, já estava ficando enjoado só de imaginar alguém comendo tudo isso junto, Pedro parecia estar na mesma situação que eu.
– Mas é sério – ele disse rindo – e ainda tem as crises de humor.
– Tá bom, nós já entendemos – Pedro garantiu.
– Olha só Pedro, não sabia que nosso menino era entendido desse assunto – eu disse só para zoar.
– Pois é, meu filho, é que eu tenho experiência – sua frase me fez rir, mas o Pedro o olhou sério.
– Tem experiência é? Com quem? – perguntei ainda rindo, mas tanto Pedro quanto Tomás estavam sérios, olhando um para o outro.
– Com... – Tomás pareceu pensar – com a Pilar oras, quem mais poderia ser? – perguntou um pouco nervoso – primeiro com a gravidez do Guilherme e depois com a da Larissa, né?! – claro quem mais poderia ser, estranho é que eu não me lembro do Tomás tão próximo da Pilar durante a gravidez do Guilherme, deve ter sido durante a segunda gestação da meia-irmã, bom não importa... Graças a Deus, a Alice telefonou poucos minutos depois dizendo que o desejo havia passado, agora ela estava com vontade de comer melancia com sorvete de chocolate, que milagrosamente havia na minha casa...
...
Eu estava a caminho do antigo apartamento das meninas, imaginei que seria lá onde ela pudesse estar. Várias lembranças se passaram pela minha mente, momentos que eu passei com os garotos nesses últimos anos e que não faziam sentido naquela época, mas hoje...
Aqui estou, parado diante da porta que nós separa um do outro nesse momento, a espera de que ela a abra... A sensação que eu senti no momento seguinte foi uma das mais inquietantes que senti na minha vida, tanto quanto a de saber que eu era pai daquele menino, tenho que admitir que me surpreendi com a pessoa que estava parada a minha frente, de longe se parecia com a adolescente rebelde, que eu conheci, ela estava mudada aparentemente, seus cabelos cacheados agora estavam lisos com uma ondulação nas pontas, seu corpo havia tomado formas, a minha menina havia dado lugar a uma bela mulher, nossos olhares se cruzaram, olhos lindos, aquele olhar... Seu olhar era o mesmo do qual eu me lembrava, cheio de mistérios... Continuamos calados por algum tempo, até que ela quebrou nosso contato visual, dando-me passagem para que entrasse no apartamento, assim ela fechou a porta atrás de mim, voltando a me encarar.
– Você não quer se sentar? – sua voz saiu quase como num sussurro.
– Não – respondi friamente, não precisávamos ser amigáveis um com o outro, eu não estava fazendo-lhe uma visita e ela me devia muitas explicações – onde ele está?
– Com o Tomás e a Carla – respirou fundo – eu... – ela mesma se interrompeu – eu imagino que o seu pai já tenha lhe contado sobre...
– O menino, meu filho – concluí por ela, que parecia perdida, mas eu estava perdido, era eu que nunca soube de nada.
– Sim – confirmou num sussurro, com os olhos fechados, eu me encontrava inquieto pensando no que dizer ao certo, tentando controlar minha raiva e indignação.
– Por quê?! – não foi bem uma pergunta, estava exasperado – Hein? Por quê? – a encarei.
– Eu... – seus olhos estavam lagrimejados, parecia nervosa – pensei que seria o melhor para nós dois... Melhor para você, que...
– Melhor para mim – ri debochado – você não pensou no “melhor para mim” e sim no que seria o melhor para você!
– Você não sabe o que está dizendo... – lágrimas já escorriam pelos seus olhos, nossas vozes já começavam a se alterar.
– Eu NÃO SEI O QUE ESTOU DIZENDO? – perguntei incrédulo, estava verdadeiramente com muita raiva.
– VOCÊ NÃO SABE O QUE ACONTECEU!
– VOCÊ NÃO ME DEU A CHANCE DE SABER! VOCÊ...
– EU NÃO TE DEI A CHANCE DE SABER?! VOCÊ DESAPARECEU! – ela se aproximou.
– DESCULPA – acusei-a – PARA TENTAR SE LIVRAR DA SUA CULPA DE TER ESCONDIDO AQUELE MENINO DE MIM! – estávamos mais próximos.
– TALVEZ ESSA TENHA SIDO MESMO A MELHOR DECISÃO QUE EU JÁ TENHA TOMADO NA MINHA VIDA! – ao pronunciar estas palavras ela me olhou assustada, minha mão direita estava levantada, próxima ao seu rosto e o meu ato a seguir surpreendeu-me...
Continua...
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