Começo, Meio E Fim

129 Capitulo 129


Pov Diego

Eu estava tão entretido e fixado, em nosso delicioso beijo, no modo como nossos lábios se encaixavam, nossas línguas deslizavam uma sob a outra, em como nossos corpos ficavam cada vez mais colados, na sede em que sentia por ela, que mal me toquei que havíamos colidido em algo, alguém... Merda!

– Desculpe... – começamos dizendo em uníssono, quando percebemos em quem esbarramos, merda, mesmo com a iluminação escura da boate, era perceptível a expressão surpresa, curiosa e divertida de nossos compadres, merda! – olha só que interessante – Carla foi a primeira a se pronunciar, zombeteira – Roberta e Diego, que coincidência.

– Oi – sorri-lhes fraco, Tomás aparentava estar surpreso de mais para dizer algo, e Roberta estava desconfortável e um pouco irritada, eu diria – pois é, como vocês estão?

– Estamos bem – respondeu meu compadre – e vocês, como estão?

– Bem – disse Roberta – pensei que vocês estariam com Pedro e Alice hoje – suas palavras soaram mais como uma cobrança, do que como uma pergunta do por que estarem ali.

– Noite de casais – explicou Carla sorrindo – cada qual com seu par – merda!

– Hum, por que não vamos todos para o andar de cima, hein?! Tem mesas lá – sugeri, antes que Roberta respondesse a provocação da nossa comadre.

– Ótima ideia – concordou Tomás, então nos dirigimos para o segundo andar da casa, era um espaço mais reservado, escolhemos uma mesa mais afastada, onde o som não atrapalharia nossa conversa.

– E então? – arqueamos nossas sobrancelhas com a pergunta de Carla, fazendo-nos de desentendidos, mas obviamente sabíamos a que ela estava se referindo – qual dos dois irá começar a falar?

– Não tenho nada a declarar – lhes sorri.

– Nada que seja da conta de vocês ou de qualquer outra pessoa! – minha mulher às vezes é tão gentil, que...

– O Rafael já sabe? – perguntou-nos Tomás seriamente, merda!

– Não – respondi calmamente, depois de um tempo em silêncio – nós bem...

– Preferimos que ele não soubesse – disse Roberta, devido ao meu embaraço – assim como os outros – Tomás assentiu, dando de ombros, Carla visivelmente queria dizer algo, tinha a certeza que seria apenas para Roberta, então...

– Tomás, vamos comigo até o bar, pegarmos as bebidas?

– Vamos – sorrimos as damas, antes de deixá-las – cara olha, não que seja da minha conta, eu não quero me intrometer – disse quando chegamos ao bar – vocês deveriam ser mais cuidadosos, não são apenas vocês, independente do que esteja rolando.

– Eu sei disso, não se preocupe – tentei tranquilizá-lo – estamos nos cuidando, nós não deixaremos que isso atinja o Rafael – eu não permitiria, suspirei – eu só não consigo me controlar quando estamos juntos, quero dizer, a sós – rimos.

– Tudo bem, só espero que saibam o que estão fazendo e que não se machuquem dessa vez.

– Não iremos – sorri, me virando ao barman – duas vodcas e dois energéticos – pedi-lhe.

– Vai beber? – foi impossível não rir, mais um – as duas vodcas? Porque eu estou dirigindo.

– Não são para você, nem pra mim – arqueou as sobrancelhas, sorri – são para as meninas.

– E os energéticos são para nós? – assenti, fazendo-o rir – quer embebedar as garotas – ri.

– Não, se quisesse embebedá-las lhes daria tequila, o que eu quero é deixá-las mais solta, digamos assim – sorri – vai por mim, você vai gostar do resultado – passei-lhe os copos.

– Espero mesmo que você esteja certo – rimos voltando à mesa, onde o clima parecia ter amenizado, pois agora Roberta e Carla riam, sentamos passando para elas seus copos.

– Vodca? – disse Carla confusa, sorri assentindo.

– Beba, Carlinha, você irá adorar – Roberta piscou para a amiga, que arqueou as sobrancelhas antes de bebericar.

– Ok então – fez uma careta – hmm, estávamos falando sobre o almoço de amanhã.

– Vocês vão? – perguntei-lhes, amanhã os Maldonado darão um almoço para a “família”, pois Tatiana e Débora chegarão de Londres, pela manhã.

– Sim – respondeu Tomás – é quase uma intimação familiar, e vocês irão?

– Idem – respondemos Roberta e eu em uníssono...

Um delicioso perfume invadia minhas narinas, enquanto minhas mãos envolviam sua cintura, minhas pernas sob as dela, eu ainda estava meio sonolento, o quarto estava escuro, mas não o suficiente, conseguia visualizar perfeitamente a mulher ao meu lado, sentindo-a estremecer em meus braços, sorri beijando-lhe o pescoço, quando sua mão guiou a minha até seu centro, um leve gemido escapou-lhe entre os lábios, lhe mordi o lóbulo, enquanto ela remexia-se de encontro aos meus dedos, que investiam incansavelmente dentro dela, meu polegar estimulava seu clitóris, meu membro duro roçava entre suas nádegas, gemidos roucos eram emitidos em minha garganta, principalmente quando ao atingir seu clímax, Roberta apertou meu pau, que em questão de instantes estava dentro dela, substituindo o trabalho dos meus dedos...

– Bom dia – disse sorrindo, quando uma leve caricia em meu rosto me acordou, abri os olhos para encarar a bela mulher ao meu lado, sorrindo timidamente para mim – linda...

– Bom dia, lindo – deu-me um leve selinho – eu acho que é hora de acordarmos.

– Mas eu prefiro continuar dormindo, assim posso sonhar com você – sorri vendo-a corar, coisa linda – ou acordar e ter a certeza de que passarei o restante do dia aqui com você – dei-lhe um selinho mais demorado dessa vez, ficando por cima dela, descendo meus lábios para o seu queixo, pescoço...

– Diego... – seu gemido me fez sorrir – para... – suas unhas arrastaram-se por minhas costas, de baixo para cima, até que puxou meu cabelo levemente...

– Eu só quero observar você – sorri de lado, acariciando a lateral do seu corpo.

– Tá, mas rápido, porque nos temos compromisso – suspirou.

– Ok – concordei, antes de beijar o vale dos seus seios – quanto tempo você amamentou?

– Um pouco mais de um ano, eles cresceram, não é? – sorriu.

– Sim – beijei cada um de seus mamilos, antes de seguir em direção a sua barriga, espalmei minhas mãos sob seu ventre – você tem certeza que uma criança esteve aqui? – gargalhou.

– Sim, absoluta – encarei sua barriga lisa, sem nenhuma marca da cesariana que lhe foi feita há cinco anos, nenhuma cicatriz, gordura localizada, estria, celulite e esse tipo de coisa, sua pele perfeita, seu corpo perfeito...

– Eu gosto das transformações que seu corpo sofreu nos últimos anos – beije seu ventre, onde um dia já esteve meu filho... – exceto o fato de que agora você está mais magra – riu.

– Pensei que você gostasse de garotas magras, em vista da sua ex-namorada – gargalhei.

– Eu não estava com a Elizabeth por causa do corpo dela – seu corpo ficou tenso, não sei se por minhas palavras ou pelo chupão que deu em seus grandes lábios, encarei-a passando meu polegar por seu clitóris, quando ela puxou-me para cima.

– Ela sabe sobre nós? – perguntou, assenti com a boca a centímetros da dela, enquanto meus dedos a acariciavam – você contou? – assenti novamente, pronto para beijar e deixar que meus dedos a invadissem, quando... “... Porque sei depois da chuva, sempre vem o sol, tudo vai melhorar...” merda! Minha voz começou a cantar, merda – é o Rafael – disse ofegante, assenti contrariado, mas ri retirando minhas mãos dela e deitando-me ao seu lado, depois de respirar fundo, Roberta pegou o celular sobre o criado mudo atendendo-o – bom dia, meu amor – sorri observando-a arquear as sobrancelhas, espera... –sim, é a mamãe – eu estava deitado do lado dela na cama e essa era a musica que o Rafael colocou como toque a chamada dele, no meu celular... Merda! Peguei sob o outro criado mudo o aparelho celular de Roberta, erguendo para ela, que arregalou levemente os olhos, merda – é, o seu pai está aqui – disse ao nosso filho, tentando sair desse embaraço – sim, nós já estamos indo, meu amor – sentei-me sob a cama também – é, ele veio me buscar – ouvindo-a dialogar com nosso filho – daqui a pouco estaremos aí, beijos, meu anjo.

– Não acredito nisso – gargalhei, quando ela encerrou a chamada suspirando.

– Esse é o toque que ele colocou no meu celular para a chamada dele – riu também.

– No meu também, aii... – recebi um tapa no ombro.

– Culpa sua isso – encarei-a sem entender – eu disse que não era uma boa ideia dar um celular para ele – revirou os olhos, ri ainda mais – ele disse que seu pai e a Silvia estão nos esperando – fiquei sério dando de ombros – você deveria tentar se acertar com ele, assim...

– Assim como você e a Eva? – assentiu, minha vez de revirar os olhos – pensei que você me entenderia – bufei.

– Eu entendo, mas também os entendo agora – estava chocado com o que a ouvi dizer – eu sou mãe, Diego, me pus no lugar deles, eu fiz algo muito pior, imaginando que estaria protegendo o meu filho, eu... – calei-a com o indicador, sob seus lábios.

– Foi por causa deles, do que eles fizeram...

– Mesmo assim, eu... – calou-se – ainda acho que você deveria perdoá-lo e tentar se entender com ele, o Rafael o adora, eu sei também que apesar de tudo você sente a falta dele e ele do jeito dele também sente a sua falta – suspirou – pense em como você se sentia quando o Rafael não o queria por perto – merda – deve ser algo parecido com o que ele tem sentido.

– Ok, eu vou tentar ser mais compreensível e amigável, com o meu pai – sorriu – agora, chega de papo, vamos para o banho, nos arrumarmos, antes que o Rafael ligue de novo e atrapalhe algo – rimos, antes de selarmos nossos lábios levemente...

Sorria feito bobo, observando de longe, pela janela da cozinha da casa dos Maldonado, Roberta conversar animadamente com Larissa, Pilar ao lado delas... A linda menininha de cabelos negros, ria de algo que a mãe e a minha linda diziam, estava no colo dela, que havia lhe feito trancinhas, iguais as que costumam fazer em Lana... Era tão incrível o modo como ela interagia com as crianças, desde nosso filho aos filhos de nossos amigos, ela era incrível, toda linda, toda minha...

– Tenho que admitir, ela se tornou uma mulher admirável – foi então que percebi que não estava sozinho, observando as garotas no jardim, Leonardo estava lá, observando-me – uma excelente mãe – encarei-o seriamente.

– É – concordei – ela é sim – ficamos em silêncio por um tempo, encarando um ao outro – eu – comecei dizendo, talvez Roberta tivesse razão... Merda! – não tive oportunidade de lhe agradecer, pelo que o senhor tem feito – arqueou as sobrancelhas surpreso, eu acho – pelo Rafael, por ficar com ele – expliquei-lhe – obrigado.

– Não precisa agradecer, ele é meu único neto, não faria menos que isso – claro, o único, por enquanto... Merda! Como foi que eu pensei que algo nele tivesse mudado? Não, ele não mudaria jamais, Leonardo Maldonado sempre será Leonardo Maldonado! Acho que ele percebeu minha reação irritada – o que foi? – pareceu irritar-se também – você pensa que eu o trocarei? – permaneci calado – quando vierem os outros netos, ele será deixado de lado, é isso? – sim era, mas não respondi – essa é a impressão que eu lhe passo ao cuidar do seu filho? – ouvia-o com atenção – pois saiba que não irá mudar em nada nossa relação, principalmente o que eu sinto por ele – incrivelmente suas palavras pareceram sinceras.

– Desculpa – disse depois de um tempo – apenas pensei – respirei fundo – bobagem, enfim.

– Você não irá me perdoar pelo que eu fiz, não confiará em mim novamente.

– Eu estou tentando.

– Então me dê um voto de confiança, Diego, porque eu também estou tentando, muito – seus olhos pareciam lacrimejados – posso te dar um abraço? – não respondi com palavras, apenas o abracei como há tempos não fazia, era estranho estar assim com ele, era inquietante, não sei se bom ou ruim, não, era boa a sensação, boa de uma forma que me confortava, perguntei-me se era assim que o Rafael sentia-se ao me abraçar, não sei quanto tempo se passou ao ouvi-lo pronunciar – eu torço por vocês, filho, torço de coração – meu coração parou e voltou a bater fortemente quando me dei conta o que ele havia dito, merda, ele sabe sobre nós, tive a certeza disso...

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado :) Pela centésima, vigésima nona vez... Comentem, por favor ;D