Começo, Meio E Fim
113 Capitulo 113
Notas iniciais
Pov Roberta
Não sei ao certo quanto tempo se passou desde a ultima vez que fui novamente despertada, com beijos molhados nas minhas costas nuas, um corpo quente sob o meu, braços fortes envolvendo-me calorosamente, enquanto mãos vagavam pelo meu corpo... Deixei-me levar mais uma vez naquela madrugada, entregando-me a ele, não sei ao certo por qual vez... Já havia perdido a conta, pois a única coisa que pensava, desejava e ansiava era tê-lo ali, junto a mim, dentro de mim...
Despertei com o som de algo batendo, abri os olhos preguiçosamente, constatando que agora estava sozinha naquela cama, pois o homem que há algumas horas estava sobre ela, comigo, agora estava parado frente à porta, vestido e pronto para abri-la, e obviamente deixar-me...
– Já se vai? – perguntei, sentando-me e encarando-o, quando o mesmo voltou sua atenção a mim, ainda com a mão sob a maçaneta, acho que foi impossível conter o sarcasmo e irritação em meu tom de voz, merda!
– Ah... Er... – calou-se, merda, só então me toquei que ainda estava nua, com meu seios a mostra, levantei-me ficando a sua frente, foi impossível não perceber o olhar de Diego sobre meu corpo, acompanhando meus movimentos em direção ao banheiro, tenso, saí de lá vestindo a primeira roupa que encontrei, um pijama o tanto quanto curto e sexy para a ocasião – acho melhor você voltar para cama – disse depois de um tempo.
– Você voltará comigo? – perguntei seriamente, arqueando as sobrancelhas.
– Roberta, olha... – suspirou interrompendo-se novamente, eu sabia o que ele iria dizer – isso foi... – suspirou novamente.
– Isso – fiz um sinal com a mão, referendo-se a nós e ao que aconteceu entre nós há algumas horas, ele permaneceu calado me encarando seriamente – isso foi bom, foi gostoso, você se divertiu, se saciou, aproveitou como pode ao máximo – disse um tanto quanto fria e debochada – agora que acabou você está indo embora! – joguei as palavras com certa fúria sobre ele.
– Não é bem assim...
– Ah, não? Você não está indo embora? – debochei interrompendo-o.
– Estou, mas... Merda, não era para ser assim! – exasperou-se.
– Claro que não, eu deveria ter continuado dormindo, assim você poderia ir embora se que tivesse que dizer algo!
– Isso que aconteceu – respirou fundo – não muda nada.
– Eu sei – disse firme – e não se preocupe “isso” não terá consequências.
– Você está se referindo ao fato de que... – o interrompi mais uma vez...
– Sim, ao fato de não termos usado camisinha das ultimas vezes – pois já havíamos acabado com elas, enfim... – não se preocupe, eu não possuo doenças e não irei engravidar – bufou.
– Como você sabe que não irá engravidar?
– Simples – respirei fundo – eu sei, porque não posso gerar!
– Você, o quê? – perguntou com se não houvesse entendido o que disse.
– Eu não posso ter filhos – seus olhos estavam levemente arregalados, um bolo se formou em minha garganta – não mais – ele ia dizer algo, mas... – agora você deve ir, não tem mais nada para fazer aqui!
– Roberta, eu...
– Eu disse saía!
– É isso que você quer? – perguntou-me friamente.
– Vá embora – disse firme, tentando não desabar em lagrimas, frente a ele – vá para o seu apartamento como se nada tivesse acontecido, vá ficar com a sua namorada e brincar de casinha com ela, viva a sua vida e me deixe em paz! – exasperei-me – você conhece o caminho para a saída, agora saía!
– Você que sabe! – esbravejou lançando-me um ultimo olhar, de fúria, magoa e... Segundos antes de sair pela porta, batendo-a fortemente, não demorou muito para que ouvisse a porta da sala sendo batida também, foi quando deixem que as lágrimas fluíssem e me joguei sobre a cama... Merda, tudo ali estava me lembrando a ele, tudo... Os lençóis, as fronhas e travesseiros, meu corpo... Se fechasse os olhos, seria capaz de ainda senti-lo ali... Seu cheiro, seu toque...
Assim, deixei que as lágrimas cobrissem meu rosto em abundância, até que adormeci novamente...
Continua...
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