Começo, Meio E Fim

105 Capitulo 105


Notas iniciais
Espero que gostem ;)

Pov Roberta

Até que meu dia estava sendo bem proveitoso e divertido, fora o fato de a Eva estar me tratando como se eu fosse uma criança de cinco anos que depende dela para tudo, me chamar de bebezinha e não desgrudar de mim... Mas confesso que estava morrendo de saudades de tudo isso, das suas manias, dos seus exageros e dos seus mimos, saudades da minha mãe... Há alguns minutos me despedi dela, a maioria dos convidados se foram, restando apenas, ToCar, PeLice, Diego, Rafael e eu, além dos donos da casa, lógico, Jonas e Leila... Tomás inventou que deveríamos todos nós, os Rebeldes, permanecermos depois que todos se fossem, para recordarmos os velhos tempos... Estranhamente, concordamos...

– Onde está o seu noivo Carla? – perguntei impaciente, sentada ao lado de Alice, em uma espreguiçadeira, a algumas cadeiras de nós, estavam Diego, Pedro e Rafael, pareciam conversar animadamente.

– Não sei, mas ele tá demorando.

– E muito – queixou-se Alice – você sabe pelo menos o por quê disso?

– Saber, eu não sei, mas desconfio, coisa do Tomás com a Leila – deu de ombros.

– E vai deixar a gente na curiosidade?! – disse a ela.

– Vou – riu, ridícula...

– Acho que não por muito tempo, olhem o Tomás ali – apontou Alice para onde os rapazes se encontravam, agora junto com o meu compadre vinham até nós.

– Partiu? – ele disse sorrindo para nós, assim como os outros.

– Partiu, o quê? – perguntou Alice.

– E onde? – minha vez de questionar.

– Porão – completou Carla, fazendo-os rir, sorri também, admito, porão dos Rebeldes...

Ok, indescritível a sensação de estar naquele lugar novamente, depois de anos, nosso lugar... Principalmente poder tocar lá de novo, com eles, tendo o meu filho como espectador... Claro, que não foi necessariamente maravilhoso tocarmos juntos de novo, estamos meio enferrujados, eu diria, desafinamos, erramos e esquecemos algumas letras, melodias e acordes, enfim... Foi divertido, me fez, nos fez relembrarmos de tantas coisas, tudo que passamos, tudo que ficou para trás, tudo que levamos com a gente durante todo esse tempo, as nossas lembranças...

– Aaaii... – Alice agarrou o Rafael, que estava de pé, em cima do velho sofá, assim que terminamos de cantar “Juntos Até O Fim” – neném!

– Alice, solta o meu filho – pedi a ela, que parecia sufocar o meu neném, mas ela apenas me mostrou a língua, depois depositou um beijinho da bochecha do sobrinho.

– Gostou, meu amor? – Carla, que estava ao meu lado, perguntou ao afilhado.

– Muito! – sorriu, meu neném lindo... – eu já conhecia essa.

– Ah, então você conhece as músicas dos Rebeldes? – perguntou Diego.

– Sim, acho que todas – assentiu, estava ao lado do padrinho agora, ainda em pé no sofá.

– Quase todas – Alice o corrigiu, merda, ela não vai falar quais músicas ele não conhece, vai?!

– E quais você não conhece? – merda, Diego, não há necessidade de saber!

– Ah, ele não conhece... – juro que depois que a Sophia nascer eu vou esganar a Alice por isso – aii... – cessou o que ia dizer pelo Rafael.

– O que foi, branquinha? – perguntou Pedro, levantando-se da bateria e indo até ela.

– A Sophia chutou – impossível não rir, assim como os outros, eu amo a minha a afilhadinha, não havia necessidade de se dizer as duas únicas musicas dos Rebeldes que o Rafael não conhecia, “Você É O Melhor Pra Mim” e “Começo, Meio e Fim”...

– Ela quer se manifestar também, gostou da nossa música, rebeldinha desde o ventre da mãe – ri do comentário sem graça do Tomás.

– Essa vai dar trabalho, hein, Pedro?! – disse Diego.

– Nem me fala, mas o seu não está muito longe não – rimos, é ele estava certo...

– Longe do quê? – rimos novamente com a pergunta do meu filho.

– Nada, não – Tomás beijou o topo da cabeça do afilhado – o que importa é que você está aqui – sorri feito boba, com a frase do meu compadre, assim como os outros, pelo menos CarLice...

– Eu gosto de estar aqui – foi impossível não rir, ok, eu queria dar uma de Eva ou até mesmo Alice e agarrar o meu neném, mas no meu caso é compreensível, meu filho tem cinco anos...

– Rafa, qual instrumento você gostou? – perguntou Carla.

– Eu gosto da guitarra – entendi o porquê da pergunta, pois foi impossível não perceber o sorriso radiante do Diego e as expressões incrédulas de Pedro e Tomás, como se bateria e baixo fossem os melhores... – é muito bonita a sua guitarra Diego – seu comentário nos deixou surpresos.

– Obrigado – sorriu ao menino, que lhe devolveu um sorriso tímido, mas tão lindo...

– Você poderia me ensinar? – perguntou incerto, achei que meu coração fosse sair pela boca.

– Você quer aprender a tocar guitarra? – o menino assentiu.

– Não se preocupa não, o padrinho te ensina quando você quiser, campeão – merda, Tomás!

– Ah, tá bom – disse Rafael sem ânimo e o sorriso de Diego se desfez, foi então que ele se tocou, acho que devido aos olhares de repreensão que recebeu.

– Pensado bem, é melhor o Diego te ensinar com a guitarra – corrigiu-se com um sorriso fraco – tio Pedro pode te ensinar com a bateria e o padrinho te ensina com o baixo, pode ser?

– Pode – concordou entusiasmado, Tomás o desceu do sofá, para que eles pudessem apresentar-lhe os instrumentos de perto, eu observava a interação dos rapazes com o meu filho, com lágrimas nos olhos.

– Quer um lencinho para secar as lágrimas? – foi então que percebi que Alice agora estava ao meu lado.

– Não precisa – voltei minha atenção a Carla, que também estava ao meu lado – você fez de propósitos aquela pergunta, não fez?

– Sim, eu já sabia a preferência dele – riu – mas achei que isso poderia aproximá-los – sorri, assim como Alice – mas a questão agora é você, na verdade, o que tá rolando entre você e o Diego? – merda, sua pergunta me pegou de surpresa.

– Não está rolando nada, não tem nada pra rolar!

– Deixa de onda Roberta, até eu já percebi essa tensão que rodeia vocês – se intrometeu Alice, eu ia retrucar, mas preferi ignorá-las e não deu certo – e então?

– Então o quê?! – fiz-me de desentendi, ok, já fui melhor de enrolar minha amigas – não tá acontecendo nada.

– Hmm saquei – arqueamos a sobrancelhas para Carla, que riu – o problema está ai, não está acontecendo nada, porque se estivesse acontecendo algo, não teria essa tensão toda – debochou e Alice riu, enquanto revirava os olhos, ridículas...

– É muito vê-los se entendendo, finalmente – comentou Alice, também observando a cena que se passava a nossa frente, fugindo do assunto DiRo, Graças a Deus!

– É maravilhoso – admiti, mais uma vez com um sorriso bobo nos lábios...

Continua...

Notas finais
Pela centésima quinta vez... Nenéns, não deixem de comentar, por favor, a opinião, sugestão, critica e etc. vinda de vocês é importante para mim... Obrigada ;D