Come Dance

15 Especial ♥ - Vida de irmão mais velho


Notas iniciais
Olá... Alguém... ;-; Oi pessoas que amo, que vergonha aparecer depois de tanto tempo... Mas eu tenho explicações! Hehe Eu estava em semanas de trabalhos e provas, teve o ENEM, minha vó ficou muito doente e eu precisei cuidar dela, espero que entendam meus doces :) Mas agora, como estou de férias, vou dar mais atenção às minhas fanfics e à vocês, é óbvio ^///^ Então, como o título diz, temos nosso primeiro especial! *-* Este capítulo será todo narrado pelo nosso querido Gray

Admito que a ideia de ficar sem pais raramente passava pela minha cabeça. Bom, pelo menos com 16 anos eu não pensava muito nisso. Não era algo que deveria ocupar os pensamentos de um adolescente.

Mas, infelizmente, isso aconteceu.

Foi em uma linda manhã de Quinta-feira. Eu voltava da escola, junto com a minha irmãzinha, Lucy. Ela conversava animadamente sobre como fora sua aula e das coisas e ela e Levy haviam feito. Eu apenas prestava atenção e ria. Nossa escola não era longe de casa e não demoramos pra chegar. Mas para nossa surpresa, havia uma viatura da polícia em frente a pequena casa de cor verde. Lucy apertou minha mão, apreensiva.

– Onii-chan, por que tem um guarda na nossa casa?

– Eu não sei Lu... — Falei sem entender. O que um policial estaria fazendo na nossa casa? E por que nossa mãe não havia atendido, sendo que nessa hora ela deveria estar em casa?

Apertamos o passo e paramos me frente a nossa casa. E então, o policial notou nossa presença. Ele mantinha o semblante sério e profissional, mas no fundo dos seus olhos, uma certa... Pena?

– Boa tarde, meus jovens. Eu sou o Tenente Hikaru. — O policial disse e estendeu sua mão para mim.

– Gray... — Eu o cumprimentei um pouco desconfiado. Depois virou-se para Lucy e agachou-se em frente a ela. Apesar de ter 10 anos, Lucy tinha uma estatura muito baixa.

– Oi mocinha, qual o seu nome? — Ele perguntou gentil.

– Lucy.

– Que nome bonito. Quantos anos você tem?

– Tenho 10... Mas logo farei 11! — Ela se apressou em dizer. Tenente Hikaru riu baixo e deu três leves tapinhas na cabeça de Lucy. Levantou-se e olhou para mim.

– Nós precisamos conversar Gray. Mas a sós. Que tal levar sua irmã para dentro de casa?

Eu não gostava dessa história. Nem um pouco. Mas achei melhor levar Lucy para dentro de casa. Se fôssemos discutir, preferia que ela não estivesse ouvindo.

– Pode esperar um pouco? — Perguntei.

– Claro.

–Vamos Lu... — Eu a chamei e peguei sua mão, guiando-a para dentro de casa. Já na sala, Lucy sentou-se no sofá e eu fiquei em frente a ela.

– Eu já volto, ok? Me espere aqui. — Eu a orientei. Lucy balançou a cabeça afirmadamente, sorrindo. Eu sorri de volta e acariciei sua cabeça.

Ah, se eu soubesse que esses sorrisos iriam sumir dentre alguns minutos....

Saí de casa apressado e fui ao encontro do tenente Hikaru.

– Sobre o que gostaria de falar? — Perguntei. Hikaru olhava para longe e procurava não me encarar.

– Escute rapaz, eu soube que vocês não tem parentes vivos, estou certo?

– Sim. Meus pais são filhos únicos e todos meus avós já faleceram. Mas nós temos um primo em terceiro grau, ele estuda e mora em Londres.Tenente, pode me contar o que está havendo?

– Olha, Gray... Serei direto, ok? Não me agrada dar esse tipo de notícia, mas às vezes isso acontece. — Ele disse olhando para chão. Depois, olhou fixamente para mim e disse:

– Seus pais faleceram em um acidente de carro nessa manhã, meu jovem. Eu sinto muito.

Eu parei de ouvir qualquer palavra depois dessa frase.

"Seus pais faleceram em um acidente de carro"...

"Faleceram"...

"Meus pais"...

– Isso é algum tipo de pegadinha? — Perguntei sério. — Se for não tem a menor graça! — Eu disse meio alto.

– Entendo que pode ser difícil de crer, mas é a verdade. Eu lamento pela sua perda rapaz.

– Não... NÃO! ISSO É MENTIRA! — Eu gritava. Gritava tentando me convencer de aquilo não era real. As lágrimas embaçaram minha visão, e no fim, escorreram pelo meu rosto. O tenente colocou a mão no meu ombro e suspirou com dificuldade.

– Você... Gostaria de vê-los uma última vez?

Eu não disse uma palavra. Não conseguia. Que pergunta idiota, é claro que sim! Mas fiquei quieto, afinal ele não tinha culpa. Apenas afirmei com a cabeça.

– Tudo bem, vamos então. — Ele disse e ele começou a me guiar para o carro, mas eu não poderia ir ainda.

– Preciso... Falar com a minha irmã... — Eu disse enquanto tentava parar de chorar, mas era inútil.

– Claro que pode, vou esperar vocês por aqui.

Devagar, guiei meu corpo sem ânimo algum para a casa. Abri a grande porta de carvalho e encontrei uma pequena Lucy brincando de bonecas em cima do sofá. Ela ria e abraçava as bonecas. Era uma linda e inocente cena, que apenas me fez chorar ainda mais. Soltei um soluço e Lucy olhou para mim.

– Onii-chan...! — Ela disse sorrindo, mas depois ficou séria e preocupada. — Por que você está chorando?

– Lu, eu... Preciso falar com você, tudo bem? — Falei tentando controlar as lágrimas, com muita dificuldade. Cheguei perto dela e agachei-me em frente a ela. Ela largou as bonecas e me olhou.

– O que aconteceu onii-chan? Aquele senhor te machucou? — Ela disse triste fazendo carinho na minha cabeça.

– Não Lu, não foi nada disso... — Falei pegando sua pequena mão e apertando contra meu peito.

– O que foi então?

Custei muito para tomar coragem e olhar para Lucy. Depois de alguns minutos, tomei coragem.

– Lembra Lu, quando a mamãe e o papai diziam que um dia eles iriam para as estrelas? Lá no céu?

– Lembro...

– Então... A mamãe e o papai... Foram para o céu hoje, Lu... — Eu disse e comecei a chorar de novo. Mas a dor que eu sentia não se compara a dor que eu senti quando vi aqueles brilhantes olhinhos se encherem de lágrimas.

– Mama... Papa... — Lucy disse com a voz embargada. Gritou e jogou-se nos braços, procurando algum consolo. Eu não sabia o que fazer, além de abraçá-la fortemente buscando consolo também. E ficamos assim. Por horas.

–-------♥--------

O velório ocorreu naquele mesmo dia, no fim da tarde. Onde apenas eu e Lucy nos encontrávamos. No fim da cerimônia de cremação, começou a chover. Nós permanecemos ali, fora do local, observando a fumaça esbranquiçada sair da chaminé e ir em direção ao céu. Olhei para minha irmã e ela ainda chorava, agarrada a minha mão. Eu acho que minhas lágrimas estavam extintas, pelas horas que apenas chorei. Agora eu não conseguia chorar mais. A fumaça que corria em direção às nuvens a nossa frente parecia ser algo surreal. Como se isso fosse apenas uma brincadeira e quando fôssemos para casa, nossos pais estariam lá nos esperando.

Uma pena que isso era só uma ilusão.

Perdido nos meus pensamentos, não ouvi quando Lucy chamou.

– Onii-chan... — Ela chamou novamente com voz fraca.

– Hum...? — Eu disse e olhei para ela. — O que foi Lu? — Eu perguntei, dando atenção.

– Você... Você... Não vai me abandonar também... Vai...? — Lucy disse e olhou para mim com os olhos vermelhos e inchados.

Meu coração doeu nessa hora. Eu a peguei no colo e a abracei, sendo correspondido.

– Oh Lu... É claro que não.... Eu sempre serei seu onii-chan, ok? Nunca vou te abandonar, acredite em mim... — Eu disse e Lucy enterrou seu rosto no meu ombro.

Depois de certo tempo, Lucy adormeceu. Dei um último adeus para meus pais e fui para casa.

–-------♥--------

Cinco meses se passaram depois do ocorrido. Nossos pais haviam morrido no mês de Agosto, próximo do aniversário de Lucy. Foi o primeiro aniversário que não comemoramos.

Agora estávamos em Dezembro. Eu estava com 17 anos e havia me formado no ensino médio. Lucy se encaminhava para sexta série.

É claro que nada será como antes, mas as coisas tem melhorado um pouco. Por exemplo, depois de dias sem ver o sorriso de Lucy, eu finalmente a vi sorrir quando ela soube que havia passado de ano.

Nesse momento estou correndo para casa. Meu chefe havia me liberado mais cedo, pois as festividades de Dezembro estavam perto, ou seja, férias finalmente!

Atravessei o nosso jardim e entrei em casa. Encontrei minha pequena irmãzinha olhando televisão com um sorriso no rosto. Andei devagar até ela e observei o que Lucy estava vendo. Era um... Recital de balé?

– Lu, cheguei! — Falei animado.

Ela virou-se para mim, com os olhos brilhantes.

– Onii-chan! — Ela disse alegre e me abraçou fortemente. — Você veio mais cedo!

– O Sr. Tanaka me liberou mais cedo. Agora estou de férias, sou todo seu. — Lucy abriu um sorriso ainda maior e me abraçou novamente.

– Onii-chan, olha, olha! — Ela apontou para a televisão, onde mostrava graciosas dançarinas de balé. — Não é lindo?

– É sim Lu. Você gosta disso?

– Eu amei isso. Eu quero ser como elas... — Ela disse com ar sonhador.

–Você pode ser, se quiser. É só você acreditar com todas as suas forças.

– Como você, que quer ser um advogado?

– Isso mesmo.

– Hai! Eu irei! Um dia, serei eu a dançar naquele palco! É uma promessa! — Ela disse e estendeu seu mindinho para mim. Eu sorri e estendi o meu, segurando o dela.

– Prometido. — Falei sorrindo. — Então, quer me ajudar com o jantar?

– Claro!

–-------♥--------

Depois da janta, conversamos como fora o dia de Lucy e como tinha ido meu trabalho. Ela me ajudou com louça e coloquei ela para dormir.

– Boa noite Lu, durma com os anjos. — Eu disse enquanto a cobria. Beijei-lhe a testa e coloquei a caixinha de música de mamãe para tocar.

– Arigatô, onii-chan. Eu te amo... — Ela disse sonolenta e fechou os olhos, adormecendo.

– Também te amo... — Eu disse e sai do quarto.

–-------♥--------

No dia seguinte, acordei cedo, mesmo estando de férias. Acho que era costume.

Sai de casa para ver o correio de hoje. Peguei as cartas. Contas, contas, uma carta de Levy, a melhor amiga de Lucy, contas...Soltei um bocejo. Nada muito interessante, a não ser a carta de Levy. Mas a última carta, mudou completamente meu dia. Era um simples envelope branco, com o meu nome e o símbolo da Universidade de Tóquio. Eu havia prestado vestibular para entrar nessa faculdade e apenas aguardava a resposta.

Tremendo, abri o envelope e de lá retirei o papel.

"Caro Gray Heartfilia Fullbuster,

É com grande satisfação que venho por meio desta carta informar que o senhor foi aceito na Universidade de Tóquio, para o curso de Direito. Meus parabéns pela sua conquista [...]"

– Eu... Fui aceito...? — Eu disse sem acreditar. Sorri para o nada e corri para dentro de casa. — LU!

–-------♥--------

– Isso é sério?! — Lucy perguntou, sorrindo,

– É sim, Lu! Olha! — Mostrei a carta para ela. — Seu irmão agora é um estudante de Direito!

– Omedetou, onii-chan! — Ela disse me abraçando.

– Eu cumpri minha promessa. Agora é a sua vez. — Eu disse afagando seus cabelos.

– Pode deixar. A próxima serei eu! — Ela disse e nós rimos de felicidade. Rimos como não fazíamos a tempos.

–-------♥--------

O ano novo já havia começado com grandes expectativas. Eu iria começar a faculdade de Direito. Claro que meu tempo com a Lucy iria diminuir, por questão da faculdade e do trabalho. Mas sei que ela é forte e iria encarar isso muito bem.

Estava levando minha irmã e Levy para a escola. Primeiro dia de aula delas e meu primeiro dia na faculdade.

Chegamos na escola e eu me despedi de Lucy e de Levy.

– Gambatte, onii-chan! — Lucy disse antes de entrar na escola.

– Arigatô, Lu! — Disse de volta e segui em direção a Universidade de Tóquio, para um novo começo.

–-------♥--------

Passou-se dias, meses, anos. Me formei em Direito e hoje sou um advogado muito procurado. Sou casado com a mulher da minha vida, Juvia, e minha querida irmã, Lucy, terminou a escola e hoje está na Faculdade de Dança Fairy Tail em Londres. E nós estamos felizes. Claro que houve seus altos e baixos, como os dias em que ficamos com dificuldades financeiras ou quando Lucy ficou muito doente e nós não tínhamos plano de saúde. Mas superamos tudo isso. Houve também os momentos "Lucy". Ah, eu tive que ter muita paciência. Como o dia em que ela "virou mocinha". Eu quase desmaiei nesse dia. Foi uma coisa muito... Constrangedora, tanto para mim quanto para Lucy. Mas nessa época eu já namorava Juvia e ela ajudou muito. Fiquei muito feliz que as duas se deram tão bem. Conseguimos também novos grandes amigos: Erza, Jellal, Gajeel, a inseparável amiga de Lucy, Levy e Juvia. Também voltamos a falar com o nosso primo Loke, que há anos não víamos. Também ocorreu o caso com o cretino do Sting, o primeiro namorado de Lucy. Não é algo que gosto de lembrar e prefiro enterrar essa lembrança.

O importante é que depois de todo o sofrimento que eu e Lucy passamos, nós encontramos nossa felicidade. Nós apenas nunca... Deixamos de acreditar.

Notas finais
Bom, eu gostei desse capítulo, adoro o jeito irmãozão do Gray *-* Então meus cupcakes (sim, a autora aqui AMA doces, então vocês são doces u.u kk) espero que vocês tenham gostado, e não me abandonem, ok? Vou tentar postar o próximo logo, certo? Beijos para vocês e até a próxima ^^/