Come Back Again

3 Sanbun no Junjou na Kanjou


Notas iniciais
Sanbun no Junjou na Kanjou = 1/3 dos meus puros sentimentos

Yo a Todos! Primeiro, quero muito agradecer a W-Stars pelo meu 1º review aqui no Nyah! e Yamatsu por ter me presenteado igualmente, vcs me deixaram MUITO contente MESMO!Milhares de obrigadas!!

Abaixo, deixarei uns recados importantes, não deixem de ler, por favor!

Revisado por Sensei Willy.

“...Você é a única coisa que eu tenho e ninguém pode te substituir...”
다시돌아와」Infinite.

Assim como na maioria das noites em que o alaranjado não teria compromissos a cumprir, saia com sua preciosa namorada pra jantar e dar um longo passeio juntos. Dificilmente conseguiam tempo durante a correria do dia-a-dia, como de costume, Ichigo estava levando Rukia de volta para sua casa em segurança.

A noite encontrava-se majestosa, o céu escuro, lindo, e todo recheado de estrelas que podiam ser vistas sem dificuldade alguma. Enquanto o carro conversível se movia, ambos eram presenteados com uma deliciosa brisa de troca de estação; era fresca e podia se apreciar em alguns pontos um aroma vindo das flores dos belíssimos jardins que os acompanhavam durante o percurso.

Constantemente, ele virava-se na direção da morena que aproveitava a brisa. Seus olhos se espremiam e seu coração palpitava... Não importavam quantas vezes ele a observava, Rukia era linda. E fora a primeira vista... Sim, foi apenas olhar para ela e se apaixonar imediatamente; mesmo tão novo e pequeno, sem ao certo saber o que era aquilo que sentia, já a amava. Ichigo a conheceu quando ainda eram pequenos, ele havia se mudado juntamente com sua família para a vizinhança de classe média alta, naquela época seu pai ainda exercia a profissão de médico e acabará de ser transferido após ser premiado pela associação médica. A família da garota também estava iniciando sua caminhada à ascensão financeira no ramo de chás e ornamentos.

Lá estava ela, sentada no tapete verde que se estendia pelo quintal dos fundos. Balançava levemente suas pequenas perninhas em movimentos leves e inconstantes dentro do pequeno lago, fazendo a água dançar; seus cabelos ondulavam embalados pelo vento e havia um sorriso adorável em seus lábios... Nada mudara desde aqueles dias, a não ser o seu sonho realizado, ter se tornado o namorado da garota amada; a única que obtivera total posse de seu coração.

- Ichigo...? – uma voz delicada chamava pelo seu nome.

Instantaneamente o alaranjado foi tirado de seus devaneios. – Ah... Ah, me desculpe Rukia ... – Olhou de forma gentil e amorosa.

- Esta tudo bem? Você já esta estacionado há alguns minutos...

Sim, Kurosaki já estava a um tempinho estacionado na área de vagas da mansão dos Kuchiki. Havia passado pelos enormes portões, percorrido até a vaga, desligado o carro e nem percebido.

Ele apenas sorriu encantadoramente, com aquele sorriso que só dava quando era pra ela. – Me perdoe, acabei recordando de algumas coisas e me perdi. – Já estava batendo a porta do carro ao lado de fora.

Riu. – E o que estava recordando? – Dava a mão ao namorado pra sair do carro.

- Hum, só a primeira vez em que te vi. – Bateu a porta do veiculo após a saída de Rukia.

- Você ainda se lembra da primeira vez que me viu?! – Riu. – Só mesmo Kurosaki Ichigo! – caminhavam de mãos dadas até a porta da residência.

- Oras o que há de engraçado nisso? — Faz bico.

- Nada! – Mostra a língua e faz cara de travessa. – Só queria saber o motivo da nostalgia fora de hora.

Caminharam pela trilha, passando pelo enorme jardim que cercava a residência, lá podiam-se encontrar uma infinidade de tipos de flores, de cores, tamanhos e perfumes diferentes, cada uma enfeitando o local de maneira diferente; algumas luminárias que refletiam uma linda luz em tom avermelhado e um lago cheio de carpas que nadavam livremente. Tudo era harmonioso lá, não era a toa que a família de Rukia tinha se estabelecido no topo do comércio de chá e de ornamentos, a tradição milenar ainda corria em suas veias. Ao alcançar a entrada da casa de estilo tradicional e imponente, Ichigo voltou seus olhos ao encontro dos de Rukia , no qual, permaneceu alguns segundos. Logo, havia pego a garota pela cintura e a colocado em um dos degraus de entrada, e comprovado que a morena continuava leve e delicada. Agora, ambos encontravam-se na mesma altura.

- Você Ruki...Você é o motivo. – revelou com um tom de voz doce enquanto segurava as mãos da menina e se aproximava. – Você sempre será o motivo pelo qual eu acordo de manhã, e o motivo que faz o meu sorriso surgir. O motivo que me da forças pra agüentar tudo e todos... É simplesmente... – aproximou mais seu rosto até ficarem a milímetros de distancia. – Você Ruki....

Carinhosamente, Ichigo é puxado em um movimento delicado por Rukia, tornando a distância entre seus lábios nulo.

[ ... ]

- Eu ainda não acredito que ela tenha feito isso. – Suspirava pesado enquanto dobrava seus braços na frente de seu tórax.

- Não diga isso Ishida, sabe melhor que ninguém de que ela tinha motivos. – Sado levava o garfo à boca.

- Ta, eu sei, mas que saco! – Sua feição era visivelmente irritada. – Eu avisei Sado! Eu a avisei! – Soltou mais um longo suspiro, desfez os braços e pegou o copo que estava cheio até a metade na mesa.

- Já se passou um mês não é? – disse em um tom baixo e triste a morena que estava ao lado de Sado. – Parece que se foi há muito mais tempo...

Sado acompanhou a mudança na face da vizinha: de chateada passando para triste. Realmente, Inoue fazia falta, se estivesse com eles a mesa não estaria tão pra baixo, e com certeza também estaria bem farta e movimentada, afinal, aquele era o local em que os 4 costumavam freqüentar.Era um café bem aconchegante, decorado de forma semelhante aos comuns estabelecimentos americanos com uns toques de simplicidade, e uma mistura de elegância, era bem extenso e ainda possuía a área aberta que dava para um belíssimo jardim na área interna.

Sado havia conhecido Orihime e Tatsuki por meio de Ishida, e quando menos esperava já andavam juntos para a maioria dos lugares, logo, Kurosaki estava no meio. Foi nessa época que as coisas começaram a mudar e infelizmente, mudaram pra pior. Yasutora de fato achava a garota bem diferente, mas gostava muito da presença da alaranjada e de sua companheira.

Ishida sentia a mesma coisa que Arisawa, e sem perceber, encontrava-se com a cabeça baixa acompanhando a dança do liquido que seguia o movimento circular do copo, enquanto recordava-se do que lhe acontecera da ultima vez em que ingeriu álcool perto de Inoue naquele mesmo local.

A garota levantou o olhar e reparou na feição do azulado. – Ishida-kun, você sente mesmo falta da Orihime não é? – Direta e reta.

No mesmo instante o garoto engasgou com a bebida que acabara de levar a boca, sendo acompanhando pela risada de Sado. – O-O-O QUE?! — Seu rosto começa a corar encabulado. – É-É claro, afinal, ela é minha amiga não é??!!

A morena cruza o olhar com o visinho e imediatamente já capta a resposta vinda dos olhos de Yasutora. – Certo, certo....me desculpe, sabe como é, pela reação pareceu...

O moreno apenas sorriu na direção de Uryuu, por um lado era divertido acompanhar as reações do amigo, afinal, mais pessoas haviam percebido. Entretanto, a conversa é interrompida pelo celular do rapaz; ao visualizar a tela do aparelho e identificar o numero colocou-o em modo silencioso e retornou a atenção aos amigos.

Instantaneamente o azulado se recompôs como se nada tivesse ocorrido. — Hey Tatsuki... – chamou Uryuu devolvendo o copo ao local de origem e olhando-a. – Não recebeu mais noticias?

A morena moveu de maneira negativa a cabeça enquanto olhava para o prato que ainda continha o seu pedido remexido. – Nada... E aparentemente, desta vez, não as teremos tão cedo...

[ ... ]

O expediente havia encerrado e o corpo reclamava por um descanso merecido, ambos se encontravam em um estado considerável de exaustão e era totalmente aceitável, afinal, o encerramento do mês se aproximava rapidamente, assim como a passagem das horas. Hoje quem guiava o veículo era o rapaz de longos cabelos vermelhos, que de tempos em tempos espiava pelo retrovisor para se assegurar de que seu passageiro estava bem. Ao fundo quase inaudível podia ser ouvida uma melodia harmoniosa e erudita a tocar.

- Byakuya Taichou, falta pouco agora. – disse mantendo seus olhos na direção.

Suspirou pesado. – Abarai-kun, quantas vezes já lhe pedi pra que não me chamasse assim? – Mantinha seus olhos fechados enquanto degustava da música.

Sorriu satisfeito – Me perdoe Taichou. – Espiou pelo retrovisor rapidamente e pode ver a careta de seu chefe.

Com total certeza o ruivo era agradecido por ter conhecido Kuchiki Byakuya. Os dois caminhavam juntos desde sempre, como o próprio dizia quando perguntavam. Abarai crescera ao lado da residência de seu chefe e dificilmente saia de lá; era companhia fiel de sua irmã mais nova: Rukia. Agora, conseguira um ótimo emprego com o moreno, era seu assistente pessoal e ainda mais do que antes não saia mesmo do meio dos Kuchiki; para o ruivo, era um prazer imenso estar entre eles. Logo, chegaram à mansão da família para o merecido descanso, a residência era uma mistura de tradição e modernidade. Seu design por fora era uma replica de um dos palácios imperiais da Era feudal do Japão, contudo, ao observar bem pode visualizar um automóvel estacionado.

Renji parou ao lado do visitante e desligou o carro. – Taichou, creio que temos visita... – Disse em um tom desgostoso e já se retirava.

Byakuya abriu lentamente os olhos e removeu-se preguiçosamente de seuCadillac Converj electric vehicle Prata, Abarai estava ao lado e imediatamente fechou a porta de seu patrão, voltando os olhos para a Audi TT-RS conversível vinho estacionada ao lado. Ichigo estava lá.

Kuchiki apenas observou-o e iniciou a caminhada pela trilha para alcançar a entrada da casa; percebendo, Renji apressou-se em segui-lo.

- Rukia, eu te amo. – Sussurrou roçando seus lábios nos da morena que sorria de forma maliciosa para o alaranjado, no qual mantinha os braços do mesmo entrelaçado em sua cintura.

Porém, antes que pudesse responder foi cortada por uma voz grossa e afiada. — Olha só Taichou! Olha quem esta aqui! – Disse de forma espalhafatosa e debochada mantendo a caminhada.

A voz denunciou quem era. O rapaz apenas virou levemente o corpo na direção oposta e apertou mais a namorada em seus braços abrindo um largo sorriso. – Hoo, então quer dizer que o cachorro vai ter que dormir em outro lugar hoje?

- O que foi que disse cabeça de mexerica? Não consegui te ouvir, estava olhando pra esse troço que você chama de cabelo. – Sorriu de forma a revelar seus dentes.

- Tsc... Anda falando demais como sempre não é cavalo de fogo? – Desafiou soltando-se do corpo da namorada.

O clima se tornou turvo, negro e pesado. Tanto Rukia quanto Byakuya podiam visualizar a olhos nus a aura assassina em torno dos dois e as correntes elétricas que colidiam entre o ruivo e o alaranjado.

- Ichigo, Ichigo...anda tirando suas frases de traseiras de caminhão é? – Balançava a cabeça negativamente.

Kurosaki deu uns passos na direção de Abarai diminuindo a distancia entre eles. – Olha aqui seu merda, eu vou te mostrar da onde eu tiro as minhas frases! – Disse entre dentes dobrando as mangas da camisa branca social.

- Ótimo cabelo de água de salsicha, agora sim esta agindo como um homem! – Iniciou uma caminhada na direção do oponente ajeitando o terno.

- Eu vou fazer você engolir o que disse seu galã de novela mexicana!

- O QUE?! NOVELA MEXICANA?? – Rugiu e avançou brutalmente investindo contra o alaranjado.

Ichigo interceptou o oponente e ambos estavam de testa colada e mãos entrelaçadas disputando quem era o mais forte. Tanto um quanto o outro se esforçavam pra não ceder um milímetro sequer para trás, pareciam dois touros. Os irmãos Kuchiki após um tempo, já estavam até acostumados aos encontros dos dois, entretanto, Byakuya nunca tivera muita paciência quando o incidente envolvia em especial Ichigo e Renji.

Ouve-se um som de disparo o que interrompe de imediato a disputa de chifradas e voltando a atenção de ambos na direção do irmão mais velho, assim que os olhares o alcançaram puderam identificar um calibre 12 que ainda esfumaçava, dando sinais de uso recente. A feição do moreno era fria, letal, e como o mesmo trajava um terno Armani, quem não o conhecesse diria sem rodeios que era um integrante da Yakuza...

- Acho que por hoje é o suficiente. – Guardou a arma no terno e se locomoveu até o local aonde sua irmã permanecia.

Tanto o ruivo quanto o alaranjado precisaram de um tempo para se recompor, a dupla ficara estupefata com tal cena, até porque, bem no intimo de seus pensamentos, haviam imaginado Byakuya daquela forma. Mas o que os intrigavam era saber como ele tirara uma pistola de tal calibre de um terno.

- Rukia, vamos entrar – Disse já empurrando suavemente a irmã pelos ombros para dentro da casa.

- Sim Onii-sama. – Obedeceu dando um sorriso tímido.

Invisivelmente, Abarai já estava entrando atrás dos Kuchiki. – Falow ai baka! – Sorria de maneira zombeteira antes de sumir atrás do empregado que fechava a porta.

E sem reação, permaneceu Kurosaki no mesmo lugar que fora deixado tentando entender à situação, a única coisa que foi processada em sua cabeça era que mais uma vez tinha sido deixado no vácuo por Byakuya, não conseguira se despedir de Rukia e que “ele” iria passar mais uma noite na residência, coisa que o alaranjado nunca tivera a oportunidade...

[ ... ]

- E depois do jantar ele fez um caminho diferente, toda vez que saímos Ichigo sempre me faz uma surpresa! – Rukia fazia a cara mais orgulhosa do mundo.

Abarai apenas ignorava todo o blábláblá da vizinha, acabara de chegar a casa – como literalmente vivia com seu chefe isso era inevitável – E queria simplesmente jantar em paz; já era um milagre ainda ter o estômago disposto a ingerir algum alimento após dar de cara com o cabeça de mexerica. Byakuya encontrava-se sentado na ponta da mesa de jantar, seu lugar de costume, enquanto tomava seu chá e lia algum artigo em uma revista de negócios internacional sem demonstrar interesse algum às palavras da irmã caçula. Nem ao menos deixava transparecer estar ouvindo.

- Ah... O jantar realmente foi maravilhoso, Ichigo nunca deixa a desejar! – Gabava-se.

O ruivo insistiu em levar o alimento até sua boca, a comida estava realmente cheirosa e fresquinha, e deveria ser apetitosa; observou que seu Taichou já terminara de comer e havia passado para o chá. Enquanto ele,seu prato estava intocado,a hipótese era de que não conseguia se concentrar na comida por ser obrigado a ouvir tantos “Ichigos” e elogios seguidos despejados pela morena. Contudo, no mesmo instante que uma torrente de palavrões inundou de forma assombrosa sua mente confirmando o fato, ele percebeu que não era obrigado a nada.

- Ah, e não posso esquecer, arrasamos no restaurante! – Dizia de forma arrogante. – Kuchiki Rukia e Kurosaki Ichigo juntos, ninguém é páreo para nós. O meu namorado é o melhor!

Houve um estrondo que fez Rukia pular da cadeira e imediatamente voltar sua atenção para a direção do som. Renji estava com as mãos sobre a mesa e em pé, ele fora o causador e a garota não deixaria o ruivo livre de uma repreensão, entretanto, antes que pudesse dizer algo foi cortada por ele.

- O que o mané do Kurosaki e você fazem, não é de nenhum interesse meu. – Mantinha seu olhar nas mãos que apoiavam-se na mesa com o prato ao centro. – Com licença. – Sem voltar o olhar para Rukia, se virou e atravessou a enorme sala de jantar desaparecendo pela porta.

Chocada. Assim era como se sentia após ter sido pega de surpresa pelas rudes e cuspidas palavras vindas de seu amigo, olhou na direção do irmão mais velho aguardando alguma reação, comentário, algo, contudo nada foi emitido de sua parte, apenas o barulho da página sendo virada. Mesmo vivendo juntos a vida inteira a morena não compreendia seu irmão, principalmente por não ter feito nada mediante a situação.

- Oni-sama! – Fez bico. – Tome alguma atitude! – Ordenou de forma autoritária.

– Não tenho nada a ver com isso. – Respondeu sem desviar seu olhar do suplemento em suas mãos e encerrando a birrinha da irmã.

Acabara de tomar um demorado banho para tentar esfriar a cabeça, sua tentativa de ter um ótimo jantar e um merecido descanso escorreram pelo ralo. Ele estava exausto, nem tanto corporalmente, o cansaço mesmo era mental. Abarai saiu do banheiro secando os longos cabelos vermelhos com uma toalha branca e felpuda, seu tórax encontrava-se desprotegido deixando a amostra seu corpo definido e suas tatuagens, tinha a mania de dormir sem camisa e usava uma calça de agasalho em um tom vermelho. Caminhou em direção a cama procurando pelo controle remoto, precisava de alguma coisa pra se distrair; logo encontrou o portátil ligando a sua ultima tentativa de salvação.

Assim que conseguiu se ajeitar na enorme cama de casal, ouviu a porta de seu quarto ser aberta de forma brusca, e lá estava ela, com os braços cruzados e um olhar de repreensão voltado para o ruivo que se mantinha na mesma posição.

- Ninguém te ensinou que é falta de educação entrar no quarto de alguém sem bater? – Retornou o rosto para a televisão.

— A casa é minha. – Respondeu naturalmente.

- Seus pais não ficariam felizes se te vissem sendo tão mal educada e estúpida. – Agora a voz do ruivo era seca.

- Não meta meus pais na conversa! – Irritou-se de imediato, não admitia que seus pais fossem citados de forma alguma.

Sinceramente, o saldo de paciência que restava no rapaz era negativo. Excepcionalmente naquela noite, sua pedra fora sorteada por Rukia, procurava em sua mente por alguma resposta que o convencesse do motivo de ter ganho um dia tão ruim.

- E NÃO ME IGNORE RENJI! – A morena já estava a sua frente bloqueando a sua visão.

Retirado de seus pensamentos, Abarai fechou os olhos e respirou fundo. – Não estou te ignorando, agora saia da frente. – seu olhar era de tédio.

O medidor de ira da garota chegava aos poucos a níveis alarmantes. — EU NÃO VOU SAIR! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA FALAR COMIGO DESSA FORMA HEIM?! – Aponta. — NÃO É MEU PAI, NEM MINHA MÃE, NEM MEU ONI

Como um raio, ele já estava em pé e interrompera seu discurso. – JÁ CHEGA DISSO RUKIA! – Urrou o ruivo – SE VOCÊ VEIO ATÉ O MEU QUARTO PRA DAR CHILIQUE PODE PARAR AGORA! – Seu olhar era duro.

— NÃO GRITE COMIGO RENJI!

- EU GRITO QUANTAS VEZES EU QUISER! VOCÊ NÃO MANDA EM MIM!

“Você não manda em mim”, essas foram as palavras que golpearam de maneira certeira o estomago de Rukia lhe provocando um mal estar. A primeira parte do duelo tinha um campeão, a garota fora calada.

- Mas que diabos! – O que restava de sua energia havia sido detonada pela pequena de olhos grandes a sua frente.

Como em um estralo, a mente da morena voltava a funcionar aos poucos, tinha que resgatar o controle da discussão. – Eu quero saber – Respirou e retomou a postura, não poderia se deixar abalar por meras palavras, ela era Kuchiki Rukia. – O motivo de ter sido tão grosseiro comigo no jantar.

E lá estava a garota cutucando-o novamente. – Vamos Rukia, não se faça de inocente. – Sorriu sínico. – Sabe muito bem o motivo. – Respondeu encerrando a discussão, mas estava enganado.

- Eu não faço idéia do que esta falando. – Segurou a própria cintura com as duas mãos e feição despreocupada.

Passou a mão pelos logos cabelos procurando inutilmente por calma, não agüentava mais ter que justificar suas atitudes para a morena. – Tsic, não seja ridícula. – Olhava para o lado.

- RIDICULA?! – O medidor explodiu, quem ele pensava que era pra falar assim com ELA? Ninguém falava dessa maneira com ela. – SEU INSOLENTE!

A morena partiu pra cima do amigo para lhe desferir um tapa, entretanto, além de mais forte, alto, malicioso e atento, o rapaz também era mais rápido. Segurou o pulso da mão que visava sua face o apertando um pouco, logo sustentava o olhar da garota raivosa.

- A insolente aqui é você. – Abaixava calmamente seu braço, ela definitivamente era delicada, sentia como se a qualquer movimento um pouco mais brusco pudesse quebrá-la. – Cansei de ter que repetir toda vez a mesma coisa! Também não cansou de dar o mesmo showzinho toda vez??

Nunca em sua vida ela havia sido tratada dessa forma por Renji, ele era sempre muito carinhoso e paciente, independente do que fizesse ou falasse nada o elevava-se a ela, o máximo que chegavam era a discussões e gritarias normais. Diferente, essa palavra descrevia o que presenciava naquele momento, naquela conversa; o rapaz gritava e podia se ver claramente em seus olhos uma fúria enorme. Estava surpresa.

- MAS QUE ABSURDO!! – Olhava desacreditada e simulando ter sido brutalmente ofendida.

Abarai a puxou para o lado deixando sua passagem livre. – Olha Rukia, por hoje deu, beleza? – A olhou e pôs-se a caminhar em direção a porta.

- RENJI! – Ainda estava irritada. – AONDE PENSA QUE VAI?!

Parou em frente à porta do quarto. – Como você mesma disse, a casa é sua. – Suspirou. – Mas no momento terá que encontrar outro trouxa pra agüentar os seus chiliques. – Abriu a porta e retirou-se batendo a mesma com força.

E lá estava ela, sozinha, irritada e sem ninguém para agüentar os seus chiliques como o próprio amigo havia dito. Com passos duros locomoveu-se para fora do dormitório enquanto proferia palavras de desprezo e maldições a respeito de Abarai, não acreditava que o ruivo a abandonara de verdade e tivesse encerrado a discussão. ELA é quem sempre terminava a discussão e o deixava sozinho; o rapaz estava começando a se rebelar.

- Resolveu as coisas com Abarai-kun? – Perguntou com o seu tom de voz desinteressado de sempre.

Imediatamente a morena bufou e passando pelo irmão parou em frente aos seus aposentos. – EU NÃO QUERO SABER DAQUELE IDIOTA!!! – Urrou – IDIOTAIDIOTAIDIOTAIDIOTAAAAAAA! – Por fim, ingressou no dormitório batendo a porta violentamente.

Byakuya continuou o trajeto para seu quarto, com certeza aquela noite tinha sido bem mais agitada do que o normal.

Notas finais
Vamos aos recadinhos:

1.Desculpem pelo tremendo atraso no poste do 3º capítulo, mas ocorreram uma série de impecilhos.Ele esta com quase um mes de atraso, sendo que, havia acertado de um capítulo por semana...minhas sinceras desculpas, prometo que irei me esforçar mais pra que isso não se repita!

2.Deixem reviews com o que estão achando dos personagens, da história, o que estão gostando ou não.Preciso das opiniões pra ter idéias...tenho um roteiro já pronto, mas acredito que tudo possa ser melhorado, conto com a cooperação de todos!

3.Creio que esta semana não atrasarei o 3º capitulo, e não deixem de acompanhar a Fic! Arigatou!!