Come Back Again

4 Before the Dawn . Parte I


Notas iniciais
Before the Dawn = Depois do amanhecer Olá a todos! Bem, como prometido estou postando o capítulo sem atrasos!! [comemora] Devo admitir que estou acabada, levei bastante tempo pra escrevê-lo, sem contar que se foram as minhas forças... [virei um bagaço vazio].MAS,fico feliz em ter conseguido prosseguir com a fic!!! Este capítulo teve que ser divido em duas partes pelo motivo de ter ficado longo,com isso,acredito postar 2 vezes esta semana!! [UHUL!!] Chega de papo, aproveitem a Fic!! Revisada por: Kaho [muito obrigada!!]

“...Eu quero te abraçar, não importa o que aconteça...”
BTD」Infinite

A cerimônia havia sido iniciada, 2 anos passaram num piscar de olhos e a maioridade já estava aí. Certamente que a idade e as condições das pessoas normais eram totalmente irrelevantes perante a vida refinada daqueles que possuíam um poder financeiro que poderia ser lido no caderno de horóscopo do jornal, devido aos números astronômicos.

A Universidade de Tokyo era o melhor centro de ensino universitário do país há anos e a mais concorrida, tanto pela elite, quanto pelos estudantes do ensino público. A "U.T.", como era conhecida também, disponibilizava bolsas de estudo semi e integrais, contudo, a sua avaliação para a aceitação na instituição era extremamente rígida. Ela se encontrava no centro da cidade, em um local privilegiado e de fácil acesso a todas as regiões.

Excepcionalmente hoje, estava sendo realizada a cerimônia de abertura do ano letivo dentro do exagerado e imenso auditório localizado ao centro da universidade. A maioria dos assentos de tonalidade vinho e visivelmente confortáveis encontravam-se preenchidos por garotos, garotas, homens e mulheres de idades variadas. No momento, a platéia voltava-se totalmente ao palco no qual o cenário mais parecia do show da Lady Gaga, o locutor terminara de dar os cumprimentos e a introdução aos presentes.

A vantagem em estar acostumado desde o berço ao luxo e o dinheiro era realmente útil naquele momento, todo o local em sua exuberância, modernidade, e riqueza não distraía e muito menos chamava a atenção das pessoas.

- Certamente este ano promete.

-Mas é claro que promete... Nós estamos aqui, Sado! – Ichigo sorria maliciosamente enquanto levava as mãos até a nuca.

- Se eu fosse você, não ficaria muito animado com isso, Kurosaki. – Ishida levantava os óculos, se virando para o amigo.

- Deixa ele, Ishida. Sabe como é o Ichigo... – Pediu Sado, sabendo que seria inútil convencê-lo do contrário.

Ishida havia reparado no alaranjado desde a hora em que entraram na universidade até o momento da cerimônia, ele parecia agitado. Gestos um tanto urgentes e falas que tentavam camuflar o nervosismo, totalmente fora do contexto Kurosaki Ichigo de ser.

— Kurosaki... Você está bem? – Perguntou, estranhando a agitação do vizinho.

- Hum? Eu estou bem, por que a pergunta? – Respondeu, enquanto olhava pelo auditório, supostamente procurando por alguém ou algo.

- Está procurando a Kuchiki-san? – Yasutora sempre a chamava assim. Eles não tinham intimidade alguma e com certeza preferia que isso não mudasse.

Bingo! Transparente como água, impossível camuflar ou esconder algo daqueles dois, principalmente do latino forte que tudo via, tudo entendia e tudo sabia.

- Sim, não vêem ela em algum lugar? – Já levava a mão ao bolso para apanhar o celular. Começava a se irritar.

- Ah... Não. – O garoto de cabelos azulados foi categórico.

- Também não a vejo em lugar algum... No caminho não me recordo de tê-la visto. – O moreno estranhou ao prestar atenção em suas palavras. – Mas vocês não vieram juntos? – Bom, esse era o normal. Rukia sempre chegava e ia embora com Ichigo.

O alaranjado acabara de levar o celular ao ouvido – Não a trouxe hoje porque ela disse que viria de carona com o irmão.

Antes que prosseguisse com a explicação, ouviu uma voz feminina atendê-lo. – Hey Ruki, onde você está??? – Ainda olhava discretamente pelo local. – O que? Como já chegou se não consigo vê-la em lugar algum?

Os amigos se entreolharam, a cara de Ichigo não era nada boa e pelo rumo e tom da conversa, aquilo não acabaria nada bem.

- Aonde? Na galeria? – Olhava para o andar de cima. – Eu estou na primeira fileira, desce aqui! – Voltou o olhar para Uryuu, ficando em silêncio. Pela distância podia-se ouvir a voz feminina se exaltando na linha. – Ok, ok... Fica aí, que eu vou subir, então...

Porém, antes que os amigos se manifestassem e Kurosaki tentasse fazê-los entender, as luzes se apagaram e o silêncio se estendeu, fazendo o rapaz retornar ao assento, contrariado. MUITO contrariado. Já não bastasse a namorada não ter vindo com ele, Rukia ainda havia chego e não o avisado como o combinado... E ele detestava isso. Ainda sentado, tentava identificá-la na galeria sem sucesso, e torcia com todas as suas células para que ela estivesse apenas acompanhada pelas amigas.

Durante os pensamentos do rapaz, um tapete de fumaça começou a dominar o chão de madeira do palco e levemente ia aumentando sua altura enquanto podia-se ver suas ondulações brancas que dançavam pela iluminação fraca aumentando gradativamente. Uma música dançante começou e a forma surgiu ao centro sendo coberto por uma luz vermelha rosada, de modo que conseguiram distinguir que era um homem.

O rapaz se curvou para a platéia e iniciou uma caminhada lenta até alcançar o ponto de maior atenção. A luz vermelha que o seguia se apagou e o seu redor foi tomado por luzes branca-azuladas revelando um homem de terno branco impecável. Seus cabelos não acompanhavam a sua idade: Um rapaz de no máximo 35 anos, de cabelos brancos que arrancava suspiros das mulheres ali presentes. Tinha um ar refinado e seu olhar era sedutor, ao mesmo tempo dominante.

A música diminuiu. Os presentes ainda encontravam-se em estado de absorção, ninguém sabia o que dizer a respeito de uma apresentação daquelas. E olha que o homem acabara de aparecer e ainda nem havia dito uma palavra sequer. Foi realmente uma apresentação ao impacto de Lady Gaga, só faltavam os saltos, os peitos e o penteado.

Abriu um sorriso discreto e sensual. – Bom dia a todos os presentes! – Abriu os braços. – Sejam bem vindos a Universidade de Tokyo, simplesmente a número um do Japão!

Houveram aplausos. – Meu nome é Urahara Kisuke e sou o seu excelentíssimo diretor. Quero parabenizá-los porque, se chegaram até aqui, vocês provaram que têm muito potencial e claro, dinheiro. – Deu um riso curto acompanhado pela maioria dos presentes.

- Aqui na "U.T." o que mais prezamos não é o valor que o matriculado possui no banco, nem o número de cartões de crédito e folhas de cheque que têm em seu poderio bélico financeiro. O que mais importa nesta instituição – Colocou as mãos nos bolsos e começou a caminhar pela ponta do palco. – É o motivo pelo qual cada um ingressou. E saibam que, apesar da piada feita pela minha pessoa, é totalmente irrelevante neste local de ensino este tipo de status. Se acreditam que são melhores pela questão social, estão completamente enganados. – Sua feição se fechou rigidamente.

- Bem... – Sentou-se na ponta do palco com as luzes ainda sobre si e ajustou o invisível microfone que se encontrava preso atrás de seu ouvido esquerdo. – Creio que nenhum dos presentes tenham vindo com a intenção de curtir o período de permanência na "U.T." de maneira contrária a função desta instituição de ENSINO. Não desperdicem a oportunidade que lhes foi dada, e claro, dêem o melhor de si! O futuro de cada um não está em nossas mãos, mas sim nas suas. – Concluiu firmemente.

- Então, vamos a melhor parte. Irei explicar as regras, costumes e todo o procedimento padrão da "U.T." que deverão ser seguidos corretamente, para que não haja a necessidade de repreensões futuras. Como por exemplo, o uniforme...

Enquanto começava essa parte, Sado e Ishida olharam para Kurosaki, confirmando a aposta mental entre ambos de que, certamente o sorriso que o rapaz havia aberto mediante a idéia que tivera da universidade, acabara de se desfazer gradativamente. Ao confirmarem, retornaram a atenção ao palestrante tentando esforçadamente não rirem da cara do companheiro. Sabiam que o alaranjado não se interessava em conhecer a instituição antes de prestar o vestibular.

A questão no momento, seria os dois conseguirem distinguir se o amigo se encontrava em tal estado pela mega, exagerada e extravagante apresentação do diretor ou estaria assim por um motivo que tinha nome e sobrenome.

[ ... ]

- Então nos vemos na saída meninas! – A garota de óculos se despediu e pôs-se a seguir seu rumo virando o corredor.

- Até mais tarde, Nanao-chaaannnn!!! – Kiyone acenava sorridente.

Suspirou. – Vamos, Kiyone. Já vai começar a aula. – Disse, entrando na sala.

- Sim! – Ela seguia o encalço de Rukia.

A sala era enorme, havia todo tipo de material destinado a matéria sobre as mesas, cavaletes e armários. A decoração moderna dava um toque de liberdade. As cores e objetos escolhidos – mesas, cadeiras, luminárias – transmitiam liberdade e tranquilidade. Muitos matariam pra conseguirem ter uma aula naquele local.

- Kiyone, sabe o motivo da Nanao não cursar Artes Plásticas? – Seu olhar era de aborrecimento.

Kotetsu puxou a cadeira para que a morena sentasse e logo se acomodou ao seu lado. Sabia muito bem que a amiga não ficaria feliz em ver que Ise não havia optado pelo mesmo curso de ambas e que isso mais tarde causaria um transtorno desnecessário. Contudo, não se preocupava muito, afinal, era de Ise Nanao que estavam falando.

- Uhum, sei sim! E você também deve saber. – Demonstrou serenidade no olhar e paciência na voz. – Nanao-chan pretende continuar com os negócios da família, por isso prestou para farmácia.

- Entendo. – Olhou tediosamente para a amiga. – É uma pena, não ficando com a gente só irá fazê-la perder toda a diversão.

A pequena deu um sorrisinho curto. Naquele momento era a melhor opção de resposta que poderia dar à morena. Ela sabia muito bem do que se tratava a diversão de que Kuchiki se referia. Nesses momentos, a amiga parecia uma verdadeira Kuchiki... Agia igualzinha ao irmão mais velho.

- Kiyone, você ouviu isso?

Rapidamente a garota foi retirada de sua reflexão pela doce voz. – Ouvi o que? – Ao focar sua visão no rosto da amiga pode ver uma leve ira. – Me desculpe, acabei divagando...

- Isso não me interessa! Apenas preste atenção no que aquelas garotas estão falando. – Sussurou com a voz autoritária.

E foi o que ela fez mediante ao pedido – ordem – de Rukia. E não demorou nada para conseguir ouvir a conversa das colegas de sala que sentavam-se um pouco mais atrás delas.

- Ei! Ouviu que este ano o Kurosaki Ichigo entrou na "U.T."??? – Dizia tentando conter a histeria.

- Mas é claro, eu tenho informantes, querida! E já adianto o babado, não foi só ele não! Ishida Uryuu e Yasutora Sado também entraram!!! – O grupinho que continha em média umas 8 meninas começou a gritar histericamente chamando a atenção de alguns alunos que estavam no local.

- Mas que tudoooooooo!!!!

- E não é só isso... – Abaixou o tom de voz a menos que um sussurro. — ... disseram também, que as “melhores” têm chance com o Kurosaki-sama...

Pronto, após esse depoimento, pode-se ouvir um tiro mudo dado entre a rodinha e a todas que escutaram a conversa que fora dita de maneira intencional em tom audível. Agora, o lema estabelecido fora “Cada uma por si pra pegar o Kurosaki”. Afinal, o proibido é mais gostoso. Pena que mal sabiam o que lhes esperava devido a uma disputa feminina...

Rukia deu um leve sorriso de canto de lábio, cruzou novamente as pernas graciosamente e passou a mão delicadamente pela franja ajeitando-a, mesmo que desnecessariamente. A loira sentiu um arrepio, e esse arrepio só queria dizer uma única coisa: a morena não deixaria barato o que acabara de ouvir.

A porta se abre, pegando a todos de surpresa, que rapidamente ocupam seus lugares.- Bom dia, meninas! – Depositou alguns livros sobre a mesa.

Os alunos presentes levantaram rapidamente, cumprimentando o homem que havia entrado. Todos lançavam olhares desconfiados sobre a figura que estava à frente. Ele vestia-se de forma arrumada, mas um tanto quanto relaxada: Ao invés dos tradicionais sapatos, calçava chinelos. A barba estava mal feita. A turma nem o conhecia e já se preparavam para as reclamações ou até mesmo desistências de matéria.

- Vejo que já se acomodaram... – Coçou a nuca. – Então vamos ao que interessa. Primeiro: não cumprimento homens. Segundo: Não me irritem. Duvido que gostariam de tentar me ver nesse estado. Terceiro: Eu serei o professor-coordenador da sala de vocês, sendo assim... – Abriu um sorriso de fazer qualquer garota suspirar. – Sou o responsável-mor pela turma 1-A de AP. Muito prazer, meu nome é Kyouraku Shunsui.

As bocas se arreganharam. Aquele cara era realmente Kyouraku Shunsui? Um dos maiores (se não o maior) nomes do meio artístico, sendo professor deles?! Um murmúrio começou a se levantar entre os alunos e o professor apenas sorriu. Sabia que o pseudo-tumulto se devia à sua pessoa. Como de costume, ele sempre surpreendia suas classes e sentia-se muito satisfeito com isso.

[ ... ]

A sala continha uma decoração fora do normal. Metade era cercada de janelas enormes, que tocavam o teto e desciam até o chão. Espaçosa e dividida em dois ambientes, seu design totalmente moderno incluía a mobília, itens decorativos e ferramentas de trabalho. Urahara estava sentado em sua enorme poltrona – aquilo não era uma cadeira de maneira alguma – quando ouviu algumas batidas na porta de seu escritório.

- Entre. – Mantinha sua poltrona em leves movimentos dançando de um lado para o outro.

Ouve-se o som da porta abrindo-se e passos.

– Kisuke, trouxe os papéis que me pediu. Só faltam as assinaturas para a transação ser finalizada.

A poltrona virou-se na direção da mulher. – Ótimo! Eficiente como sempre não é, Yoruichi? — Ele abriu o seu sorriso mais sedutor.

- Hunf... Dizendo essas coisas, nem parece que me conhece... – Disse, aborrecida, como se seu serviço não fosse nada.

Ele riu com o comentário. – Tem razão, não espero menos! – Levou a mão em direção aos documentos.

A morena sorriu. – Não adianta puxar o meu saco. – Caminhou até a mesa, entregando alguns documentos e em seguida debruçando sobre a mesa de seu chefe.

Imediatamente, Kisuke começou a verificação. Seus olhos corriam de forma espantosa pelos dados impressos nos papéis. – Certo, pelo que vejo, está tudo nos conformes. Existe alguma divergência pela outra parte?

Shihouin sempre ficava embasbacada com a capacidade e velocidade de avaliação do rapaz a sua frente, era surpreendente o que ele fazia. Não era à toa que se tornara o dono daquela instituição e mais outras. – Negativo, o acordo foi fechado de forma em que ambas as partes estivessem satisfeitas. – Disse, orgulhosa. – E, em breve, os resultados irão aparecer, Kisuke, então pode ficar satisfeito!

- Ótimo. – Disse, satisfeito iniciando as assinaturas que faltavam. – E quando chegará? – Perguntou sem tirar os olhos dos papéis.

- Ainda esta semana. – Sua voz adquirira um tom sério. – Pode ficar sossegado que é certo, logo terá o que espera.

Terminado, reorganizou as folhas e as bateu contra a mesa para alinhá-las — Com você não há do que se reclamar! – Sorriu, divertido.

Kisuke ainda era de certa forma um chefe misterioso. Diferente de várias pessoas, sua personalidade nunca fora de fácil leitura e compreensão. Entretanto, a morena tornara-se fascinada pelo chefe. Onde conseguiria encontrar alguém como ele? Inteligente, bonito, sexy, simpático, divertido e mais inúmeras qualidades que ofuscavam seus defeitos, tornando-os apenas adereços.

Assim que prestou atenção em Urahara, a morena pôde observar que o mesmo olhava diretamente seu busto, que estava parcialmente exposto pelo decote que vestia. — Não há o que reclamar, é? – Sua feição se fechou e todos aqueles pensamentos agradáveis a respeito dele pereceram imediatamente.

Sorriu animado. – Sim, sim, é uma MARAVILHOSA funcionária! – Seus olhos brilhavam.

Antes que pudesse terminar a oração, sentiu algo se chocando contra sua face; acabara de receber um belo soco no meio da rosto, jogando-o para trás. A potência foi tanta, que o fez tombar, levando consigo a cadeira.

- Que bom que me acha uma ótima FUNCIONÁRIA, logo receberá meu pedido de aumento. – Batia as palmas das mãos uma contra a outra demonstrando ter encerrado o serviço.

Caido no chão, ele apenas gemeu enquanto sentia seu nariz sangrar. – Ah, sim. Mais tarde você poderá aprofundar seus laços com o cachorro! – Sorriu macabramente.

Levantou a cadeira sentando-se novamente enquanto pegava um lenço do bolso. — Como você é violenta, Yoruichi! Sabe que eu preciso do meu rosto, não sabe?? Milhares de mulheres morreriam se deixassem de ver este sorriso sexy!!!– Reclamava emburrado.

Ela pegou os documentos da mesa. — Espero que tenha um ótimo advogado! – Deu um sorriso simpático e caminhou para a saída.

Ele se desesperou. – Yoruichi!! Yoruichiiii, é brincadeiraaaaa!!! – Deu um pinote da cadeira e saiu correndo atrás da morena. – YORUICHIIIIII!!!!

[ ... ]

Sado, Ishida e Ichigo já estavam devidamente instalados em seus lugares dentro da classe. A sala de administração reproduzia fielmente o ambiente de escritório. Cada aluno em sua mesa e todo o material necessário para o andamento das matérias. O piso, as cores escolhidas para a pintura, incluindo o desenho das janelas, indicavam que estavam em uma empresa e não em um local de estudos.

Por sua vez, ainda inconformado, estava Kurosaki. Sua feição reproduzia uma carranca. Não tivera o tempo necessário para assimilar o ocorrido da cerimônia e muito menos de ter sido avisado pela namorada de que voltaria sozinho para casa. A par da situação, Ishida e Sado iriam tomar atitudes mediante ao ocorrido para que os danos fossem amenizados, ao contrário de ambos, o amigo não conseguia lidar direito com essas coisas.

Depois de ter entrado na sala, o professor sentou-se, ligando o computador que se encontrava sobre sua mesa e digitando algumas coisas. Porém, rapidamente se levantou, pegando a caneta digital que descansava ao lado do quadro.

- Bom dia, classe. – Disse de forma amistosa, abrindo um leve sorriso descontraído. – Me chamo Aizen Sousuke. – Nesse instante, virou-se para a lousa e escreveu seu nome. – A partir de hoje, serei o professor-coordenador de vocês, por isso, aguardo a cooperação de todos para que possamos ter um ano letivo agradável. – Levantou os óculos.

Aizen certamente passava a impressão de um ótimo mestre. Além de sua apresentação visual ser impecável, a maneira como se expressava era hipnótica, principalmente para as garotas. Com apenas algumas palavras e sem precisar se exaltar, conseguiu a atenção total dos presentes.

- Também quero lhes informar de que, além de professor, sou reitor da parte de ensino da universidade em tempo integral. – Sua voz tornara-se um pouco mais firme. – Acredito que não seja necessário dizer mais nada a respeito do assunto e nem de como deverá ser o comportamento de todos.

Uryuu abriu um sorriso espontâneo, verdadeiramente ficara satisfeito com as últimas palavras do mestre. Saber que haviam pego o melhor educador de toda a "U.T." era sinônimo de maior qualificação em seu currículo, sem contar seu crescimento mental. Ichigo só pensava em como o professor devia se achar. Devido ao fornecimento de toda aquela informação pessoal, nada daquilo era relevante no seu ponto de vista, afinal, no estado de espírito que se encontrava, o que ele gostaria mesmo era poder descarregar aquela ira. Torcia por uma oportunidade de um bate boca que fosse. Yasutora mantinha-se anotando as informações em tópicos, aprendera isso com seu avô; e como iniciavam as aulas agora, não tinha uma opinião formada a respeito do professor. Apenas iria estudar.

Aizen prosseguiu enquanto caminhava. – Por favor, não se esqueçam das instruções que lhes foram passadas pelo diretor Urahara durante a cerimônia e, em caso de dúvida, me consultem. Em matéria da universidade. – Clicou em um ícone na lousa digital. – Podem ter acesso ao mapa de toda a área através do site ou no e-mail que fora enviado a todos os alunos. – Demonstrou.

- Agora os uniformes. – Depositou a caneta no bolso da calça. – Eles são obrigatórios e um dos símbolos da "U.T." de organização, responsabilidade e diferencial. Aqueles que vierem sem ele, serão mandados de volta pra casa e ganharão um ponto negativo na média em todas as matérias. – Passando os olhos pelos rostos, pôde verificar os olhares de reprovação. – Essas são regras da instituição, quem não estiver satisfeito, tem total liberdade de se retirar e procurar outro centro universitário de qualidade para ingressar.

O alaranjado fechou ainda mais a cara e bufou, acabara de perceber que ainda teria um longo dia pela frente...

[ ... ]

Mal entraram no barzinho e o celular tocava. Uryuu rapidamente pegou o aparelho e, ao identificar o número que aparecia na tela, acionou o modo silencioso e o devolveu ao bolso.

- Trabalho? – Ichigo puxava a banqueta, sentando.

- Ah? – Estava meio distraído. – Não, não. É algo sem importância. – Respirou fundo e sentou ao lado do amigo.

Sado apenas observou e voltou o olhar para o cardápio. – O que vão querer?

- Eu quero algo que me derrube. – Debruçou sobre o balcão, observando o buffet de bebidas alcoólicas disponíveis logo a frente.

- Ficarei com o de sempre... E vou acompanhar o Kurosaki. –Levantou os óculos, demonstrando cansaço.

O moreno logo desconfiou, havia SIM algo de errado com aquela ligação. Ishida escondia alguma coisa...

Notas finais
Obrigada novamente ao meu amigo Kaho por ter revisado a Fic!Você me salvou de novo!!Sobre a Fic:Agora a estoria já correu alguns anos,mais personagens irão aparecer e capaz de ficar um pouco corrida [espero que não].Se isso ocorrer, por favor me avisem,quero faze-la no tempo natural.Todos foram para a universidade, ambiente novo, amigos novos,segredos.Já puderam ver que o Ichigo não começou muito bem o ano letivo né?E será que o Ishida tem algo realmente a esconder?Não percam a continuação em breve!! E continuem acompanhando!!