Come Back Again

5 Before the Dawn . Parte II


Notas iniciais
Yo gente! Ótimo feriadão pra todos, e aqui estou eu devolta! [após 2 semanas com a maior cara de pau]

Primeiro, venho novamente me desculpar pela falha no referente ao atraso na postagem do 2º capitulo. Me perdoeeeeemmmmm!!! *Se ajoelha com a testa no chão*

Segundo, o motivo do atraso foi a correria no meu serviço, acumulos de lição, uma viagem de ultima hora, fiquei doente novamente e a falta de alguém pra revisar o texto. Agradeçam a Deh, minha salvadora *-*

Mas estarei disponivel para levar uns OGApunchs! haushaush

Bem, espero que gostem da continuação!

Revisão: Deh, a mestra do português e salvadora da escritora! *-*

“...Quero me esquecer de tudo agora. É sufocante, não sei o que fazer...”
BTDInfinite

Dificilmente o rapaz deixava de comentar a respeito das chamadas que recebia quando os 3 se reuniam. Já Ichigo, bem, ele queria afogar as magoas como um jovem normal faria, e da maneira que estavam acostumados.

- Então meninos. – Uma voz grave e áspera interrompeu. – Qual é o pedido de vocês?

O alaranjado teve a sua visão bloqueada devido a intromissão do corpo grande e musculoso que trajava um sobretudo branco aberto, expondo um conjunto invejável e várias cicatrizes. Reconheceu a voz de imediato e começou a suar frio, evitando o máximo que podia de subir o olhar para o rosto da figura que entrara em sua frente, entretanto, foi uma tentativa fracassada. O homem havia debruçado no balcão ficando cara a cara com o rapaz antes que ele conseguisse terminar de assimilar uma ação.

- Zaraki-san, como vai? – O moreno sorriu ao cumprimenta-lo.

- Estou muito bem. – Respondeu mantendo o olhar de Ichigo que suava frio.

- Faz um tempinho que não vinha pro balcão. O que trás o dono da casa aqui? – Havia uma ponta de indireta em sua voz.

- Vim cumprimentar o Ichigo-kun. – Seu rosto não mudara em nenhum momento a feição fechada e a voz prosseguia sem alteração.

E um calafrio percorreu a espinha do garoto de cima a baixo, tanto que ele conseguira até mesmo ouvir trovões e sentir o tempo se fechando.

Ishida deu uma leve virada com o rosto, disfarçando o riso pelo desespero do vizinho com a mão. – Verdade. Kurosaki estava sem tempo, não é mesmo? – Havia diversão em seu olhar ao cruzar com a feição de terror de Ichigo.

- Ah... Ah... É verdade. – O alaranjado aproveitara a deixa da pergunta para se endireitar na banqueta e voltar-se para o amigo de óculos, aumentando a distancia entre ele e o atendente.

Sado não ia ficar de fora. – A namorada foi o motivo Kenpachi-san.

O ambiente ficou pesado. Uma tremenda pressão maligna caiu sobre a presa do atual balconista. – Então... Foi a namorada... – Lia-se claramente a morte em seus olhos.

Kenpachi-san, único dono do enorme e lucrável estabelecimento chamado 11º Esquadrão. Até o momento tornara-se o local mais famoso e procurado pelos jovens que buscavam divertimento e baladas temáticas e um ambiente incrível com direito a divisões por tipos de sons em Tókio. Cada andar do lugar correspondia a um estilo musical, dotado de um espaço amplo, barzinho personalizado, iluminação e uma área VIP para aqueles que optavam por curtir a festa reservadamente. Além do prédio destinado a balada, haviam mais dois prédios destinados a outros públicos: o café com um ar mais inglês e o restaurante com um ambiente refinado.

Porém, o homem de rosto assustador e cabelos exageradamente espetados e chamativos não correspondiam somente aos seus bens; seus sobrenomes eram estilo e distinção; não era a toa que seu comércio encontrava-se no topo e na agenda de muitos artistas, ricaços e afins. Mas, além disso tudo, Kenpachi nutria fortes sentimentos pelo rapaz de cabelos alaranjados, aquele chamado de Kurosaki Ichigo conquistara a primeira vista o moreno de sorriso sinistro e olhos mortais. Mudara o seu mundo sorrindo traquina e um olhar moleque, bastava conseguir conquista-lo e seria realmente feliz.

Ia morrer. – N-N-NÃO FOI BEM ISSO ZARAKI!!! — Levantou as mãos a frente em uma tentativa desesperada de acalmar o homem. – EU-EU.

Antes de concluir a frase Kurosaki foi interrompido por um taco de beisebol impactando com o resistente balcão de madeira, o objeto se desfez em pedaços e a pobre mobília foi bem danificada chegando a afundar no local que recebera o golpe. Estava totalmente rachada, os clientes que se sentavam próximos foram os primeiros a trocarem de lugar ao perceberem a situação. O resultado só não foi pior graças a música alta.

Yasutora e Uryuu, ao preverem os movimentos de Zaraki, haviam se afastado com as banquetas a uma distancia segura para não acabarem atingidos e, logicamente, não se aguentavam de tanto rir. Misturados ao escuro e as luzes que vinham da danceteria se deixaram levar pela cena.

Kurosaki estava branco. – Não se preocupe Ichigo-kun... – Podia se ouvir uma risada maquiavélica saindo do sorriso demoníaco do homem, seus olhos cintilavam. – Mesmo que só venha me ver quando esta mal... Eu fico feliz em ser o seu local de descanso. – Subira em cima da mesa se agachando para colocar seu olhar na altura do rapaz que estava meio em pé e meio sentado.

- VIR TE VER???! – O resto de suas entranhas tinha sido tomada pelo medo. A esperança de sobreviver aquilo tornara-se nula.- E QUE NEGÓCIO É ESSE DE DESCANSO??? – Na situação atual, acabou se lascando se vez.

Riu, mas ninguém soube classificar que tipo de riso era aquele. – Venha Ichigo-kun, eu irei conforta-lo...

Kurosaki tomou folego. – NANIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII????!!!!!!!

E a ultima coisa que os dois amigos identificaram daquela distancia era um homem de 2 metros de altura voando sobre a indefesa presa.

[ ... ]

A reunião terminara tarde desta vez, entretanto, ambos haviam se habituado. O ultimo presente acabara de sair e as secretárias terminavam de recolher a papelada para a organização, o que dava bastante trabalho avaliando o tamanho da sala de reuniões, se não tivesse se acostumado, certamente ainda tomavam coragem para iniciar o trabalho.

Suspirou, afrouxando o nó da gravata. – Ainda bem que deu tudo certo.

O homem sentado alguns metros a sua frente abaixou a tela do notebook e tirou os óculos. – Sim, contudo, teremos um trabalho extra. – Sua voz demonstrava claramente cansaço.

- Mas avalie de forma positiva, depois de tantas reuniões com acionistas, quantas vezes houve um acordo tão rápido? – Se espreguiçava na enorme e confortável cadeira executiva de couro.

- Tem razão Kurosaki. – Olhou sem esboçar emoção nenhuma. – E fico mais satisfeito ainda em saber que o trabalho será todo seu. – Já se levantava da cadeira.

Riu. – Esta enganado, eu não terei parte alguma nisso. – Abriu um largo sorriso. – Sabe que a empresa que cuida dessa área não está em minhas mãos.

Deu um olhar acusador. – Não esta pensando...

- Não. – Direto e reto. – Tenho certeza.

Apoiou uma das mãos sobre a mesa. – Você tem ideia da dimensão desse negócio...? – Sua voz demonstrava sinais de irritação.

- Vamos Ryuuken! – Fechou o notebook mantendo o olhar no sócio. – Você diz isso de um jeito, quem vai cuidar disso é você. – Se levantou. – Sei muito bem que não é sua responsabilidade colocar o projeto em atividade.

Respirou fundo e deu as costas. – Sabe muito bem que não tenho escolha. – Sentiu um braço descansar sobre seus ombros.

Aquela luxuosa sala de reuniões situava-se no prédio sede da Shinigami & Quincy Corporation, no coração da maior metrópole japonesa, o horário de expediente havia se excedido. Donos, ao contrario dos funcionários, não batiam cartão, sendo assim, normalmente podiam ser encontrados até altas horas da madrugada trabalhando. Kurosaki Isshin e Ishida Ryuuken conheciam-se há muito tempo, consideravam-se irmãos, independentemente do comportamento e atitudes de ambos, cresceram juntos, estudaram, se formaram e consequentemente tornaram-se também sócios.

E a maior confirmação desse fato eram seus filhos, que seguiam os passos de seus pais em matéria de amizade, convivência e negócios. Isshin reinava – como ele mesmo dizia – na área de administração contábil, já Ryuuken comandava o grupo de hospitais em todo o território asiático e fora dele. Uryuu, herdeiro do império Quincy, havia se responsabilizado pelos ateliês, museus, teatros e galerias de arte de seu avô. Ichigo, o príncipe Shinigami, caminhava com a empresa de publicidade do grupo; sendo que, alguém de fora com certeza não entenderia a ligação entre os negócios da corporação, mas se ligasse o significado de cada uma dessas peças responderia o enigma do quebra-cabeça.

- Qual é, tem que confiar mais nos nossos meninos! – Sua voz era divertida. – Afinal, eles irão herdar tudo isso aqui! – Sorriu enquanto trazia consigo o amigo até as enormes janelas, onde podia-se observar a totalmente iluminada.

Ishida apreciou a paisagem por alguns instantes, seu olhar ia longe, juntamente com seus pensamentos, porém, duraram poucos segundos. Retirou o braço de Kurosaki, nervoso. – Se alcançar as minhas expectativas, talvez. – Iniciou o trajeto até a porta. – E já disse pra não encostar em mim.

Isshin suspirou e coçou a cabeça, sabia muito bem que as palavras do amigo significavam o contrario do que demonstravam. Ishida Ryuuken sempre fora sério, porém, após o falecimento da mulher acabara se fechando e tomando uma postura fria. Se não fossem anos de amizade ele teria as mesmas impressões que as outras pessoas tinham dele, mas como o conhecia bem conseguia claramente lê-lo independente das atitudes ou do que dissesse.

Ao perceber que o sócio já estava saindo correu atrás. – HEY RYUU-KUN, ME ESPERA!!!

E pode-se ouvir um grito vindo de fora. – JÁ FALEI PRA NÃO ME CHAMAR ASSIM, SEU IDIOTA!!

[ ... ]

O ruivo observava o relógio em seu pulso mais uma vez, verificava o horário de meia em meia hora para ter certeza de que não ultrapassasse o limite imposto por seu taichou, Byakuya. Sinceramente, não sabia o que ocorrera com Rukia para que surtasse de tal forma diante do irmão quando soube que o mesmo não poderia acompanhá-la a um passeio no shopping, devido aos serviços recém entregues em sua mesa. Ele era o chefe e indiscutivelmente estava fora de questão substituir o trabalho por diversão no horário do expediente.

Sendo assim, Abarai partiu em socorro do moreno e assumiu a responsabilidade de substituto evitando que o desastre se tornasse pior. O rapaz adorava Rukia e crescera ao lado dela, devido a esse fator, já sabia o que esperar de sua pessoa quando contrariada em qualquer circunstancia. Para ele, a oportunidade de passar um tempo a mais com a pequena igualava-se a um presente, nos últimos tempos e principalmente pelo motivo de ser um ano mais velho que ela se formou antes e diminuiu consideravelmente a companhia – mesmo tendo que aguentar o namorado mala – da Kuchiki mais nova.

- No que esta pensando Renji? – A garota retirou o amigo dos devaneios.

Voltou-se para a morena encarando os grandes olhos negros. – Nada demais, só verificando que chegaremos na hora. – Retornou a manga do terno cobrindo o relógio rolex.

Suspirou pesado e trouxe o copo mais a frente. – Como sempre, você se preocupa demais com detalhes sem importância. – Levantou o recipiente próximo a boca e utilizou o canudinho para ingerir o chá gelado.

Dobrou os braços sobre o tórax e se encostou preguiçosamente na poltrona. – E como sempre, você não se preocupa com nada. – Fechou os olhos tentando se aconchegar no assento.

Ela riu. – Não é hora de dormir Renji! – Simulou repreensão na voz. – Te trouxe aqui pra ser acompanhante e não um peso morto! – Retornou o copo a mesa.

Fez uma careta. – Não enche! Vim aqui só pelo Taichou. –Abriu um pouco os olhos. – Se alguém se recusasse a lhe trazer aqui, creio que todo o prédio da companhia estaria no chão à uma hora dessas. – Balançou a cabeça negativamente.

Pegou o garfo. – Isso é fato! – Fez uma cara pensativa e logo sua feição era divertida. – Ainda bem que meu oni-sama tem um acessor como você, ou estaria perdido!

Sorriu sinicamente. – Irei tomar isso como um elogio, Rukia-san. – Endireitou-se pegando o copo a sua frente, terminando o suco. – Sei bem o que usa as entrelinhas.

Mostrou a língua. – Não diga isso seu chato! E pare de me chamar assim. – Seus lábios fecharam em um biquinho, que o ruivo admirara por ser tão lindo.

Seu olhar havia se aprisionado conscientemente naquela garota a sua frente, cada vez mais evidente tornava-se os seus sentimentos pela pequena, contudo, tudo o que sentia quando estava com ela: os batimentos cardíacos acelerados, o nervosismo, a inquietação e a vontade insana de poder caminhar de mãos dadas, abraçá-la constantemente e beijá-la eram sufocadas pelo seu auto controle. Ela namorava, Renji estava a par disso, e melhor do que ninguém, entretanto, ao passar algum tempo com a morena, todo o esforço que investia em esquecer e enterrar tudo, constantemente desfaziam-se, ignorando a dor do ruivo.

O rapaz sacudiu a cabeça mandando aqueles pensamentos insensatos embora. – E então, satisfeita com o café? – Sorriu afetuosamente.

A morena sentiu a intensidade do gesto do amigo. – Uhum, realmente é um ótimo lugar! – Ficou um pouco sem graça ao encarar aqueles olhos que no momento tinham um brilho intenso e acolhedor.

- Certo! – Se levantou do sofá. – Termine o bolo enquanto irei pagar a conta, assim que eu voltar daremos mais uma volta e iremos embora. – Naquele instante Abarai não pedia, porém, mandara e como de costume a garota obedecia.

O rapaz caminhou até o caixa sendo acompanhado pelo olhar daqueles grandes e astutos olhos negros. Rukia sabia muito bem o efeito que seu amigo causava em publico, principalmente quando nesse publico continham mulheres. Renji não sabia que, por onde passava, chamava muita atenção e olhares de luxuria e desejo. Inúmeras garotas que se encontravam naquele local desejavam tê-lo como companhia. A Kuchiki mais nova apenas sorria observando a cena, afinal, sabia muito bem sua posição.

[ ... ]

Ichigo respirava sossegado agora, conseguira sair ileso do ataque frontal de Kenpachi. Chorava de felicidade e prometera a si mesmo que recompensaria a santa – ou santo – que o resgatara do inferno que o aguardava se fosse pego pelas garras sedentas do dono do estabelecimento.

- Que sorte heim Ichigo. – Sado sorria divertido enquanto balançava o copo com suco em sua mão.

- É... Quem diria... – Ishida deu um gole em sua bebida. – Foi uma pena, pensei que teria um show...

- SHOW?! – Pegou o amigo pelo colarinho. – SE QUER VER ESSE TIPO DE SHOW VÁ PRA UMA BALADA GLS !!!!

Uryuu virou um pouco o rosto e olhou o amigo de canto. – Não precisa ficar tímido Kurosaki.

Sado reiniciava os risos. – É melhor parar Uryuu, daqui a pouco o Ichigo vai ficar brabo mesmo.

Sim, só que ele já estava uma pilha de nervos. – O QUE ACHA DE EU TE ENCHER DE PORRADA ISHIDA?! – Estavam com os rostos bem próximos.

- Acho melhor deixar para depois. – Desviou o olhar para um ponto atrás do alaranjado. – Olha lá! Hey Kenpachi-san!

Desesperadamente o rapaz lhe soltou e pulou da banqueta a ponto de bala, já ia sair correndo quando ouviu as gargalhadas de ambos os amigos.

- ORA SEUS... – Disse entre dentes quando percebeu a brincadeira. Explodia de ira – PQP!! HOJE TIRARAM O DIA PRA ME ZUAREM??!!! – O surto foi interrompido por um esbarrão e automaticamente o rapaz segurou o corpo que inclinava-se rumo ao chão.

- Opaaa, essa foi por pouco! – Puxou cuidadosamente, só pela espessura do braço e o modo em que endireitava-se, utilizando de apoio o morango, sabia que tratava-se de uma garota. – Você esta bem? – Perguntou tentando olhar para o rosto feminino que já estava a sua frente.

A garota tinha longos cabelos ondulados que cobriam-lhe a face. – Sim, estou bem obrigada! – E seguindo seu próprio ritmo, os fios abriram caminho para que seu rosto ficasse a amostra.

Um frio estranho tomou o estomago do alaranjado ao visualizar o conjunto, aquela visão era de uma deusa. Curvas perfeitas, atributos fartos e um rostinho de criança. E ele se arrepiou. Sentia estar revivendo aquela cena.

- Tenha mais cuidado da próxima vez Kurosaki! – Ishida sugeriu ao lado. – Isso que dá ficar tendo chiliques desnecessários.

Ichigo nebulou. A face encarou o rapaz de cabelos azulados, entretanto, antes que respondesse foi interrompido pela voz doce. – Ah... Então você é Kurosaki Ichigo? – Sorriu meigo. – E acredito que seus amigos sejam Yasutora Sado e Ishida Uryuu!

Os 3 se entreolharam e sorriram discretamente, sabiam que eram conhecidos e essa hipótese só se aprimorava a cada afirmação dessas.

- E qual é o seu nome Senhorita? – Perguntou educadamente Sado se aproximando dos três.

- Que descuido meu! – Ela corou. – Me chamo Nelliel Tu! – Ao tentar se afastar rapidamente do apoio que Ichigo fazia para reverencia-los, a garota percebeu que torcera o tornozelo fazendo-a ser tragada novamente para o chão.

- Hey, calma ai! – Puxou-a novamente em seus braços. – Acho que você se machucou um pouco Nelliel...

- MAS QUE POHA É ESSA?! – Rugiu uma voz rouca atrás de Nell.

Logo, as faces haviam se voltado na direção do grito dando de encontro com um grupo de rapazes de roupas brancas. Imediatamente Kurosaki tentou identifica-los, juntamente com os amigos sem obter sucesso, era a primeira vez em que se os viam, tanto naquele local quanto na vida.

- O QUE PENSA QUE ESTA FAZENDO COM A MINHA MULHER?! – Antes que se desse conta, o rapaz de longos cabelos já puxara a namorada dos braços dele, fazendo-a soltar um gemido de dor devido o toque inesperado do tornozelo ao chão.

- Nnoitra! Ele me ajudou. – disse ainda sentindo a dor.

O sangue do alaranjado ferveu. Não suportava esse tipo de atitude em um homem, seu estomago estava estranho desde que olhara para a menina e principalmente, acabara de achar o que mais procurava naquela noite: uma briga.

Nelliel se segurou no braço do namorado com a face demonstrando dor enquanto ele apenas a indagava com perguntas idiotas, cobrando uma explicação pela cena que presenciara. Por sua vez, ela tentava dizer que o rapaz apenas a ajudou em vão.

Interrompeu a garota. – Ah claro. – Se aproximou de Ichigo, o encarou e o empurrou pra trás com violência. – Saia de perto desse cara. – Pegou-a pelo braço ao se afastar, e nem ao menos notou a namorada mancando, arrastando-a com brutalidade.

- Vamos Kurosaki. – Deu um sorriso discreto. – Você veio aqui pra afogar as magoas não foi? –Estimulou Ishida .

- Vamos Ichigo. – Yasutora confirmou movimentando a cabeça, e sem olha-lo, compreendia totalmente o significado das palavras de ambos os amigos.

O rapaz deu o seu melhor sorriso e lia-se claramente uma excitação em seu rosto pelo brilho nos olhos. — OW SEU PROJETO DE TRAVESTI! – Nnoitra parou na hora e virou apenas o rosto na direção da voz, e com a maior cara deslavada, o mané ,que estava com sua garota, sorria.

Soltou a namorada e deu meia volta indo diretamente bater de frente com o cara. – O que foi que disse? – Começava a ficar realmente com raiva.

- Tsc... Além de viado é surdo? – Zombava.

Esse foi o limite. Assim que terminou de ouvir o que o alaranjado tinha a dizer, virou um soco de direita, contudo, seu adversário foi mais rápido e desviou. Em seguida, Ichigo deu um gancho em Nnoitra fazendo-o se desequilibrar para trás se afastando um pouco. Seus companheiros o cercaram, mas foram afastados pelo líder agora um pouco zonzo.

- Agora você me deixou nervoso... – Passou o braço pela boca e cuspiu.

O alaranjado apenas soltou um sorriso. A balada estava fervendo, o andar não lotara, afinal, não eram todos que tinham contas bancarias tão recheadas. Contudo, podia-se observar uma quantidade razoável de pessoas que iam e vinham pegar bebidas ou se servir com os petiscos. Para os que preferiam relaxar, optavam por ocupar uma mesa e ser atendido por garçons, significando que teriam um bom espaço disponível para a briga, sem atingir os demais clientes do andar.

As palavras de Nnoitra convertiam os sentimentos de seu adversário, era assim como ele se sentia, e cada lembrança que lhe retornava a cada segundo só piorava a situação do namorado revoltado a sua frente.

Como Rukia pôde deixa-lo só no 1º dia de aula? Eles já não andavam se vendo na mesma quantidade de vezes depois que haviam se formado, devido o aumento de responsabilidades dele com o trabalho, e quando saiam se esforçava ao máximo pra agrada-la de todas as formas. Será que ela não conseguia ver como ele se sentia naquela hora em que, de forma norma,l o dispensou pra sair com o irmão que, se viam constantemente? Poxa, eles não moravam juntos e nem iam fazer o mesmo curso juntos, estava exigindo muito da morena??

Mas antes que Kurosaki continuasse sua reflexão, foi interrompido pela corrida de NNoitra em sua direção armado para o ataque. Os lábios de Ichigo formaram uma linha reta e em seus olhos não se via mais brilho algum, logo suas mãos esconderam-se nos bolsos da calça jeans preta e quando o adversário limitava-se a uma mínima distancia sacando o punho direito para um novo ataque, o alaranjado já havia desviado da tentativa e desferiu um chute certeiro no ombro com o peito do pé mandando-o diretamente a um dos pilares de sustentação da cobertura do andar. Jirga colidiu com o concreto encapado de madeira, sem sentir o local em que havido sido acertado.

Ichigou caminhou em passos normais até o rapaz caído que levava a mão até o local do ferimento tentando amenizar a dor, contudo, antes que se aproximasse o necessário para desferir outro ataque e prosseguir com a briga, o grupinho do cabeludo ameaçou cerca-lo, mas tornara-se impossível, Uryuu e Sado entraram em ação desferindo golpes certeiros nos parceiros do moreno sentado, que resmungava palavrões. Kurosaki se agachou na frente do rapaz e lhe acertou o estomago impiedosamente fazendo-se ouvir de imediato um grito abafado vindo provavelmente da namorada de Nnoitra. Do moço a única reação que obteve foi um rosto contorcido, a busca pelo ar e a tosse que expelia um pouco de sangue.

Olhando sem esboçar sentimento algum, Ichigo levantou a cabeça de Jirga pelos cabelos e o encarou verificando ainda a feição de dor e ódio do mesmo. – Foi mal ai cara, mas você me pegou num dia dos infernos. – Um sorriso invisível se formou no canto dos lábios do alaranjado. – Não é nada pessoal, mas vão se foder. – Soltou os longos cabelos e, antes que o rosto do adversário voltasse para baixo, o puxou pelo colarinho da camisa desferindo-lhe uma cabeçada certeira. A poucos metros Sado e Uryuu concluíram o papel de cooperadores só restando corpos inconscientes espalhados ao redor de ambos.

— E mais uma coisa... – sussurrou próximo ao ouvido do moreno já nocauteado. – Nunca mais trate a Nelliel dessa forma seu fdp, ou eu realmente irei acabar com você... agradeça a sua garota por isso.

Nnoitra pode observar através dos longos cabelos que caiam desgrenhados em seu rosto com a visão entreaberta e embaçada a feição de dor, tristeza e desgosto de Nelliel antes de apagar.

Kurosaki caminhou em direção à garota e parou paralelo a ela. – Desculpe por isso, mas acredito seriamente que você merece um homem melhor. Não deveria aceitar esse tipo de tratamento considerando-se uma mulher – Virou a cabeça de maneira a ver seu rosto que agora o olhava. – Valorize-se mais, Nelliel, Você vai além do que ele vê. – Endireitou-se e caminhou para a saída acompanhado por seus amigos que passaram pela garota de cabelos verdes desculpando-se pelo ocorrido.

Com a música alta e a distancia considerável do ponto de maior agitação do lugar, a briga passou despercebida juntamente com uma ajudinha da iluminação que manteve tudo às escuras e os sons abafados; incluindo apenas a observação de Zaraki, o dono do estabelecimento que assistia de longe. Ao perceber que estava só, sentiu uma lágrima escapar pelo olho e uma presença ao seu lado.

- Venha, eu vou chamar um taxi pra você e darei um jeito neles. – Passou o braço pelos ombros da garota e trazendo-a consigo.

[ ... ]

Rukia divertira-se do final da tarde até o anoitecer, Abarai retornava com a morena para casa após um longo período de andanças, compras, discussões e risadas que dividiram nesse período. O ambiente entre os dois era bastante agradável, diferente de como estavam a um tempo e isso enchia o coração do ruivo; o sorriso da garota não desfizera-se até o atual momento o que demonstrava despreocupação.

Já Kurosaki, voltava só para casa. Após a briga no barzinho, ao ver a maneira como aquele cara tratou a namorada e como estava o rosto de Nelliel ao encerramento da confusão, só confirmava ainda mais seus sentimentos pela sua pequena de olhos grandes: a amava e naquele instante deseja mais do que tudo no mundo poder abraça-la. Uma dor tomou conta do seu coração e de imediato o rapaz pisou ainda mais no acelerador cortando os veículos a sua frente, como se a velocidade e a adrenalina do veículo pudessem confortar ou, ao menos, tapear tempo o suficiente até o alaranjado conseguir um belo copo de wisk, ou vodka puros.

Notas finais
Bom, muitas coisas que ocorreram neste capítulo serão estopim para a introdução dos próximos acontecimentos. Aqui vocês puderam acompanhar a furia do Ichigo, uma reunião entre os pais de Uryuu e o nosso morango e a aparição de mais personagens.

Esse é só o começo! Peço humildemente que continuem acompanhando a Fic e comentem sobre o que gostaram, não gostaram e até mesmo a respeito de erros no texto para que eu os corrija.

Nos vemos no próximo capitulo [que será em breve, desta vez eu prometo, palavra de escoteiro! ahsuahs]

E obrigada novamente a Deh!!