Come As You Are!

2 Primeiro plano do ano.


Notas iniciais
Agora sim, o primeiro capítulo! Ah e um obrigada ENORME para Katherine Petrova Cipriano e para Aya Chinatsu, que foram as primeiras a comentar a história. Vocês não tem noção de como eu fiquei feliz por ler e responder vocês! Espero que gostem, beijos!

O barulho infernal que incomoda a todos os estudantes do planeta toca pela segunda vez naquele dia, anunciando o final tão aguardado da primeira aula de uma tediosa segunda-feira, afinal, quem diabos merece começar a porra do dia com um caralho de um professor insuportável falando e falando com sua voz irritante milhões de baboseiras nas quais ninguém presente naquela sala prestava atenção? Exato, ninguém.


O professor dos infernos juntava suas coisas para, finalmente, deixar a sala, enquanto todos os outros conversavam, gritavam e riam como se o mesmo já não estivesse presente. Sam, Lih e Jas de maneira alguma seriam os unicos a respeitar o professor, então, passaram a conversar também, e não foi preciso muito esforço para tal ato, já que os três sentavam-se próximos uns aos outros.


Sam era a penultima de sua fileira, que tinha como ultimo membro Lilith, e, ao lado de Sam, na penultima cadeira da fileira ao lado, sentava-se Jason, que tinha como 'vizinhos' todo o resto do time de futebol, o mesmo que Sam simplesmente não suportava. E então você fica tentando entender, como alguém que simplesmente odeia todos os insuportáveis, mimados, escrotos, estúpidos, arrogantes e egocêntricos garotos do time pode ser a melhor amiga de um deles? Simples resposta: a vida é estranha, as coisas simplesmente acontecem.


O trio conversava animadamente sobre quaisquer coisas idiotas que os surgissem à mente, ou seja, merda. Merda pra caralho. Mais um barulho infernal e então o professor da segunda aula chaga à sala, fazendo com que o trio e o resto da turma parasse sua conversa para dar-lhe atenção ao menos no início da aula, e assim foi. Poucos minutos depois toda a classe já estava perdida em devaneios outra vez e o professor falava para o vento no centro da sala.


Alguns usavam o celular sem ao menos o esforço de tentar esconde-lo, outros escreviam bobagens nas ultimas folhas de seus cadernos, alunos do time de futebol trocavam mensagens entre si e riam sem sequer tentar disfarçar, incluindo Jason, que ria como um animal, chegando a gargalhar de alguma frase provavelmente indecente que havia acabado de ler, certas meninas observavam descaradamente os garotos do time e, a sua maioria, se não todas elas, babavam por dois garotos em especial: Jason Forx e James Storch.


Bom, nem preciso explicar o motivo pelo qual babavam por Jason, afinal, ele é um Deus Grego que leva qualquer um ao delirio com esse olhar sedutor misturado ao seu ar infantil. Siim, isso você ja sabia. Mas, quem diabos é James Storch? Ah, você com certeza preferiria nunca ter ouvido falar desse ser.


James Storch, um metro e oitenta dois de um corpo esculpido por Deuses junto a uma mente feita pelo Diabo. Combinação fatal, não posso negar. Cabelos negros e de um bagunçado natural absurda e inacreditavelmente sexy, olhos verdes, tão intensamente brilhantes e sedutores que chegam a transmitir uma insinuação sexual. Enlouquecedores, assim como seu abdomem, que distribui orgasmos a qualquer um que esteja a menos de 100 metros do mesmo, independente da idade ou de quão santa você é. Estar tão perto de James Storch deveria ser proibido por lei, afinal, é extremamente perigoso. Sua pele possui um bronzeado de praia ainda mais invejável que o de Jason e, acredite em mim quando eu digo, isso é imensamente difícil, quse impossível. James Storch, sem sombra de dúvidas, leva muitas ao delírio. Exceto por Sam.


Para Sam, estar perto de alguém como James causa ansia de vômito. É uma repulsa natural, sem nenhum motivo expecifico, ambos simplesmente não suportam estar perto um do outro, é natural. Fazem de tudo para tornar a vida do adversário um inferno, desde pegadinhas a provocações cara a cara, não importa onde, não importa como, nem sequer existe um por quê. Tudo que eles querem é fuder um com o outro. Alguns dizer ser amor encubado, e ambos dizem em resposta que o amor não existe. Será? Para uma menina que não recebe amor dos pais, acreditar no amor seria realmente estúpido. E para um idiota que transa com todas só pelo sexo cru, acreditar no amor seria tão idiota quanto.


Então, sendo assim, que mal há em fazer o mal?


Sam tinha obsessão por achar um jeito de fazer com que todas as garotas paressem de admira-lo e deseja-lo daquela forma quase doentia, mas não conseguia achar sequer uma maneira quase viável de torna-lo menos desejável ou admirável. Para elas, claro. Porém, hoje poderia ser seu dia de sorte. É dia de educação física.


Como se é de esperar, James é o capitão do time de futebol da escola, (sim, temos aqui outro quaterback), ou seja, jogará futebol na aula de educação física que, por sinal, é a próxima, que já está para começar. Ah, essa vai ser fácil.


Bem, caso você ainda não tenha entendido minha linha de pensamento, eu explico melhor: para jogar futebol, ele terá que trocar de roupas e vestir o uniforme do time, o que deixa todas as suas roupas facilmente acessíveis para que eu as pegue e tenhamos um James Storch andando por aí como veio ao mundo, já que o uniforme é utilizado por outras turmas também e ele não poderá simplesmente tomar posse do mesmo. Genial, eu sei.


O quarto sinal infernal do dia toca, tirando Sam de seus devaneios e anunciando que está na hora de tornar o sonho de dezenas de garotinhas mal comidas realidade: deixar James Storch totalmente nu. O professor de educação fisíca, que é um puta gato, por sinal, entra na sala dando início a chamada para que, em seguida, sejamos conduzidos até o campo, onde realizaremos as atividades.


Digo, eles realizarão, afinal, eu estarei um tanto quanto ocupada com questões mais importantes que meu bem-estar físico. E, ainda caso eu não tivesse demais ocupações, não faria a aula, eu não pratico esportes dentro da escola. É uma matéria absolutamente desnecessária e sem nexo para meu crescimento futuro, e ainda serve como desculpa para que os garotos possam nos ver dentro de micro shorts coladíssimos e camisas super largas e decotadas. Ridículo! Os diretos da escola e o professor de educação física já estão cientes de meu pensamente sobre isso e, devido ao fato de meus pais concordarem com o mesmo e discutirem a meu favor quanto a isso, eu não preciso fazer as aulas, apenas tenho de apresentar trabalhos escritos sobre algum esporte de minha escolha no fim de cada bimeste e pronto, passo com nota máxima.


Incrível, eu sei. Ao menos quanto a isso não posso reclamar de meus pais, são loucamente prestativos quando se trata de negócios, afinal, esse é o ramo deles. É a única coisa que importa para eles. É tudo que eles tem e tudo que podem dar. Não que eu me importe ou sinta falta de amor fraternal, só acho importante deixar claro que tal amor não existe. Na verdade, nenhum tipo de amor existe, amor é só uma palavra, são só quatro letras que qualquer um pode dizer a quaquer hora. Não significa nada, não atualmente, porque, mesmo sendo um pensamento tolo, acredito que antigamente possa ter tido um significado imenso dizer que se ama alguém, afinal não se dizia isso a qualquer um, como acontece hoje em dia. E esse é o motivo de eu não dizer 'eu te amo' para ninguém.


Entretanto, voltando à execução do meu plano brilhante, nós descemos até chegarmos ao campo, e todos os meninos desceram até os vestiários, onde trocaram de roupa, deixando seus pertences pessoais no mesmo. Acesso livre.


Como de costume, eu estava sentada na arquibancada observando tudo enquanto os meninos jogavam como se suas vidas dependessem de ganhar aquilo e as meninas trabalhavam como cheeliders, dançando com a bunda virada para todos os meninos verem (e essa era exatamente a intenção delas) com o corpo escondido atrás de nada além de um minúsculo pedaço de pano nos peitos e um ainda menos cobrindo a parte de baixo. Um absurdo uma escola aceitar esse tipo de coisa e ainda a incentivar, eu sei, mas o que posso fazer?


Não participar já está ótimo.