Come As You Are

17 Tell Me Baby


Notas iniciais
Olá minhas lindas leitoras/leitores (se é que ha algum leitor.. se tiver me avise porfa kk.
Gente ri muito com as suas reviews, algumas me emociono, outras choro de rir .. varia kkkkk .. Mas muito obrigada mesmo pelos reviews =D
Boomm vou parar de enrolar e vamos a leitura.

Como todo fim de semana, fui acordada pelo barulho da bateria de Jimmy. Levantei-me disposta a tomar vergonha nessa minha cara e provar pra aquele guitarrista metido quem que é o fraco nessa merda toda. – Esse foi o meu orgulho falando, e por orgulho eu tinha que provar que eu sou muito bem capaz de sair dessa fossa toda.

Liguei para Jen para confirmar o ensaio e saber da minha guitarra.


– Alô? – Do outro lado Jen atendeu com uma voz de sono.

– Jen cadê a minha guitarra? – Fui direto ao assunto.

– Huuummm... sua guitarra? – Fez uma pausa. – Não sei de guitarra nenhuma sua não, só sei da minha... uma de caveiras sabe?

– Ha ha, muito engraçada. – Respondi irônica. – Sério, cadê ela?

– Pra que você a quer? Achei que tinha desistido da música. – Me respondeu com desdém.

– Você quer ganhar a porra do festival ou não? – Tive que explodir com ela, eu quero saber onde está a porra da minha guitarra!

– Então você ainda quer participar do festival? – Me perguntou animada.

– Claro querida, preciso provar pra um guitarrista babaca que ele não é o melhor do mundo!

– FINALMENTEE! – Ela gritou. – Finalmente você saiu dessa fossa... já estava ficando chato viu. – Riu.

– Idiota! – Ri sem graça. – E ai? Cadê a minha guitarra?

Eu levei pro amigo do Steven concertar já eu sabia que você sairia dessa. – Disse alegremente. – Mas hoje não vou poder, achei que você não ia melhorar tão cedo, mas pega lá com o Gates a guitarra dele e treina ai.

– Aff, tinha que ser com ele? – Falei revirando os olhos.

– Tenta com o Zacky então, mas arranja uma guitarra HOJE, não podemos perder mais tempo.

– Ok. – Me rendi.

– Agora me da licença que eu vou voltar a dormir, beijoo. – Disse desligando o telefone.


Agora é tomar coragem e pedir a guitarra emprestada. – O que eu não faço para não ter que beijar o pé dos outros.

Peguei uma calça jeans em meu armário e uma regata do pantera e fui de chinelo mesmo até a garagem de Jimmy. – Eu ia no vizinho, não precisava me arrumar.

Chegando em frente à garagem topei de frente com Matt saindo nervoso, e pude perceber isso porque ele saiu de lá com os punhos acirrados, batendo os pés. Dei um oi para ele e de brinde recebi um vácuo como resposta. – Também te amo Matt.

Entrei na garagem e vi Jimmy – Sem camisa, como sempre. – e Johnny – rindo, enquanto Brian estava de cara fechada.


– Olha quem finalmente saiu da toca. – Fui recebida por Jimmy, que vibrava com a minha chegada. Sem camisa como sempre, ele vestia apenas uma calça jeans que era sustentada pelo cinto re tachinhas que usava.

– Que milagre é esse? – Johnny me questionou.

– Oi galera. – Cumprimentei sem graça.


Brian apenas deu um sorriso pra mim e voltou a treinar em sua guitarra.


– Porque o Matt saiu puto? – Curiosidade, o seu nome é Emily.

– Ele é um gay! – Brian comentou por alto.

– Não agüentou o tranco né Gates? – Johnny zombou.

– Ah, ele já chegou um pouco irritado por que algumas pessoas falaram coisas que não devia sabe? – Jimmy me explicou apontando (in)discretamente para Brian. – E também ele se irritou comigo e com o Johnny falando que não estamos levando os ensaios a sério.

– Às vezes ele é muito rigoroso. – Johnny comentou com uma expressão triste.

– Hmmm... err... cadê o gordo? – Perguntei ao perceber que eu ainda não havia visto ele.

– Ele hoje não pode ensaiar, acho que a mãe dele ia fazer algum prato especial em casa e ele não queria perder isso por nada. – Jimmy me respondeu soltando uma gargalhada. Pronto, fudeu vou ter que pedir pro Gates.

– Syyn... – Disse toda manhosa me sentando ao seu lado. Provavelmente ele estava puto comigo porque os meninos me defenderam. – Posso conversar com você lá fora? – O perguntei forçando um sorriso enquanto todos me olhavam, digamos... um pouco surpresos com a minha atitude incomum.

– Acho que sim. – Disse me olhando desconfiado e se levantou indo em direção ao portão da garagem e eu fui logo atrás.


Nos sentamos no meio fio em frente ao portão de Jimmy e fiquei encarando a rua deserta... as casas... os carros... a grama dos jardins... até a roupa do Brian. – Ele trajava uma camiseta branca de tecido quase transparente, uma calça jeans escura e um tênis surrado, simples. – Era incrível como eu me torno uma pessoa totalmente diferente quando vou pedir algo, sei lá fico com vergonha, mas não com vergonha de pedir e sim de receber um não como resposta. ME JULGUEM.


– Emy desculpa por ontem, mas não retiro nada que eu falei. – Brian quebrou o silencio. – Mas eu acho mesmo que você estava sendo fraca... – O QUE? FILHO DA PUTA! Emy respira... você precisa dessa guitarra. –... e achei que você precisava ouvir isso pra você enxergar o que estava realmente acontecendo. – Não soque a cara dele, não soque a cara dele, não soque... – Eu sei que fui grosso, mas achei que devia falar e então falei. – Concluiu com um sorriso sem graça no rosto e voltou a falar mais algumas coisas.


Depois da parte que esse filho duma quenga me chamou de fraca confesso que não prestei atenção em mais porra nenhuma, o que é bom por um lado, porque se eu o ouvisse me chamando de fraca novamente eu com certeza afundaria a minha mão na cara dele.

Como responder a algo que você não ouviu? Só sei que pelo modo que Brian me olhava, deu a entender que ele queria uma resposta minha. Sorri para ele concordando com a cabeça e pedindo para que ele não tenha me feito uma pergunta e logo mudei de assunto.


– Ok. – Sorri e mudei de assunto. – Eu vim aqui lhe pedir sua guitarra emprestada, eu preciso mesmo treinar um pouco pro festival e você sabe né... eu to um pouco enferrujada. – Disse um pouco acanhada.

– Huummm. – Brian me olhou com um sorriso malicioso. – Já que você resolveu voltar a participar do festival, a nossa aposta então ainda está de pé. – Afirmou cruzando os braços.

– Você quer mesmo ser humilhado Brian? Porque quando EU ganhar... – Disse dando ênfase na palavra eu.

– Opaa acho melhor não cantar vitoria não gatinha. – Ele me interrompeu. – Porque o gostoso aqui é muito bom no que faz. – Deu uma piscadela fazendo com que eu revirasse os olhos. – Já volto – Disse se levantando e voltando para a garagem e depois de uns minutos voltou carregando em seus braços uma guitarra e me entregando.

– Obrigada. – Agradeci com um sorriso enorme. – Vai me ajudar muito. – Levantei-me me despedindo de Brian e voltei pra casa carregando sua guitarra cuidadosamente. – Passa mais a noite lá em casa que eu te devolvo. – Gritei quando já estava distante dele.

– Amanha você me devolve! – Gritou. – Ahh, e tenta não destruir essa guitarra ok? – Disse meio aos risos, apenas lhe mostrei o dedo do meio e entrei em casa puta de raiva.

– Só se eu quebrar ela na sua cabeça. – Resmunguei subindo as escadas.


Me joguei em minha cama e ali passei a tarde toda tocando... e tocando... e tocando, finalmente resolvi parar quando os meus dedos começaram a doer muito.

Pela primeira vez nessa semana consegui dormir um pouco mais tranqüila.

Os dias foram passando e nada da minha guitarra ficar pronta – De acordo com o Harry, o amigo do Steven, eu realizei a proeza de queimar dois dos três captadores, empenar o braço da guitarra e a restauração iria demorar um pouco mais porque ele teria que pintá-la novamente e arrumar as partes lascadas da madeira. –, então tive que treinar com a guitarra do Brian ou a do Zacky.

Brian e eu ficamos muito próximos – A ponto dele até me dar uns toques sobre guitarra, a maioria das coisas que ele falava eu já sabia, mas outras realmente ajudaram. –, mas parece que pra ele não existe amizade entre pessoas de sexo oposto... já perdi a conta de quantas vezes nessa semana tive que me livrar de seus surtos de querer me agarrar. – Eu realmente já estava ficando nervosa com isso.

Tive também que agüentar Jen me zuando HORRORES, falando que eu tinha virado “amiguinha” do Brian. – Não, na verdade não éramos amigos, eu sabia que ele me tratava “bem” devido ao fato dele ficar com remorso de ter me xingado ooouu porque ele queria me agarrar... um dos dois eu sei que é. – Mas nos duas também ficamos mais próximas ainda devido ao festival de talentos. Treinávamos todos os dias, ora na minha casa e ora na casa dela. – Mais na casa dela, porque a velha surtava só de ver a Jen. – Mal saiamos com os meninos porque sempre estávamos juntas ensaiando também.


(...)

Na sala de aula.


O sinal que avisava o término das aulas havia acabado de bater e como de costume fiquei sozinha na sala, porque sempre demoro para guardar os meus materiais, como minha aula era diferente da de Jen, ela provavelmente já estava do lado de fora do colégio me aguardando.


– Syn! – Gritei ao o ver passando em frente à sala em que eu estava. – Vem aqui.

– Cara você demora demais... um dia desses ainda vamos te deixar para trás. – Comentou entrando na sala.

– Passa lá em casa hoje mais tarde pra pegar a sua guitarra. – Disse colocando minha mochila nas costas e caminhando em direção a ele, que estava parado em frente à porta.

– Ahh... mas passar lá SÓ pra pegar minha guitarra? Não pode rolar algo a mais não? – Questionou com um sorriso nos lábios.

– Não Gates! Apenas a guitarra. – Bufei passando por ele, mas antes que eu saísse da sala Brian foi mais rápido do que eu e fechou a porta impedindo a minha passagem.


Lá vem... tentativa de número 123456 entrando em ação!


– Abra a porta. – Ordenei tentado tirar sua mão da maçaneta. E assim ele apoiou suas mãos na porta me deixando entre seus braços e me prensou contra a porta. – Prensada pelo Gates novamente... isso está começando a ficar repetitivo. – Resmunguei soltando uma risada carregada de sarcasmo.

– Ela fala como se não gostasse. – Sussurrou fazendo com que eu pudesse sentir o seu hálito soprar em minha bochecha.

– E não gosto mesmo. – Afirmei.

– Não senti firmeza nas suas palavras. – Disse se aproximando mais de mim.

– A única firmeza que você vai sentir é a minha mão batendo firme na sua cara se você não me largar AGORA! – E ele só chegou mais perto. – Brian se você me prensar mais vou acabar atravessando a porta! – Gritei irritada e ele apenas riu.

– Adoro te ver irritada. – Beijou o meu pescoço fazendo com que eu me arrepiasse. – Quando você vai parar de fingir que não gosta? – Sussurrou.

– É serio cara eu tenho que ir embora. – Porra que menino chato! Às vezes da vontade mesmo de beijar ele só pra ele parar com essa merda. Só porque você pensou isso eu te PROIBO de beijar ele dona Emily!

– Cansou de resistir? – Levantou o meu rosto fazendo com que eu encarasse seus olhos.

GOLPE BAIXO! Eu amassada pelo Brian contra a porta e ele ainda me obriga a encarar seus olhos. Eu não estou afim dele, mas também não sou de ferro né. Não é que estava sendo horrível ser prensada por ele – SUA TARADA! –, mas eu não quero.

Eu não acredito Emily... você já foi menos safada! Cala a boca? É sim SA-FA-DA. Ahh vai falar que ele não tem um corpo legalzim? Legalzim ou gostozim hahahahahahha vou te atormentar pra sempre por essa!

E no meio dessa minha discussão com a pessoa mais idiota do mundo – Eu mesma. –, me toquei que eu estava paralisada olhando para os olhos de Brian e ele estava com os seus lábios bem próximos do meu.

Senti algo gelado roçando em minha bochecha. – Era a ponta de seu nariz.


– Credo Brian que nariz gelado! – Exclamei tentando me afastar dele. – Parece que tem um cachorro roçando em mim. – A arte de quebrar o clima parte dois.


A vaca apenas deu uma risadinha e rosnou ao pé de meu ouvido. – Nem tive vontade de rir da cara dele, imagina. – E ele só foi chegando o seu rosto mais próximo do meu. De tão prensada que eu estava eu não conseguia mais me mexer. Aceite os fatos Emy, esse beijo vai rolar agora.

Novamente os seus lábios roçaram nos meus fazendo que eu involuntariamente estremecesse todo o meu corpo. Ele começou a pedir passagem para um beijo.


– Gates...

– Dessa vez você não me escapa. – Sussurrou me interrompendo.


Com sua mão em baixo do meu queixo, Brian levantou a minha cabeça e eu fechei os olhos na tentativa de forçar a minha mente a pensar em alguma coisa.


– Eu e a Jen temos um caso. – Soltei essa pérola fazendo com que ele se afastasse de mim e me encarasse desconfiado erguendo uma de suas sobrancelhas.


Não tinha outra coisa melhor pra falar não? UM CASO COM A JEN? Cara eu não mereço viver mais depois dessa. Deus me mate AGORA!


– Você e a Jen? – Brian disparou a rir. – Sei...

– Pense bem Brian. – Falei seria. – Me de outro bom motivo para que eu não te deseje. – Disse cruzando os braços. Convencido do jeito que ele era com certeza ele não acharia outro motivo. – Eu não queria contar, mas você não me deu escolha. – Me aproximei dele e comecei a acompanhar o contorno de suas tatuagens com a ponta do dedo. – Claro que você tem um corpo e tanto e até entendo o porquê das meninas se jogarem aos seus pés. – Afirmei convicta do que eu falava. – Mas prefiro a Jen. – Sussurrei e sai da sala logo em seguida rindo horrores da reação dele.


Não sei o que é pior... eu ter falado essa besteira ou a anta do Brian ter caído nessa. Deus mate ele também!


(...)

Na casa de Jen.


– VOCÊ FALOU O QUE? – Jen gritou quando contei o que havia acontecido. – Ele não acreditou não né? Claro que não!

– Acho que sim. – Soltei uma risada.

– Olha aqui Emy, eu não tenho nada contra lésbicas, se você é beleza, mas inventar um caso COMIGO? – Gritou mais uma vez, fazendo com que Steven rolasse de tanto rir no sofá.

– Eu não sou lésbica! – Protestei.

– Tem certeza? Porque não é muito normal as amigas inventarem casos entre si!

– Não sou Jen! – Ótimo Emy, qual vai ser a próxima besteira do dia? Falar com a Val que você e o Matt se pegam? – Eu só queria me livrar do Gates. – Me defendi.

– Você vai contar a verdade. – Olhou pra mim enquanto eu fazia com a cabeça um sinal de negativo. – Ahh vai sim. – Disse arregalando os seus olhos azuis.

– Emy... até que gostei dessa sua idéia, até que vocês duas dariam um casal legal. – Steven falou analisando nós duas.

– Ste sai daqui AGORA! – Jen berrou arremessando uma almofada do sofá em sua cabeça.

– Eu saio, mas não façam nada de errado. – Levantou dando uma piscadinha para a irmã, que por sua vez arremessou outra almofada nele.

– Jen relaxa, logo... logo ele vai perceber que é mentira. – Afirmei sorrindo.

– Cara. – Bufou. – Você apronta cada uma pra mim que puta que pariu.

– Ele vai insistir até conseguir o que quer. – Jen soltou essa frase ao vento se sentando ao meu lado. – Um conselho... não faça nada que depois você vá se arrepender.

– Eu não me arrependo de nada.

– Isso tudo é um jogo e você está tornando isso mais divertido pra ele. – Deu um sorriso sarcástico. – Brian Haner... o seu único amor? Sua guitarra.


Jen filosofava enquanto eu me matava por dentro na tentativa de imaginar o que será que havia acontecido entre os dois... ele quebrou o coração dela? Jen tem um coração? – Tá essa piada foi sem graça, mas tive que fazer mesmo assim.


– Você já gostou dele? – Perguntei.


O que ela me respondeu? Chutem ai.

Notas finais
e ai? O que ela respondeu?? Acho que vou receber um mote de reviews me xingando por esse final ne? A Paola tbm me xinga qnd termino assim, nem me importo mais kkkkkkkkkkk
Beijos e até o proximo cap..